Castelo das Lady's Pierce

14 Capítulo 13 - Kol


Notas iniciais
Olá meninas ♥ Sentiram saudades? Espero que sim, porque hoje rola novo capítulo para vocês :) boa leitura

Itália, Nápoles

2 semanas depois...

Percorria toda a extensão da cidade mais populosa de Itália, as pessoas fugiam sempre que confusões se instalavam, era como se temessem perder suas vidas por ali. E a verdade é que tinham mesmo de temer quando vampiros como Kol Mikaelson passeava por aquelas ruas com olhar presunçoso e pouco amigável.

De mãos nos bolsos ele chutava as perdras da calçada gasta pela irusão da chuva ácida de outono. Ele não tinha amigos, não a familia perto, ele própria a desprezava, embora., fizesse suas poucas aparições entre eles. Sua mãe, Esther não gostava de quando ele aparecia sem enviar telegrama, mas o próprio rapaz chegava afirmar que que escrever não era a coisa poética que ele tinha e que isso cabia aos humanos que se sentavam nas cadeiras de praça e rasbiscavam pequenos rascunhos.

Então, obtava sempre por aparições desastrosas, onde na trilha da chegava sempre trazia algum novo adereço a sua conjutura. Justamente uma humana, sempre vinha com ele, e quando não mais necessitava dela, largava seu corpo sem pinga de sangue ao rio, quando não o estilhaçava e deitava na lareira criando aquele mau cheiro de porco queimado.

Por isso mesmo, Kol não era nem de perto ou longe semelhante a Elijah, na sua postura pacifica e nobre, onde havia um pouco de compaixão por humanos. Ou como Niklaus, que apesar de sanguinário, ainda conseguia controlar sua sede numa festa, e não deixar a indrescrição o desmascarar. Já para Rebekah, a postura de fingir ser humana era muito importante, para ela ser algo que não, fazia de si diferente, quase que esquecia sua verdadeira identidade. Ainda tinha Esther, a mulher comparada a um cubo de gelo num oceano congelado. O seu coração era o orgão mais duro que os filhos conheciam, e talvez era dela que Kol havia herdado tão bem o rancor a seres vulneráveis.

Mas voltando inicialmente ás ruas de Nápoles, que era exatamente, onde o rapaz Mikaelson caminhava. Ele encontrou dois homens em um beco acediando uma mulher. Outro alguém, podia simplesmente intreferir, e agir por conta de querer ficar com o papel de o salvador, mas para aquele rapaz, tal titulo não fazia sentido, porque de salvador ele não tinha nada.

Então passou lado a lado com aquelas pessoas, a jovem bem gritava por ajuda, mas aquilo era tão indiferente para ele que parou uns passos mais a frente e sua expressão facial mudou completamente, e ao olhar para eles bastou apenas um minuto que já estavam pescoços quebrados e sangue jorrado na jaqueta.

A jovem que se via livre daqueles homens de mente maligna, estava agora assustada porque num gesto rápido suas cabeças haviam virado, e seus corpos largos no chão a derramar sangue. Ela chorava, temia por aquele alguém que não sabia que tipo era, mas força ele tinha.

Kol aproximou-se dela, passando sua mão suavemente pela clavicula dela, a jovem apenas tremia, e não oscilava muito o seu olhar, ou seria mais uma vitima. Ao contrário do que ele podia ter feito, a compeliu a fugir dali, embora nem ele próprio soubesse porque havia feito aquilo, mas a verdade é que pela primeira vez em sua existênica, de séculos, a uma milénio, havia sentido.

Se sua mãe Esther, ou se seus irmãos soubessem disso, diriam que ele estava a resnascer, mas não mais deixava de ser o irmão louco por sangue, ou sequer adorador de humanos, até porque para ele, apenas os via como atração de uma mera diversão.

(...)

Horas mais tarde, voltando ao abrigo que ficava a um encosto de uma colina nordestina de Nápoles, Kol viu-se obrigado a lembrar daquele rosto que anteriormente havia deixado com vida, ao inves de jorrar mais um sangue em sua vertente animal. Nunca havia sentido tal coisa antes, e repulsa crescia em seu pensamento ao temer gostar finalmente de algum tipo de humano, de ter o luxo de sentir algum tipo de sentimento. Afinal os imortais de existência vampirica não tinham esse tipo de sentimentalismo, não que ele próprio o tivesse visto alguma vez. Nem mesmo seus pais em tantos séculos vivendo juntos, haviam demonstrado afecto, embora fossem vampiros, e o seu passasse de um caçador malvado presseguindo o seu irmão Niklaus.

Por séculos havia fugido, atrás daquela que seria a sua sede de sangue, aquela sua vontade nostálgica de viver sua natureza sobre humana. Mas verdade seja dita, que agora tinha vontade de reaver sua familia, ver com os próprios olhos se o irmão Nik, como sempre lembrava de o chamar. continuava o mesmo de cabis baixo quando a mãe, altivava a voz, ou se Elijah com toda a sua nobreza sublime mantinha sua postura de cavalheiro perante as mulheres, ou Rebekah a garota que se apaixonava com um piscar de olhos.

Quanto a Esther, Kol gostava de manter a distância., nunca havia sido um vampiro de boas relações com a mãe e isso provava o quanto a sua volta à cidade onde eles estavam, podia ser vista como uma ofensa para a mais velha dos originais.

— Parece que vou arriscar mesmo assim, maezinha! — falou ele ao encarar o espelho do vidro do bar onde embargava suas bebidas de coleção.

Só por si já ajeitava um laço no pescoço, ele estava ligeiramente torto e agora sua roupa estava completamente limpa daquele sangue.

Rodou os pés em torno do chão, e voltou sua bela atenção a janela ao qual tinha uma paisagem priférica da colina. Por ali não se viam humanos, e quando muito raramente eles apareciam, oh meu amigo, eles eram logo o pestico dele.
Após aquele passar de olhos na janela, não deu para segurar um riso sinico e ao mesmo triunfante, afinal era a sua postura de malvado manifestando.

(...)

Dias depois...

Ele não havia voltado a caminhar por aquelas ruas da cidade, e quando incrivelmente retornava a elas, o primeiro lugar que havia voltado, era justamente naquele beco. Kol, não entendia porque o seu pensamento lógico o encaminhava ali, se nem alimento tinha, e de facto olhar aquelas paredes desprovidas de cor, e chão mal cuidado, o deixavam repugnado. Logo pegou um lenço de seu bolso, e seu relógio de bolso, caiu. Era um relógio de um tenso dourado que se abria em dois naquele piso quebradiço.

Um garotinho de rua havia mesmo arriscado a sair do esconderijo, para na volta conseguir roubar o objecto, mas aquele homem ali, não era um qualquer, era um vampiro, um original, que num abrir e fechar de olhos podiam matar aquele inofensivo humano.

E justo no ponto em que a criança atravessava aquela estreita rua de um lado ao outro a curta distância de arriscar a vida, uma mulher, talvez uma donzela se fez escutar.

— Não! — gritou ela, Kol logo voltou a sua atenção a onde a voz saia.

De facto ele a reconhecia como aquela daquele dia, cujo havia sido a pelos menos uns dias atrás, naquele mesmo sitio, naquele mesmo horário.

— Por favor, não lhe faça mal, é só uma criança! — implorou ela ao abraçar a criança junto a si de forma protetora, que aquele original não reconhecia mais do que um tipo de ação desinteressante.

Mesmo assim, ele parecia preplexo, suas ações em nada correspondiam ao que o seu pensamento pedia. Era estranho, aquela garota o efeitiçava de alguma forma. Aquele olhar não dava para esquecer, a sua pele pulsante de sangue correndo em suas veias, demonstrava quanto o seu aroma era intenso, de quanto era apetecivel experimentar o seu sangue, mas uma vez mais ele não sentia o dever de a magoar, era a compaixão?

— Ele ia roubar meu relógio de bolso! — foi tudo o que ele conseguiu responder.

— Não irá acontecer, senhor! — prometeu ela ao voltar as costas com o menino que estava descalço.

Só então havia percebido, eles não passavam de gente que vivia da rua, que sobrevivia com o pouco que a vida lhe dava, e ao mesmo tempo, Kol vivia de uma mesma forma, talvez para um contexto diferente, mas no fundo eram tão iguais. Seria compaixão por si mesmo? Não, ele não sentia nada disso, um vampiro de sua amplitude, não necessitava de ter pena de si mesmo.

O mundo todo lhe devia sua revolta, e ele ao mundo nada mais devia do que deixar sangue e corpos sem vida a uma trilha de ruas. Este era ele, o malvado original que matava sem pensar, sem pena de quem ficava para chorar. Ou que lares eu deixava destruidos, crianças órfãs. Ele próprio havia sido tirado da sua vida humana quando apenas havia completado seus 20 anos, e na verdade ninguém havia pensado se ele estava ou não pronto para aquilo, e se isso iria o fazer feliz, então se ninguém em um tempo havia se preocupado com sua vontade, porque ele agora desligado do mundo ia se importar com desconhecidos?

Caminhando de volta a trilha de onde a jovem havia saido na companhia da criança, Kol seguiu o seu cheiro, queria saber em que lugar ela tanto se escondia, para numa hora propicia, a visitar. Não que fosse acabar em tragédia, mas como não conseguia controlar mais a si de ficar um tanto ou quanto longe dela, ele precisava com urgência de a ver quantas mais vezes melhor.

Abrigou-se atrás de uma arvore, perto de uma outra cortada de rua mais a direita... Ele não usava desses meios para ficar espiando alguém, mas aquela mulher ele não queria que ela o encontra-se. Não era bonito ser descoberto, quando era justo ele quem fazia suas descobertas.

Então ali a uma certa distância ele pode vê-la novamente, desta vez estava sozinha, e à entrada daquela que seria sua residência. A sua pele era tão mais delicada que anteriormente havia dado conta, e seus cabelos tão bem apanhados num arranjo de adereços, aos quais ele não sabia identifcar. A roupa pelo qual vestia era um vestido gasto, qualquer coisa como velho trapo, pensava ele. Mas ela trazia algo na mão, uma especie de adereço de limpezas, seria ela uma criada? Um serva de uma familia? Bom aparamentente, aquele lugar não parecia do tipo de ter pessoas nobres, e bsicamente, Nápoles era conhecida como a cidade da classe média, o que queria dizer pessoas de médias posses, e que possivelmente não teriam uma criada, ou teriam? Ou estaria ele enganado?

— O que faz ai olhando para mim? Não tenho nada para si, por favor o menino acabou não levando seu relógio. — falou ela dando uns passos atrás.

— Desculpe! — ele deixou-se mostrar, afinal havia se descuidado ao esconder, deixando sua cabeça o entregar. — Não venho aqui por isso, e não precisa ter medo de mim. — ele deu uns passos, já ela parecia reticente, que já segurava uma vassoura. — Por favor, não é necessário isso, acredite em mim.

— Como acreditar em si, se eu vi que matou dois dos homens que me queriam fazer mal naquele beco? — ele revirou os olhos, mexendo no casco da arvore do seu lado.

— Aquilo foi só uma forma de os manter no lugar, e veja só eles não irão mais perturba-la. — Kol deu um sorriso, ao qual ela apenas fechou a cara. — Eu jamais faria mal a uma donzela. — mentiu.

— Mesmo assim, fique longe de mim! — pediu ela ao correr o mais rápido que conseguiu até seu abrigo.

O original por sua vez ficou observando a sua ida, por outro lado, indo atrás dela seria um inconveninte grande e poderia acabar fazendo maldades.

(...)

Porém, havia passado algum tempo, aquela donzela de quem tanto queria aproximar de tão diferente era das outras humanas que tinha tido o prazer de jorrar o sangue, havia morrido, vitima de um ataque de guerra.

Ele havia tentado ajuda-la, e tudo o que conseguia era alcançar Anastácia no limite da morte, era tarde para dar seu sangue, fazer de si uma nova vampira e que por outro lado, poderia ser a companheira dele. No entanto, não havia sido capaz de evitar nada, e a única humana que havia despertado humandidade nele estava morta.

Kol, saia naquele instante do cemitério do centro da cidade de Nápoles, um antigo campo de batalhas e vidas perdidas, recordava ele. Haviam sido gentil ao deixar mais uma flor na lápide dela, e despedir daquele lugar pelo qual queria só esquecer.

Desta feita era hora de regressar para os seus, e retomar o único e duvidoso original selvagem que sempre havia sido, e que por um momento essa identidade havia sido travada.

Notas finais
O que acharam? Alguém aqui está com vontade de ver Kol mais vezes? Acham que ele vai fazer visita para a familia? Não esqueçam de comentar, sim? Favoritar Até ao próximo domingo, porque tem nova postagem!