Cause I love you
5 Icy Kiss
“TriimmTriimm”
Mac esticou a mão desligando o despertador. Como em todas as manhãs o Jr. estava bem animado. Chegava a ser cômico a forma como Mac tratava seu órgão genital, era quase uma outra pessoa. Ele dá uma olhada pro seu membro e sorrir mas logo fica sério.
MT – Já é segunda... – disse ainda deitado e lamentando-se – É..vamos lá Jr. Temos um longo dia pela frente.
Ele logo se levantou, dobrou as cobertas, deu uma conferida no clima lá fora, colocou uma música pra tocar e foi tomar banho. Vestiu uma roupa leve mas ainda assim levou consigo um casaco, o verão estava acabando e o outono costumava ser bem frio no fim da tarde. Não demorou muito o seu celular tocou.
MT – Taylor.
DF – Mac temos um caso na Harlem River Drive, vítima parece ter se jogado do viaduto – disse Don do outro lado.
MT – Bom dia pra você também Don – disse com um leve sorriso.
DF – Desculpa! – falou sorrindo – é que a semana já começou com tudo!
MT – Tudo bem – disse já entrando no carro – estou a caminho só vou passar no laboratório pra pegar algumas coisas.
DF – Ta ok, te espero aqui.
Mac se dirigiu o mais rápido possível para o laboratório.
Stella estava rolando na cama. Já não conseguia dormir mais, mas também não queria se levantar. Como seu turno só começava às 09:00hs, ela não tinha preocupação em sair logo dali. De repente lhe veio à mente o constrangimento que passara com Mac na sexta feira. Ela não ligou muito, não devia nada mesmo, já estava até esquecendo daquilo. Ouviu o som de sirenes ao longe e foi até a janela conferir do que se tratava. A movimentação na área era grande, era possível ver o carro de Flack parado a alguns metros dali. Ela logo se vestiu, escovou os dentes, pegou sua arma, o celular passou no carro pra pegar sua maleta e se dirigiu pro local. Era bem perto do prédio onde morava, dava pra ir andando. Chegando ao local procurou logo por Flack.
SB – Hey Flack, o que temos? – disse ao encontrá-lo.
DF – Stella! – falou surpreso – o que está fazendo aqui? Achei que seu turno só começaria às 9.
SB – Vi a movimentação e não resisti – disse enquanto se aproximava do corpo estendido no chão – sabe como sou.
DF – Chegou rápido.
SB – Esqueceu que moro logo ali no final da Lexington?
DF – É verdade... tinha me esquecido disso.
SB – Essas lesões não foram causadas pela queda – disse conferido o corpo de um homem – tem identificação?
DF – Colin Menphis, 48 anos. Deixou duas filhas. O motorista disse que ele simplesmente caiu e ele não teve como parar. Pegou em cheio no pára-brisa do caminhão.
SB – It's raining men?(♫) – falou olhando para o alto do viaduto de onde o homem parecia ter caído.
DF – Haleluia!(♫) – completou Flack fazendo Stella sorrir.
SB – Não sabia que gostava de ouvir Geri Haliwell – falava enquanto fotografava o corpo.
DF – E não gosto! Não é muito o meu tipo, mas quem nunca ouviu essa música, não é?!
SB – Hey Flack, quem você tinha designado para esta cena?
DF – Chamei o Mac – disse conferindo as horas – Já deve ta chegando.
SB – Tudo bem se eu ficar por aqui?
DF — Claro! Mac deve chegar em breve pra te ajudar.
SB – Falando assim parece que não dou conta do serviço – falou fazendo drama.
DF – Você sabe que não é isso Bonasera – tentou consolá-la — Acontece que eu já tinha chamado o Mac e....
SB – Calma Don – disse interrompendo-o – eu estou brincando.
DF – Não faça mais isso! – falou se aproximando dela – você sabe que a última coisa que quero é te machucar.
SB – Mais uma vez vejo que ainda não me conhece – disse se colocando de pé – é preciso muito mais que isso pra me machucar.
DF – É?! Então o que foi aquilo semana passada, quando você ficou emburrada porque não te levei o café?
SB – Humm...como posso dizer? – parou um pouco e pensou – digamos que eu gosto de ser mimada – completou com um sorriso de canto.
DF – Muito bom saber! Da próxima vez vou ser mais carrasco e te deixar sem café por um mês.
SB – Até dois se você quiser! – falou virando-se novamente para o corpo e tirando uma foto de seu rosto.
SB – Lá em cima tem calçada ou coisa assim para o tráfego de pedestre? – falou olhando para o alto do viaduto.
DF – Pra falar a verdade não sei, mas posso conferir. Tem alguma suspeita?
SB – Não acho que ele tenha se jogado de lá de cima.
DF – Acha que alguém o empurrou de lá?
SB – Pra ser mais precisa acho que ele foi jogado, e arrisco mais, acho que já estava morto antes mesmo de chegar ao chão. Mas isso só o Sheldon pode nos confirmar.
DF – Bem, vou dar uma conferida lá em cima – falou já e afastando.
SB – Ok.
Stella ficou processando a cena enquanto Flack conferia o alto do viaduto. Não demorou muito e Mac chegou. Hesitou em se aproximar ao ver Stella de longe, mas sabia que era inevitável encontrar com ela. Respirou fundo e passou por baixo da fita que isolava a cena do crime.
MT – Stella?! – disse surpreso ao vê-la.
SB – Ah! Oi Mac. Bom dia.
MT – Oi – falou sem olhar pra ela – não esperava você aqui.
SB – Acho que você não ouviu – disse se levantando e se colocando de frente pra ele – Bom dia – repetiu novamente.
MT – Desculpa... Bom dia – falou recebendo um sorrido dela – é que achei que você só começaria as nove hoje.
SB – É eu sei... mas como moro aqui perto e vi a movimentação eu não resisti.
MT – Mora aqui perto? – falou fugindo de seu olhar – não sabia.
SB – Como não? Lembra do jantar que dei no meu aniversário no ano passado?
MT – É verdade...tinha me esquecido... – fez-se de desentendido.
SB – Algum problema Mac? – perguntou buscando o seu olhar.
MT – Não! – respondeu de imediato.
SB – Está estranho. Você não é muito de falar, mas hoje você está quase mudo.
MT — Impressão sua...
Logo Flack os chamou lá de cima.
DF – Hey Stell! Dá um pulo aqui em cima! – gritou ele.
SB – Achou alguma coisa ai?
DF – Vai gostar de ver isso! – falou com um leve sorriso – Hey Mac, demorou!
MT – O trânsito tá intenso na Madison. Sheldon já está vindo?
DF – É como você disse: o trânsito está intenso na Madison!
SB – Mac eu vou dar uma olhada lá em cima, Ok?
MT – Ta bom. Já processou tudo aqui? – disse dando uma olhada no cadáver.
SB – Já, mas acho bom dar uma conferida no perímetro, pode ser que tenha alguma evidência.
MT – Ta, vou fazer isso.
SB – Tem certeza que está tudo bem? – falou tentando encará-lo.
MT – Claro! O que é melhor do que uma cena em plena segunda às 7 da manhã? – tentou forçar um sorriso.
Eles ficaram se olhando por um tempo sem saber o que fazer. Mac tentava a todo custo passar naturalidade em seu comportamento, o que não estava dando muito certo.
SB – Ta... eu vou lá em cima – disse gesticulando com as mãos ao ficar agoniada com a situação.
Mac apenas acenou com a cabeça e saiu na direção contrária a de Stella procurando algo que pudesse indicar o que poderia ter acontecido ali. Ao encontrar com Don, Stella logo começou a fotografar o parapeito. Era visível os sinais de luta e tinha muitas marcas de sangue. Ela recolheu também uma arma, algumas cápsulas de bala e amostra de sangue.
SB – O que acha que aconteceu?
DF – Não sei. Talvez um acerto de contas, sei lá. Saberemos mais com o resultado da autópsia.
SB – Bem... já terminei aqui – disse guardando as coisas na maleta – vou pro laboratório processar as evidências.
DF – Ta ok. O Sheldon deve estar chegando, vou esperá-lo aqui – falou enquanto descia junto com Stella até a pista de baixo onde estava o corpo.
SB – Flack – parou antes que chegassem à cena do crime – por acaso o Mac te falou alguma coisa?
DF – Sobre o quê? – disse parando também.
SB – Não sei... algo que me envolva.
DF – Vocês estão de rolo é? – falou sorrindo.
SB – Não é isso – deu um leve sorriso – é que ele está muito estranho hoje.
DF – Não notei nada de diferente nele. Mas pensando bem... geralmente ficamos um pouco alterados quando estamos perto da pessoa que amamos – falou insinuando e logo continuou andando.
SB – O que você quer dizer com isso Flack? – falou acompanhando-o.
DF – Ora Stella... vem me dizer que nunca percebeu a forma como o Mac te trata. A preferência é sempre sua.
SB – Claro que não! Isso é coisa da sua cabeça. Eu e o Mac somos só amigos. Se bem que... – lembrou-se de que Mac mencionara seu nome enquanto se masturbava na sexta passada, mas logo calou-se afim de evitar falar o que não devia.
DF – Se bem que...?
SB – Não, nada. Eu que estou imaginando coisas – tentou fugir da resposta.
DF – Por que sinto que você está me escondendo algo?
SB – Por que você é detetive e vai estar sempre procurando por algo – disse sorrindo e apertando a bochecha dele.
DF – Então deixa eu te avisar, sou um bom detetive e eu vou descobrir o que você está me escondendo, Bonasera.
SB – É? E como vai fazer isso?
DF – Espere e verás... – falou levantando a faixa de isolamento para que ela passasse.
MT – Encontrei algumas evidências logo ali na frente. Nada muito esclarecedor.
SB – Tem marcas de sangue e sinais de luta lá em cima. Preciso analisar no laboratório.
DF – E estão esperando o quê pra começarem? – falou com um leve sorriso.
MT – Esqueceu que ainda sou o chefe? – falou sorrindo também.
SB – Achei que não o veria sorrir hoje, Taylor – Mac logo corou – acho que já terminamos por aqui.
DF – Vou esperar o Sheldon.
SB – Eu preciso de carona até o laboratório – disse olhando pro Mac.
DF – Mac você leva a Stella? – perguntou vendo que ele não se ofereceu mesmo depois da insinuação de Stella.
MT – Ta, tudo bem – respondeu parecendo não querer levá-la consigo.
SB – Tudo bem se você não quiser me levar Mac – falou séria – posso ir em uma viatura ou mesmo ir ali em casa e pegar meu carro.
MT – Não, não precisa. Eu te levo. Vamos para o mesmo lugar e estamos juntos no caso – tentou contornar a situação – não tem porque eu não te levar.
Stella por fim aceitou ir com Mac. De fato ele não queria ficar a sós com ela, sabia no que isso poderia resultar. Os dois pegaram suas maletas e seguiram para o carro. No caminho enfrentaram um longo engarrafamento na Madison. Um trecho da avenida estava interditado devido a uma manifestação dos taxistas da cidade. O percurso até que não era tão longo, mas foi demorado devido ao trânsito intenso. Durante o trajeto Mac permaneceu calado, nem se quer olhava para o lado afim de evitar encontrar com o olhar de Stella.
SB – Mac, por que está tão calado? – perguntou quebrando o gelo.
MT – Sobre o quê você quer conversar? – respondeu ríspido olhando sempre pra frente.
SB – A questão não é ‘sobre o quê quero conversar’ Mac.
MT – Então o que é? – pergunto logo.
SB – Poxa, me diga você! Está estranho, calado. Mal me deu bom dia hoje... – falava gesticulando com as mão quando foi interrompida.
MT – Se o problema é o fato de eu não ter te dado um ‘bom dia’ eu peço desculpas. Vou ficar mais atendo da próxima vez.
SB – Ta ok, Mac! – falou virando-se pra ele – se o problema é o que aconteceu na sexta, pode ficar tranquilo. Eu não vou contar pra ninguém, ta! Não tenho porque espalhar isso. Além do mais, pra mim essa história já passou. Morreu ali. Você não tem que ficar fugindo de mim por conta disso não!
MT – Olha Stella – finalmente ele olhou pra ela – é sim por conta do que aconteceu na sexta. Sei que não vai contar pra ninguém, não é de seu perfil esse tipo de conduta – falava olhando pra ela mas tentando não tirar os olhos do trânsito — mas não é fácil pra mim ter que te encarar, não era você que estava ali fazendo o que não devia. Imagina como me sinto toda vez que te vejo; me lembro de você parada na porta me olhando e eu sem reação. Pra falar a verdade, eu ainda tenho vergonha disso tudo! Juro que queria passar uma borracha por cima disso tudo assim como você está tentando fazer, mas pra mim está difícil, ta legal! Não é tão fácil como parece.
Mac por fim desabafou. Achou que fazendo assim aliviaria a culpa que sentia. Stella ouviu calada, não tinha muito o que falar. Ficou olhando-o por um tempo quando por fim decidiu falar algo.
SB – Olha Mac, somos amigos, é isso que quero que leve em consideração. Esquece nossa relação chefe x empregado, quero que entenda que o que houve foi um incidente desagradável que pode acontecer com qualquer um – falava enquanto gesticulava bastante com as mãos – não quero que mude seu comportamento comigo por conta do que aconteceu. Não quero que deixe de me levar café ou de me perguntar coisas sobre a Grécia. Quero poder passar todas as manhãs na sua sala e poder te cumprimentar numa boa... Sério Mac, por mim já foi, passou. Vamos virar essa página e esquecer tudo isso, o que acha?
Ela terminou de falar e pegou na mão dele que estava sobre o câmbio do carro recebendo um olhar afável de Mac. Ele compreendia que estava tudo resolvido sobre esse assunto mas ainda assim se sentia envergonhado.
Os dois continuaram a viagem calados. Acharam que foi melhor assim, tinham dito tudo o que tinham pra dizer um para o outro sobre esse assunto. Agora era questão de tempo para que as coisas voltassem ao normal e eles compreendiam muito bem isso. Depois de quase uma hora de trânsito eles finalmente chegaram ao laboratório. Stella foi logo analisar as amostras de sangue que recolheu no parapeito do viaduto enquanto Mac analisava a arma e as cápsulas de bala que Stella tinha encontrado.
MT – Stell – disse entrando em uma das salas do laboratório – tem alguma novidade?
SB – Sim – disse mostrando-lhe os resultados do DNA – encontrei dois doadores diferentes.
MT – Mas temos 12 alelos compatíveis.
SB – O que significa que um é a nossa vítima e o outro é um parente próximo.
MT – Tem registro no CODIS?
SB – Sim, passei no AMEL também. Masculino.
MT – Deixa eu adivinhar: Nathan Menphis?
SB – Exatamente! Como você sabe?
MT – Encontrei as digitais dele e do irmão na arma que você recolheu na cena.
SB – Então Nathan atirou no próprio irmão....
MT – Mas Colin Menphis não tinha marcas de tiro.
SB – Uma terceira pessoa no local?
MT – Você disse que encontrou vestígios de pólvora em Colins, não foi?
SB – Sim. Isso significa que ele pode ser o atirador.
MT – O que justificaria as digitais de Colin na arma.
SB – Então temos um suspeito, uma arma... falta um motivo.
MT – Vamos procurar por Nathan Menphis, quem sabe ele mesmo não responda a essa pergunta.
SB – Vou ligar pro Flack.
MT – Ok, vou vem com Sheldon o que ele pode me dizer sobre nossa vítima.
Os dois saíram cada em uma direção. Mac foi até a sala de necropsia ver o que Sheldon podia informar. Descobriu que a causa da morte foi por uma contusão no abdômen causando o rompimento de umas das artérias. As outras marcas no corpo foram causadas por uma possível briga.
Mac deu um bip em Stella pedindo que ela o encontrasse em sua sala. Ela se apressou em encontrá-lo, também tinha novidades do caso.
SB – Hey Mac – disse entrando na sala dele – me chamou?
MT – Sim! A causa da morte foi hemorragia causada por forte impacto no abdômen. As outras contusões foram causadas por uma briga.
SB – Isso só confirma minhas suspeitas. Nathan disse ter brigado com Colin porque ele estava se envolvendo em seus negócios, mas não assumiu tê-lo matado.
MT – Deveria estar sobre efeito de entorpecentes e por isso não sentiu o tirou que levou. Certamente agrediu o irmão até matá-lo e desesperado o atirou do viaduto.
SB – Mas porque Colin atiraria no irmão?
MT – Defesa?
SB – Já posso ligar pro Flack? – perguntou com um sorriso de canto.
MT – Você não perde tempo mesmo, neh Bonasera? – falou com um leve sorriso.
SB – Essa é a minha parte favorita do dia – disse já ao telefone com Flack – Don? Já pode expedir um mandado de prisão no nome de Nathan Menphis.
DF – Vejo que concluíram o caso!
SB – É, funcionamos bem juntos – disse olhando pro Mac e sorrindo de leve.
DF – ta OK então, vou atrás dele e te levo ai pra você terminar o serviço.
SB – Ta bom, vou ficar aguando. Tchau.
DF – Tchau.
MT – Agora é torcer para não aparecer nenhum outro caso – Mac falava quando foi interrompido por um barulho vindo do estômago de Stella – nossa o que foi isso? Você ta criando um alien ai dentro, é?
SB – É que sai sem tomar café – falou com o rosto corado – são quantas horas mesmo?
MT – 13:47 – respondeu conferindo o relógio – o que acha de um belo almoço?
SB – Uma ótima ideia. Mas vamos logo antes que eu vá parar na sala do Sheldon.
MT – Ta bom então – falou pegando a carteira.
SB – Ah, não vai dar... – disse parando próximo à porta – eu não trouxe minha bolsa, sai apenas com o celular, a arma e minha maleta de evidências. Estou sem grana aqui.
MT – Poxa uma pena... estava pensando em ir no Argentino e depois comer aquele alfajor que só eles sabem fazer – Mac falou provocando Stella.
Ela ficou olhando pra ele com uma cara de cachorro sem dono, não iria se auto convidar mas estava morrendo de fome. Mac sorriu da cara dela, não iria deixá-la com fome.
MT – Anda vamos – disse puxando-a pelo braço – não acha que vou te deixar aqui com fome! Eu pago! – completou com um largo sorriso.
SB – Só se eu te pagar depois – disse acompanhando-o enquanto se dirigiam para o elevador.
MT – Tá, mas vai ter que pagar o seu e o meu, a sobremesa e o lanche da viagem – falou brincando.
SB – Acho que você se esqueceu que o meu salário ainda não é de um chefe de laboratório.
MT – Como assim “ainda”? Pretende tomar meu lugar, Bonasera? – perguntou enquanto segurava a porta do elevador para que ela entrasse.
SB – Que é isso Taylor, não me entenda mal. Mas acho que ‘chefe Bonasera’ soa melhor que ‘chefe Taylor’ – falava tentando segurar um sorriso.
MT – Humm... entendi. Sabe o almoço que falei que ia te pagar?– vai ficar pra próxima.
SB – Nesse caso, a próxima eu pago – falou dando a entender que na próxima já estaria ocupando o cargo dele.
MT – Está mesmo querendo o meu cargo, não é Bonasera? – perguntou sério colocando-a contra a parede e segurando-a pelo antebraço de modo que seus rostos ficassem bem próximos um do outro – acha que vai ser fácil assim me tirar daqui? – completou em tom de ameaça.
Stella ficou assustada, até então estava brincando com Mac, mas parece que ele começou a levar a sério. Ela não conseguia se mexer, Mac a pressionava com força contra a parede do elevador, chegou a sentir um pouco de medo.
SB – Não Mac – falou assustada – eu estou brincando. Por favor, não me entenda ...
Mac não agüentou e caiu na gargalhada. Podia ver o medo nos olhos de Stella.
SB – Nossa Mac, seu sem graça! – ela falou dando um leve murro no peito dele – odeio quando você faz isso!
MT – Desculpa, mas não resisti – falou ainda rindo muito – sua cara de medo foi ótima!
SB – Ah! Te odeio – ela saiu furiosa do elevador que já tinha chegado no térreo.
MT – Ei! Stell, espera. Eu estava só brincando.
SB – Você sabe que eu odeio essas brincadeiras! Nunca sei quando você está falando sério!
MT – Hey... – ele conseguiu alcançá-la e a segurou pelo braço – desculpa – falou olhando-a nos olhos.
Ela não disse nada, apenas trocou o biquinho por um sorriso de canto.
MT – Ainda almoça comigo? – Mac perguntou mas logo ouviu novamente o estômago dela roncar fazendo-o rir.
SB – Acho que meu amigo alien já respondeu.
Os dois seguiram para o restaurante que ficava no final do quarteirão. Conversaram e riram bastante durante o almoço. No laboratório as coisas até que estavam tranqüilas o que permitiu que eles ficassem um bom tempo fora.
MT – Não sabia que as mulheres gregas comiam tanto... como você consegue ser magra desse jeito?
Stella o encarou e ergueu uma sobrancelha.
SB – Duas coisas: 1º — só comi muito porque realmente estava com fome e 2º — estou quatro quilos acima do meu peso ideal.
MT – Sério? Parece mais – disse sorrindo.
SB – Já vi que tirou o dia para me encher o saco, né Taylor?!
MT – Gosto de te provocar – falou em um tom mais suave e com um sorriso malicioso.
Stella percebeu a intenção de Mac mas fez-se de desentendida.
SB – É melhor nós irmos – falou com um sorriso de canto tentando fugir do rumo que a conversa tomava.
MT – Ta ok. Só vou pagar a conta – falou ele já se levantando e em seguida puxando a cadeira para que Stella se levantasse também.
No caminho de volta para o laboratório Mac viu um carrinho de sorvete e parou pra comprar um.
MT – Vai querer que sabor?
SB – Hum... – olhou os sabores que tinha – pode ser Romeu e Julieta com cobertura de chocolate.
MT – Por favor, dois Romeu e Julieta, um com cobertura de chocolate e o outro sem – falou dirigindo-se ao sorveteiro que logo o atendeu.
SB – Não gosta de cobertura? – perguntou ao Mac.
MT – Depende do sabor do sorvete. Como esse já tem os pedaços de goiabada se colocar a cobertura fica muito doce – respondeu enquanto saboreava o seu sorvete.
SB – Entendi... bom que eu já estou sabendo, assim quando eu fizer o pedido, não vou errar.
Eles continuaram conversando enquanto tomavam sorvete, não tinha muita pressa, sabiam que se precisassem deles ligariam.
MT – É chegamos... de volta ao trabalho. – disse já de frente ao prédio do laboratório.
SB – Nossa, eu nem te agradeci pelo almoço e pelo sorvete, obrigada! – ela falou parando de frente pra ele.
MT – Eu é que te agradeço pela companhia, Stell – ele colocou a mão no rosto dela – e mais ainda, obrigado pela sua amizade – completou dando um beijo no rosto dela fazendo com que se arrepiasse.
MT – Quero acreditar que isso é frio – falou ao perceber sua pele arrepiada.
SB – Seu beijo estava gelado – disse com o rosto corado olhando pra baixo.
MT – Gosta de beijo gelado, Stell?
Stella o olhou nos olhos pensando no que responder. A sensação que tinha era de que Mac estava dando em cima dela, mas pensou que poderia ser apenas impressão.
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