Casos Macabros
4 Caso 4: Casamento
Notas iniciais
– Que bela está a noiva! – era o que as mulheres sussurravam entre si, após ver o resultado de semanas de trabalho para preparar o vestido de Joanne, a noiva de um rico fazendeiro. Joanne girou o corpo em frente ao espelho em seu quarto e todas viram a barra do vestido branco girar para um lado e para o outro. Ela não conseguia esconder a satisfação de ver-se finalmente com um vestido de casamento.
– Muito bem, querida. Agora, temos que guardá-lo, pois seu noivo não pode vê-la com o vestido... – a costureira estava guardando as linhas e a agulha dentro de uma pequena caixa– dá má sorte no casamento.
– Oh... está certo... mas será que eu não posso guardá-lo aqui? Quero poder admirá-lo todos os dias antes do casamento – Joanne quase suplicava à mulher.Por fim, ela conseguiu que o vestido ficasse em seu armário.
Sempre antes de dormir, Joanne olhava o vestido admirada e pensava no grande dia. Ela passou a acordar antes do galo cantar, somente para olhar o vestido. Parecia que uma fixação pela roupa havia se formado em sua mente.
Uma semana antes do casamento, as criadas passaram a comentar entre elas e com a patroa:
– Sabe, senhora, nós temos notado que a senhorita Joanne tem se portado de maneira estranha desde que usou o vestido pela primeira vez. Parece que só vive para a roupa...
– Bobagem... minha menina está apenas... – a mãe de Joanne tentava procurar palavras para definir os atos da filha – ...apenas... ansiosa! É essa a palavra. Ansiosa. Ora, deixem disso, ela está bem...
Finalmente chegou o grande dia. Em seu quarto, Joanne olhava para a mãe a todo o instante e comentava:
– O vestido está bem em mim? Não está estranho? Estou tão ansiosa!
– Certo, certo. Agora, acalme-se, ainda tem alguns minutos para você chegar à igreja. Eu vou na frente. A noiva tem que chegar atrasada, lembra?
Joanne apenas sorriu.
Na igreja, todos estavam ansiosos. Porém, dez minutos se passaram e nada de Joanne chegar. Continuaram esperando. Uma hora se passou...
– O que está acontecendo? Onde está minha noiva? – o fazendeiro estava irado.
– Eu... – o pai de Joanne começou a gaguejar – ela vai... chegar logo!
As portas da igreja se abriram nesse momento. Mas foi um velho que entrou, mancando.
– UM ACIDENTE! NA PONTE!
O fazendeiro e o pai da noiva correram na direção do velho e o fizeram falar o mais rápido possível.
– Eu vi uma carruagem passando pela ponte, mas alguma coisa fez os cavalos se assustarem e se jogarem da ponte, direto na água! E com a chuva de ontem, a correnteza estava muito forte... eu não acho que eles tenham sobrevivido...
No mesmo instante foram todos procurar a noiva no rio. Mas nada encontraram. Semanas se passaram. Mas houve um dia em que o fazendeiro e os pais da noiva estavam andando juntos por uma margem do rio, procurando por Joanne, quando avistaram alguém vestido de branco andando na direção deles. Era Joanne. E o mais estranho, ela estava intacta, como se tivesse acabado de sair da casa.
– Oh, aconteceu algo horrível! Uma coisa vestida de preto apareceu na nossa frente e os cavalos tentaram saltar da ponte! Não sei como eu escapei...
Eles se assustaram, pois aquilo era estranhamente anormal. Porém, alguém gritou, mais a frente.
– ACHARAM! ACHARAM ELES!
Joanne correu, juntamente com os pais e o noivo até onde estava a pessoa que gritara. Qual não foi a surpresa deles ao verem o corpo de Joanne boiando na água, decomposto, reconhecível apenas pelo vestido branco. O corpo do cocheiro estava mais adiante, também decomposto...
Notas finais
BGS!
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