Notas iniciais
Yo!
Não demorei muito né? Obrigada pelos comentarios!!
Bem, agora eu me estabilizei e deixo avisado que meu prazo pra postar é de 10 dias a 12 dias! Não vou deixar passar disso!!
Espero que gostem - e saibam que esse cap tem muito quebra-tempo.

O beijo era típico de um amante que não via sua amada há tempos. Era apressado, carregado de uma paixão avassaladora e impactante, tanto da parte dele quanto dela. Suas línguas pareciam hipnotizadas e não paravam de se mover em harmonia, seus lábios se esmagavam e ficavam rosados.

– P-pare! – Tenten arfava nos curtos intervalos dos beijos vorazes. – Mi-mingante! – gritou e fez força para afasta-lo. Não teve o sucesso de ser uma distancia longa, mas interrompeu os beijos e diminuiu a pressão de ser posta contra a árvore.

– Tenten, como você é meiga. Mesmo sabendo meu verdadeiro nome e tendo ‘raiva’ de mim, você não o pronuncia para me proteger. Realmente você. – Minguante soava gentil e deu um encantador sorriso sincero. Mirava com muito interesse a face corada de Tenten e passou levemente as costas da mão em sua bochecha tendo uma reação ainda mais envergonhada da mesma. O que o agradou. Voltou a se aproximar, mas com calma, e lentamente uniu seus lábios com os dela, transmitindo todo seu amor.

Era apenas para ela que sorria; apenas para ela que contava seus segredos; apenas por ela que sentia tanta vontade de importuna-la. E ela, tão teimosa, nega o que seu coração sente, como uma garotinha recém-apaixonada e inexperiente.

Tenten sentia-se completa com esse beijo cálido. Esse sim fazia suas pernas tremerem. Nesse momento único ela e ele sentem serem os únicos no universo, tendo seu momento. Só deles.

Mas o mundo os chama de volta.

O vento forte sussurra para Minguante que é hora de voltar, tinha que cumprir uma missão e voltar para a Lua Branca.

– Eu tenho que ir. – separou sua boca da dela com má vontade e disse próximo ao lóbulo de Tenten, ainda tentando disfarçar que não queria ir.

– Eu sei. – Tenten sempre soube que seria assim. Sempre.

E Minguante desaparece da mesma forma em que veio, sumindo nas sombras.

Deixando a morena, antes com as costas apoiadas na árvore, deslizar de encontro ao chão. Sentindo a grama mal cortada nos seus dedos ossudos e delicados, respirando lentamente e tentando ao máximo preservar o toque de seu amado, sentindo um leve queimar na face e um arrepio gostoso que lhe atravessava o corpo inteiro.

Era tudo o que podia fazer. Essa é a consequência por ter se apaixonado por quem não é de seu mundo.

***

A noite finalmente chega até Hinata. Lenta, como se a mesma se preparasse para tudo o que estava por vir. O céu não tinha estrelas, essas eram ofuscadas por uma lua tão brilhante.

Essa lua estava mais que iluminada, conseguia esconder suas crateras e ao seu redor parecia haver um tecido de seda, mas ela ainda não estava no ponto mais alto, ainda não estava em todo seu esplendor.

Hinata encontrava-se a poucos arbustos de uma aldeia humana. Uma casa, um tanto afasta dessa aldeia, estava mais próxima dela, onde era possível ouvir uma mãe cantando uma canção de ninar para seus filhos que suspiravam de sono e bocejavam.

Finalmente ela sentia que podia respirar novamente e seu coração ganhava um compasso mais calmo. Ainda que o momento mais importante de sua vida esteja próximo.

E o destino não tardou em lembra-la disso.

Minguante apareceu de repente e estava bem próximo a ela. O moreno se encontrava agachado para poder encara-la. Ele via a própria lua cheia nos olhos dela, já ela via a mesma lua, mas mais fria. Passou a vida inteira perto desses olhos, ao ponto de mesmo não vendo o rosto ou qualquer parte do corpo de Minguante, conseguia reconhece-lo.

– Boa noite Hinata.

– B-b-boa noite Neji. – gaguejou, revelando seu nervosismo.

Diálogos não eram comuns entre esses dois. Quase sempre gestos e olhares eram mais eficazes, e ainda assim, eram raros.

Hinata se põe de pé, como Neji, e sua cabeça quase nem ultrapassa os ombros largos do mesmo, ela tinha que olha-lo de baixo e erguer o queixo para revelar seu próprio rosto. E Neji apreciava a vista. Por mais que não demonstrasse, tinha-a como preciosa e a única coisa que poderia ultrapassar esse sentimento seria a paixão por Tenten.

– Você fez a sua escolha? – perguntou rouco.

Um minuto para ter coragem, outro para se esforçar em não gaguejar, era tudo o que precisava para dizer em fim:

– Sim.

***

Naruto já tinha perdido a conta de quantas vezes a fera branca lhe ameaçara com latidos estrondosos e lhe arranhado profundamente, mas mesmo podendo, não o matava. Por mais que tentasse, a fera não o permitia de passar, não o permitia de seguir a jovem de cabelos azulados.

E por mais que tentasse, ficava mais difícil enxergar. A fera se escondia nas sombras e por isso Naruto sentia ser observado de todos os cantos.

Então é ouvido um relinchar invocado.

Do meio das árvores surge algo imperceptível, só era possível ver o brilho de olhos castanhos enormes e ouvir uma respiração abafada que provocava fumaça no ar frio. Essa criatura deu mais uns passos, só de ouvir os cascos fortes batendo, Naruto reconheceu que era o corcel negro que tinha abandonado na clareira.

Um cavalo selvagem que não fugiu é raro, mais ainda se vai atrás da pessoa que o estava prendendo.

Naruto se distraiu pensando na sorte de ainda ter esse belo animal e não reparou o vulto branco se apressando a adquirir uma posição defensiva e rosnar mais ameaçadoramente. Agora ele não iria apenas arranhar, iria machucar de verdade. Mas... Por que essa mudança?

O loiro subiu no cavalo negro e se agarrou na crista, puxou para a direita e o cavalo correspondeu se virando, mas antes de trotar olhou de novo para o cachorro. Não conteve o olhar intrigado, mas não tardou em por a mão na consciência e lembrar que animais, por mais fortes que sejam, são irracionais. Provavelmente a fera se irritou ou algo do tipo.

Bateu os calcanhares nas cochas do animal e saiu trotando na direção em que pensava ser a certa.

Pensava.

***

– Pois diga. – incentivou Neji. – O que escolhe? Vai dançar para a Lua Branca ou vai esperar seu querido Sol?

As palavras saíram ríspidas e por mais simples que parecessem, eram como laminas penetrando na carne do coração exposto de Hinata. Fazia-a recordar de seus erros. Mas não. O passado fica para trás e não volta, se deve aprender com ele e não ficar com ele engasgado na garganta.

– Eu irei dançar para a Lua Branca.

Feita sua escolha, Neji assente levemente com a cabeça e oferece sua mão a ela. Ela não recusa. E no momento em que lhe segurou firme um vento forte os atingiu e em uma rajada os gois sumiram daquele lugar.

Agora estavam na praia. Tudo tão silencioso. Nem as ondas se atreviam a fazer barulho, apenas acariciavam a areia como uma amante vulnerável e frágil. ¹Os protozoários que vivem no mar produziam suas luzes, anunciando a passagem do verão para o outono. E a lua se aproxima do centro do céu noturno. Estava quase na hora.

Hinata estava na beirada da praia, sem tocar na água, e Neji já tinha assumido posição.

A morena deu um passo e um véu caiu da lua e a cobriu delicadamente. Tocava sua pele como um sussurro e era realçado pela luz esbranquiçada, ela o sentia sobre os longos cabelos negros e roçando em seu ombro nu.

Outro passo e ela tocou a água. Estava gelada, mas acolhedora, o grande Tritão a tinha aceitado para intrometer-se em seu domínio. Outro passo e logo outro. Lentamente ela sentia a barra do vestido começar a subir, não passava pela água e acabava bufante.

Andou até certo ponto e começou.

Agora, de onde estava, conseguia ver cada um dos regentes:

Hizashi; Regente do lado negro da lua, pai de Neji. Moreno e com olhos de íris escura, como a própria parte sem luz da lua, seu porte é elegante e sempre demonstra gentileza. Estava com sua armadura fosca e tinha os longos cabelos soltos ao vento, traços rígidos formavam a mandíbula e uma fina linha reta eram seus lábios.

Neji; Regente da Lua Minguante. Ainda com a mesma armadura, mas agora seu elmo estava embaixo do braço e mostrava total respeito a todos os presentes, inclusive Hinata.

Jiraya; Regente e representante das Estrelas. Rosto cansado, mas seus olhos tinham um brilho jovial, uma cabeleira arrepiada e branca que chegava a brilhar ao ser banhada pela luz da lua, usa ombreiras feita da essência das estrelas e o peitoral coberto de uma prata reluzente e bem ajustada no corpo. Admirava cada movimento e ficava vidrado na visão do ritual da Lua Branca.

Fora os regentes, uns poucos convidados confiáveis tinham permissão de assistir:

Azuma; Tritão rei que estabiliza a força da Lua Branca que chega até a terra. Sua pele morena, ainda pingando e sentindo as gotas salgadas escorrerem preguiçosas, o rosto maduro e um sorriso singelo faziam covinhas e se encontrava apenas com um trançado de algas atravessando seus músculos do peito passando pelo ombro de um braço e dando a volta por baixo do outro braço. Sua cauda de boto era da mesma cor do mar e suas escamas eram levemente douradas.

Shino; Mestre dos insetos. Escondia o corpo franzino e pálido com uma grossa lona e nas costas carrega um casulo ainda pra chocar, seu cabelo arrepiado balançava e cobria os olhos com uma faixa marrom, conseguia ver tudo, mas ninguém via seus olhos.

Entre outros. Todos estavam flutuando passivos e quase nem piscavam apenas esperavam Hinata começar.

***

– Vamos Ino! Está mais que na hora de sair daqui! – Disse Sakura apressada. Agora iria fugir e fazer tudo o que estava ao seu alcance e até o que não estava para salvar Chiyo.

Notas finais
¹Noctilucas - um efeito feito pelos protozoários que produz luz (procure no google e veja. é lindo)
Hihi^^. Eu n sei pq mas gostei de escrever esse cap... e ao mesmo tempo acho q n foi um dos melhores que já fiz, mas...
Ah! No próximo vou revelar uns misteriozinhos. Se vc tiver uma sacada boa já deve ter descoberto nesse mesmo.
Até!!