Casamento de mentira
27 Capitulo 27
Notas iniciais
Eu estava me sentindo um peso nas costas da minha sogra. Eu sempre quis ser independente, mesmo sendo casada. Eu nunca gostei de dar trabalho a ninguém, mais nesse momento, eu não queria ir pra casa, e ficar sozinha, olhando pros quatro cantos, daquela enorme casa. Klaus não havia me dado escolha, ele havia me deixado sozinha, num momento importante e decisivo da minha vida. Não só da minha vida, mais da vida de um minusculo ser, que a cada dia crescia, dentro de mim. Eu estava me sentindo péssima, pois a cada segundo que se passava, eu sentia Klaus mais distante de mim. Ele havia me deixado sozinha, ele havia me abandonado grávida. Foi nessa hora que me lembrei dos conselhos da minha mãe, em relação a Tyler. Ela sempre acreditava que ele me engravidaria, e me deixaria sozinha. Sorri, pois quem havia feito isso comigo era alguém que ela confiava demais. Eu alisava com muito carinho, a pequena, mais visível protuberância que se formava na minha barriga. Eu comecei a falar com a minha barriga, como se meu bebe, fosse ao menos, entender.
–Ta vendo pontinho, você ainda não nasceu, mais já ta causando tantos problemas. Mais não se preocupe, se seu pai irresponsável não te amar, eu irei, e irei amar demais.
–Eu também... Me assustei, ao perceber que Rebekah estava me ouvindo. Pedi que ela entrasse no quarto, e ela o fez. Ela veio na minha direção e sentou na minha frente, em um tapete, perto da cadeira onde eu estava sentada. Ela me olhou nos olhos, e sentiu que eu estava triste. Ela deu um sorriso condescendente a mim, e começou a falar.
–Caroline, o que vai ser de você e Klaus, agora? Eu amo muito meu irmão, e também amo você, e agora, tem esse bebezinho, que nada sabe sobre o mundo, e já começou a ser rejeitado pelo pai. Eu sentia a raiva de Rebekah, em torno da rejeição de Klaus. Ela não entendia o porque, de Klaus ter me rejeitado por saber da minha gravidez. Ela sempre achou que Klaus tinha vontade de ser pai, de ter uma família, mais ela estava se sentido enganada.
–Eu não sei Rebekah, eu realmente não sei. Eu amo muito seu irmão, mais também tenho amor próprio, e eu só vou tomar uma posição, quando ele voltar.
Passei o resto do dia sozinha, pois Elijah estava muito ocupado e sem tempo pras minhas crises. Kol estava voltando pra faculdade, e Rebekah, eu não sabia o paradeiro dela. Entrei no antigo quarto de Klaus, e percebi que não haviam mudado nada. Estava do mesmo jeito a alguns anos. Abri a janela e deixei um o ar circular um pouco, pra melhorar o odor de mofo, que tomava conta das paredes. Um guarda roupa de mogno, ficava do lado oposto a porta, e era grande demais pra uma pessoa só. Abri na esperança de encontrar algo, que me fizesse sentir de verdade, com que homem me casei. Encontrei uma caixa de madeira, do lado de uns sapatos, e resolvi abrir. Me deparei com um caderno, com a capa de cor bege escura, com um fecho. Abri, e descobri que não era um simples caderno, e sim o diário do meu marido. Comecei a ler algumas paginas, e percebi que ela relatava o relacionamento dele com Hayley. Em cada linha que eu lia, eu sentia uma como se meu coração estivesse rachando. Folheei mais um pouco, e descobri, eu também participava desse diário. Ele se referia a mim, como uma garota forte e decidida, e algumas vezes, ele me descrevia como uma garota virtuosa. Ele tinha um pouco de admiração por mim, e eu me senti um pouco melhor. Folheando mais algumas paginas, descobri algo, que me fez paralisar. Ele me amava, mesmo antes do nosso casamento. Ele havia se apaixonado por mim, mais não queria ter se apaixonado pois acreditava não ser bom o suficiente pra mim. Eu tinha certeza, Klaus me amava o suficiente, pra não deixar ser enganado por Hayley. O dia estava chegando ao fim, e eu me sentia mais forte, pra lutar por esse amor.
Elijah estava todo alegre, e eu não entendia o motivo daquele sorriso pro meu lado.
–Querida Caroline, tenho uma noticia que irá abalar suas estruturas. Mais como você estar gravida, prefiro mostra-lá. Elijah pediu que eu entrasse no carro dele, e eu fiz de bom grado. Enquanto ele dirigia o carro pra fora de Mistyc Falls, meu coração crescia dentro do peito. O que Elijah tinha pra me mostrar? Quando chegamos ao longo da minha casa, senti que meu coração iria explodir dentro do peito de tanta curiosidade. Elijah olhava pelo retrovisor pra mim, e dava um sorriso, como quem dizia "Você terá uma grande surpresa". Assim que desci do carro, Elijah me olhou, e com os olhos cautelosos, me avisou.
–Caroline, o que esta a esperar dentro dessas portas, poderá mudar seus pensamentos e suas atitudes. Mais abra bem a sua mente, e esculte, pois será pro bem do seu futuro. Antes de ir embora, Elijah deixou uma chave na minha mão. Olhei meio aturdida, mais aceitei. Eu não entendia nada. Olhei pra porta, que era minha conhecida. Eu me sentia estranha, como se borboletas voasse dentro do meu estomago. Abri as portas e meus olhos se encheram de lagrimas. Klaus estava de joelhos, com um sorriso bem enorme pra mim. Em uma de suas mãos, estava um bouquet de rosas vermelhas, as minhas preferidas. A sala estava toda iluminada por velas, cada uma exalando um aroma diferente. Eu reconheci o cheio de rosas e jasmim, mais o outro era desconhecido. Klaus estava um pouco cauteloso, mais mesmo assim, veio em minha direção. Ele colocou o bouquet nos meus braços, e de leve afagou minha bochecha.
–Caroline eu sei, eu não mereço seu amor, mais peço perdão. Eu não sei o que será da minha vida sem você. Eu não consigo me imaginar longe de você. Eu sei, eu fui tolo o bastante, e me deixei levar pelo momento, mais isso não é desculpa, e se você quiser me deixar, eu não impedirei. Ele só havia falado, mais no fundo, ele não desejava que eu partisse. Nem eu desejava partir, eu só desejava estar nos braços, do meu lindo homem ferido, que se sentia culpado por tudo e por todos, que não se considerava amável. Ele era meu amor, meu amor de uma vida inteira. Eu não fazia a menor ideia de como seria minha vida sem ele. Eu o amava, e nenhuma mulher, vinda do inferno, iria nos separar.
–Niklaus Mikaelson, nada e nem ninguém, poderia me separar de você. Por mais que todos tentarem, eu não vou permitir que o nosso amor chegue ao fim. Eu te amo demais, e sei que você se comportou de má forma, e eu posso perdoa-lo. Eu te amo demais, e não posso arriscar perde-lo. E agora, temos um bebe, que daqui a 6 meses, irá precisar de nós dois. Klaus olhou pra minha barriga, e deu um sorriso bem grande.
–Eu te amo Caroline, você me transformou num homem bom.
Klaus me pegou nos braços e foi subindo as escadas, como se a gente tivesse acabado de se casar. Quando ele abriu a porta do nosso quarto, meus olhos se encheram de lagrimas. Ele havia colocado pétalas de rosas por todo chão, e cama. Velas perfumadas, enchiam o ar, com o mais puro perfume. Era um sonho, um sonho de verdade. Eu me senti extravasar de tanto amor. Os lábios de Klaus estava a menos de cinco centímetros dos meus, e eu fiz questão, de que aquele minima distancia fosse quebrada. Os lábios dele estavam urgentes e calorosos pelos meus. Eu tinha uma fome dos beijos, dos toques e dos carinhos, que me fizeram arfar de prazer. Ele era só meu, e era pra toda vida. A única coisa que me importava era saber, que nada nesse mundo iria me separar do meu lindo e maravilhoso homem. Meu eterno amor.
Fale com o autor