Cavaleiro Da Lua Cheia
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Agora!
Obrigadaaaaaaa!!! Leitora XD e Yuyumi!! Voces são d+++ *-* brigado do coraçao por recomendarem a minha fic.
E... bem, eu perdi uns leitores o que me deixou triste, mas ainda tenho uns fieis! Por isso espero que gostem desse cap. É o preliminar para um grande acontecimento XP.
Aos poucos a luz forte que preencheu quase toda a Floresta Leste diminuiu. De pouco em pouco os olhos pararam de arder e foi permitido enxergar ao redor e se deparar com um cachorro.
Depois de ver aquela fera branca e enorme surgir da luz, Naruto toma uma atitude defensiva por precaução e instinto guerreiro. Tentando não fazer movimentos bruscos e controlar a respiração, a única coisa que não conseguia era acalmar seu coração.
Turbilhões de perguntas lhe invadiam a mente e ainda pensava na garota da clareira. Como coisas bizarras podem acontecer tão rapidamente? Essa é mais uma pergunta cogitada em seu cérebro. Ainda tendo a preocupação de não ser devorado, a forma como surgiu essa fera é bem mais instigadora.
Andando lentamente em círculos, analisando o fogoso cão como se encarasse seu pior rival. O mesmo serve para o cão que não poupava o ódio transbordando em seu olhar.
Mas então as orelhas peludas e com círculos vermelhos se erguem e ele vira a cabeça na direção de umas árvores grossas que tapavam umas as outras. Com os sentidos fixados no que quer que fosse ele já não ligava mais para o loiro.
Naruto poderia até se sentir ofendido por ser esnobado, mas desconfiou que o que o cão rastreava era importante. E como um vulto, a lembrança da pequena garota substituiu qualquer coisa em sua mente. Seu instinto deduziu que, por mais estranho que parecesse, o cão também pensava na garota.
Parando por um segundo o cachorro força as patas no chão e revela garras grandes e afiadas, mas ainda ocultava seus caninos, apenas rosnando enfurecidamente.
Esse cão era Kiba que sabia que Hinata estava próxima e poderia acabar em apuros.
Hinata ainda estava escondida atrás de uma árvore e por mais que quisesse olhar o que estava acontecendo, não conseguia e por isso se manteve agarrada aos joelhos, esperando tudo passar. Durante o instante intenso ela mal respirava e só pensava no aconteceu com Kiba e o misterioso humano.
Quando finalmente terminou ela só ouviu latidos. Desesperados e consecutivos, sem parar. Um segundo depois o latido aumentou, dando a entender a proximidade do animal. Hinata nem se mexia.
Um magnifico cachorro branco revelou-se para ela. Enorme e de pelo lustroso, parecia macio e próprio para aquecer nas noites de inverno castigadas com neve e ventania, seus olhos eram inclinados e estreitos, parecendo fechados, suas patas pareciam estar fincadas no solo e em cada orelha caída, algo como uma mancha vermelha.
– Volte aqui! – ouviu-se ao longe uma voz grave, era do humano.
Hinata vira o rosto na direção da voz e logo volta a mirar a fera a sua frente. Seu mal estar aumentava e uma ansiedade desconhecida lhe provocava borbulhas no estômago. Era uma sensação de querer ver aquele humano de novo.
Um rosnado feroz ecoa.
Claro, estava louca se podia confiar num humano, mais ainda por querer vê-lo.
Rapidamente se levantou e no máximo silencio que conseguia, fugiu do humano. Mas deu uma olhada para trás. Não sabia o que pensar; se estava desapontada por não vê-lo a seguir ou se estava feliz por conseguir escapar.
Só então percebeu algo. O cachorro! Ali parado enquanto ela corria, nesse momento percebeu quem era. Kiba! Preso na forma de um cachorro que facilmente passava o tamanho de um lobo, se duvidar até de um urso.
Hinata não parou, caso parasse seria ameaçada a continuar. Seu amigo ainda a olhava e deu um leve aceno de cabeça. Com pesar deixou mais lágrimas grossas escorrerem e fugiu para a fronteira da floresta com o domínio humano.
***
– ²Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus,
Et benedictus fructus
Ventris tui, Jesus
Sancta Maria, Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus,
Nunc et in hora mortis nostrae. Amen. – sussurrava uma freira, encolhida na sacristia de uma igreja decadente, ela orava serena.
Os longos cabelos castanhos estavam ocultos pelo capuz preto, assim como o pescoço pelo ¹limpel branco e o resto do corpo sob o tecido grosso da batina. Seus olhos, um tanto puxados e castanhos, pareciam estar fechados, mas na verdade ela encarava o chão.
Terminada a oração ela recupera o folego com uma longa respiração e solta, por fim, um leve suspiro. Era hora de ficar na entrada e oferecer a palavra de Deus aos fiéis visitantes e viajantes.
Atravessou o espaço central que os bancos de madeira formavam e em poucos passos chegou à porta mediana. Parou um momento para fazer o sinal de cruz em respeito ao santo posto num pequeno pedestal. Vira-se e encara o altar, apenas uma mesa coberta por uma toalha branca com o bordado de um cordeiro e de fundo uma cruz grande, mas simples, pintada a mão pela própria.
Finalmente abre a porta e logo seus olhos ardem pelo sol forte em seu rosto, salpicando sua pele e quase a convencendo a voltar para o frescor da sombra do interior da pequena igreja. Mas não iria. Ainda tinha que regar suas dedaleiras e cumprimentar as crianças bagunceiras que iam de suas casas na fazenda para trabalhar nos estábulos do lorde Uchiha.
Sempre no mesmo horário, a tarde, com o céu em tom azul escurecido com restos do crepúsculo perfeitamente colorido de pouco tempo antes.
– Boa tarde irmã. – cada jovem cumprimentava com um sorriso. Um pouco deprimidos por ter esse tipo de infância e um pouco sujos pelas condições familiares, mas ainda assim enfrentam o trabalho pesado.
O ultimo jovem passa e o silencio é apreciado pela freira.
– Realmente, — uma voz cálida é ouvida atrás da freira. – essa calmaria não combina com você. – oculto na sombra da mureta que divide a igrejinha de um singelo bosque, a voz continuava. Mas logo se revela um homem.
Ar arrogante e imponente marcava sua presença em qualquer lugar. Longos cabelos castanho-escuros estavam presos por uma fita branca, usava uma armadura prateada com detalhes em preto e seu elmo cobria os olhos. Mas não por isso que não conseguia enxergar. Via muito bem a mulher a sua frente.
– Combinando ou não, essa é minha vida agora. – a freira se negava a olhar para trás e, ainda assim, podia muito bem imaginar como estava o homem.
– Ora vamos. Sei que sente falta do antigo emprego. – a postura da mulher fica rígida e o moreno se aproxima. – uma ladra inconsequente que rouba corações jovens e libertinos. Nem eu resisti. – mais próximo.
– Como disse, era inconsequente e por isso deixei essa vida.
Um momento silencioso e, o homem, sussurra para si:
– Mentira.
Antes de piscar a irmã já estava prensada entre uma árvore e o duro corpo do cavaleiro. E no mesmo piscar ela já se defendia, colocando uma pequena adaga chinesa no pescoço do homem. Agora encarava os olhos do mesmo. Era a mesma sensação de quando se entreolharam pela primeira vez, ela via a própria lua nos orbes esbranquiçados e ele via o mais puro brilho de abandono nos olhos amendoados, um brilho que conhecia bem.
– Sei que só isso não o mataria, mas me dá chance de fugir. – praguejou com as pernas bambas. Sentia a respiração dele acariciar suas bochechas e os olhos lunares vendo o intimo de seu coração.
– Não fará. – provocou com a voz rouca.
Sabia que não conseguiria, mas ao menos tentaria se debater. O que foi uma péssima ideia. Agora ele está a milímetros e ela podia ouvir o forte tamborilar das batidas de seu coração.
– Já disse para desistir Tenten. – disse antes de roubar os lábios da freira.
Notas finais
²[...] - é a oração Ave Maria em latim.
Espero que tenham gostado. Personagens novos e mais coisinhas. Espero que ainda estejam curiosos e prontos para minhas reviravoltas.
Até^^.
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