Notas iniciais
... Eu sinceramente não sei nem o que dizer para vocês... Quero dizer, eu sei, mas... Eu sou muito filha da puta mesmo, né? Faz tipo, um século que eu não posto nada, não deixo recado, nem digo nada para ninguém... Eu vou entender se ninguém mais estiver lendo isso, ou se ninguém mais estiver ligando para qualquer coisa que tenha a ver com a fic, ou se alguém tiver se arrependido de recomendar, ou favoritar, ou comentar, ou até mesmo de algum ter sequer gostado dessa estória, mas bem, estou aqui, de qualquer forma, e acho que nada mais justo do que dar uma mínima explicação, não é? Então vamos lá: Muitas merdas aconteceram comigo nesse tempo de hiatus e a maioria delas gira em torno de um único problema só, então para não escrever uma biografia aqui, vou resumir: Agora que minha mãe está velha e doente ela acha que pode ser uma... grande vadia com tudo e com todos e isso é só uma grande, grande merda... Eu peço mil desculpas, mas eu simplesmente não consegui, por mais que eu tentasse, escrever nada que prestasse. Sinto muito mesmo. Não sei vocês, mas tem uma hora na vida em que você se pergunta... Que porra eu estou fazendo aqui? Por que eu era tão feliz antes? O que mudou? E então... Sei lá, é mais ou menos isso... Basicamente eu passei de uma pessoa normal para uma deprimida da porra. E eu sinceramente não sei o que me fez voltar a escrever. Talvez seja porque eu prometi que não abandonaria a fic e nenhuma de vocês, então estou aqui. Que pedir desculpas também pelo pedaço de coco que ficou a cena Brittana desse capítulo e por não fazer uma cena mais hot, mas prometo que me esforçarei mais. Desculpas por não fazer sentido também. Acima de tudo. Enfim, para quem ainda estiver aí... Boa leitura...

NARRADOR P.O.V

Duas horas depois de Quinn sair de sua casa.

Finn Hudson pagou o táxi e, segurando sua mala de rodinhas muito pequena para seu tamanho, o observou desaparecer no horizonte. Ele respirou fundo e olhou ao redor. Era um bairro razoavelmente tranquilo para a agitação de Nova York. Casas grandes de colonias se entendiam em fileiras, cada uma com dois ou três carros grandes e caros postados na entrada, com gramados verdes e jardins floridos, onde as donas de casa passavam boa parte de seu dia junto com seus filhos pequenos. A memória do dia em que ele e sua bela namorada escolheram aquele bairro para passarem o resto de suas vidas lhe aqueceu o coração, como se tivesse sido apenas ontem.

Finn respirou fundo, sentindo o ar puro entrar em seus pulmões, apreciando a sensação de estar novamente em casa. Soltando o ar, ele começou a arrastar sua mala até a entrada de sua grande casa colonial, passando pelo carro de sua namorada que estava estacionado na garagem, pelo jardim verde e bem cuidado, até chegar aos degraus da varanda. Ele subiu um por um e parou na porta da frente apenas para procurar a chave em seu bolso. Girando a maçaneta, ele entrou em sua casa.

Estava tudo estranhamente calmo, mas isso não o preocupou. Talvez ela só estivesse tirando um cochilo. Finn encostou sua mala próximo a porta e foi até a cozinha, jogando a chave de casa em cima da bancada e seu casaco em cima de uma cadeira qualquer. Apesar do desejo de pegar um copo de água, ele decidiu primeiro ver sua amada, seu coração chamava por ela. Imeditamente ele foi até as escadas, mas algo no chão da sala o chamou a atenção. De longe parecia apenas um cobertor jogado, mas ao se aproximar ele notou ser calças. Dois pares de calças. Estranho. Mais estranho ainda foi o que estava jogado no meio da escada. Duas blusas. Não era do costume de sua amada deixar as coisas espalhadas, pelo contrário, ela era extremamente organizada e se irritava fácil com bagunça. Antes mesmo que pudesse formar uma teoria em sua mente, ele já teve sua resposta. Escada a cima, no primeiro quarto, no seu quarto, ele encontrou a resposta.

Em sua cama estava ela. Sua amanda, sua namorada, sua amante, sua melhor amiga, sua confidente, sua Rachel Berry, deitada completamente nua, adormecida, ao lado de uma mulher loira.

A dor que Finn sentiu naquele momento não poderia ser descrita nem com um milhão de palavras. Mas se fossemos caracterizar, a palavra perfeita seria traição. Traição de sua confiança, de sua amizade, de seu amor. Era como se dez mil agulhas estivessem rasgando seu coração, famintas em busca de sangue, em busca de carne, em busca de dor. Sua mente parecia ter se desligado completamente, e tudo o que ele queria fazer era sair dali. Sair correndo. Se esconder em algum lugar e chorar, chorar como um bebezão. Mas ele se conteve, engoliu em seco, se aproximou da porta do quarto e olhou melhor.

Aquela loira era linda. Ele odiava adimitir, mas ela era. Muito mais bonita do que ele jamais poderia ser. Talvez ela fosse engraçada também. E inteligente. Ele não era inteligente. Talvez ela fosse. Pensar em todas as qualidades que sua Rachel poderia ter enxergado nela lhe trouxe uma nova sensação. Raiva. Muita raiva. Naquele momento, ele teria comprado uma arma, voltado lá e dado um tiro naquela loira se ele pudesse. Mas esse não era seu caráter. Não, definitivamente ele não poderia fazer mal a ninguém.

Tremendo, Finn segurou a maçaneta do quarto e fechou a porta. Ele desceu as escadas como se tivesse acabado que perder um ente querido e se jogou no sofá, completamente atônito. Não era seu estilo fazer uma cena, apesar de essa ser sua vontade. Ele apoiou as mãos no rosto e os cotovelos nas coxas e fechou os olhos, sentindo a dor tomar conta de sua mente novamente. Sua vontade era não pensar. Simplesmente não pensar. Mas o toque insistente de seu celular em seu bolso o despertou de seu topor. Ele chegou o visor. Jesus Cristo. Será...?

– A-alô?

– Finn Hudson, certo?

– E-ele mesmo...

– Que ótimo... Sabe, ouvi falar bastante de você. Soube que você é ótimo no que faz.

– Hã... Eu... É...

– Oh, você é gago? Disso eu não sabia!

– Não! Não, eu não sou... Só... Só estou surpreso... Sabe, com a sua ligação.

A voz do outro lado deu uma gargalhada.

– Sim, sim, eu entendo. Tenho esse poder sobre as pessoas. Enfim, eu preciso dos seus serviços... Imediatamente.

– Agora? É que eu...

– Eu posso pagar. Muito.

Finn hesitou um momento antes de continuar. As imagens que tinha acabado de presenciar passaram por sua mente, mas ele balançou a cabeça para afastá-las.

– Eu tenho uma preço fixo. Não é necessário negociar.

– Bem, no meu caso vai ser.

– Como assim?

– Eu quero te contratar... Bem, digamos... Por um bom tempo.

– Quer dizer... Trabalhar para você?

– Exato. Sempre que eu precisar te ligo e você vem correndo. O que você acha?

– Parece bom. Quanto você está disposta a pagar?

– Faça seu preço, Hudson.

Finn raciocinou alguns instantes antes de responder:

– Cinco mil.

– Bem... Digamos que eu estou disposta a te pagar dez mil.

– Dez?! Mas isso é muito!

A voz riu.

– Você acha? Estou falando de dez mil por serviço!

– Caralho! Por serviço?!

– É claro! Soube que seu trabalho é o melhor de todos! Faça o seguinte: Use para fazer alguma loucura, certo?

Uma ideia martelou em sua mente. Tão forte como um sinal de bombeiros.

– Fechado. Quando eu começo?

– Agora mesmo. Sei que você acabou de chegar na cidade, mas isso precisa ser feito agora.

– Espera, como você...

– Não importa. Vou mandar um informante te encontrar para mais informações. Apenas não fique dentro de casa.

– Certo. Até breve.

– Até mais, Hudson.

Finn desligou o telefone e encarou a tela fixamente. As imagens ainda estavam em sua mente, mas a loucura que ele estava prestes a fazer e a nova revigoração eram mais fortes do que qualquer dor que pudesse existir nesse mundo.

Ele se levantou, pegou seu casaco, as chaves de seu carro, a chave de casa e saiu, indo diretamente para seu carro.

Mal sabia ele que naquele momento a decisão que tinha tomado era crucial, e que tiraria vidas e destruiria finais felizes.

BRITTANY'S P.O.V

– Não. Isso foi porque os freios foram sabotados, Britt.

Eu precisei de alguns segundos para processar a informação.

– Então quer dizer que...

– É. Quer dizer que alguém armou para eles.

– Mas... Quem?

Santana suspirou cansada e deu de ombros. Naquele momento eu soube que aquela conversa tinha acabado. Pelo menos por enquanto.

Eu me aproximei e a abraçei delicadamente, como se ela fosse uma boneca de vidro, que pudesse se quebrar a qualquer momento. Ou como o Lord T. quando ele era pequeneninho e eu tinha medo até de pegá-lo no colo, achando que ele poderia se partir em dois a cada toque. O que tinha me feito chorar várias vezes, inclusive.

– Me desculpe... — Ela murmurou contra minha orelha.

– Por...?

– Por estragar nossa noite perfeita...

Eu me afastei apenas o suficiente para segurar seu rosto delicadamente e olhá-la no fundo dos olhos castanhos.

– Ei, você não estragou nada... Eu achei perfeito que você me confiou tudo isso... Eu sei o quanto é difícil para você... Então não pense essas coisas, o.k.? — Ela assentiu e sorriu fracamente. — Além disso, eu gosto de só aconchegar também...

– Humm... Que bom então...

San se aproximou e encostou seus lábios carnudos delicadamente contra os meus, apenas apreciando o toque, sem fazer questão de aprofundá-lo. Quando nossos lábios se separaram eu sorri e perguntei:

– E aí, o que você quer fazer agora?

– Bem... Eu preparei um jantar para nós duas... E depois podemos ver um filme...

– Parece ótimo!

San sorriu e foi até o pequeno fogão, tirando de lá uma lazanha com ótima aparência e colocando sobre a mesa. Ela puxou uma das cadeiras para mim e eu lhe dei um selinho antes de me sentar e observá-la ir até o pequeno freezer pegar um vinho e voltar para a mesa.

– Essa casa poderia ser anõezinhos...

San deu risada, sua covinhas lindas aparecendo no processo.

– Por que você acha isso, Britt-Britt?

– Bem... É só que aqui é tudo pequenino... Então, sabe, anões são pequenos também... Por isso acho que seria ideal para eles. E para nós também.

– Fico feliz que você tenha gostado.

Ficamos em silêncio alguns segundos, apenas apreciando a companhia uma da outra. E apesar de serem apenas alguns segundos eu senti que aquela poderia ser o resto de toda a minha vida. Ficar junto com a minha San, com a pessoa que eu amava desde a infância, e nunca, jamais, precisar me preocupar com qualquer coisa que seja. Nem com a Quinn, nem a Kitty, nem nada. Apenas eu e ela. Para sempre e sempre.

Notas finais
Sobre a fic... Eu andei lendo os capítulos anteriores e percebi que eu consegui cagar com tudo nos primeiros capítulos. Literalmente, eu caguei com a fic inteira em quatro parágrafos. Então vou tentar concertar de maneira discreta em sem muito alvoroço. Mais uma vez, me desculpem. E se alguém ainda estiver lendo... Até o próximo capítulo. Prometo que não sumirei de novo sem deixar recado. Desculpa.