Notas iniciais
Welcome to my new fic!Eu acabei de terminar uma fic que se passava na França. Não resisti e fiz mais essa. kkkkkkkkkkk deu uma paixonite dentro do korassaum. Espero muito que gostem, porque eu tou apaixonada pelo enredo... Prometo muita treta! kkkkkkkk Boa leitura ! ♥

O despertador do celular tocava furiosamente. Enfiei minha cara debaixo do travesseiro. Mais uma nova lição em minha vida: Jamais coloque sua música predileta para te acordar às 5 da manhã. Isso definitivamente era horrível. A porta do quarto se abriu e a luz foi acesa.

— Levanta, Thomas. Hora de trabalhar. — a voz de Victor disse clara.

— Porra, eu tou de férias! — resmunguei.

— O que você disse?

— Nada, pai. — sentei na cama com uma expressão desolada.

— Que bom. Aguardo você lá fora, em quinze minutos.

[...]

Victor era um dos meus pais. Sim, eu fui criado por um casal de gays. Ele era legal quando queria. Tinha cabelos ondulados e escuros como a noite. Os olhos guardavam um tom castanho firme. Seu corpo era forte. E embora Victor fosse vinte e um anos mais velho, ele parecia ser meu irmão.

Levantei da cama e vesti uma camisa velha. Ela tinha uma frase em grego: “Oi, eu sou legal”. Eu sei, era ridículo. Mas eu estava lesado pelo sono e não tinha me ligado nessas coisas. Lavei o rosto na pia do banheiro de meu quarto. Olhei rápido no espelho. Meus cabelos castanhos estavam parecendo palha. E eu não estava a fim de arrumá-los.

Saí para a varanda de nossa casa. Fazia um pouco de frio, cruzei os braços. Hugo segurava um jornal de forma invertida e não parecia se ater a esse fato. Ah sim, era o meu outro pai. Ele era aquele ruivo clichê, cheio de sardas e olhos verdes. Ele era divertido. Estava na casa dos 50 anos, a idade exata eu não sabia. Uma gordura saliente brotava de sua barriga. Talvez por causa da cerveja.

— Isso é só por causa de uma nota vermelha, Victor? — ele questionou com um olhar sorridente esticando as pernas sobre uma cadeira vazia.

Victor rolou os olhos.

— Se eu for negligente com isso, em breve serão duas, cinco... Por fim, o boletim inteiro.

— Que exagero. — bufei. Maldita matemática.

— Alguém disse alguma coisa? — Victor franziu a sobrancelha com certa ironia. Porra, eu odiava isso. Parecia que eu tinha 5 aninhos de idade, e não 16.

— Hum. — fechei um punho dentro do bolso da calça.

[...]

Victor apareceu de repente com um bandeja de plástico na mão. Baixei um lado do fone de ouvido e por um momento, desliguei o cortador de grama. Ignorá-lo não daria certo, eu já sabia disso por outras experiências.

— Trouxe Pain au Chocolat com café.

— Hum.

Ele deixou a bandeja em cima de uma mesinha branca de madeira. Mordeu os lábios e disse:

— Thomas, eu sei que você está chateado. Eu sei que você gostava de Paris, eu sei que você odeia cidade pequena. Mas se você derrubar esse muro entre a gente, vai ficar mais fácil.

Encarei meu pai por alguns instantes. Ele provavelmente deveria ter cedido os espermatozoides para minha inseminação artificial. Parecia muito comigo, desde o cabelo levemente ondulado, até as sobrancelhas altas e grossas. Mas talvez não. A verdade é que nunca entendi a razão de esconderem essa bobagem de mim. Victor ou Hugo? Eis a questão do século.

Baixei o outro lado do fone.

— Obrigado.

Victor cruzou os braços, com uma expressão pensativa.

— Tudo bem. Isso passa. — e saiu. Ele era realmente uma pessoa estranha. Assim que desapareceu de meu campo de visão, sentei na mesinha de madeira. Passei a mão no rosto. Gotas de suor brotavam de minha pele cor de oliva. O sol já tinha se erguido e brilhava com toda a intensidade. Já devia ter passado das nove da manhã. Considerando que estávamos no verão e o verão na Europa, é um bruto de um filho da puta. Dei uma mordida no pão. Estava bom. Provavelmente Hugo havia feito. Victor era um péssimo cozinheiro.

[...]

Encostei minha cabeça na janela do quarto, olhando o céu pálido lá fora. Já faziam quinze dias que eu estava naquele fim de mundo. Sozinho, sempre sozinho. Até tinha avistado algumas criaturas de minha idade e até tinha ficado a fim de me enturmar. Mas ele recuaram ao saber quem era meu avô, Nicholas Wachowski. Pai de Victor. Mesmo vivendo tão longe dele, aquele nome jamais nos daria uma vida normal. Ou as pessoas nos bajulavam, ou nos rejeitavam completamente.

— Não precisa ficar assim, sabe. Ele só tá tentando te fazer homem de verdade. — sem que eu me desse por conta, Hugo estava ao meu lado.

— Me enfiando nessa cidade. Sério que eu vou morar aqui até junho do ano que vem? Isso é horrível! — resmunguei.

— É, eu sei. Eu também amava Paris.

— Victor deve ter sido o melhor adolescente do mundo, com certeza. — bufei.

— Ele não era. — meu pai riu. — Ele passou bem longe disso.

— Tá brincando? — arregalei o olho. O passado de Victor era como uma cebola, cheio de camadas. E quase todas, um mistério para mim.

— Não. — Hugo acariciou meu cabelo. — Ele vivia bêbado ou drogado. As notas dele não chegavam nem perto das suas.

— Eu sou um anjo! — exclamei.

— Sim, você é um anjo.

— Porra, era só uma nota vermelha em uma única matéria! — eu disse vermelho de raiva com tanta hipocrisia de meu pai.

— Victor não quer que você seja como ele foi. Além de que, tem o desejo de que você vá estudar em Harvard.

— A França tem ótimas universidades. — cruzei os braços, revoltado com a ideia. Não havia razão para me mandarem aos Estados Unidos. Eu odiava aquele país, ao contrário de 98% dos jovens de minha idade.

— A gente sabe. — Hugo riu. — Hora do jantar.

[...]

— Eu odeio Escargots. — fiz bico ao olhar para a comida no meu prato. — Isso é só um monte de caracol nojento.

— Não é todo dia que você pode comer o que quer, mocinho. — Victor deu um olhar de censura.

— Posso sim! — bufei.

— Lá dentro tem Tarte Tatin de ontem. — Hugo sussurrou em meu ouvido.

— Para de mimar esse menino! — o moreno disse zangado. — Ele já tem 16 anos, ele come o que tem.

— Mas tem Tarte Tatin. — Hugo exibiu um sorriso maroto.

— Não tem. — Victor disse em um tom de voz controlado.

— Eu não queria comer mesmo. — levantei da mesa. — Não tou com fome, obrigada.

— Mas... — Hugo começou a dizer alguma coisa, porém Victor segurou seu braço. — Okay então.

[...]

Saí de casa sem rumo. Colmar não era uma cidade feia, muito pelo contrário. Apesar dos poucos habitantes, guardava aquele charme de cidade pequena da Europa. As casinhas coloridas, as ruas de pedra, as flores e as árvores... O lugar parecia ter saído de um conto de fadas da Disney. A influência germânica era notável, afinal, Colmar estava bem na fronteira entre a França e a Alemanha.

Parei minha caminhada por um instante, em cima da ponte. Um casal de velhinhos apaixonados abraçavam-se dentro de um canoazinha, navegando pelo rio Lauch. Era uma visão tão doce que a vontade de vomitar vinha com força. Suspirei.

— O que um rapaz bonito como você faz por aqui sozinho? — uma voz feminina suave sussurrou atrás de mim. Percebi um sotaque latino.

Dei uma olhada de soslaio. Era uma bela menina. Tinha cabelos cacheados densos que caíam por seus ombros delicadamente. Seus lábios eram vermelhos e cheios. Os olhos tinham um tom forte de olivina. Além do corpo. Céus, que corpo. Os seios exibiam-se arrogantes em uma blusa vermelha decotada. A saia curtinha mostrava as pernas bem torneadas. Dá uma viradinha para trás, quero ver sua b.... Espera. Uma mulher decente não ostentava seu corpo assim. Pelo menos, foi desse jeito que eu fui ensinado.

— Olá. — respondi depois da longa análise.

— Pensei que ia ficar aí me encarando. Olhando para os meus seios por tempo indefinido. Ou algo do tipo. — a garota riu. Não devia ter mais do 15 anos. Devia ser uma imigrante pobre. Por um momento, senti uma certa piedade. — Meu nome é Carla.

— O meu é... — pensei um segundo. — Meu nome é Isaac.

Não era mentira. Afinal, era meu segundo nome. Era apenas uma omissão.

— Prazer te conhecer, Isaac.

A menina mordeu o lábio. Notei que estava insegura a respeito do que fazer. Sua perna direita não parava de se movimentar para frente e para trás, balançando ao vento quente do verão.

— O que você quer? — questionei.

— Você quer... Sexo? — ela sorriu amarelo.

— Quero. — assenti.

Notas finais
Gente, comentem... A fic é nova, eu preciso saber o que vocês acharam, ok? Sei lé, tipo... ESSA BUDEGA TÁ PRESTANDO????Eu aceito sim comentários com críticas. Pode falar o que preciso melhorar, não tenha medo. Porque só assim eu melhoro, né? Beijinho e até o próximo capítulo. Já sei que vocês são lindos porque meus leitores são lindos por natureza u.u