Castelo das Lady's Pierce

7 Capítulo 6 - Castigo


Notas iniciais
Olá galerinha! O capítulo era para sair ontem, mas acabou saindo só hoje. "tretas da vida", espero que não se importem e que não percam o entusiasmo. boa leitura.

Damon chegou em casa quase de gola do seu colarinho desfeita. Ele não acreditava no que havia acontecido naquela velha adega, ou sequer do modo agreste como aquele homem dos olhos verdes e cabelo loiro cusjo o aspecto era de um nobre Inglês, havia provocado tanto estrago.

É certo e sabido que a sua audácia ao tentar questiona-lo, fazia provocado uma furia maior nele, contudo que tipo de ser humano era ele? Eram perguntas que o jovem tecia por sua cabeça o tempo todo, e olha, nenhuma resposta aparente surgia em sua mente brilhante.

Mas mesmo no meio dessa desgraça toda e conflitante, ele teve o belo prazer de encontrar sua donzela, aquela pelo qual não saia mais de sua cabeça, e de certo também havia sido ela a salva-lo daquele conflito inquietante.

— Oh doces olhos azuis que me fazem mergulhar e nesse mar nadar até a tua costa dar! — tentou fazer gracejo com as palavras para exprimir total encanto por ela.

Porém de forma estranha, ele havia esquecido tudo, incluindo o facto de ter estado com ela, tendo sempre aquela leve impressão de que tudo não havia passado de um sonho.

— Não, pode ser! — ele levou a mão a cabeça pensativo. — Eu juro que a vi, ou estaria sonhando uma vez mais? — perguntou a si mesmo enquanto encaminhava para o comodo de madeira antigo e pegava no seu diário que tão raramente tecia palavras.

É certo que mesmo com o borrão que a sua memória sofria, ele sentia que ela estava lá, e que sonhos mesmo sonhados em periodos sóbrios, eram reais.
Ele pegou na velha caneta que deitava tinta preta e na folha amarela pelo tempo escreveu numa califrafia descuidada aquilo que sentia, ou pensava que sentia.

Durante algum tempo ele ficou ali, entretido em sua escrita dançante, acompanhada pela luz fraca do seu candeiro de apoio a petrólio quando o irmão regressou a casa cansado de mais um dia na fiscalização da banca da feira. Stefan estava impressionado ao observar seu irmão debruçado na escrita, mas ainda assim não atreveu a interromper, apenas querendo pousar seu chapéu no cabide e sua jaqueta de fazenda.

Desta feita, ele encaminhou-se para a cozinha para roubar uma peça de fruta e cheirar a comida deliciosa que a governanta tão bem confessionava na cozinha. O cheiro, ele já o sentia desde da rua.

— Senhor, se vai comer agora, depois não toma a refeição por completo. — alertou a velha senhora de ar cansado pelo tempo.

— Custódia sua comida é dificil de resistir, irei comer com prazer. — gracejou ele enquanto pegava uma taça e a encheia de bom vinho.

— Senhor seu irmão já está em casa! — informou ela como se ele não tivesse cruzado com ele. — Temo até de cruzar em seu caminho! — ela voltou seus olhos ao forno de lanha.

— Não se preocupe, ele não fará nada consigo! Eu prometo, tem minha minha palavra!

Stefan era muito acarinhado pela senhora desde muito criança. Talvez pelo facto de dos dois irmãos este ser o mais modestamente carinhoso com as pessoas de classe baixa. Ele tinha um real carinho pela velha senhora, não apenas por ser idosa, mas por ter sido sempre tão útil a todos depois de rais tragédias na familia.

A verdade é que Custódia nunca havia casado por consideração a dever sua lealdade continua a uma familia meramente desmorenada. E isso era de tudo o maior gesto de generosidade, um carinho que nunca seria esquecido, passasse o tempo todo do mundo.

Quando a hora do jantar caiu pelo pousar do sol na colina da montanha que tão bem se via da janela da sala de jantar, Stefan sentou a mesa aguardando graciosamente que o jantar fosse servido, enquanto seu irmão mergulhava continuamente sua cabeça em pensamentos desconhecidos a todos, mas apenas a si importantes.

Quando a refeição terminou Damon foi o primeiro abandonar a mesa regressando em silencio á biblioteca o que suscitou curiosidade ao irmão que logo após Custódia levantar os pratos levantou com educação indo até lá.
Antes de entrar deu dois toques na porta e só então entrou vendo a cara de surpresa de Damon.

— Esqueces-te de alguma coisa? — perguntou Damon com graça na voz.

— Não, o que se passa com meu irmão que não larga a biblioteca? — perguntou o jovem.

— Nada, porque haveria de passar?

— Porque habitualmente o irmão que eu conheço é mais conversador, mais aberto a ironia, pouco apelante de livros e escrita que acho que... — parou para pensar e só então continou. — escrever é coisa de marinheiro, porque apela ao bom senso da saudade de sua familia.

Damon começou a rir com as palavras do irmão e pousou a caneta que generosamente pegava para continuar a escrever, que curiosamente havia sido interrompida para jantar.

— Há algum problema com o facto de mudar de ideias?

— Claro que não, apenas fico surpreso, mas contente, claro! — sorriu Stefan sentando na poltrona pegando um livro de "História da antiga Grécia".

— Vais ler esse livro?

— Irei sim, acho toda a história interessante em seus contextos, e afinal nosso pai sempre nos ensinou a gostar de história. — respondeu ele. — Um pouco de cultura nunca faz mal a ninguém.

— Claro!

***

Niklaus estava intenssamente revoltado com a irmã com o facto de ter interrompido uma refeição sua. É certo que ela o temia por isso, o seu ódio era o dos mais temiveis para a caçula que corria até sua mãe tremendo.

— Rebekah minha querida o que se passa? — Esther questionou a jovem que abraçava nervosa, procurando em seus braços a proteção necessária.

— Rebekah! — Niklaus entrava na mansão aos gritos, o que fez os criados sairem de volta a seus lugares antes que fossem devastados com a furia dele.

Elijah surgiu no solão ao escutar os gritos enfurecidos do irmão e logo com seu gesto nobre questionou:

— O que se passa meu irmão? O que tanto nossa caçula irmã fez que te revoltou tanto?

— Sai da minha frente Elijah! — falou com maus modos o loiro que preparava para subir as escadas de madeira maçissa toda ela cristalina quando ao olhar o topo encarou o rosto da mãe que o encarava zangada com a jovem logo atrás. — Vejo que ela já foi pedir abrigo para nossa majestosa mãe!

— Niklaus! — repreendeu o jovem logo atrás do loiro.

Esther que mantinha sua postura de durona não teceu uma unica palavra perante as onfensas que seu filho, ela apenas desceu alguns degraus tendo na sua companhia a filha que descia junto.

— Vai fazer o quê? — ele questionou, porém a senhora parou bem na sua frente o encarando. — Jogar-me das escadas? Se me permite minha mãe, sou um vampiro e não morrerei com um simples imporrão. — ela inclinou a cabeça ligeiramente para a esquerda.

— Pretendo castigar-te! — falou ela de modo breve, enfiando a estaca no coração do jovem que em agonia agachava. — Elijah! — ela chamou, logo o nobre jovem subiu alguns degraus arrastando o irmão para o velho porão da casa que servia de abrigo de castigos mal comportados.

É certo que Niklaus era quem melhor conhecia o lugar, pois quase semanalmente lá passava, nem que fosse apenas por um curto periodo.

— Quanto tempo irá ele ficar lá minha mãe? — perguntou a loira que via o irmão arrastar o outro.

— Tempo necessário para que recupere a consciencia de seus actos.

— Mãe! — Rebekah chamou, ela levantou os olhos á jovem. — Ele nunca aprende, e tudo o que fazemos, só aumenta a fúria dele.

Esther suspirou dando de ombros ao pousar pés firmes no pavimento da sala de chá. A criada Cicera já trazia uma bandeja de chá de ervas doces que tanto a senhora bebericava quando algo a perturbava.

— Pode ir Cicera! — a servical recolheu-se até a cozinha. — Minha querida, tens de preocupar-te mais contigo, e esquecer o teu irmão! — falou a senhora a pouca cortesia enquanto pegava a xicara, saboreando.

A jovem aproveitou para acompanhar sua mãe numa toma de chá e descontrair segundo seus ideiais.
Por outro lado, no porão o ambiente era outro. Elijah amarrava o irmão em correntes fortes de ferro maçisso, e em tom cordial proclamava piedade pela irmã.

— Espero que possa perdoar Rebekah, ela é jovem, pouco sabe como lidar com alguns de nossos habitos. — suspirou olhando suas mãos tinjidas de sangue.

— Sei que vivemos a bastante tempo, e tudo o que falo, é um tanto aborrecido para ti, mas acredita, eu não posso permitir que faças mal a ela, é nossa familia. — ele ida de caminho até ao portão para fechar, quando olhou uma ultima vez o irmão. — Já perdemos muitos de nós, não aceito perder mais nenhum.

***

Lady Katherine estava preparada para sair de seu aposento até ao salão onde o jantar de uma verdadeira realeza estava sendo servido, quando Lorde Pierce com cara de poucos amigos, chegou e sentou á mesa, olhando desapontado para a filha mais velha.

— Lamento meu pai! — foi tudo o que ela falou, Elena só olhava ora para um lado, ora para o outro.

— Não gostei de teu gesto para com a senhora! — falou ele enquanto um servical servia seu vinho. — Sabes perfeitamente o quanto preso de vossa educação requintada. — ela revirou os olhos, o enfurecendo e bater o punho na mesa. — Já chega dessa indiferença, senhorita!
Katherine, levantou os olhos, ao contrário do que uma verdadeira e temivel garota fazia perante seu pai.

— Vai para teu aposento, ficarás de castigo até que eu ordene outras ordens. — ela levantou da mesa de cabeça levantada e dirigiu-se até ao seu lugar, sendo acompanhada por sua ama.

Elena não gostava do que via, mas por outro lado não tecia dos mesmos atrevimentos que sua irmã, ao ponto de questionar as ordens de seu pai. Então o jantar porceguiu, quase que em silencio de vozes, mas acompanhado da melodia tocante dos talheres na prata.

Por outro lado, mesmo estando de castigo, Katherine sentia-se bem, pois finalmente havia ganho coragem para enfrentar a furia de seu pai, mesmo que ainda não tivesse testado a pior que ouvia falar que ele tinha.

— Senhorita, se permite irei recolher até a cozinha e pedir com devida cautela sua refeição! — prontificou-se Meredith.

— Não será necessário, não tenho fome! — respondeu ela voltando sua atenção a janela vendo a noite cair. — Comerei quando todos forem deitar.

— Mas isso poderá ser bastante tarde! — alertou.

— Não tem problema! — disse ela contemplando a noite tranquila do lado de fora da grande muralha.

Notas finais
Espero que gostem! Domingo tem mais. Até ao próxmo capítulo!