Cause I love you
10 Jogo perigoso
Notas iniciais
Mac buscou mais um beijo mas Stella se afastou. Apesar do desejo ardente ela sabia que era hora de parar, caso contrário, em instantes estaria com Mac por cima dela devorando-a por completo em um ato de puro prazer. Como ele não havia se afastado dela ela o empurrou levemente de modo que ele apenas desse um passo para trás mas ainda mantendo as mãos presas à cintura dela. Ela não teve coragem de encará-lo. Na verdade, não teve coragem para nada. Não sabia o que fazer, se saia dali, se tentava explicar qualquer coisa a ele, se o beijava novamente. Ela apenas ficou ali esperando que ele tomasse a iniciativa para qualquer coisa
MT – Por que você fez isso? – perguntou tentando retomar o fôlego.
SB – Para te mostrar que sou mulher, mesmo depois de ontem à noite.
MT – Stella... – ele procurou o olhar dela – o que você queria que eu pensasse depois do que eu vi? Qualquer pessoa chegaria à mesma conclusão se visse aquelas fotos.
SB – Mas você não é qualquer pessoa – disse séria, olhando-o no fundo dos olhos – Pelo menos pra mim você é diferente. Deveria saber disso – completou com pesar – Mas isso não importa agora, só quero que saiba que não sou lésbica e se você puder manter em segredo o que viu ficarei grata.
MT – O que você pretende fazer?
SB – Resolver tudo isso – disse se afastando dele indo em direção à porta.
Mac não sabia o que falar, estava tão confuso quanto Stella. Sabia que se continuasse insistindo nesse assunto iria deixá-la irritada mas ele precisava saber o que estava acontecendo com ela. Deixou-a seguir, mais tarde falaria com ela, tentaria ajudá-la no que fosse possível. As coisas estavam tão embaraçadas em sua mente que ele ainda não havia se tocado do que acabara de acontecer quando por fim sua ficha caiu.
MT – Caramba, o que foi isso? – dizia para si mesmo encostando no armário e levando as mãos à cabeça – Isso não pode estar acontecendo, não com a Stella. Prometi que não permitiria, que não me envolveria com ela. Não posso machucá-la.
DM – Falando sozinho chefe? – perguntou ao vê-lo ali parado.
MT – É o que acontece quando se trabalha demais – respondeu depois de um suspiro sem muito entusiasmo.
DM – Algum problema?
MT – Me diz quem não tem?
DM – Alguma coisa que eu possa ajudar?
MT – Não Danny. Obrigado. Nada que o tempo não resolva.
DM – Sabe que se precisar de alguma coisa pode contar comigo. Somos amigos, você sabe disso.
MT – Valeu Danny. É bom saber que tenho amigos por perto. E você e a Lindsay, como estão?
DM – Melhor impossível!
MT – Não é estranho se relacionar com alguém do trabalho? Vocês se veem a todo momento. Não cansa não?
DM – Pode parecer estranho, mas eu gosto disso. Saber onde ela está e o que ela está fazendo. Quais pessoas estão à sua volta. Isso de certa forma me tranquiliza.
MT – Acho que eu não faço é entender o amor mesmo. Mas vamos deixar de papo que tem muita coisa pra resolver nesse laboratório.
Os dois seguiram em direções distintas, Danny foi analisar algumas provas junto a Sheldon enquanto Mac seguia para sua sala para rever casos passados, coisa que ele sempre fazia quando algo o perturbava. Durante toda a tarde não viu Stella e de fato ela estava fugindo dele. Encará-lo agora seria impossível, precisava deixar que as coisas se acalmassem um pouco, contudo, era inevitável o encontro.
SH – Hey, Stell! – ele a chamou ao vê-la no corredor próximo a sala de Mac – Já esta indo embora?
SB – Vou só entregar o relatório do caso para o Mac e vou seguir para o estádio. Você vai não é?
SH – Claro! Quer dizer, se o suspeito que o Flack foi buscar realmente for nosso assassino.
SB – Tenho certeza de que é. Acredito no trabalho que fazem. – disse com um enorme sorriso no rosto.
SH – Ah, sei não – respondeu com pesar – as provas não são suficientes mas acredito que podemos conseguir algo com ele aqui.
SB – Não se preocupe, vocês vão conseguir. Agora eu tenho que ir, caso contrário vou me atrasar. Nos vemos mais tarde?
SH – Com certeza! Se você não me ver na arquibancada nos vemos depois na comemoração da vitória!
SB – Espero que sim! – disse saindo em direção à sala de Mac.
Ao chegar a sala dele se deparou com a mesma vazia o que para ela foi um alívio depois do ocorrido no vestiário. Aquilo tinha sido uma ação totalmente insana que poderia lhe gerar sérias consequências, mas no fundo, não tinha nenhuma gota de arrependimento. Pelo menos Mac sabia do que ela gostava e de como gostava. Já conhecia os procedimentos e onde Mac guardava os documentos então assinou o que tinha que assinar, guardou e o relatório no armário e deixou um recado pra ele quando chegasse avisando-o sobre o relatório que havia finalizado e arquivado. Ela não se demorou muito ali, sabia que a qualquer momento ele voltaria e não estava afim de encontrá-lo. Mais uma vez se via evitando-o e se perguntava por quanto tempo isso duraria, por quanto tempo ficaria fugindo dele. A única coisa que sabia era que por enquanto, esse era o melhor a fazer. Cerca de uma hora depois ela já estava no estádio se aquecendo para o jogo. Era uma partida eliminatória, perder significava não estar mais no campeonato estadual por pelo menos duas temporadas. O time adversário vinha de uma série de vitórias o que a deixava mais apreensiva ainda e pra piorar, todos contavam com o seu melhor. Depositavam nela todas as fichas do time. Aos poucos via a arquibancada encher, apesar de estar em casa era perceptível o número de torcedores do time de Chicago. Aquelas pessoas com suas camisas azuis, gritando “Fire Girls!! Go, Fire Girls!!” a deixava atordoada. Do outro lado a torcida do time de Nova York devolvia bradando em bom som que as meninas de Nova York não estavam sozinhas. Stella sabia que não seria uma simples partida de softball. Sabia que a equipe de Chicago veio para ganhar e que faria o impossível para isso. Ela questionava-se se estava pronta para isso, para encarar esse time quando olha para a arquibancada e ver todo o pessoal do laboratório acenando para ela. Com um largo sorriso no rosto ela acena para eles encontrando confiança para encarar as próximas horas. A presença deles lhe passava segurança, saber que estão ali com ela como sempre estavam nos momentos difíceis era confortante. Algumas rebatidas depois e ela se dirigiu ao vestiário para se juntar ao time e receber as últimas instruções antes de que o jogo começasse. Era possível sentir a vibração de ambas as torcidas que gritavam loucamente nas arquibancadas e a única coisa que consola Stella era saber que sua as pessoas que ela considera como sua família estavam ali por ela.
LM – Anda Danny, vai começar!! – Lindsay gritava para que ele se apreçasse com os refrigerantes pois os times já estava se posicionando e o hino já havia tocado – Vaaai Stella – gritou quando o nome da amiga foi citado pelo comentarista.
AR – Ei, aquele ali não é o chefe?
DM – É ele mesmo. Heey Mac! Aqui! – gritou acenado para que ele se assentasse na cadeira que estava vaga ao lado.
MT – E ai gente, tudo bem? – perguntou ao passar por eles indo em direção à cadeira vazia.
LM – Achei que não ia vim.
MT – O laboratório estava meio chato. Achei que seria interessante vir. Já começou?
DM – Essa é a segunda entrada.
MT – Pela sua cara parece que não estamos indo muito bem.
DM – A Stella é a melhor rebatedora do time a carga está toda sobre ela. É muita pressão e ela já perdeu duas bolas.
– Vaaaaaaaaai Bonasera!!!! – uma voz vinda de cerca de duas fileiras acima bradou forte fazendo-se ser ouvida por quase toda a arquibancada. Tanto Danny quanto Lindsay, Adam, Flack, Mac e Sheldon se viraram para ver quem era mas não o reconheceram. Parecia ser apenas mais um torcedor. Eles se olharam entre si e começaram a rir daquilo também passando incentivo à Stella que estava em campo para rebater. O jogo se estendeu por quase duas horas, o placar sempre apertado o que significava que cada entrada poderia ser o diferencial para ambos os times. Por fim chegou a sétima entrada, Stella se preparou para rebater mais uma vez. Na arquibancada o pessoal do laboratório estava apreensivo, uma bola fora e podiam esquecer campeonato.
– Bonasera gostosa!!! Segura esse taco como você segura meu pau!! – o mesmo homem gritou olhando para seus companheiros e rindo acreditando ter sido engraçado aquelas palavras deixando Mac furioso com sua falta de respeito.
MT – Desci aqui e fala isso na minha cara seu imbecil!
XX – Ai, o palhaço de gravata está defendendo a namorada – disse para seus amigos – O que foi? – ele se voltou para Mac – aposto como ela transa melhor do que joga! Me empresta ela depois do jogo? Vou ensiná-la como se pega em um taco! – Ele o provocava.
MT – Receio informar que você vai ter problemas com ela. Afinal ela está acostumada com taco e não com varinhas – disse apertando sua parte íntima para surpresa de todos do laboratório que acompanhava o bate boca dos dois.
O homem ficou calado e todos se voltaram para o jogo que já estava acabando. Todos vibravam bastante, era a última rebatida de Stella. Ela só precisava de uma tacada perfeita para levar o time para a próxima fase do campeonato. O nervosismo tomou conta dela e girando o taco, preparou-se para o momento crucial em que lançou aquela bola para fora. Fim de jogo e as meninas de Nova York estavam fora do campeonato.
XX – Bonasera vem brincar com minhas bolas, sua vadia!!!!
Mac não aguentou e com um movimento lançou o cachorro quente que tinha em mãos na direção daquele homem que a muito o afrontava. Por questão de centímetros não acertou em cheio o rosto do homem que furioso jurou vingar-se.
DF – Você está louco Mac?!
MT – Esse idiota me tirou do sério Don.
DF – Isso é um jogo, é assim que acontece, eles xingam e depois declaram amor aos jogadores.
MT – Ele estava desrespeitando a Stella! Não vou deixar isso barato!
DF – Ok, agora tente se acalmar.
DM – Ele tem razão Mac, é só um jogo e aquele idiota não sabe o que fala.
SH – O que vocês acham de irmos tomas uma cerveja? – ele procurou mudar de assunto.
AR – Eu estou dentro!
DF – Ótima ideia! Vai ser bom para refrescar as ideias, não mesmo Mac?!
MT – Tá, pode ser – respondeu meio receoso.
LM – Vamos rapazes, temos que encontrar com a Stella.
Minutos depois estavam na área das lanchonetes à espera de Stella que tinha ido se trocar e resolver algumas coisas com o treinador e o resto do time.
MT – Vocês vão ficar por aqui?
DF – Sim, por que?
MT – Preciso ir amo banheiro.
DF – Tá, nós te esperamos por aqui.
MT – Volto logo.
A movimentação ainda era intensa, muita gente indo e vindo de todos os lados. Os torcedores do time de Chicago enlouquecidos comemorando a vitória em cima do time da casa. Era visível a frustração no rosto de quem era de Nova York.
AR – Poxa, por pouco né galera?! Se não fosse a Stella...
SH – Se não fosse a Stella, não teríamos nem chegado até aqui!
AR – Não, não! Eu não quis dizer isso. É claro que a Stell é boa, só quis dizer que se ela não tivesse lançado aquela bola pra fora a gente teria ganhado.
LM – Cala a boca Adam! Minha amiga é ótima no que faz!!
DF – Cadê o Mac, hein? Já deveria ter voltado.
LM – E a Stella também já deveria estar aqui.
AR – Eles devem estar brigando com ela.
LM – Adam! – ela o repreendeu.
AR – Eu brigaria....
LM – Ah, espera...meu telefone – disse pegando o mesmo – Alô. Ok, vamos pra lá.
DM – Vamos pra onde mesmo Montana?
LM – Encontrar com a Stella na saída sul.
SH – Mas e o Mac?
DF – Vou ligar pra ele – disse já pegando o telefone.
LM – Já tem uns vinte minutos que ele saiu.
DF – Ele não atende.
AR – Deve estar com as mãos ocupadas, se é que me entendem – disse com um sorriso malicioso.
LM – Adam você não presta!
DF – Vão lá encontrar com a Stella que vou atrás do Mac e logo encontro com vocês.
DM – Ok.
Todos seguiram na direção oposta a de Flack e em pouco tempo já estavam no local combinado quando Lindsay avistou Stella ao longe.
DM – Hey, Stell! Aqui! – disse acenando pra ela.
SB – Oi gente, que bom que vocês vieram.
SH – Que jogo hein garota?!
SB – Ah nem fala – disse com pesar – sei nem o que dizer.
DM – Você mandou bem Stell. Foi um ótimo jogo – ele tentou levantar a amiga.
AR – É..quem sabe no próximo você não joga a bola pra fora.
LM – Adam!
SB – Não vai ter próximo. Estou deixando a equipe.
LM – Poxa que pena...
SB – E o Flack, não veio?
DM – Ele foi atrás do Mac.
SB – O Mac veio? – perguntou com uma mistura de surpresa e alegria na voz.
LM – É ele chegou um pouco depois da gente.
SH – Já deveriam ter chegado...
SB – Tem muito tempo que eles saíram?
DM – Pelas minhas contas já fazem quarenta minutos, isso é muito tempo pra quem foi só no banheiro.
SH – De quem é o telefone tocando?
AR – Deve ser o meu – disse pegando o mesmo.
SB – Não. É o meu. Bonasera – disse atendendo ao telefone — O Mac o quê?!! – sua voz se alterou acompanhado sua expressão que agora era de choque com o que acabara de ouvir.
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