Castelo das Lady's Pierce

11 Capítulo 10 - À procura de abrigo


Notas iniciais
Olá meninas ♥ Desculpem a falta de cumprimento... aconteceu uns imprevistos Sem delongas o capítulo de hoje! boa leitura

Elijah havia saido para passear pela floresta na companhia de sua irmã caçula que meio em sorrisos sombrios escondia alguma coisa, pelo qual ele gostava de saber, embora não o tivesse sequer perguntado.

— Porque tanto sorris minha irmã? — perguntou ele ao parar um pouco mais a frente e pegar a mão dela delicadamente, ao qual a fez parar imediatamente e o olhar em analise triunfante.

— E desde quando eu preciso de um motivo para sorrir? — respondeu com uma nova pergunta soltando a sua mão da do irmão e rodar em torno de uma arvore carregada de flores claras que sobressaiam bem na escuridão da noite. — É claro que eu tenho uma vida perfeita que me deixa com motivos óbvios de sorrir.. — començou ela a falar enquanto olhava o alto da arvore onde convidativamente, o irmão olhou também.

— Conheço bem demais para saber que esse sorriso é apenas descrito com um aspecto de homem! — e após esse comentário, ele pegou da jaqueta seu lenço de mão o passando na mão que estava meramente suja por ter tocado uma porção de sangue na margem da arvore. — Espera... — Rebekah inclinou a cabeça curiosa olhar para ele, e a arvore ao qual nem havia tocado por sorte.

— O que foi? De onde saiu esse sangue? — ambos se olharam por instante, a resposta era tão obvia como a sua existência se resumir a milhões de vampiros.

— Parece que não estamos sozinhos! — disse por fim ao retomar a trilha de volta a mansão. — Rebekah, vamos! — chamou ele ao acenar em seguida a jovem que ainda estava distraida.

Quando chegaram em casa, Esther estava na sala sentada na grande poltrona cinza cor de rato com seu livro em colo e uma lente de leitura rupestre. Ao perceber que a expressão que ambos os filhos traziam em seus rostos de nada era animadora, fechou o livro, o ergendo para que a serviçal que a acompanhava o guardasse de volta ao seu lugar na estante.

Do mesmo modo solene, acenou para que os filhos aproximassem e sentassem sem grandes formalidades e que de algum modo explicassem o que tanto os afligia.

— Vejo que o passeio que tiveram o desfrute da noite o fez voltar com novidades preocupantes! — comentou ela em tom introdutório. — Alguma coisa que deva saber? — e de um para o outro foi assim que os olhos circularam até alguém quebrar o silêncio.

— Minha mãe, estava eu e Rebekah por esse campo fora num belo passeio quando em uma troca de comentários felizes, aproximamos de uma arvore que tinha uma marca de sangue. — explicou Elijah buscando em seguida do bolso o lenço usado anteriormente para limpar sua mão.

— Posso? — perguntou a mãe ao estender a mão ao qual o filho entregou o lenço sem cerimónias.

Ao olhar para o tecido nada era relevante de ver, porém quando sentido aquele odor, Esther percebeu que não se tratava de um sangue qualquer, mas uma pura raridade. Então levantou-se e disse:

— Busquem esse humano que deixou seu sangue, é raro e cabe a mim tê-lo!

— Mas minha mãe! — a loira ainda se atreveu a tentar contrariar a mãe que com um aceno de mão a fez guardar as palavras para si.

— Elijah, conto com tua descrição! — ele acentiu levantando e saindo uma vez mais naquela escuridão perdida.

Rebekah não sabia se havia sido certo contar esse facto para a mãe, se tudo o que passava na cabeça dela não era mais do que sede de uma verdadeira vampira. Contudo, era nova demais para contrariar os ideias da familia Mikaelson que tinha na sua história um milénio de existência.

— Vejo que algo mais te preocupa. — aquela afirmação cortante foi uma surpresa para a jovem, como se sua mãe pudesse ter o dom de escutar seus pensamentos, ou sequer ver aquilo para além do que pensava.

— Não, nada mais me preocupa que esta situação! — respondeu ao levantar do sofá e circundar a mesinha redonda até ao dorsal da escada pronta a subir.

— Tão cedo pronta a recolher? — era premeditado que a atenção da mãe sempre recaia em si quando Niklaus não estava, e de tal modo isso a perturbava imenso.

— Se me dá licença tenho um sono para retomar! — disse ela fazendo uma vénia lisonjeante e subir as escadas onde uma ama a seguiu logo atrás subindo com cuidados o vestido.

Esther não havia ficado conformada com essa justificação pouco apelativa da filha. No seu pensamento, ela escondia algo mais do que aquilo que deixava saber, Só que ainda assim, ela ia acabar por descobrir, e aniquilar outro alguém capaz de a ferir.

É obvio que ela não teria a dura coragem de matar, claro está que essa oportunidade caberia a Niklaus que de todos era o mais protetor a preservar a familia. E muito ou pouco não olharia a meios para matar aquele que fosse uma ameaça.

***

No aposento agarrada ao travesseiro da sua cama, estava Lady Elena que chorava lágrimas copiosas por seus rosto fora.. O panico era um sentimento que ela não tinha o desfrute de não sentir, quando muito ou pouco aquela sala, onde seu pai estava com a familia prometida a Katherine haviam começado um rebolião de palavras acesas e pouco amigas. Ela tinha a certeza de que tudo ia terminar de um modo trágico e que isso resultaria de um mal maior.

Era a coisa mais ordinária pensar assim, contudo a realidade também ela não era verdadeira, muito mais agora que algum tempo que a sua mãe havia falecido.

Em todos os momentos ela tentava perguntar a si mesma em que ponto a irmã havia pensado na familia ao apenas tomar a decisão de fugir. Contudo, em outros respostas pensadas, Elena tinha a certeza que casar e ser infeliz, não eram coisas que bem se complementavam.

— Senhorita, por favor não chore! — a ama Caroline aproximou da cama da jovem a abraçando carinhosamente. — Por favor, uma menina linda não merece ter tanta dor no peito.

Caroline tinha razão quando falava suas doces palavras, porém de dizer para fazer ia aquela grande distância que dificultava tudo.

— Quem me dera de tuas palavras fazer minha acção! — disse ela ao levantar os olhos marejados de lágrimas cristalinas. — Quem me dera ter a mama aqui! — e uma vez mais enterrou seu rosto no peito da loira.

Bem a um espaço ao lado o corpo de Lorde Pierce se perdia em sangue no chão do salão. O panico havia se instalado em toda a orla, os serviçais presentes temiam fazer algo para aborrecer o homem de mãos sujas de sangue e cara de quem havia feito sua promessa valer a um aviso.

O Jovem Tayler mostrava uma expressão de horror, evitando fazer com que os seus olhos olhassem aquele corpo sem vida. A mãe ao seu lado havia saido para não assistir mais a crueldade do marido insano.

Por mais medo ou terror, o mal havia sido feito e definitivamente as lady's Pierce estavam orfas e entregues a si. Pois aquele que no chão Jazia vida boa não mais traria.

***

Pronta para prenoitar, Lady Katherine sentiu uma sensação de cortar seu peito, era como se ela própria sentisse a dor de um ser a morrer, quando muito menos fosse uma dor forte ou mortal.

Quando olhou para os lados com a lanterna velha e fraca de providênciar luz à escuridão, viu por entre as arvores um rosto. Inicialmente temeu poder fechar os olhos e dormir, ter a percepção de que nunca mais iria acordar. Porém ao abaixar para sentar na proximidade do tronco da arvore, e olhar uma vez mais para o sitio onde pensava ver aquele alguém, não estava mais lá.

— Joaquim! — chamou ela ilumiando o trilho até a carruagem onde os cavalos estavam comendo as ervas do campo. — Joaquim! — ilumiou para o outro lado e nenhuma resposta obteve até então.

Temendo a face do perigo, Katherine arriscou levantar e procurar pelo velho senhor de barbas simpáticas que não havia recusado a ajudar. Por outro lado, era arriscado andar por um sitio tão escuro e sozinha, pois podiam existir criaturas más que a pudessem magoar, ou até mesmo matar.

— Joaquim! — voltou a chamar ao dar a volta por um trilho mais abaixo do sitio onde havia estado anteriormente e uma vez mais houve aquela sensação de ser observada. — Quem está ai? — perguntou ao olhar para os lados.

Um movimento rápido por entre as folhas das baixas arvores se escutou, a jovem Pierce estremeceu com medo retendo alguns passos ao invez de continuar como sua ideia assim o implementava.

Mas se ela não tinha noção do que realmente podia ser um perigo maior a si, Elijah que trilhava sem parar o sitio a procura de uma pista que levasse ao famoso humano de odor incrivel, precisou parar quando escutou aquele chamamento feminino, que o fez associar a uma unica mulher detentora de um voz cristalina e doce.

— Katherine? — perguntou baixo sabendo claro que ela não escutava com a mesma exatidão de um vampiro.

Começou a correr em velocidade vampirica até ao trilho de onde a voz havia saido e aquele odor se sentia mais intensamente. Porém, ele não estava só. Havia uma presença tão pesada quanto a sua já era.

Elijah se virou para os lados vendo um homem de cabelo grisalho correr atrás de um abeto.

— Não vais tocar nela! — foi a unica coisa que conseguiu dizer, muito embora fosse o suficiente para aquele ser sobre humano escutar.

Notas finais
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