Cavalos Selvagens
2 2 "Aquele cowboy metido!"
Notas iniciais

Capítulo 2 — Aquele cowboy metido!
— Ele me chamou de senhorita… — Victor comentou com Tulipa. Havia sido divertido, mas estava desacreditado. Sebastian riria de sua cara durante toda a sua estadia.
— Jackie é um bom rapaz. Não fez por mal. — Tulipa garantiu. — Esses cabelos longos e esse rostinho lindo confundiram o pobre homem. — Ela garantiu e apertou os ombros do loiro.
Victor rodou os olhos quando as bochechas pinicaram. Tulipa não mudaria nunca. A mulher o tratava como se ele ainda fosse um menininho de sete anos.
— Mas foi divertido… — Tulipa confessou, arrancando uma expressão azeda de Victor que concordou depois de resmungar. — Amanhã ele vai te levar pra ver como a fazenda 'tá bonita. Dá orgulho de ver!
Victor abriu um sorriso grande e sincero. Estava feliz porque o pai dava o suor e o sangue para que as terras prosperassem. Sabia como ele amava aquele lugar antigo e cheio de histórias e ficaria ainda mais feliz em ajudar a fazenda a expandir os negócios para o exterior. Santa Luz era uma cidadezinha muito pequena e Victor pensava alto.
O casarão, ele se lembrava, não mudara muito. A parede ainda mantinha o mesmo papel escuro e a cor que predominava nos cômodos era o vermelho escuro, a cor preferida da mãe.
As escadas rangeram quando ele e Tulipa subiram para o andar de cima. Victor fez a anotação mental de pedir para que alguém consertasse os degraus, o barulho era irritante e a madeira podre poderia causar algum acidente.
O corredor tinha algumas portas de cor escura e a tinta estava descascada em vários lugares. O pai cuidava dos negócios e não se importava com os detalhes da casa. Victor também daria um jeito naquilo.
— Vou entrar com você, quero ver a felicidade do patrãozinho. — Tulipa anunciou ao chegarem a última porta do corredor, mais precisamente no quarto de Ivan Green.
Victor concordou, sabia que Tulipa tinha uma forte paixonite pelo pai e achava divertida as reações dela em frente ao patrão.
Ivan estava recostado nos travesseiros fofos que estavam na cabeceira da cama. Segundo o médico, ele deveria repousar por alguns dias e não se estressar de nenhuma maneira. Corria risco de enfartar, mas só estava obedecendo porque o filho estava ali e não queria que ele já chegasse lhe dando alguma bronca. Ele até mesmo fingiu uma maior indisposição ao ver o loiro entrar. Queria ser paparicado pelo filho preferido.
— Ele está fingindo! — Tulipa falou ao ver a expressão desolada de Victor. — É um velho carente… — Um velho carente, mas que não lhe dava nenhuma chance de se aproximar da forma que queria.
Ivan resmungou ao ouvir a fala da mulher. Não devia ter dado tanta intimidade a ela.
— Pai! – Victor se jogou sobre o homem de cabelos e barba grisalhos, envolvendo-o em um abraço apertado. — Pai, como o senhor está?
As mãos de Ivan acalentaram a nuca e as costas do filho. A saudade era tanta que ele se controlou para que as lágrimas não caíssem.
— Eu estou bem, filho, muito bem. – Murmurou e beijou o rosto liso de Victor, observando como o filho estava parecido com a falecida esposa.
— Não precisa mentir. – Tulipa havia torcido os lábios ao ouvir a fala do patrão. — O senhor não está tão bem assim. Precisa de muito repouso e não pode se estressar de jeito nenhum. – Cruzou os braços e fuzilou Ivan com o olhar. Ele era um velho, afinal, precisava de certos cuidados e Victor estava ali justamente para ajudá-lo.
— Você não se intrometa! – Ivan virou a cara. — Vá procurar alguma coisa pra fazer.
Tulipa suspirou e saiu fazendo barulho com os tamancos de madeira. Pronto, agora o patrão ia começar a agir feito criança.
— Agora que a velhota já foi, conte-me como anda a sua vida. – Ivan se animou e se sentou melhor ali na cama, pegando a mão do filho e sorrindo com carinho. — Como anda o namoro?
O coração de Victor bateu dolorido no peito. Aquele era um assunto do qual ele não queria falar. Não estava preparado para contar as decepções amorosas e não queria chatear o pai ou estressá-lo com as frustrações e tristezas. Contaria em algum momento, mas não era aquela a melhor hora.
— Vai bem. Nós estamos muito bem. – Tentou parecer o mais convincente possível e até sorriu.
— Por que ele não veio com você? – Se estavam bem, era normal que o namorado do filho viesse também visitá-lo.
Ele.
Victor lembrava-se do quão difícil havia sido para que o pai aceitasse sua orientação sexual. Ivan queria netos e uma nora bonita, mas Victor chegou e lhe apresentou um homem em vez de uma mulher. Lembrava-se do tapa que tinha levado e da forma como o pai havia gritado para o namorado deixá-lo. Não era uma boa ideia contar que preferia homens em um dos restaurantes mais badalados da cidade grande. Demorou para que Ivan aceitasse, seria uma decepção para ele se soubesse o quão mau caráter Ryan havia sido e o quanto ele, Victor, ainda era apaixonado pelo cretino que só queria brincar consigo.
— Ele não pôde largar o trabalho, mas mandou um abraço forte e disse que virá assim que possível. – Odiava mentir, mas era por uma boa causa, pela saúde do pai. — Agora vamos falar do senhor. Quero que me conte tudo o que andou aprontando nessa fazenda.
*
O salão estava todo enfeitado com bandeirinhas e bexigas e os empregados ainda arrumavam a mesa enorme com os doces preferidos do filho do patrão. Tulipa sabia que não era necessário uma comemoração daquelas, Victor era um menino simples, mas o pai havia insistido para que fizessem ao menos uma pequena festa em homenagem ao filho.
— Vá tomar um banho, rapaz. 'Tá fedendo a cavalo. – Tulipa aconselhou. Jackie contaminaria o salão com aquele fedor. — E não demora!
Jackie rodou os olhos. Tulipa era uma segunda mãe e ele sempre a ouvia. Por mais que as vezes quisesse ignorá-la, acabava sempre obedecendo. Ergueu o braço e cheirou a axila, fazendo careta ao constatar que ela estava certa. Céus, estava mesmo fedendo. A mulher baixinha tinha sempre razão. Ele não sentia vontade de festejar, mas era importante para o patrão e, além disso, os docinhos de Tulipa eram os melhores, não podia deixá-los ali tão solitários.
Subiu os degraus que levavam aos quartos – ele havia ganhado um quarto no piso superior – e foi logo tirando as botas sujas e a camisa azul. Tomaria um banho rápido e ao se encarar no espelho, pensou que talvez devesse fazer a barba. A ideia foi logo descartada, gostava dos pelos faciais e dava um trabalhão danado pra fazer, fora que sem barba ele parecia muito mais jovem, não gostava. Ao entrar no chuveiro, pensou na vergonha que havia passado com o filho do patrão. Ele tinha a certeza de que era filha, mas Tulipa lhe deu uma bela bronca e disse o quanto ele era distraído.
— Distraído… – Resmungou. A culpa era do garoto por ter cabelo comprido e rosto de mulher. É claro que ele havia pensado que era senhorita em vez de senhor. Homens da cidade eram muito estranhos...
Saiu do chuveiro sem se importar em molhar o quarto e pegou uma toalha para enxugar os cabelos e o rosto. Estava imerso nesse pequeno ritual que não percebeu a porta sendo aberta. Só se deu conta de que havia alguém ali quando um gritinho lhe chamou a atenção.
Victor estava de olhos arregalados e uma das mãos cobria os lábios. Havia invadido o quarto errado e não sabia onde enfiar a cara.
As sobrancelhas grossas de Jackie se franziram e ele teve a impressão de que os olhos verdes da senhorita… Do senhor filho do patrão, desceram indiscretamente por seu corpo molhado.
— Quarto errado. – Falou e teve ao menos a decência de enrolar uma toalha na cintura. — Ah, você está bem? – Visto pelo rosto todo vermelho e a expressão de choque no rosto do loiro, ele não parecia nada bem. — Olha, eu queria me desculpar por ter te confundido com uma–
A frase se perdeu no momento em que a porta bateu com força. Não era a melhor hora para pedir desculpas, mas não pensou que seria deixado falando sozinho.
Victor saiu correndo em disparada pelo corredor e conseguiu encontrar o quarto que havia sido preparado para ele e, só então voltou a respirar. Era muito azar ter ido se enfiar no quarto justo daquele homem. Ele estava pelado! Pelado! O rosto estava tão quente que ele achou que estivesse com febre. Por que o infeliz não podia ao menos estar vestido? Correu para tomar um banho, mas não tinha mais tanta vontade de descer. Aquele homem, com certeza, estaria lá embaixo. Tomou um banho rápido e vestiu roupas simples. Os cabelos compridos estavam molhados e o rosto branco feito papel.
— Descer ou não descer? – Murmurou em nervosismo. — Quer dizer, não é como se eu tivesse apreciado o que vi, eu só… Fiquei assustado. Isso! Assustado!
— Não sabia que falava sozinho.
A voz de Sebastian sim o fez quase morrer de susto. Os olhos verdes encararam o moreno assustados.
— Por Deus! Podia bater na porta. – Era irônico ele falar para o amigo bater na porta quando ele havia invadido o quarto daquele cowboy. — E eu só estava pensando em voz alta. – Defendeu-se.
— Claro, senhor pensante. Está pronto? – Inquiriu com a sobrancelha arqueada. Sebastian usava um chapéu escuro e uma camisa com um colete de franjas.
— Estou pronto pra quê? – Victor quis saber. Era só um jantar em família, não era?
— Sem perguntas, moço da cidade. – Sebastian puxou o loiro pelos ombros e o arrastou para fora do quarto. — Jackie!
Victor sentiu o ar faltar e quis abrir um buraco no chão e se enterrar. Aquilo era ainda mais falta de sorte. Quer dizer, sabia que encontraria aquele homem, mas não tão rápido e não ali, no corredor.
— Vem! Vamos juntos lá pra baixo. – Sebastian sorriu e grudou no braço do cowboy assim como estava grudado no braço de Victor. Percebeu que havia algo estranho ali quando notou que o loiro estava tão vermelho quanto uma pimenta e Jackie parecia um pouco desconfortável também. — Tudo bem com vocês?
Victor resmungou alguma coisa e Jackie deu de ombros. Okay, tudo estava estranho ali.
O loiro não queria relembrar a estupidez que havia feito ao entrar no quarto do cowboy, mas ficava impossível quando o homem estava ali tão perto. A primeira coisa que fez ao descer as escadas foi soltar-se do braço de Sebastian e enfiar as mãos nos bolsos da calça larga que usava. O desconforto era evidente, ele era péssimo em disfarçar.
Jackie encarou o loiro por alguns momentos antes de se aproximar um pouco mais e tomar a liberdade de cochichar no ouvido dele.
— Se é pelo que houve lá no quarto, não precisa ficar assim. Afinal, nós temos as mesmas coisas, ou não? – Perguntou baixinho e presenciou o rosto que já estava vermelho se avermelhar ainda mais.
— O que você acha, estúpido? – Victor perguntou ao se descontrolar, lançando um olhar atravessado ao homem folgado e cheio de ousadias. — É claro que não estou assim por isso. Aliás, não vi nada de mais. – Desceu o olhar pelo corpo do moreno e deixou um sorrisinho cínico aparecer. Não sabia de onde havia tirado coragem, mas adorou ver a expressão desacreditada no rosto de Jackie. — Vem, Bastian. – Foi a vez dele puxar o amigo pelo braço e sair arrastando Sebastian.
Jackie, depois de um tempo paralisado, permitiu que um sorrisinho mínimo aparecesse. Não viu nada de mais… Não era o que os olhos verdes tinham mostrado no momento em que o loiro entrou em seu quarto.
— Surpresa!
Foi o que Victor ouviu assim que entrou no salão grudado com o amigo. Os olhos verdes brilharam com todos aqueles rostos conhecidos e com o cuidado e carinho naquela decoração. Estava com raiva e com vergonha daquele cowboy metido, mas a festa surpresa fez com que um sorriso enorme se abrisse no rosto bonito e avermelhado.
— Você devia ter me contado. – Acotovelou Sebastian.
— Não sei se você sabe o conceito de surpresa, loiro, mas consiste em não contar para não estragá-la. – Sebastian riu e roubou um dos docinhos que enfeitavam a mesa, levando bronca de Tulipa.
— Bem vindo de volta, meu menino! – Foi Tulipa quem falou primeiro, depois de espantar Sebastian da mesa e ir abraçar mais uma vez o rapaz loiro e tão bonito.
— Desse jeito eu vou chorar. – Victor resmungou, principalmente ao ver o pai ali, sorrindo feito um velho babão. — Estou feliz por estar em casa. – Falou ao tentar se controlar. Não queria chorar feito um menininho mimado.
— Vamos guardar esse momento! – Ivan anunciou e foi logo chamando Bartholomew que carregava uma câmera. — Quero uma foto pra colocar no álbum.
Ivan puxou o filho e Tulipa que já estavam ali para tirar uma foto. Chamou Sebastian e achou que estava faltando alguém para completar o álbum.
— Jackie! Vem cá, rapaz! Quero você nessas fotos também. – Chamou com um sorriso enorme, acenando para o jovem cowboy. — Jackie é como um filho pra mim. Meu braço direito. – Falou para Victor.
— Ótimo. – O loiro murmurou com um sorrisinho amarelo. — Ótimo.
Jackie ajeitou o chapéu e caminhou até a mesa. Não que gostasse de tirar fotos, mas ao ver a expressão de desgosto na face do loiro, ele foi até lá com muito gosto.
— Fica do lado do Victor. Quero uma foto de vocês dois. – Ivan pediu e foi logo tratando de fazer aqueles dois ficarem juntinhos como se fossem irmãos de verdade.
Victor quis protestar. Quis empurrar aquele abusado. Que mão atrevida era aquela em sua cintura?
— Você está sendo muito abusado, James. – Murmurou para que somente ele escutasse, sorrindo forçado para que a foto não saísse tão ruim.
— É Jackie. – O cowboy respondeu atravessado. — E são ordens do patrão, então, sorria senhorita. – Implicou e acabou levando uma cotovelada bem-merecida nas costelas.
— É senhor, seu abusado. – Resmungou entredentes e voltou a sorrir. Bart ainda não havia tirado aquela porcaria de foto?
— Senhor. – Falou com desdém. — Sobre você não ter visto nada de mais lá no meu quarto. Não foi o que a sua expressão me disse. — Implicou. Ainda não havia digerido a fala do loiro.
Victor sentiu o ar faltar e quis socar aquele homem arrogante e metido. Grande coisa o que tinha visto, quer dizer, não era grande coisa, ou melhor, ele nem havia prestado atenção.
— Olha o passarinho! – Bart exclamou e só aí o flash – que quase cegou os dois – foi disparado.
Victor empurrou discretamente Jackie com os quadris e puxou o pai para ficar ao seu lado. Se Ivan soubesse que aquele homem era um abusado de marca maior, não o trataria feito um filho.
— Vamos comer! – Foi Sebastian quem anunciou e já foi logo atacando os doces. Tulipa era uma doceira de mão cheia e ele não desperdiçaria nenhum daqueles quitutes.
Rodeou a mesa e voltou para o lado de Victor, notando o quanto ele estava estranho.
— Você está esquisito e o grandão ali também. – Sebastian falou ao desviar os olhos dos doces para o loiro e depois para Jackie. — Aconteceu alguma coisa?
— Não! – Victor se apressou em dizer. — Eu nem conheço aquele homem. – Deu de ombros e enfiou um cupcake na boca, não querendo falar mais nada relacionado àquele homem.
— Sei… – Sebastian sorriu e estreitou os olhos puxados. Jackie era um cara legal e era muito bonito também, mas não fazia o tipo do loiro. Pelo menos, o cowboy não se parecia em nada com o ex-namorado do amigo. — Depois você me conta direito essa história.
Victor sentiu a massa do bolinho descer com dificuldade e pegou um copo com refrigerante, tomando todo o líquido de uma única vez. Não tinha nada pra contar. Não queria tocar naquele assunto. Os olhos verdes deslizaram pelo salão e ele encontrou o tal Jackie conversando com uma mulher e um outro rapaz. Era melhor que ficasse bem longe mesmo. Abusado!
*
Depois de toda aquela comemoração, despediu-se de Sebastian e foi subir para o quarto. O pai e Tulipa já haviam se retirado. Passava das duas da manhã e ele havia levantado muito cedo. Estava cansado e precisava de uma cama para se jogar. Acabou tropeçando no meio do caminho, caindo de joelhos no chão do corredor. Era tão desastrado.
— Se machucou? – A voz de Jackie o fez voltar ao chão. Céus, que ideia era aquela de chegar de mansinho? — Eu te ajudo.
— Não preciso! – Bradou e foi logo se apoiando na mesinha que tinha ali, levantando com alguma dificuldade. — E nem pense em tentar dar uma de espertinho pra cima de mim. – Apontou um dedo fino para o rosto do cowboy.
Jackie franziu o cenho e cruzou os braços, escorando-se na parede e encarando o loiro com os olhos estreitos.
— Não faço ideia do que você está falando. – Torceu os lábios. — Eu até tentei me desculpar, mas você saiu batendo a porta e me deixou falando sozinho.
— Queria que eu ficasse te olhando pelado? – Perguntou indignado, cruzando também os braços.
— Não precisava ficar olhando, oras! A não ser que tenha achado algo muito interessante… – Não que ele se importasse com o que um homem fosse pensar de seu corpo, mas o loiro merecia aquela implicância.
— Já disse que não vi nada de interessante, seu metido. – Respondeu embolado e passou as mãos para afastar os fios loiros que desciam para o rosto vermelho. — Pare de ser abusado e esqueça que eu te vi sem… Sem roupas.
— Quem lembrou agora foi você. – Deu de ombros e ajeitou o chapéu, caminhando em direção ao quarto. — Tenha uma boa noite, senhorita. – Okay, ele não resistia. Geralmente era muito quieto e respeitador, mas o loiro pedia para ser chamado assim. — Cuidado onde pisa.
Victor grunhiu e foi pisando duro até chegar ao próprio quarto. Por que não haviam lhe avisado que encontraria um cowboy tão abusado como aquele? Estava queimando de raiva e teve vontade de ir até Jackie e dizer que aquela mixaria que ele parecia sentir orgulho, não interessaria a ninguém, muito menos a ele.
— Abusado! – Se jogou no colchão e escondeu o rosto vermelho no travesseiro macio. Queria dormir e esquecer que teria que conviver com um cowboy metido e que parecia ter adorado implicar com ele. — Eu não mereço...
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