Castelo das Lady's Pierce
18 Capítulo 17 - O preço de um bebé
Notas iniciais
Back to the past...
No ano de 462 antes de cristo, Esther vivia um grande dilema. Havia casado em cerca de 10 meses e ainda não havia consebido um filho, enquanto que outros casais com menos tempo de matrimónio já a caminho disso iam. Mikael andava irritado, e em vastas vezes que não saia para a guerra dos vikings, evitava a mulher a todo o custo.
O sofrimento de não poder dar ao marido a criança desejada era muito maior que o imaginável, que só o facto de receber aquele despreso crescente a faziam sentir ainda pior Num dado dia em que mais uma guerra vencia no extremo norte, Esther não encontrou outra alternativa que não procurar a irmã Dahlia que melhor que ninguém dominava o poder da magia.
Havia percorrido um intenso campo por de baixo daquele sol tórrido, mas finalmente alcançava a cabana da bruxa.
— Dahlia! Dahlia! — chamou e voltou a chamar algumas vezes repitidas, mas ninguém deu uma resposta ao seu chamado.
Algumas mulheres passavam ali de cara baixada, obviamente conheciam bem o tipo de mulher que Dahlia era e de seuas eventuais capacidades para o mal.
— Senhora! — desesperada Esther tentou saber pela irmã, mas a mulher com medo acabou fugino o mais que conseguiu sem sequer dar resposta.
— Procurando or mim, minha irmã! carregada com alguns feixos de ervas a lanha, a estranha mulher surgiu como por magia. — Esther não esperava encontrar-te tão cedo. — comentou empurrando a porta da cabana acenando para acompanha-la.
Ambas entraram acabando mesmo por haver uma conversa fiada e quando depois de tanto não havia como fugir ao real assunto, a irmã mais nova deixou que o coração fosse aberto.
— Em 10 meses que estou casada com Mikael, ainda não consegui conceber um unico filho que seja. — desabafou olhando a pequena chama da fogueira que Dahlia havia providênciado. — Temo que com tanto tempo nesta espera possa mesmo vir a deixar-me.
A morena nunca tirando a concentração nas palavras da outra pegou duas taças de barro e as encheu de um caldo laranja. Pousou-a na mesma e só então encarou a jovem que parecia bem abatida.
— De todas as maneiras possiveis da nossa linhagem Shepard, não consigo obter nenhum feitiço. Provavelmente como és a mais poderosa me possas ajudar!
— Ajudar? — a bruxa mais velha nem acreditava bem em que os seus ouvidos escutavam.
— Sim, por favor Dahlia! Eu peço-te por amor de deus, és a unica pessoa que pode ajudar-me.
Lágrimas impiedosas já corriam pela face da mulher, nem isso mesmo mudou a postura da outra, até que claro um ideia luminosa criou um certo beneficio, que até bem ver ninguém saia a perder.
— Talvez possa mesmo fazer alguma coisa por ti, para que dessa forma possas arremediar essa situação. No entanto existe um preço bastante alto que terás que pagar. — uma luz acabou por aparecer no olhar de Esther, parecia o fim da escuridão.
— Estou disposta a qualquer coisa, pago o preço necessário para não perder uma familia.
— Ótimo! — pousa uma outra taça na mesma sentando logo em seguida, pega a mão da irmã. — Muito simples minha irmã. Para uma familia feliz vou querer o primeiro filho que tenhas, e posteriormente que um dos teus filhos venha a ter. — ela abre bem os olhos, *aquelas palavras pareciam absolutamente surreais.
— Mas eu não posso fazer isso, é um absurdo. — defenhou.
— Estavas disposta a pagar um preço, não estavas? Então é tudo o que tens de fazer, ou nunca serás mãe e perderás o teu marido para todo o sempre.
Aterrorizada por imaginar uma vida presa e solitária, Esther nºao encontrou outra alternativa que não aceitar a proposta da irmã. Aquilo não alegrava em nada, mas ela mesma havia mencionado estar disposta a qualquer preço, e se esse era efectivamente o necessário, seria apenas mais um sacreficio em sua vida.
— Ainda bem que reconsideras-te! — afirmou Dahlia de sorriso nos lábios. — Prometo que em breve terás o teu progénito e posteriormente , todos os outros quanto possas desejar. Mas lembra-te, sempre que um filho teu conceba o primeiro progénito em sua linhagem, irei para busca-lo em forma de pagamento pelo favor. — ela acena que sim.
(...)
6 Anos depois...
3 crianças brincavam adoravelmente na neve, enquanto a mãe moldava umas roupas para colocar na frente da grande fogueira que cospia cores e calor acolhedor. Mikael havia partido para outra guerra e uma vez mais a familia ficava entregue aos cuidados de Esther.
Dahlia acabava de aparecer em meio daquela tarde divertida e quando cruzou o seu olhar com o daquelas crianças aproximou. A outra bruxa ao ver que a irmã havia aparecido para cobrar o preço do passado, correu para lá e chegou mesmo a entrar em pânico.
— Bem vejo que conseguiste a familia desejada, mas tenho a lembrar que havia um preço. — recordou ela aproximando a mão da menina mais velha. — Tu sabias que um dia voltaria para buscar a tua criança. — a mulher acaba engulindo em seco aquelas palavras.
Freya, Finn e Elijah começam a chorar, pois estavam muito assustados e quase nada conseguiam entender daquela conversa que a estranha mulher travava com a mãe. No entanto Dahlia para provocar mais pânico acentuado pega Freya pela mão a arrancando dos braços magros dos irmãos.
— Freya! — grita o pequeno Finn com uma voz muito baixa e infantil.
Esther parecia petrificada assistindo ao afastar da sua filha que era levada pela malvada irmã. Ela sabia melhor que ninguém que havia feito um acordo com o diabo e que como tal agora não tinha alternativa. Pega nas mãos dos dois meninos e os abraça em lágrimas.
Umas semanas mais tarde o marido retorna da guerra e a primeira coisa que dá conta no regresso é da falta da filha. Esther mantinha-se de cabis baixo sem qualquer capacidade para encarar o olhar feroz de Mikael.
— Onde está a Freya? — questiona em plena preocupação. Os pequenos observam o pai em tamanha avidez já choravam descontrolados. — Não pode ser... — disse baixo e se deixando cair em cima do banco improvisado de madeira.
— A nossa menina morreu, Mikael! — finalmente conseguiu falar em prantos.
Aquela era a pior hora para a familia Mikaelson que estaa desolada pela perda da menina. Embora a verdadeira causa fosse apenas outra. No entanto era o preço que a bruxa original tinha de pagar para o resto da vida e nem mesmo os seus filhos teriam um futuro tão simples.
Passado um tempo de "luto", Mikael voltou à velha postura do passado e esposa temeu uma vez mais perdê-lo. Ainda assim entendia as razões que levavam ao seu afastamento. Contudo, Esther estava disposta a qualquer coisa para ocupar o coração do pai ferido.
Num certo dia acabou tendo coragem em manter contato com um dos vizinhos da aldeia. Dizia-se por ai que não se tratavam de vizinhos comuns, que tudo não passavam de aberrações da natureza, e que em toda a lua cheia se tornavam lobisomens.
Convicta de que pudesse ser um risco ter um filho dessa descendência, arriscou ainda assim. E a verdade é que acabou conseguindo engravidar. Mikael quano ficou a saber da noticia ficou radiante e toda a culpa no seu olhar sumiu.
— Já pensas-te em que nome dar a esta criança? — ela acaba perguntando de mão no ventre.
— Niklaus! — responde ele cheio de orgulho. — Quero muito que nasça uma criança guerreira. — Esther parecia orgulhosa, mesmo sabendo da sua tão grande traição.
Após o nascimento de Niklaus, acabou chegando a vez de vir Kol, Rebekah e mais tarde Henrique. Embora este ultimo filho não acabasse por ter uma final muito feliz. O pequeno havia morrido numa noite devastadora de ataques vizinhos, lobisomens.
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