Casamentos Complicados
23 Foi por pouco
Notas iniciais
BRITTANY'S P.O.V
Eu podia ouvir a batida frenética do meu coração em meus ouvidos. Tudo o que minha mente podia era processar era: "por favor não seja ela".
Eu dei mais um passo em direção à poça de sangue e no mesmo instante um grito vindo do outro lado cortou a escuridão.
– AI MEU DEUS!
Reconheci imediatamente a voz de Santana e saí correndo para o lado oposto, sem sequer me lembrar do sangue e da mão.
– San?? Santana??!!
– Aqui Britt!
Santana estava caída perto de algumas árvores, ela parecia bem se não fosse pelo enorme arranhão em uma de suas bochechas.
– Meu Deus, San! O que aconteceu com você? Você está bem? — Perguntei me ajoelhando ao seu lado.
– Sim, sim, estou bem. Foi só um gato idiota que pulou em cima de mim quando passei perto dessa árvore.
Eu suspirei aliviada e a abracei com força. Eu não poderia imaginar como seria a minha vida sem ela, se tivesse acontecido qualquer coisa...
– Hei, está tudo bem, viu? Não tem nada aqui fora.
De repente uma lâmpada se acendeu em minha mente. Mas não como nos desenhos animados. Porque na vida real tem uma moça chamada gravidade que não gosta que as lâmpadas flutuem em cima das nossas cabeças...
– E-eu vi uma coisa...
– O que? Viu o que Britt?
– S-sangue e-e u-uma mão... Ali... — Murmurei apontando para o lado em que eu tinha vindo.
San arregalou os olhos e se levantou.
– Vamos lá dar uma olhada, o.k.? Qualquer coisa nós chamamos a polícia...
Eu assenti e agarrei firme em sua mão antes de levá-la para o lugar em que eu estava antes.
– Ali... — Murmurei apontando na direção do arbusto.
Ainda estávamos um pouco afastadas, então não era possível ver o que quer que seja. San assentiu e andou cautelosamente até lá, como a mulher gato dos super heróis.
Meu coração voltou a bater descontroladamente e eu tinha certeza de que San também pudesse ouví-lo de tão alto. Ela chegou perto do arbusto e olhou para os dois lado no chão. Como ela estava de costas não pude ver sua expressão, mas logo ela se virou para mim com um pequeno sorriso.
– Não tem nada aqui, Britt.
Eu fiquei estática por alguns segundos tentando processar a informação.
– Como?
– Não tem nada aqui Britt-Britt. Nem sangue, nem mão, nem nada.
Eu a olhei e imediatamente fui até onde San estava parada.
E realmente, não tinha nada lá. Eu olhei para os dois lados e vi apenas folhas, mas era o que tinha em todo o lugar por ali. Eu olhei para San que me encarava com um pequeno sorriso.
– Mas...
– Você devia estar com tanto medo que imaginou alguma coisa, Britt-Britt. Acontece... É uma pegadinha que nossa mente faz.
Eu fiz um biquinho.
– Eu não gosto de pegadinhas, San...
Santana sorriu e se aproximou para bicar meus lábios.
– Esquece isso e vamos voltar para o nosso filme, o.k.?
Eu assenti e me deixei ser puxada para dentro de nosso pequeno quarto.
NARRADOR P.O.V
Assim que a porta se fechou o homem suspirou aliviado.
Caralho, tinha sido tão perto...
Ele encostou a cabeça na árvore e ficou alguns segundos apenas aproveitando de sua ótima sorte, até sentir algo molhado e viscoso começar a machar sua camisa. Que merda.
O maldito loiro bocudo não parava de sangrar, estava pior do que as menstruações de sua ex-esposa. Ele se levantou e segurou o cadáver em seus braços, indo o mais silenciosamente possível até o quarto de Katie e colocando o corpo no chão, para logo em seguida se sentar no pequeno sofá.
Ele tinha dado sorte de conseguir cobrir o sangue que tinha deixado com as folhas antes que as duas mulheres pudessem voltar. O problema agora seria como ele faria para limpar aquela sujeira. Que merda. Bem, tudo o que lhe restava era sentar ali e esperar até que o especialista chegasse.
Realmente, sua especialidade não era desovar corpos. Nem fudendo.
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