Notas iniciais
Descupeeeeem!! Eu demorei neh? Desculpa.
E cap ainda é meio curto, mas é que ta apertado pra escrever e ainda tem trabalhos e testes!!! >..
Se ainda tem alguem ai espero que comentem.


Como dá para perceber pelo meu cabelo rosa, sou do clã Haruno, o mais antigo e poderoso de bruxas. Nasci normalmente. Debaixo da cerejeira que fica no centro da aldeia. Até meus 13 anos minha vida era normal.



Mamãe cuidava de mim e me mostrava as maravilhas da magia e papai me mostrava os perigos do mundo a fora. O mundo tem seus segredos e nós temos os nossos.



Era o dia do meu aniversário quando tudo aconteceu.



Só me lembro de fogo, não belo e cheio de vida, mas totalmente denso e assustador. Ele consumia tudo, não poupava idoso, criança ou casas cheias de recordações. Tudo o que importava era engolir cada alma e abandonar os restos torrados de qualquer coisa.

Lembro-me das pessoas correndo, esmagando umas as outras e nenhuma magia parava aquele maldito fogo.

O fogo que eu causei.

Eu tinha finalmente atingido a idade certa de ter todos os meus poderes revelados e, quando a anciã libertou esse poder, eu não aguentei. Sentia-me quente, febril, e débil com a situação. Só permanecia parada e via tudo se consumir. Não conseguia me mover e tudo o que eu mais desejava, além de que parasse, era que eu fosse levada junto. Mas não acontecia.

As chamas só se aquietaram quando soou meia-noite e meu aniversário terminou. Perdi a lucidez do meu corpo e cai na terra torrada. Finalmente o fogo começava a me atingir, principalmente em meus cabelos. Consumidos rapidamente, restando um corte curto e repicado.

Os poucos bruxos restantes conjuraram chuva e ventos frios para que não reste nada inflamável.

Minha consciência voltou lentamente e quando eu finalmente compreendia o que aconteceu ao meu redor, a primeira coisa que fiz foi procurar meus pais ou qualquer pessoa que confiasse para me receber.

Meus pais estavam bem ali. Perto de mim, a centímetros, e eu preferiria que não estivessem. Ali estava o esqueleto de ambos. Com os braços estirados tentando me alcançar. Nem um resquício de carne sobrou e acho que os ossos estavam um tanto queimados.

Entrei em choque e desmaiei novamente.

Quando acordei estava no mesmo lugar de antes, mas sem meus pais próximos. A vila estava abandonada e quando alguém passou por mim, me encarando com repulsa, disse: ‘demônio’. A voz arrastada, mas carregada de tristeza e ódio por mim.

Não sei quanto tempo se passou desde então. Só ficava sentada encarando meus pés chamuscados e me entretendo com meus dedos sujos de fuligem.

Outra vez alguém veio falar comigo.

Uma senhora, anciã e profeta da vila Haruno. Cabelos grisalhos, curtos, parcialmente presos num coque e ao mesmo tempo soltos, evitava que a franja caísse nos olhos por meio de uma faixa marrom, era baixa e gorda, com rugas denunciando a idade avançada, manchas na pele e sempre com um xale magenta fosco envolto dos ombros, ao mesmo tempo cobertos por um vestido grosso e negro.

As roliças mãos tocaram a minha face, que provavelmente não estava nem um pouco bonita. Ela encarava meus olhos verdes e sem vida. Não deu um sorriso, não disse uma palavra, mas vi um brilho em seus olhos que, mesmo quando ela me ergueu a força e me fez segui-la, eu não lutei e fui até o fim com ela.

Depois disso ela me contou que meus poderes estavam selados e que para recupera-los eu teria que me desprender dos Haruno.

A questão era que eu não os queria de volta. Não depois de ter destruído famílias e arruinado o lar de cada um restante."


Ino ouvia calmamente, abrindo e fechando os olhos devagar e se concentrando em cada palavra dita. Com a pequena pausa soltou um suspiro penoso e com um aceno de cabeça indicou que Sakura continuasse.



"Anos se passaram e todo dia Chiyo tentava me convencer a recuperar os poderes. Mas então... Uma doença começou a atingir os poucos idosos que restaram. Claro que Chiyo também ficou doente, mas bruxas não adoecem assim, a menos que fosse uma maldição, das mais poderosas.



Pra salvar a única pessoa que me restou, eu fui à busca de uma cura, forma de quebrar a maldição, descobrir quem a fez e voltar antes que seja tarde!


Procurei informações com adultos, mas todos fugiam de mim. Então recorri a ele. O único que nós bruxas respeitamos e tememos: Sombra. Mesmo não se sabendo detalhes da sua forma, do seu verdadeiro nome ou sua personalidade, o único que ouviria uma Haruno.

Segui para a Floresta Negra e depois de dias finalmente um de seus subordinados veio até mim. Todo oculto pela escuridão e até agora me lembro da voz grave e marcante, mesmo não sendo o próprio Sombra, era fácil reparar o poder que ele tinha.

Fiquei a mercê da floresta durante semanas. Meus pesadelos viravam realidade, meus fantasmas me atormentavam de dia e de noite, aos poucos a floresta me roubava energia vital. A decadência das árvores era tanta que parecia um inverno sem neve, totalmente sem vida e escura. Só conseguia identificar que era noite porque uma luz espectral azulada iluminava o centro da floresta durante a noite, se não fosse isso eu me perderia no tempo já que as árvores eram longas e retorcidas ao ponto de fazer se contraírem na direção do céu, parecendo engolir a si própria e a mim.

Encontrei-o depois de sete dias como combinei com o subordinado.

Ele me dirigiu poucas palavras e todas carregadas com desprezo. Sentia arrepios cada vez que respirava e ele mostrava entretenimento com minhas reações.

Para encurtar ele foi curto e grosso dizendo que eu tinha que pedir a Lua para recuperar meus poderes. E ainda uma dica de que eu perguntasse às sereias quando que a Lua descia em terra.

Preciso de meus poderes e pra isso tenho que encontrar a Lua. No dia da Lua Branca."

¹sakurinha_zps16087875.png Photo by brynnadr | Photobucket

Sakura respirava compassadamente e buscava o máximo de ar que podia para evitar o gaguejo, só não continha as lágrimas. Era a primeira vez que desabafa e ainda assim não conseguia por em palavras a saudade que tem de Chiyo.

A sereia loira ouvia atentamente e sentia a verdade em cada palavra, suspiro e possível pensamento de Sakura. Desde que mentira tinha um aperto no peito por ter traído a rosada, lamenta imensamente, mas era sua natureza. E agora concertaria as coisas.

– Agora fala! – urrou Sakura.

– Certo. Para começar vou esclarecer que a noite da Lua Branca é quando os regentes da lua e do sol descem em terra. – Ino esperou, pois achou que Sakura ia dizer algo, mas se manteve calada. – Esse dia é sagrado por ambos. É o dia em que a lua brilha mais, o dia em que a Lua Cheia dança para as estrelas. Só os próprios regentes sabem os detalhes e só a Lua Cheia sabe como executar a dança.

– Qual o proposito?

Ino suspira.

– Isso eu não sei. Apenas que é essencial para todos os seres míticos. Tanto para você como para mim e para eles próprios.

– Quando?

– Hoje no crepúsculo do entardecer.

– Onde?

– Passará por aqui exatamente às onze horas mundanas.

Droga! É muito apertado o horário! Como Sakura poderia fugir? Tentar evocar um amigo e ainda conseguir estar no evento da Lua Branca. Teria que dar um jeito e o mais rápido possível.

– Ino, você ofereceu a sua ajuda, e eu a quero agora! – exclamou. Nada podia parar sua determinação.


Notas finais
¹ - Uma ilustraçãozinha que eu fiz, vejam^^
Tomara que comentem! E saibam que pretendo postar logo o próximo. Juro que vou tentar, não, vou fazer!
Até!