Casos Macabros
13 Caso 13: O poema de um morto
Notas iniciais
Desapareço, reapareço e a vida continua LOL
Será que esse capítulo tem sangue o suficiente? .-.
Meu corpo verte sangue por ti.
E isso, tu saberás
Ás 16:45 do dia seguinte.
Eles me encontrarão,
Vertendo sangue por ti.
Meus movimentos já terão se perdido.
Meu coração não baterá mais.
As moscas me farão companhia.
Entretanto, a minha alma, ó gloriosa alma!,
Estará sempre contigo.
Lhe seguirá, protegendo-a.
Não permitirá que se fira.
Porque meu amor, único e servo a ti,
É somente teu.
E sempre lhe dirá
Que meu corpo
Verteu sangue por ti.
Ele estava certo.
A polícia encontrara o corpo do jovem escritor no meio da sala, com uma faca em mãos, e sangue ao seu redor e na região do estômago. O poema estava em cima da mesinha de centro, intacto, não possuindo dedicatória ou qualquer referência a nomes ou locais. Um dos policiais leu as linhas sem rima ou musicalidade, e olhou para o relógio de pulso. 16:45. Teria o escritor planejado aquilo? Talvez fosse uma coincidência...
A perícia mostrou que o rapaz parecia ter cometido suicídio, mas que levara quase uma hora para morrer. Isso acontecera no dia anterior; as moscas não tiveram tempo de botar seus ovos na carne exposta e vermelha.
No final, o que aconteceu ao escritor fora resumido em uma nota, no jornal de maior circulação da capital.
Mas não é aqui que tudo termina. Não, isso nunca.
No dia em que tal nota saiu, uma moça comprara o jornal e lera sobre o suicídio do jovem. “Um poema para a amada, mas com palavras macabras. Chega a ser cruel”, pensou ela. Entrou em seu apartamento solitário, e acendeu as luzes. Seu gato veio recepcioná-la, como sempre.
– Osíris, já está aqui? – Ela se agachou e brincou um pouco com a mascote. Entretanto, a reação do animal, segundos depois, foi completamente estranha à dona. O felino eriçou os pêlos, arranhando a mão da jovem. – Céus! Por que fez isso?
Correu para a cozinha, abriu a torneira e limpou o ferimento; o gato continuou a segui-la, mas sempre mantendo uma certa distância. Quando ela entrou em seu quarto, viu que um homem a observava da janela.
– Quem é você?! – Ela estacou na porta, assustada e a beira do pânico.
– Escrevi um poema para você, Lúcia.
– Quem é você? – Lúcia repetiu a pergunta, indo para trás, devagar. Osíris, entretanto, avançou para o cômodo, tentando ferir o homem. – Osíris, volte!
O gato pulou em direção à janela, mas levou um golpe e caiu no chão, manchando o tapete com seu sangue.
– Seu monstro! – Lúcia correu de volta à sala, disposta a pegar sua bolsa e sair do apartamento. Mas o estranho a esperava na porta da sala.
– Ouça, Lúcia. É minha obra máxima, totalmente dedicada a você: “Meu corpo verte sangue por ti. / E isso, tu saberás / às 16:45 do dia seguinte...” – Enquanto recitava o poema, ele avançou para ela.
Desesperada, Lúcia deu a volta e abriu a porta, disparando pelo corredor. Só tinha um lugar seguro: a casa de seu namorado.
– Por favor, por favor, me protege! Tem um louco, ele invadiu meu apartamento e agora, está me seguindo! – Lúcia se jogou nos braços do namorado, chorando. – Por favor, Vinnie...
O rapaz não sabia como reagir. Mas fez o que achou que deveria fazer: fê-la se sentar e ligou para a polícia. Enquanto ela contava o que aconteceu, ambos ouviram batidas na porta. Vinnie foi até o olho mágico, e viu que um homem fardado aguardava.
– Não se preocupe, amor, é um policial.
Quando abriu a porta, a primeira reação dele foi gritar para Lúcia fugir. A moça levantou-se de um pulo.
À porta, estava o escritor, segurando o pescoço de Vinnie.
– Sam, pare... – Vinnie tentou libertar-se das mãos do escritor. – Somos... amigos... pare...
Sam manteve-se indiferente, e atirou Vinnie contra uma parede.
– Eu os apresentei. Devia ter percebido que Vinícius era um homem perigoso. – Mais uma vez, ele avançou para Lúcia, que não conseguia sair do lugar. – Ele te machucou? Meu amor, não precisa mais fugir, eu estou aqui. Acalme-se... vou recitar meu poema para você.
Meu corpo verte sangue por ti.
E isso, tu saberás
Ás 16:45 do dia seguinte.
Eles me encontrarão,
Vertendo sangue por ti.
Meus movimentos já terão se perdido.
Meu coração não baterá mais.
As moscas me farão companhia.
Entretanto, a minha alma, ó gloriosa alma!,
Estará sempre contigo.
Lhe seguirá, protegendo-a.
Não permitirá que se fira.
Porque meu amor, único e servo a ti,
É somente teu.
E sempre lhe dirá
Que meu corpo
Verteu sangue por ti.
Notas finais
Até o próximo (que não faço a menor ideia de quando será escrito/ lançado ¬¬)
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