Castelo das Lady's Pierce

12 Capítulo 11 - Verdadeira identidade


Notas iniciais
Olá meninas Me desculpem a falta de cumprimento com a postagem, mas rolou uns imprevistos e quase que perdia o capítulo daqui. Enfim, eis o capítulo 11 e espero que gostem. boa leitura

2 meses depois...

Toda a gente, incluindo os Salvatore já sabiam o que havia acontecido com o Lorde Pierce. Lamentavelmente, ninguém conseguia prever um desfecho tão amargo para um homem modesto como aquele havia sido. Muito embora, houvesse quem não gostasse dele, ou sequer pudesse tecer algum tipo de compaixão por uma realeza de um nivel ruim.

Agora, Katherine e Elena estavam orfãs de mãe e pai e como tal estavam sozinhas a busca de sua nova realidade, e poderia saber que ambas estavam afastadas desde então. Katherine pelo que se espéculava na cidade, estava desaparecida desde aquele dia em que havia sido prometida, embora não fosse uma coisa pelo qual havia aceite com animo. Na consequência disso, seu pai havia sido alvo, e a sua irmã lidava com a pura e terrivel realidade de viver mal até então.

Lady Elena queria muito poder alcançar ajuda de alguém, mas de todos os seus meios, ela não sabia nem como lidar com tudo, se bem que agora mais que nunca vivia na terrivel solidão de não ter quem amava perto de si. Por amar Damon Salvatore era alcançar o inatengivel, sabendo ela que ele não a olhava do mesmo modo que ela o via. Por outro lado, ela não era garota de desistir na sua primeira dura batalha, porque ao fim de alguns terriveis anos, já havia tentando e tentado, mas nunca com sucesso alcança-lo.

— Caroline, eu preciso de encontrar o Damon! — disse ela ao levantar da penteadeira onde seus cabelos cacheados em ondas precisas caiam por seus ombros. — Preciso dele, não aguento enfrentar isto sozinha! — os seus olhos imploravam aquela ajuda, que tanto a ama não podia negar.

— Não tem mais nada que a impeça, agora pode tomar suas próprias decisões, seu pai, Lorde Pierce não está mais vivo para presidir suas ordens.

— Tem razão, então não vamos perder tempo! — ela caminhou até a janela olhando para fora. — Por favor mande preparar a carruagem, quero fazer uma visita na mansão Salvatore.

Como tal a jovem saiu fazendo uma breve vénia educada e bateu a porta atrás de si. Elena sozinha podia mergulhar seus pensamentos novamente naquele mar azul que lembrava em tudo o oceano perfeito que tanto ansiava passear.

Momentos mais tarde, a senhorita Pierce era encaminhada para dentro da carruagem, onde o moço gentil a ajudava com aquela delicadeza sublime. A ama acompanhava a jovem uma vez mais, e tanto isso era um ritual costume, que não faria sentir deixar de o fazer, se bem que havia prometido um dia a senhora mãe da jovem que cuidaria bem da filha.

Por um trilho batido de calçada e terra campestre que na sua qualidade tinha as ervas densas de tons verdes e amarelos, adiantraram pela praça do comercio da cidade. Pessoas por lá conversavam animadas com cesto envergados na asa do braço, ou homens saiam cambaliantes das tabernas. Por outro lado havia uma imagem que a jovem não esquecia. O famoso salão de chá da cidade que em tudo era o sitio mais promissor e digno de mulheres. Sitio esse que era comum para todas, não havendo a destinção de ser negro ou branco, rico ou pobre, ou sequer ser o escravo da familia real.

Claro que haviam sido algumas tantas vezes que Elena e a sua irmã Katherine, haviam acompanhado a mãe para uns eventos de chá, ao qual sempre sublinhava como "eventos chatos". A verdade é que hoje dizia para si que gostava mais de voltar no tempo atrás e vivênciar tudo de novo. Contudo, o tempo não voltava atrás só porque a vontade assim o indicava.

— Senhorita, está tudo bem? — perguntou Caroline ao ver que a jovem se mantinha calada durante toda a viagem até a mansão.
Elena voltou sua cabeça da pequena janela para ela e pousou as mãos no seu colo.

— Porque não estaria? — retorquiu, embora aquele não fosse o modo mais elegante de responder a alguém. — Caroline, não se preocupe estou bem. — a ama acabou aceitando as palavras dela, e não continou argumentar mais a respeito para que não se torna-se invasiva demais.

Mas o silêncio mantevesse por mais um terço da viagem, e finalmente acabavam de parar os cavalos quando a mansão tornou-se visivel. A rapariga ainda tentou colocar a cabeça de fora para certificar-se de que estava no sitio certo, e só então aguardou que o cocheiro desse a volta e abri-se a porta para que ela pudesse sair com classe.

Efectivamente, Gorgie, ajudou a donzela a conduzindo até ao pavimento raso e sem perigo. Logo atrás de si, Caroline foi conduzida do mesmo modo, e ambas observavam a ilustre casa que era toda ela de toque renascentista. Instantes depois de um primeira observação da chegada, alguns passos foram dados na direção das portas grandes e de madeira gasta pelo tempo. Porvavelmente a mansão devia ter mais de alguns séculos. Talvez uma herança de gerações, ao qual já se imaginava a preencher seu destaque.

Do lado da porta existia um sino de bronze, onde a ama puxou o bengalo e o som ecou. A respiração da menina tornou-se irregular naquele momento, afinal estava prestes a fazer uma visita para os Salvatores, embora apenas um deles lhe interessa-se.

Dentro, estava Stefan mergulhado na sua escrita na biblioteca quando escutou o som da campainha, não demorou para que antes mesmo de alertar as criadas, elas já fizessem o que ia pedir. Mesmo assim, ele queria fazer sua aparição, embora não sabendo que o ilustrava com sua visita. As portas efectivamente se abriram, e do lado da rua estava aquela doce jovem, a mais nova das Pierce acompanhada de sua ama.

A criada ainda o olhou com aquele ar de se devia ou não permitir a entrar, claro está que ele acenou que sim, e a mesma as convidou a entrar. Elena sentia-se insegura ao entrar naquele espaço, e quando mais viu Stefan, seu sorriso apareceu nos lábios.

— Senhorita Pierce! — ele caminhou na direção dela. — A que devo a honra? — perguntou ele ao acenar para que sentassem, pois não era cavalherismo deixar umas damas de pé.

— Na verdade vinha na esperança de encontrar Damon! — disse Elena sem rodeios, como seria de esperar vindo de si, ainda assim isso era algo que havia aprendido com sua irmã ao longos dos ultimos tempos antes da sua partida escondida.

— Lamento, mas o Damon não está! — ela intristeceu. — Saiu faz algumas horas, mas ou muito me engano, ele estará de volta ainda ao por do sol. — e novamente os cantinhos de sua boca formaram o arco alegre. — Porque não ficam para nos acompanhar no jantar?

— Não! — disse Caroline intreferindo na conversa. — Não fica bem a uma dama aceitar um convite como esse! — a jovem Pierce sentia-se contrariada, mas sabia bem que as regras de etiqueta havia sido feitas para cumprir, mas para serem quebradas também.

— Vou aceitar assim mesmo, Caroline! — frisou Elena ao olhar depois para o Salvatore. — Será uma honra poder desfrutar de uma noite com vossa companhia.

***

Escondida por dias, semanas Katherine não aguentava mais aquela situação. Ela achava que Elijah escondia algo de si, e que por isso mesmo não dava para ficar quieta esperando o dia começar, ou a noite acabar.

Procurava no meio daquela casa abandonada no meio da floresta o que havia por ali, e de facto tudo o que encontrava era apenas arvores e mais arvores. Como não escutava barulho algum naquele lugar, aventurou-se a passar por entre aqueles galhos caidos e ser surpreendida num toque em seu ombro. Ela ao voltar seus olhos a quem havia tocado, levou a mão ao peito.

— Elijah! Que susto! — disse.

— Desculpa, não era intenção assustar-te, meu amor. — passou as suas mãos por suas e a levou de volta para a casa abandonada.

— Porque tenho de voltar para aqui? Eu não gosto desse lugar, fico muito tempo sozinha e depois tenho imensos pesadelos nas noites. — protestou ela ao parar seus pés na entrada. — Por favor, tira-me daqui. -implorou ela com aqueles olhos intensos no seu tom castanho.

— Tudo bem, eu vou contar-te uma história primeiro, mas preciso que entendas tudo. — ela balançou a cabeça que sim. — Katherine, é sério!

— Fala, estou de ouvidos postos.

— Eu e a minha familia, viviamos na Itália, mais precisamente em uma cidade de Torino, não sei se alguma vez ouvis-te falar ou sequer tiveste oportunidade de a conhecer. — ela começou a pensar consigo própria, mas ele continou obrigando seu olhar a pernanecer nele. — Nós não somos descendentes de um familia comum, e nem sequer temos uma linhagem de gerações como tu e outras familias podem ter. — ela ergueu a sobrancelha. — Katherine, eu não sou o homem que sonhas-te para a tua vida, e nem de longe vou poder realizar parte dos seus sonhos.

As lágrimas nos cantinhos dos olhos dela já se formavam, estaria ele a despedir-se dela?

— Como? Elijah não vais embora, não é? — ela pegou as mãos dele, pareciam tão mais frias a porporção da ultima vez que as havia tocado. — Pareces distante o que mudou? — ela parecia temer saber que ele pudesse a ter trocado naquele tempo.

— Meu amor, não há nada que mais lamente, que ter a sorte de ter-te conhecido naquela noite maravilhosa do baile, mas a verdade é que... — mas ela com o olhar o deixava em pedaços quebrados no chão. — Amo-te a cima de qualquer coisa, e mesmo depois do que eu vou contar para ti, eu continuar aqui amar-te do mesmo modo, da mesma intensidade.

— Estás a deixar-me preocupada! — disse ela ao não controlar mais suas lágrimas que se largavam no rosto.

Elijah não conseguiu conter a dor de ver a pessoa que mais amava ter de sofrer. Então com sua mão passou os dedos no rosto dela, eliminando as lágrimas que escorriam.

— Olha para mim! — pediu ele obrigando aqueles olhos doces olharem os seus. — Eu sou um vampiro, nunca envelheço, e vivo eternamente. — ela arregalou os olhos, e afastou as mãos dele horrorizada.

Estava ela apaixonada por um vampiro, mas como era possivel essas criaturas existirem? A garota estava assustada, que procurava um ponto de abrigo, ao ponto de fugir dele, embora Elijah não quisesse a magoar, pois a amava demais para isso. Contudo, sentia que devia uma verdade a Katherine.

— Não fujas de mim por favor!

Ele caminhava na direção dela, mas logo a jovem corria para outro canto da casa. Para o original a fuga dela era inutil e o obrigava a mostrar suas reais habilidades. Rapidamente, ele estava do lado dela, pegando o seu pulso, os seus olhos imploravam uma nova explicaçao. Era fácil de perceber que a sua cabeça estava confusa.

— Como fizes-te isso? — as palavras saiam num sussurro quase inaudivel, havia medo na sua voz.

— Sou um vampiro, lembras? — mas logo arrependeu do modo como havia respondido a ela. — Minha querida, ouve-me. — o coração dela disparava a cada instante, era o medo frenético a pulsar por suas veias. — Não vou deixar que nada de mal aconteça contigo, jamais me perdoaria que isso acontece-se. — ela engoliu em seco as palavras dele.

— Porquê, eu?

— Eu não escolhi, eu me apaixonei é diferente. — a sua boca aproximou-se vagarosamente dela, era tão fácil sentir aquela fragancia florar, misturada com aquele seu cheiro intenso que fazia qualquer vampiro entrar num frenezim. — Por favor tens de acreditar em mim.

Katherine virou o rosto para o lado, os seus olhos incidiram na janela que mostrava a escuridão do lado de fora. Só depois olhou ele novamente predendo a respiração quando seus lábios a escassos centimentros quase se uniram.

— Eu acredito! — ela atreveu-se a responder, perdendo o ar que havia prendido dentro do seu peito.

E então abraçou ele num impulso, não sabendo se era correcto, mas ela também o amava e lá ele sendo um estranho ser para ela, não mudava muito quando simplesmente era dificil ficar longe do homem que se amava.

— Vou tirar-te daqui, mas promete-me que irás fazer tudo o que eu pedir, é para o teu bem, Katherine. — implorou ele, ela acenou.

Ambos acabaram saindo naquela noite, mas no meio do caminho ela começou a fraquejar, e obviamente tudo isso era resultado da sua condição humana. Então ele pegou-a no colo a levando para a mansão Mikaelson.

Notas finais
Gostaram? Comentem, favoritem! ♥ Até ao próximo capítulo que sem dúvida dessa vez sai domingo.