Castelo das Lady's Pierce

17 Capítulo 16 - Eclipse total do coração


Notas iniciais
Olá meninas ♥ Ansiosas para mais um capítulo??? Espero que sim, porque ele está aqui prontinho para vocês. boa leitura,

Escondido nas sombras de todos que acreditavam na sua morte em cerca de um século e meio, Mikael caminhava cheio de si por entre a floresta densa. Havia se alimentando bem durante aqueles dias e ainda assim parecia continuamente sedento de sangue e mais sangue humano. Havia uma fase de sua vida em que para manter a espécie humana intacta, havia acordado com um núcleo de bruxas a irradicar dos vampiros, alimentando-se de seu sangue. Assim foi durante alguns séculos, incluindo aquele periodo de sua vida que procurava os filhos e mulher incansavelmente para matar. No entanto, a mulher que pensava nunca trai-lo, havia cometido um erro ao usar uma as bruxas para o manter morto por algum tempo, e assim livrar os filhos da ira do pai. Bruxas posteriormente o havia perservado num lugar isilado e sua vida havia mudado ai.

Por ora apenas procurava um motivo para fazer acreditar que a familia o havia esquecido, ou pelo menos queria acreditar que sim, na hora do ataque houvesse surpresa. Ele próprio queria apanhar Esther desprevenida.

Chegando a uma certa altura havia encontrado uma aliada capz de o encorajar a não fraquejar.

— Se fizeres tudo como combinamos garanto que irás conseguir tudo o que sempre quises-te, Mikael! — anuncia Abby com um sorriso sarcástico.

Abby era uma das bruxas mais poderosas de toda a zona e como tal era só mais uma descendente da linhagem Bennett. Linhagem essa que em cerca de um milénio havia dado origem aos Originais.

— Como sei que não vais enganar, bruxa?

Mikael era um vampiro desconfiado e passara parte da sua vida isolada caçando outros vampiros por não acreditar em ninguém.

— Mais do que tu, teria muitos outros motivos para não acreditar num original, no entanto continuo aqui e estou disposta ajudar neste nosso acordo. — o caçador pouco convencido acaba dando o beneficio da duvida aceitando. — Ótimo, agora só precisamos de ter um pouco de paciência. Vou começar a trabalhar os meus feitiços e quando descobrir a localização exata de sua familia deixo o seu dominio entrar em ação. — ele sorriu genuinamente.

***

Diferente do esperado os irmãos Mikaelson ainda não haviam entrando em pé de guerra. Elijah que sempre fazia-se acompanhar por Katherine mantinha a atenção redobrada no temperamento inconstante do irmão Niklaus, já que Kol havia mostrado alguns novos traços em sua postura.

— Parece que o Kol andou a passar algum tempo com o nobre Elijah! — comenta Rebekah observadora.

— Engraçado estou com a impressão de que o alto e nobre do nosso bondoso irmão tem a capacidade de auto-contágio. — gracejou o loiro encostando no ombro do sofá nunca tirando o olhar critico da morena que logo arqueja sempre que sente o calor do olhar dele em si. — Se fosse a ti minha bela senhorita Katherine iria embora o quanto antes, ou irá terminar apanhada pela corrente.

— Niklaus! — repreendeu Elijah colocando uma mão na amada e a afastar para trás em ato protetor.

Meredith entra na sala e faz sinal para a jovem Pierce, desse modo ambas saiem e o rapaz ao não ser induzido de qualquer esclarecimento prévio acaba mesmo intrigado, mas logo alivia o semblante dizendo para si mesmo mentalmente que estando ela de fora do alcance poderiam conversar mais à vontade.

— Agora que estamos apenas nós, dá para voltarmos a ser coerentes com aquele assunto pendente? — questiona Kol colocando uma vasta farpa para a fogueira incandescente.

Rebekah ergue um pouco o vestido antes de sentar novamente, incitando em seguida aos irmãos para que fizessem o mesmo.

— Só existe um modo de saber o que tanto nossa carissima mãe esconde, no entanto estamos todos àvidos a saber que é contra as regras enfrenta-la. — conclui Klaus oscilando o olhar. — Como se trata da nossa mãe o lema é duro de resolver.

— E se eu disser que tenho um modo de descobrir, vocês irão acreditar em mim? — explicita Kol passando uma mão pelo cabelo acobreado e sorrir enviasado.

— Fala de uma vez que o tempo é precioso demais para tanto suspense. — resmunga a loira impaciente enquanto dá uma olhadela nas unhas recem pintadas.

— Durante as minhas viagens mantive algum contato com bruxas poderosas, algumas delas eram tão capazes de ser superiores que outras, mesmo aquelas que Esther conheça. — todos mantinham o olhar atento. — Numa noite absolutamente deslumbrante encontrei uma bruxa, o nome dela era Eva Sinclair e durante uma década foi quem me ajudou, no entanto... — faz uma pausa prolongada ao pegar um cálica de whisky recem servido e dá um gole.

— Morreu, não me digas que final tão dramático. — gargalhou Rebekah encenando mais um de seus números inprovisados de tirar a paciência a qualquer um. Mas Elijah é quem intrevem para acalmar os animos.

— Continuando antes que perca a vontade de escutar. — procegue Niklaus perdendo a calma e isilar a irmã com o olhar.

— Recapitualando antes da minha irmã ter dado o ar da sua graça interrompendo... a Eva foi mantida aprisionada dentro da mansão mais conhecida como asilo de bruxas descontroladas. — a loira não contem uma risada baixa, mas assim que o mais velho lança um olhar repreendedor, esta silencia. — Tentei de multas formas a tirar, mas nunca consegui, então prometi que um dia a tiraria de lá, contudo tal como vêem promessas não são o meu alvo mais fácil de cumprir.

Teoricamente a história de Kol acabava causando mais duvidas que certezas ao fato de tentarem descobrir alguma coisa.

— Se ela está presa nesse asilo tal como dizes, como achas que isso pode ajudar-nos? — quem questiona desta vez é Elijah dando uns passos graves até ao dorso da porta. — Até onde vejo não leva nenhum de nós a ter vantagem contra nossa mãe.

— Agora, mas pensando melhor nós vamos ajudar o Kol, porque na prática... vejam bem meus irmãos, essa bruxa pode bem ser útil. — presuade o loiro original não deixando alternativa a nenhum dos outros que acabam concordando.

Mesmo atrás da porta Katherine queria saber o que tantos aqueles irmãos conversavam. O assunto devia ser mesmo sério para não partilharem nem com a mãe ou até mesmo ela.

— O que será que se passa? — questiona a jovem intrigada. — Quem me dera ser mosca e ouvir, mas mesmo assim era bem capaz de terminar minhas horas esmagada pelas mãos fortes de Klaus, ou pelo pé impaciente de Kol.

— Falando sozinha, Katherine? — esta ao ser abordada começa a tossir. — Fiz uma pergunta que no mínimo merece uma resposta. — a original demonstra um ar autoritário.

— Estava a pensar alto demais, só isso! Mas tem algum problema com isso? — arrepende logo o modo como introduz as palavras e teme não ser bem intrepretada. — Desculpe, não era minha intenção ser rude.

— Está tudo bem, criança! — passa na frente dela colocando uma mão ousada na porta e abri-la.

Num minuto os quatro originais mudavam de assunto ao dar conta de Esther ao entrar na sala. Rebekah acaba mesmo encontrando uma desculpa perfeita para sair de fininho. Kol com um argumento convincente. E restam apenas os dois irmãos mais velhos.

— De repente fiquei com a sensação que cheguei numa má altura. — argumenta Esther acomodando-se na poltrona do lado da lareira.

— Estava agora mesmo a dizer a Niklaus que sinto a falta da europa! — deu a volta ao sofá para ficar mais próximo da mãe que o observava ostil. — A mãe não sente a falta de Paris? Veneza?

A antiga bruxa não era idiota ao ponto de acreditar que uma reunião secreta fosse a conta de assuntos tão banais, como aquele que o seu nobre filho mais velho tentava a todo o custo transparecer. Ainda assim para não quebrar o disfarce manteve o elo do desconhecido, esperando encontrar um ponto fraco para investir feio.

— Não sou nada dada a essas coisas, vocês bem sabem. — respondeu focando o olhar na chama brava.

— Devia aproveitar mais, afinal a eternidade é uma longa espera. — afirma o loiro pegando num jarro cheio de whisky e despejar em mais um cálice.

— Digo e repito... neste momento já tenho as minhas prioridades, não creio ter tempo para pensar no futuro. — avidamente pegou o copo que o filho servia. — obrigado meu filho.

***

Mikael não era o maior anfitrião em lema de espera, entãoao ver as horas passar e não obter o resultado esperado, começou mesmo com ameaças ofensivas. Só que Abby era uma bruxa bem astuta e mesmo no limite conseguiu acalmar o original impaciente, usando um de seus feitiços.

— Aqui tem a localização, mesmo assim peço para ser discreto. — pede ela entregando um bilhete com o endereço da familia Mikaelson.

— Estás a tentar ensinar-me alguma coisa? — perguntou irónico, ela acenou que não. — Bem me pareceu. Agora vou me fazer ao caminho que se bem me lembro uma familia aguarda por minha chegada.

A bruxa o acompanha até à porta e dai o original desaparece sem deixar rastros de sua existência.

Num lema descontraido Kol exibia alguma das suas abelidades no exterior, a irmã observava do andar superior sussurrando algo baixo. Mas Katherine que seguia Elijah para todos os lugares, incluindo a sua ama Meredith permaneciam agora na sala a praticar um de tantos outros bordados. A verdade é que a jovem já se sentia um pouco cansada de usar e abusar da sua abelidade prendada. A certa altura acaba mesmo por pedir a Meredith para continuar o seu trabalho. Como tal esta acaba aceitando, a outra valendo assim da sua condição acaba escapulindo para o exterior.

— Lady Katherine bons olhos a vejam! — graceija Kol fazendo uma vênea cortez.

— É muito sensato de sua parte tais palavras. — discurssa na terceira pessoa fazendo o rapaz erguer a sobrancelha.

— Assim até me fazes sentir um velho que teoricamente não deixa de ser verdade, já que devia estar morto por ter cerca de 1000 anos de existência. — explica aproximando dela tanto quanto possivel e perceber o seu batimento cardiaco tão acelerado. — Elijah consta da mesma idade que eu e todos os outros e nem por isso detens um único item de diferença. — ela acaba revirando os olhos. — Mesmo revirando os olhos desse modo continuas atraente.

Elijah surgue no ponto certo para terminar com aquele cenário deprimente. Mesmo de longe já havia percebido que o irmão mais novo colocava as asas de fora. E mesmo que a amada não correspondesse a qualquer indicio que fosse, isso o deixava em ciumes.

— Presumo que devas ter outros prencipios básicos com que te preocupar, ao invês de ficares por idolatrar raparigas indefesas.

O rapaz cedeu erguendo as mãos ao alto dando uns passos atrás.

— Nem posso falar com a moça que o irmão ciumento acaba chegando para reclamar. — comenta bem alto ao sentar despreocupadamente no balanço dóssil.

— Deve estar com receio que repita o mesmo episódio do passado em que por acaso roubei a donzela! Ups... Para que fui eu abrir a boca.... — finge um pequeno teatro e vendo o clima mudar sai de imediato.

Após aquela insinuação toda, tudo o que Katherine queria era apenas uma explicação. Elijah o devia a ela sem duvida, mas tendo em conta outros factos de seu passado sombrio, não era algo pelo qual obtivesse maior interesse.

— Sei exatamente o que pensas! — afirma de olhar vacilante, mãos firmes em seus bolsos baixos. Katherine não abriu boca, apenas o encarava esperando uma confissão cujo podia nunca acontecer. — Não gosto de falar do que já aconteceu, prefiro pensar no que pode estar para vir num futuro próximo. Que tal não seja todo o presente que vives.

— Adoro todos os teus discursos, no entanto não demores para chegar no real ponto. — pediu ao colocar ambas as mãos no vestido e eleva-lo um pouco para descer os degraus.

Mikael estava ali atrás de uma de tantas arvores observando o casal. Reconhecia o seu filho ali, de todos os que tinha era o mais nobre e que por vezes era alvo de grandes lamentos por pertencer logo aquela familia. Ávido pela culpa de os ter perseguido por décadas, quando o seu único e maior alvo era Niklaus e Esther, o original não queria entrar assim. Por outro lado não podia esperar uma boa recepção de alguém que o passara a odiar por quere-los mortos.

— Fica quieta! — anuncia o rapaz sentindo uma presença. A morena assustada começa a olhr em todas as direções. — É melhor ires para dentro, não é seguro aqui.

— Mas e tu? — questiona enquanto ele acena para ela entrar.

Contrariada acaba entrando. Sozinho caminha por todo o perimetro e acaba dando de caras com o homem cujo ele achava estar morto.

— Pai?

Notas finais
Gostaram? Então deixem vossa opinião! Comentem ♥ Favoritem ♥ ♥ Recomendem ♥ ♥ ♥ Até ao próximo capítulo, Domingo Lucy,