Notas iniciais
Quero agradecer muito por todo o apoio de paciência das pessoas que ainda acompanham a fic! Muito obrigada mesmo! Boa leitura... E devo avisar que esse capítulo é um pouco mais... Pesado.

NARRADOR P.O.V

De noite. Casa da Rachel e do Finn.

Finn desceu de seu carro e bateu a porta, indo em direção à varanda de sua casa.

Rachel estava na cozinha. Sozinha. Menos mal.

Finn bateu a porta atrás de si, tendo certeza de que tinha chamado a atenção de sua... namorada. Rachel parou o que estava fazendo e veio ao seu encontro sorrindo.

– Hei! — Ela o abraçou. — Eu sabia que você tinha chegado... Vi sua mala encostada na porta.

Se Finn não tivesse visto o que tinha visto horas antes, ele teria bobamente acreditado em toda aquela falsidade rídicula. Ele ainda estaria cego. Mas agora ele vi com clareza. Ah, via sim. Via a incerteza e medo por trás de toda a falsa felicidade que a mulher apresentava. Ele sabia que as duas mulheres tinham visto sua mala perto da porta e concordaram que seria melhor se a loira saísse. Também sabia que Rachel não tinha certeza se ele tinha visto a grande...

– Estava fazendo nosso jantar. Seu preferido. — Disse Rachel voltando para a cozinha.

Ele não tinha tempo, e nem paciência, para toda aquela piada.

– Eu sei, Rachel.

Ela ficou estática.

– D-do que você está falando?

– Não sei faça de idiota... — Ele jogou a cabeça para o lado. — Eu vi você com uma mulher loira hoje mais cedo... E não me venha com suas desculpas idiotas...

Rachel se virou em câmera lenta para ele, com os olhos levemente arregalados, cheios de culpa.

– Finn... Me desculpe... Eu ia te contar, mas...

– Mas nada Rachel! Eu não quero saber!

Ela não disse nada. Nem ele.

– Eu... Eu me apaixonei por ela, Finn... Não pude fazer nada... Eu juro que se...

– Você a ama?

– Como?

– Eu perguntei se você a ama, Rachel.

A mulher engoliu em seco antes de responder com toda a sinceridade que dispunha:

– Sim, eu amo.

Finn suspirou e se jogou na cadeira da cozinha, totalmente cansado, emocionalmente e fisicamente.

– Então tudo bem... — Ele ofereceu um fraco sorriso de compaixão para Rachel. — Acima de tudo, eu quero te ver feliz, mesmo que eu não faça parte dessa felicidade.

Rachel abriu a boca, espantada.

– Sério?

BRITTANY'S P.O.V

Depois do jantar eu e San decidimos assistir um filme. Procurando Nemo, um dos meus favoritos. Nos aconchegamos confortavelmente no pequeno sofá e Santy apertou o play. Mais ou menos no meio do filme que o pesadelo começou.

Um barulho alto vindo do lado de fora nos tirou de nosso mundinho fechado, me fazendo arregar os olhos ao me lembrar da perseguição com Sam. Será que... Será que Kitty tinha nos encontrado?

– San... — Murmurei baixinho, como se tudo o que falassemos fosse possível escutar do outro lado do mundo.

– Sim?

– Você ouviu isso?

– Uhuum... Deve ter sido só um gato perdido ou algo assim, B. Vamos só nos concentrar no filme.

– E-eu tive uma ideia melhor... Que tal se apagarmos todas as luzes, desligarmos a TV, nos deitarmos na cama e nos cobrir com um cobertor? Sabe, para evitar que monstros nos peguem...

San sorriu e se levantou.

– E-espera! O-onde você vai? Você não pode sair!

– Calma, Britt-Britt! Eu vou lá fora e te mostrar que não é nada. Assim podemos nos concentrar apenas em nós. Fique aqui que eu já volto, o.k.?

– N-não, San!

Eu tentei agarrá-la, mas era tarde demais. A porta já tinha se fechado atrás dela. Eu me encolhi como um bebe e rezei para que San voltasse logo. Eu sentia todos os meus sentidos mais aguçados, como os de um gato, só mostrando que eu estava realmente com muito medo. E se Kitty tivesse nos encontrado? O que aconteceria?

De repente um grito alto, aterrorizado. Na calada da noite.

Eu não pensei duas vezes antes de me levantar a correr para fora.

NARRADOR P.O.V

O sorriso de Finn, segundos antes, se desfez completamente.

– Claro que não, vadia.

Ele riu. Um riso assustador.

– Você acha mesmo que sou um corno manso? ACHA MESMO QUE ESTÁ TUDO BEM?

Ele se levantou da cadeira, derrubando-a no chão.

– É ISSO O QUE VOCÊ ACHA, VADIA?

Rachel não conseguiu levantar um dedo sequer para se defender, pois a mão pesada do homem acertou em cheio sua face e no segundo seguinte ela estava no chão com a força exercida no tapa.

– LEVANTA!

Rachel choramingou, mas não se moveu. Ela nunca tinha visto esse lado de seu namorado. Esse lado... Horrível.

– EU MANDEI LEVANTAR. LEVANTA A-GO-RA.

A mulher o obedeceu, se abraçando com os braços, como se isso pudesse inutilmente salvá-la. Finn a agarrou pelo braço e a arrastou até a porta, falando entredentres:

– Escuta aqui, se você gritar ou tentar fazer qualquer coisa eu te mato, entendeu? Eu te mato.

Rachel assentiu e ele saíram. Finn a levava até seu carro e ela sabia que uma vez que entrasse lá não teria chance, mas também sabia que se fizesse qualquer coisa agora a consequencia seria duas vezes pior. No entanto, ao contrário do que ela esperava, eles não entraram no carro. Finn a levou até o porta-malas e sussurrou perto de seu ouvi:

– Você vai terminar com ela, entendeu? Vai ligar para aquela filha da puta e dizer que está tudo acabado. Vai dizer que vocês nunca mais vão se ver e que você não é uma sapata nojenta que nem ela. Vai dizer que só fez isso porque ficou curiosa e ela era a porra do seu experimento, e nada mais. E se ela perguntar o por quê você vai dizer apenas que ela nunca vai poder te dar o que você uma de verdade... Uma bela pica. Você entendeu?

Rachel assentiu, deixando as lágrimas escorrerem pelo rosto.

– E se você não fizer exatamente o que eu mandar vou ter a certeza de que isto aconteça com você.

Dito isso ele abriu o porta-malas do carro.

Rachel teve que cobrir a boca com as mãos para abafar o grito horrorizado que queria sair de sua garganta. Naquele momento, ela teve a certeza de que nem mesmo Jesus Cristo poderia salvá-la.

Dentro do porta-malas tinha um corpo. Totamente branco, sem vida. Uma mulher. Mas o que de fato deixou Rachel horrorizada não foi o cadáver, mas sim o que faltava.

A cabeça da mulher.

– Não se preocupe com a cabeça, docinho. Eu me encarreguei de que a pessoa que queremos receba o recado...

BRITTANY'S P.O.V

– San! Santana! — Eu gritei uma vez do lado de fora, ignorando completamente todos os meus medos.

Eu olhei para todos os lados a sua procura, mas nada. Lentamente eu comecei a caminha pelo pequeno jardim que tinha na frente dos quartos, meus ouvidos ouvindo tudo, os olhos pareciam enxergar através da escuridão.

– San? — Chamei. — Sant?

E então, definitivamente, meu maior medo de todos se concretizou.

Atrás de um arbusto, apenas a alguns passos de distância algo vermelho escorria pela grama, se destacando na luz fraca.

Uma poça vermelho e brilhante. E uma mão. Uma mão humana.

Notas finais
Gente... E agora? Novamente, muito obrigada por toda a paciência e compreensão!