Notas iniciais
Espero que gostem, deu trabalho para planejar essa fic... E não se decepcionem, o primeiro capítulo sempre é o mais chatinho... Mas prometo que fortes emoções dignas de novela das nove vem aí!
Enfim, boa leitura :)

BRITTANY'S P.O.V

Eu nunca imaginei que uma simples mudança pudesse virar minha vida inteira ao avesso. Quero dizer, não literalmente, mas ao mesmo tempo literalmente. No entando, mesmo correndo perigo eu nunca me senti mais feliz do que me sinto agora. Como um unicórnio que da os primeiros passos, eu me sinto viva pela primeira vez depois de muitos anos.

O.k., talvez você, leitor, não esteja entendendo nada, então vou começar essa história pelo começo, porque me disseram uma vez que não era possível começar pelo final...

Alguns meses antes...

- Não te disse que esse apartamento é perfeito? — Ela me perguntou com um sorriso nos lábios.

- Uou... Esse lugar é enorme... Acho que podemos até criar alguns poneis naquela sala...

Quinn Fabray, minha esposa, gargalhou.

- Aquela é a sala de jantar, Britt. E nós não podemos criar animais nesse condominio, é proibido.

- Mas Quinn! E o Lord T.? Não podemos deixá-lo!

Quinn e eu tínhamos nos casado à duas semanas e optamos por comprar um apartamente maior ao invés de uma lua-de-mel. Eu não tinha gostado dessa ideia, é claro, já que sempre sonhei com a lua-de-mel dos sonhos, mas o que eu poderia fazer?

Nós tínhamos nos conhecido no trabalho dois anos atrás, Quinn era fotógrafa e eu dançarina, ela tinha ido fazer umas fotos de meu estúdio e desde então estávamos juntas. Apesar de tudo, eu nunca tinha amado-lhe verdadeiramente como desejava amar. Na verdade, nunca tinha amado verdadeiramente ninguém depois dela, minha paixão de adolescente. Tínhamos passado a infância e a adolescencia juntas, construindo um amor mais forte do que esperávamos, até sermos separadas bruscamente por uma oferta de emprego em outra cidade. Eu pensei que com o tempo o amor simplesmente sumiria, mas pelo jeito não era assim que a banda tocava. Hoje, com a agenda apertada, eu já não pensava nela tanto quando fazia antigamente, mas de noite, deitada na cama, era me perguntando se ela também não tinha se esquecido de mim que eu adormecia.

- Podemos deixar alguém cuidando dele, Britt. E você vai poder visitá-lo sempre que quiser.

- Mas não vai ser a mesma coisa! Q, ele é meu amigo!

- Mas que droga, Brittany! É sempre essa porcaria de gato! Nós nunca nos mudamos para um lugar maior por causa desse maldito gato! Eu já decidi, nós vamos morar aqui com ou sem ele e ponto final! — Ela gritou e bufou com raiva antes de sair batendo a pesada porta com força.

Senti meus olhos se encherem de lágrimas e me escorei em uma parede próxima para não cair no chão.

Quinn nunca foi brava ou explosiva, mas de uns tempos para cá ela estava se exaltando muito facilmente e muitas vezes sem motivo nenhum. Eu não gostava de violencia, e muito menos que gritassem comigo.

Levei alguns minutos para me recompor e não parecer um panda triste de olhos vermelhos antes de deixar o apartamento. Eu andava pelo corredor caçando minhas chaves dentro de minha bolsa quando senti a pancada contra meu tronco, um corpo um pouco menos que o meu se chocou diretamente contra mim. Pude deduzir que era uma mulher pelo choque de seus seios contra minhas costelas, e antes que ela pudesse cair para trás, eu a agarrei pelos ombros.

Lord T. sempre me dizia que meus reflexos eram melhores do que o deu muitos gatos, mas eu nunca tinha acreditado. Pelo menos até agora.

- A-ai meu Deus! Desculpa! Eu juro que n- — Comecei me desculpando, mas minha voz morreu no instante em que a mulher levantou o rosto.

Mais um pouco e eu pude jurar que meu coração pararia também.

- Hei, não tem problema. — Ela respondeu com sua voz naturalmente rouca e hipnotizante, que me deixava excitada e pulando de alegria apenas de ouví-la.

Santana Lopez, a cantora mais comentada e adorada da atualidade sorriu para mim com suas covinhas adoráveis. No entanto, ela não era apenas uma cantora incrível — como se isso fosse pouca coisa -, também era a única pessoa que eu já tinha amado, meu amor do passado — e pelo modo como meu coração batia forte e descompassado, esse amor não estava só no passado.

O tempo lhe tinha feito bem, os lábios estavam mais convidativos e carnudos e seus seios pareciam maiores marcados pela blusa preta, além de seus cabelos antes muitos negros estarem mais próximos do castanho claro, com várias luzes. Eu queria parar no tempo naquele momento, apenas para admirá-la para o resto da vida, mas como eu ainda não tinha terminado minha máquina do tempo tive que parar de secá-la, porque não ia ser legal ela pensar que eu estava idolatrando-a quando era exatamente isso o que eu estava fazendo.

- S-San! E-eu não acredito que você... — Eu a puxei para um abraço forte antes mesmo que pudesse dizer qualquer coisa.

Antes que me exaltasse demais, me toquei do que estava fazendo e soltei-a.

- E-eu... D-desculpa... Q-quero dizer...

- Hei, tá tudo bem, Britt-any.

Senti meu peito se encher de felicidade.

- Você lembra meu nome... — Comentei bobamente.

Mesmo tendo vivido intensamente junto com ela a maior parte de nossas vidas, eu ainda tinha dúvidas se ela se lembrava de mim, afinal, ela tinha virado uma ótima e renomada cantora e eu apenas uma coreografa razoavelmente conhecida. Eu não a culparia se ela não se lembrasse.

- Mas é claro que sim, Britt-any! Como eu poderia me esquecer?! Q-quero dizer, n-nós...

- É-é! S-sim, sim...

Passamos alguns segundos em um silêncio desconfortável. Tudo o que eu queria era perguntar se ela ainda me amava e se não queria fugir comigo para as colinas, mas não acho que seria muito sensato da minha parte.

- Eu... Você... você está ótima, San... Q-quero dizer, Santana.

San abriu mais um de seus sorrisos de covinhas para mim.

- San. Você pode me chamar de San.

- E você pode me chamar de Britt, se quiser.

- E-eu vou chamar sim...

- O.k...

-O.k...

Mais silêncio. Eu tinha certeza que ela podia ouvir as batidas fortes do meu coração.

- Então, Britt... Tudo bem com você? Quero dizer, faz tanto tempo...

Meu coração tentou alguns polichinelos ou ouvir meu apelido sair de seus lábios convidativos. E junto com ele minha perna também começou a tremer. Estranho, eu geralmente tinha essas sensações no meio das pernas...

- Hã... Britt... Acho que seu celular está tocando...

Só então eu me toquei que o vibrava era meu celular, que estava no bolso da calça.

- A-ah... É, o celular...

- Você não vai atender?

- Atender o que? A-ah, tá! É-é claro! Vou atender sim, só um minuto...

Maravilha Brittany, você não pode parecer mais boba? San ficou toda madura com o tempo e você ainda parece uma criança. Ótimo, agora que ela nunca mais vai querer nada com você. E por que eu estou achando que ela iria querer antes, quero dizer, já faz muito tempo desde de... e eu ainda sou casada! Merda, Brittany, atende esse celular!

- A-alô? — Perguntei ao finalmente atender o celular.

Pelo canto de olho, puder ver que Santana me observava com um meio sorriso.

- Brittany, onde você se meteu? Estou aqui embaixo esperando faz um tempão! — Ralhou a voz de Quinn do outro lado da linha.

- A-ah... Oi... Desculpa... Eu estou indo, o.k.? Chego aí mais rápido do que o papaleguas!

Quinn bufou ante de responder.

- Tá, só vem rápido. - E desligou.

Parei alguns segundos para processar a informação antes de me tocar que Santana continuava no mesmo lugar, ainda me olhando, mas dessa vez um pouco preocupada.

- Quem era, Britt?

-E-era... er... minha... minha tia. É, minha tia.

Droga, por que diabos tia? Por que não disse que era sua esposa? Mas droga! Eu não podia fazer isso, quero dizer... Como eu sobreviveria se ela sorrisse e me dissesse "ah! Estou super feliz por você!"?

- Sua tia?

- Aham. Ela está... me esperando lá embaixo, eu tenho mesmo que ir. Me desculpa.

- Tudo bem, Britt. Então... Nos vemos quando você se mudar, certo?

- Hã?

- Você estava aqui vendo o apartamente, não é? Quando você se mudar eu serei sua vizinha de frente, então teremos tempo para colocar o assunto em dia... Q-quero dizer, s-se você q-quiser...

Eu abri um enorme sorriso. Talvez o primeiro sorriso verdadeiro desde que ela tinha ido embora.

- Certo. Nos vemos então. Tchau, San!

Eu a abraçei rapidamente uma última vez antes de correr para o elevador. Apertei o botão algumas vezes para fazê-lo funcionar mais rápido e me virei para trás para dar um último tchauzinho antes de entrar na caixa de metal flutuante apenas para fazer meu coração bater mais rápido ao constatar que ela ainda continuava parada lá, me olhando ir embora com um pequeno sorriso de covinhas.

Lord T. que me perdoe, mas eu definitivamente estava mudando para aquele apartamento.

Notas finais
E aí, o que acharam? Digam nos comentários, é importante para incentivar!
Beijos e até o próximo capítulo! Estou torcendo para que essa fic de certo rçrç...