Castelo das Lady's Pierce
16 Capítulo 15 - Laços de Sangue
Notas iniciais
Haviam corrido o mais rápido que conseguiam e lembravam que suas pernas aguentassem a adrenalina que corria em suas veias e quando por ventura acharam-se suficientemente a salvo, foi quando apenas um barulho nos arbustos escuros ecuou.
— Oh não, ele descobriu-nos! . afirmou Caroline bem assustada.
— Calma, temos de manter a calma. — foi tudo o que a jovem Pierce conseguia dizer para a ama, embora nem mesmo ela leva-se a sério suas próprias palavras.
Tendo encontrado um abrigo em meio daquele intenso caus puderam finalmente respirar de alivio, pois até onde sabiam, ali não era tão tenebroso quanto continuar a caminhar pela floresta sombria, onde a noite começava a dar lugar ao escuro e sombrio pesadelo daquele lugar.
— Não devias ter aventurado, agora estamos sozinhas e uma criatura absolutamente estranha percegue-nos.
— Eu sei que por vezes devia deixar de preocupar-me com a minha irmã, mas o que queres que faça quando não consigo colocar isso em minha cabeça? Não consigo ter a capacidade de uma pessoa fria. — confessou Elena meio entre meia claridade e escuridão da noite.
— Tudo bem, esta também não é a melhor altura para discutir sobre esse assunto.
Um tempo depois encontraram uma brecha, tudo estava bem mais calmo e caminhando por entre aqueles intensos abetos, ambas acabaram encontrando um novo e seguro esconderijo.
Era uma caverna abandonada, pelo menos até onde achavam, até porque em outros aspectos existia ali bem avido um cheiro que demonstrava uma realidade patente, o cheiro era ativamente recente, então alguém havia estado lá.
Caroline mantinha-se em silêncio, não parecia nada satisfeita, o seu olhar deduzia duvida, até medo se assim fosse possivel decifrar. A jovem Elena procurava uma forma de tranquiliza-la, mas nem mesmo todos os seus gestos modestos aludiram a efeitos benéficos.
— Vamos acabar por sair daqui em segurança! Alguém vai procurar por nós, e em breve esse pesadelo irá acabar.
A loira apenas encolheu os ombros já não encontrando palavras para contra-argumentar tal facto.
(...)
Pelo amanhecer ambas ainda nem havia pregado olho, temendo a todo o segundo uma presença inesperada, que tal não fosse alguém a reclamar por seu espaço invadido.
— Devias tentar dormir, vou procurar algo pelo qual possamos comer! — advertiu a ama.
— Nem pensar! — negou tal hipótese. — Se é para procurar, então o faremos juntas.
Sem qualquer indicio de discussão, Elena e Caroline davam as caras ao novo dia. Caminhando livremente por entre os galhos caidos nesse caminhos que anteriormente haviam percorrido em passo descompassado.
Tempo depois de terem percorrido uma vasta área, decidem parar para que desse modo pudessem tomar uma agua. Havia ali um reacho onde podiam bem aproveitar isso.
— Estou mesmo cheia de sede! — comenta Elena de descido levantado as pedras do aglomerado alto.
— Será que essas aguas são realmente boas para que possamos matar essa nossa sede? — questiona a ama não muito animada.
— Até onde consigo perceber os peixes estão vivos, então isso quer dizer que se eles não estão mortos, então é boa. — returque a morena mergulhando ambas as mãos nas aguas correntes e se refrescar em seguida.
Por ali perto alguém as observava atentamente, nunca fazendo barulho para que desse modo não as assustar.
***
Na mansão Mikaelson o estado de perigo rodava em torno de Kol e suas piadas nada convenientes. Rebekah vastas vezes havia incitado o irmão a clarear melhor as suas insinuações barbaras, contudo é mesmo Esther quem coloca ordem dentro das quatro paredes.
— Não volto avisar mais vez alguma! — falava com aquela sua voz arrogante e autoritária. — Kol eu aceitei a tua volta, mas isso não quer dizer que aceite algumas posturas infantis. — o rapaz ao ser repreendido lança um olhar ostil a cada um deles. — Fui clara? — ele acena que sim abandonando a reunião de familia.
Apenas alguns minutos depois Esther é acompanhada por uma das servas até à cozinha, enquanto Elijah, Katherine, Rebekah e Klaus permaneceram.
— Seja como for é necessário ficar de olho em Kol! — reclama o loiro original. — De todos nós, ele é o mais instável e quando contrariado é capaz de começar a retalhar.
A jovem Pierce começa a extremecer com as palavras do vampiro. Klaus percebe o desconforto dela.
— Não necessitas temer, Elijah jamais permetirá que nosso irmão toque num único fio desse cabelo. — clareou as ideias. — Eu mesmo me certificarei de que tal nunca aconteça.
— Fico atentamente agradecida por esse gesto, Klaus!
A loira por sua vez começa a revirar os olhos um tanto impaciente, ficando até mesmo rude.
— Vocês já pararam para pensar que motivos levou nossa mãe aceitar o filho problemático? — todos se entreolharam pensativos, embora esta voltasse a interromper. — Esther é capaz de muitas coisas, apesar claro de ser nossa mãe.
— Elijah não conseguiu deixar de concordar com tais formalizantes palavras da irmã.
— Tomarei todas as providências para saber o que tanto nossa mãe esconde, ou não me chamo Niklaus Mikaelson.
(...)
Isolada da familia, Esther mantinha os seus pensamentos no mais infinito do seu silêncio. A verdade é que tudo na vida tinha uma propósito e um original milenar não fazia nada a troco de pouco.
— Anna! — chama a nova serva que logo aparece com um ar sério. — Preciso que vá na cidade e procure uma pessoa para mim. É importante que não demore. — advertiu. — Pode ir!
Anna acaba saindo em silêncio e a maior original da familia uma vez mais só.
— Em breve vão ocorrer mudanças devastadoras ao qual ainda vão agradecer.
***
Em plena propriedade Salvatore o tema central batia justo na familia Pierce e no facto de uma estranha familia original ter mudado recentemente para a cidade e criar aquela que era a maior instabelidade. Pouco se sabia sobre essas pessoas é certo, no entanto pelo que ouviam pela cidade não eram propriamente boas coisas de se escutar. Falavam por ai e comentavam em pequenos centros de borgesia que eram estranhos em seus costumes e na sua postura tão retorquida perante alguns parentesco na sociedade nobre. Damon havia mudado também assim que conheceu Rebekah.
— Damon não achas estranho o facto daquela familia ter aparecido justo agora? — intrigado por ser questionado pelo o Salvatore mais novo, este pousa o cálice de whisky que havia enchido anteriormente no ombro do sofá que tinha uma plantaforma.. Dá a volta ao sofá de couro negro e encara-o.
— Nunca antes havia escutado nada sobre eles, até claro aquele dia em que Lorde Pierce deu aquele baile os ver pela primeira vez no castelo. — confessa o salvatore mais velho pegando o seu cálice despreocupado. — E dai? Muitas familias mudam para este lugar o ano inteiro e nem por isso fazemos tantas questões, a menos claro que tudo tenha uma razão que como é obvio até posso adivinhar qual seja. — Stefan acaba revirando os olhos. — Meu irmão para o bem da tua saniedade mental aconselho vivamente a esqueceres a Katherine, ou jamais irás ser feliz, o que é uma pena.
— Não preciso das tuas lições de moral permante, Damon! — fechou o livro que inicialmente havia tirado da estante de magno para apreciar uma bela leitura.
Damon acaba levantando do sofá tomando um longo gole da sua bebida, mas logo volta a enche-la e tomando uma outra vez, contudo acaba sendo interrompido por um toc toc de alguém na porta.
— Entre! — dá permissão Stefan na tentativa de poupar a serviçal das palavras desagradáveis do irmão austéro.
— Senhor acaba de chegar uma visita! A pessoa diz que precisa mesmo de falar com os senhores.
— Obrigado, diga que estaremos já na sala! — a mulher acena abandonando a sala privada de olhar pregado no chão.
O moreno aproveita a ocasião para pregar cogitações absurdas.
— Uma visita? Quem ousa interromper um dilema tão interessante quanto o meu. — o outro revira os olhos dando alguns passos à porta. — Diz-me Stefan qual o melhor Whisky para ti? O de 1679 ou 1839? — e gargalha.
— Não digas disparates, não sei de quem se trata, mas suponho eu que não deva gostar de ficar muito tempo aguardando por nós, então vê se apressas o passo. Isto claro se tiveres interesse em saber quem é.
Não pregando objeções Damon acaba acompanhando Stefan até ao salão de visitas. Uma donzela havia sido convidada a beber um chá bem aromático e mantinha-se acompanhada pela serviçal. Esta estava elegantemente vestida, o seu semblante era carregado, mas ao mesmo que delicado ao toque. O jovem aproximou findo do outro logo atrás.
— Em que posso ajuda-la? — pergunta Stefan cortês e num gesto smples pega a mão da jovem a beijando tão simbolicamente quanto esperado para um cavalheiro de sua classe.
— É bom ver que alguma coisa de bom a minha mãe soube deixar para mim. — anuncia ela. — Finalmente encontrei vocês!
Ambos irmãos acabam olhando um para o outro meio confusos, aquilo era novo para eles, e como tal precisavam de uma bela explicação.
— Como assim? Dá para ser um pouco mais clara? — o outro dá o ponta-pé de saida com a pergunta parecendo até impaciente para olhos atentos.
— Meu nome é Sarah! Sarah Salvatore! — acabam preplexos.
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