Notas iniciais
Novidades para vocês. Espero que gostem, e me entendam. Beijo, e boa leitura.

Eu havia recebido alta no dia seguinte, e Klaus estava feliz da vida. Saímos do hospital, e fomos direto para o hotel. Klaus estava afim de me levar para conhecer a cidade, e com certeza, era a melhor coisa a se fazer. Vesti o vestido que eu havia comprado, e coloquei uma sapatilha. Deixei meu cabelo solto, e coloquei um pouco de rímel e brilho labial. Klaus me olhou dos pés e cabeça e aprovou.

–Maravilhosa, muito linda. Sorri um pouco envergonhada, e saímos.

Andamos para o antigo porto, e encontramos um restaurante com comida e bebida tipica da cidade. Era aconchegante e bem arrojado. Klaus falava fluentemente, e eu só observava. Ele havia pedido um prato tipico, seguido da bebida tipica da cidade.

–Hmmm, o que é isso? Eu estava curiosa, pois não queria colocar na minha boca, algo que eu não sabia.

–Eu pedi pieds paquets, um prato a base de pés e tripa de borrego. Olhei pro prato, e na mesma hora me deu uma vontade de vomitar. Klaus notou meu súbito enjoo e chamou o garçom. Ele pediu um copo com água bem gelada, pra acalmar meu estomago, que no momento não estava me obedecendo. Bebi aos poucos, e enfim meu estomago foi relaxando. Acabei pedindo um ravióli, ao molho branco, e uma coca cola, pois eu sabia que se resolvesse colocar um pouco de álcool no meu sistema, a comida não iria se manter por muito tempo. Klaus comia o tal pieds paquets com tanto gosto, que parecia ser a melhor comida do mundo. Terminei meu ravióli, e comecei a tomar lentamente a coca cola, mais do nada, tudo voltou, me fazendo engasgar. Klaus me levantou e com a outra mão, dava leve batidas nas minhas costas, me fazendo por tudo pra fora. Percebi que eu não estava normal, e então pedi a Klaus que me levasse de volta para o hotel. Me deitei e comecei a respirar bem ofegante, pois o vomito havia me deixado um pouco sufocada. Bebi mais um pouco d'água, e sentei na cama. Na mesma hora um enjoo e uma forte tontura se apoderou de mim. Eu estava doente, só podia ser. Eu estava no Sul da França, no melhor hotel, e na cidade mais linda. Mias algo tinha que vim atrapalhar. Klaus trazia na mão um prato com sopa, e o cheiro forte de alho e cebola me fez vomitar a água, que eu havia acabado de tomar.

–Caroline, isso não esta certo. Você estava bem até a semana passada. Eu creio que seja algo em relação ao seu acidente. Vou te levar ao hospital, e lá iremos pedir exame de sangue. Eu não estava nada feliz com a volta ao hospital, mais sabia que não era nada legal me sentir desse jeito.

Tirei sangue, e tomei uns comprimidos para combater o enjoo.Em menos de uma hora, a médica voltou, e pediu pra entrarmos na sala dela. Ela estava muito séria, o que me deixava muito desconfortável.

–Hmmm, Sra. Mikaelson, num é? Acenei com a cabeça, e sorri tentando espantar o nervosismo.

–Creio que vocês não sabem bem o motivo dos enjoos e dos vômitos. Minha mente começou a processar, algo que eu havia esquecido, mais era impossível. Era impossível, ou não era? Eu não podia, não devia. Ainda é cedo demais. Eu só tenho 20 anos.

–Então, a notícia que tenho pra vocês é... Meu Deus me ajude... A Sra. Mikaelson esta grávida. Eu senti meu mundo desabar. Eu grávida? Eu não tinha a menor ideia de como cuidar de uma criança. Klaus estava com os olhos esbugalhados, e eu jurava que era medo, ou espanto. A médica interrompeu meu momento de medo e continuou.

–Pelo que percebo, a Sra. não sabia sobre a gravidez. Se quiser, podemos fazer uma ultrassonografia vaginal, pra sabermos o estagio da sua gravidez. Fiz que sim com a cabeça, e me levantei. A médica pediu que Klaus saísse da sala, e ele fez de bom grado. Eu olhei pra ele, esperando um sorriso, mais só vi espanto. A médica pediu que eu deitasse na cama, e retirasse minha calcinha. Me deitei e fechei os olhos, esperando que o exame fosse feito rapidamente. Assim que ela inseriu aquele corpo estranho dentro de mim, e mexeu, senti muito medo. Eu não tinha a menor ideia do que fazer. Mais de uma coisa eu tinha razão, Klaus não estava bem. E com certeza não iria reagir bem. Enquanto eu pensava, a médica congelou a imagem, e me mostrou na tela, preta e branca, um ponto no meio de um mar de escuridão. Na mesma hora meu coração começou a bater em um outro ritmo. E eu sabia que era por esse ser, minusculo, e com poucos dias de vida, que habitava meu ventre. A médica imprimiu uma imagem pra mim, e fez com que eu me sentasse. Passou algumas contra-indicações, e algumas vitaminas, que seriam importantes para mim. Sai da sala um pouco espantada, e ao mesmo tempo encantada. Eu seria mãe, e Klaus seria pai. Aquele não era o melhor momento, mais eu tinha que admitir, Hayley iria enlouquecer quando descobrisse. Procurei Klaus no hospital, e o encontrei na recepção, falando com alguém no celular. Quando ele me viu, desligou o aparelho, e pegou na minha mão.

–Com quem você estava falando? Eu estava tentando mudar um pouco assunto, pra me acalmar, mais Klaus havia notado, e em poucas palavras me respondeu.

–Ninguém importante. Voltamos pro hotel, e eu sabia. Eu estava em apuros.

POV KLAUS

Pegamos um táxi, e eu não fiz questão de falar com Caroline. Eu estava muito nervoso, e ao mesmo tempo sem entender. Caroline estava grávida. Eu iria ser pai. Mais eu não sabia ser pai. Caroline iria engordar, iria encher de estrias e celulites, e não iria mais querer saber de mim. Fora o choro durante a noite, e as fraldas cheias de coco e muito xixi. Eu não estava preparado, e com certeza, nunca estaria.

Entramos no nosso quarto, e Caroline veio me abraçar. Eu a segurei, impedindo o abraço. Ela me estranhou, e se soltou de mim, ficando longe o suficiente, pra me olhar.

–Porque você me rejeitou Klaus? Eu vi o medo estampado no rosto dela, mais eu não estava afim de drama. Aquela gravidez era uma realidade. Realidade que eu não gostava e nem aprovava.

–Precisamos conversar Caroline. Ela olhou pra mim, e com um rosto um pouco triste, ela se sentou na cama. Fiz o mesmo e me sentei, só que um pouco distante. Olhei no fundo dos olhos de Caroline, e de uma vez, soltei o que me incomodava.

–Eu não quero essa criança. Caroline abriu os olhos, e tapou a boca, que havia formado um "O" de espanto. Continuei meu pensamento, antes que ele se fosse.

–Eu não sonho em ser pai, eu nunca me imaginei tendo filhos, ou tendo uma família. Você foi a melhor coisa que me aconteceu, mais eu não estou pronto pra ser pai, e nem sei se um dia vou estar. Eu te amo, mais temo que essa criança estrague nossa relação. A cada palavra que eu falava, eu via o sofrimento de Caroline crescer. Ela estava irritada, e ao mesmo tempo tempo com medo. Eu sabia que ela não aguentaria segurar as lagrimas por muito tempo, e então elas desabaram. Eu queria conforta-la, mais eu tinha que ser mais firme, e então eu comecei a gritar.

–Cala essa boca. Eu não estou afim de drama. Isso é "Real" porra. Como foi que você deixou isso acontecer? Eu sou o dono da maior empresa de diamantes do mundo.E isso é a única coisa que eu sei fazer. Eu não sei trocar fraldas, eu não sei acalentar, e nem colocar pra dormir. Eu não quero essa criança, e espero que você também não. Eu estava sendo duro, mais era pra ser desse jeito. E então, eu me levantei, esperando uma resposta dela. Ela limpou a bochecha, e com uma mão na barriga começou o discurso.

–Eu não vou tirar essa criança, se é o que você esta querendo. Eu não sei nada sobre bebes, mais de uma coisa eu tenho certeza, eu não vou tirar essa criança Klaus. Você pode ficar irritado, mais essa é a minha opinião a respeito disso. E não tente fugir da responsabilidade, pois você sabe, essa criança não é só minha. Você também tem participação nisso. E se for pra mim escolher, eu escolho esse bebe, pois ele não tem culpa de ter um pai sem juízo, a ponto de querer matar o próprio filho. Saiba Niklaus Mikaelson, eu não vou atender a esse seu capricho.

Eu sabia que Caroline estava decidida, e seria impossivel tirar essa ideia da cabeça dela. Então fiz algo, quem nem eu mesmo me imaginava fazer. Dei um tapa com bastante força no rosto de Caroline, e sai do quarto sem rumo. Eu estava nervoso, e sem noção, e com certeza sem uma esposa. Caroline havia deixado bem claro, ela havia escolhido um bebe, que nem tinha nascido, e jé tava criando confusão. Entrei num bar, e pedi uma garrafa de vinho. Comecei a tomar, e a cada taça, eu me via afundando cada vez mais. Eu já estava bêbado o suficiente, quando uma mulher morena, muito linda me chamou.

–Klaus, você esta bem? Aquela voz, e aquele rosto era inconfundível. Era Hayley vindo me salvar. Ela me levantou, e aos poucos foi me levando para o carro dela. Ela me arrastava escada acima, e aos poucos fui subindo. Ela abriu a porta, que era bastante conhecida por mim, e eu afundei no apartamento. Era o mesmo, desde a última vez que eu a vi. Estava um puco modificado, mais era o mesmo. Ela me deitou na cama e começou a tirar minhas roupas. Eu estava gostando e então puxei ela para meus braços.

–Linda, eu não devia ter te deixado. Você é muito linda Hayley, e ainda por cima, muito gostosa. Eu quero você, aqui e agora. Ela sorriu, mais fez o que eu queria. Quando percebi, estava perdido na imensidão dos seus lábios.

POV CAROLINE

As horas se passavam. Uma, duas, três, quatro da manha, e nada de Klaus voltar. Eu sabia, ele estava bastante irritado, e ainda por cima violento. Ele sempre havia sido carinhoso comigo, e sempre dizia que queria envelhecer ao meu lado, e ter... Isso ele nunca havia me dito. Eu queria mata-lo por ter me batido. Eu estava aterrorizada, sem chão, e ainda por cima sem meu marido. Eu havia tentando entrar em contato com Rebekah, mais eu não sabia fazer uma chamada internacional. Peguei meu celular, e me lembrei que poderia passar um e-mail pra ela. Então comecei a digitar.

"QUERIDA REBEKAH, ESTOU MUITO AFLITA, E SOZINHA. SEU IRMÃO SURTOU AO DESCOBRIR QUE ESTOU GRÁVIDA. O QUE EU VOU FAZER? ME LIGA. COM AMOR, CAROLINE"

Cliquei enviar, e esperei que ela visse. Havia se passado alguns minutos, mais para mim era uma eternidade. Então meu celular começou a tocar. Atendi e pra surpresa, Rebekah estava animada do outro lado linha.

–Eu vou ser titia! Eu vou mimar demais essa criança. Eu estava feliz, pois pelo menos alguém estava entusiasmado com minha gravidez. Contei todos acontecimentos a Rebekah, que ora suspirava e ora bufava.

–Eu vou ai mesmo colocar um pouco de juízo no meu irmão. Como ele pode te pedir isso. E ainda por cima essa maldita da Hayley, que esta ao redor de vocês, esperando uma falha, pra pular em cima.

Conversei por quase uma hora com Rebekah, então ouvi um barulho na porta do quarto. Dei um tchau pra Rebekah, e me levantei. Klaus parecia outro homem. Ele estava cheio de mancha de batom, e com um cheiro horrível de bebida. A camisa branca que ele estava usando, estava toda manchada, de vinho e batom vermelho vivo. Klaus havia passado a noite com Hayley, e isso não era um simples fato, isso era uma traição. Eu senti um caroço se formar na garganta, a cada marca de batom que eu via pelo pescoço, até abaixo do umbigo. Ela havia se aproveitado dele bêbado, e ele era culpado. Eu me sentei numa poltrona de couro bege, e chorei bem baixinho, passando a mão na minha barriga. Eu sabia que era inútil conversar com ele agora, então deixei ele se deitar sozinho, e roncar, enquanto eu chorava.

O sol nasceu forte e bem imponente no céu, mostrando a todos que já era hora de se levantar. Eu havia tomado banho escovado os dentes, e colocado minha melhor roupa. Peguei meu passaporte, e deixei um bilhete em cima da cama, para que Klaus lesse, quando resolvesse acordar. Quando cheguei no aeroporto, meu celular começou a tocar. Atendi, e ouvi um Klaus raivoso e cheio de culpa, do outro lado da linha.

–Caroline Mikaelson, desista de seu plano louco. Volte para o hotel, e venha ficar comigo já. Ele tentava me dar ordens, mais eu não estava nem um pouco afim de obedece-las.

–Não Klaus, eu não vou voltar. Você me traiu, me deixou sozinha, me bateu, e ainda por cima dormiu com sua ex. Seu covarde,vagabundo e sem coração. Estou voltando pra Mistyc Falls. Klaus bufou do outro lado da linha, e começou a falar.

–Se você voltar pra Mistyc Falls, jurando que eu farei o mesmo, esta muito enganada. Eu não paguei uma semana no Sul da França, no hotel mais caro, só pra usar três dias. Se quiser volte sozinha, pois eu, ficarei. Odiei ouvir aquilo, mais eu não iria me rebaixar a Klaus. Desliguei meu telefone, e entrei no aeroporto. Peguei meu voo, e cheguei em Mistyc Falls. Caroline e Elijah havia ido me buscar no aeroporto. Rebekah tinha um lindo sorriso no rosto, já Elijah, parecia um pouco apreensivo.

Entrei no carro, e parti pra mansão Mikaelson, que ficava mais próxima acasa da minha mãe. Todos me esperavam, e percebi, que não era só Elijah que estava apreensivo, mais Esther também.

–Minha querida Caroline, sinto muito pelo mal comportamento do meu filho Klaus. Ele é um tolo, ele não merece a mulher maravilhosa que tem. E quando ele se der conta disso, será tarde demais. Mais então, é verdade que vou ser avó? Ou será que Rebekah pirou de vez. Sorri com a tentativa vã, da minha sogra de me fazer relaxar, mais confirmei. Ela bateu palmas de satisfação, e me levou na cozinha para comer algo. Eu rejeitei, pois eu não conseguia fazer nada entrar no meu estomago. Elijah estava muito quieto, então resolvi perguntar o que era.

–Quero falar com você a sós Caroline. Segui Elijah até o escritorio, e me sentei na cadeira, do lado oposto ao dele.

–Então, o que deseja falar comigo? Elijah se virou, e na sua mão, estava a copia do contrato, que eu havia assinado, antes de me casar com Klaus. Senti o sangue fugir do meu rosto, mais eu teria que falar a verdade pra Elijah.

–Seu irmão havia me pedido pra me casar com ele, mais no momento, eu havia achado a ideia estupida. Eu recusei, mais depois de um tempo eu acabei aceitando. No inicio era só uma vingança contra meu ex namorado, mais depois, eu me apaixonei pelo seu irmão. Mais agora, percebo que não passou de uma farsa. Ele só me usou e fingiu sentir algo por mim, pois o plano dele, era só ficar casado comigo por dois anos. E só falta mais um ano, e ele não quer essa criança, que esta por vir, e ainda ma a tal da Hayley. Cada palavra que eu falava, era uma parte de mi que ia embora. Lagrimas quentes e salgadas desciam pelo meus olhos, me fazendo ficar cega. Elijah estava muito triste, não só por mim, mais pelo irmão, que não conseguia se desapegar daquela songa-monga.

–Caroline, se quer saber de uma coisa, eu não vou deixar Klaus estragar tudo. Se ele não voltar amanha pra Mistyc Falls, eu ameaço a contar pra família, todo plano sujo que ele arquitetou, e comisso, ele perderá a presidência. E então tentarei por juízo naquela cabeça, vã sem cérebro. Sorri com as palavras de Elijah, e me senti mais forte, pois eu me sentia com um pingo de esperança de reconquistar Klaus, e faze-lo amar nosso bebe, nosso filho que estaria chegando.

Notas finais
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