Casos Macabros
3 Caso 3: Carnaval de Sangue
Notas iniciais
Era um desses carnavais que ocorriam em Veneza, com pessoas mascaradas e usando roupas da Idade Média. Vários rapazes iam para procurar moças que satisfizessem suas vontades; elas nunca sabiam quem era o homem com quem tinha passado a noite ou algo pior, nunca saberiam quem estava para matá-las.
Sim, havia um assassino a solta que agia apenas durante os carnavais de Veneza. Diziam que ele se vestia com uma capa longa e escura, uma máscara rubra e que ele não carregava nenhuma arma. Agia com cautela, para nunca ser pego. Porém, houve um determinado carnaval em que ele pareceu ter desistido da cautela.
Às onze horas da noite, o ápice da festa, ele subiu até uma casa e gritou para todos que estavam dançando e brincando na rua.
– Boa noite, jovens damas e cavalheiros! Saibam que eu gostaria de propor um carnaval diferente para esse ano... na casa que está a minha frente, várias armas esperam por vocês...
– Armas? Está louco? – um jovem vestido de pirata o interrompeu.
– ...continuando, gostaria que vocês brigassem entre si, para ver quem é o melhor entre vocês, a ponto de conseguir me matar!
– E se eu não quiser participar desse jogo maluco? – dessa vez, quem gritou foi uma jovem fantasiada de colombina.
–Não precisa! As bombas já farão isso por mim! – depois de proferir essas loucas palavras, o assassino começou a gargalhar. Mas seu riso se perdeu depois que os casarões próximos começaram a vir abaixo, esmagando a todos os que estavam na rua. Uma poeira cinza se levantou, escondendo, momentaneamente, os corpos mutilados que ficaram.
Por fim, ele desceu da casa e começou a andar entre os restos. Ele viu um braço preso entre os escombros; uma pessoa que teve mais da metade do corpo esmagada com o peso de uma viga e muito, muito sangue. Ele voltou a gargalhar e, depois que o sol nasceu, não encontraram nenhum sinal dele.
Mas o que mais intrigou a polícia foi: como vários jovens foram morrer daquele jeito, se não havia nenhuma arma e nenhuma casa havia caído sobre eles? A única resposta era a de que a Dama Morte também queria se divertir, mas em um carnaval de sangue...
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