Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Espero de verdade que bem. Mais um capítulo para nos deixar preocupados com o destino de nosso casal. Ainda assim, estou torcendo para que gostem. Muito obrigada AndreaNeves e Mari pelos comentários maravilhosos e inspiradores no capítulo passado. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO

CAPÍTULO XXVII — SAUDADE

Mas Elena, essa é uma oportunidade única. Você precisa vir com a gente! – Cait insiste do outro lado da linha, indignada com a minha recusa.

— Não vai dar. Eu estou fazendo um bolo. – Respondo, batendo os ovos, enquanto apoiava o celular no ombro. – Não tenho tempo para isso, Cait. Então, dessa vez vocês terão que ir sem mim.

Você não tem uma desculpa melhor não? Quanto tempo se demora para fazer um bolo, Elena? A festa será às onze horas da noite e agora são três horas da tarde. Eu tenho certeza de que até lá você já terminou. Além disso, você está de férias do Hawkeye e da faculdade. Então pode parar de dar desculpas esfarrapadas. Eu vou passar aí por volta das dez e meia. Espero que esteja pronta...

Eu não quero ir, Cait. – Interrompo a garota, colocando a bacia que eu segurava sobre a pia. Acrescento a farinha de trigo e volto a bater a mistura. – Hoje eu quero ficar em casa e descansar. Vão você e as meninas e se divirtam por mim.

Até quando você pretende fingir que nada está acontecendo, Elena? Já se passaram uma semana desde que Damon viajou para Londres e tudo o que você tem feito é se isolar em casa e sentir pena de si mesma. Você ignora as nossas mensagens e eu soube pela Caroline e pela sua mãe que você tem se alimentado mal e dormido menos do que já dormia. Ally e eu estamos preocupadas com você, Elena. – Comenta minha melhor amiga e eu suspiro, desanimada.

— Eu estou bem. Não precisam se preocupar. Eu só preciso de um tempo. Além disso, não toque no nome do idiota. – Resmungo, irritada.

Elena, pare de agir como se o Damon tivesse terminado com você. Ele só foi passar um tempo com a mãe dele. — Repreende Cait e eu bufo, ainda mais irritada.

— Para de defender ele. Parece até a Caroline! Vocês são minhas amigas. – Digo e a garota dessa vez é quem bufa. – Foi ele quem decidiu desistir de nós e ir para o outro país, mesmo sabendo que a mãe dele só voltou porque estava sendo chantageada. Além disso, ele não atende as minhas ligações, ignora as minhas mensagens desde que viajou. As únicas pessoas com quem ele tem mantido contato é com o Oliver e com a minha mãe. Até com a minha mãe ele fala, menos comigo. Isso está mais do que claro de que não estamos mais juntos.

Elena...

— De qualquer forma, eu preciso voltar a fazer meu bolo agora. Boa festa para você, Ally e Caroline. – Desejo, pegando o celular de meu ombro.

Espera, Elena...— Não permito que a garota termine de falar. Encerro a ligação e jogo o celular sobre a bancada da cozinha, antes de voltar a prestar atenção em meu bolo. Eu já conhecia seu discurso muito bem e lembrar de Damon fazia meu peito arder e as malditas lágrimas voltarem a meus olhos.

Uma semana se passou desde que Damon se mudou para Londres para passar alguns meses com a mãe para a surpresa de todos. Ninguém entendia sua decisão, que não fazia o menor sentido. Até mesmo Oliver, para quem ele sempre conta tudo, estava constantemente em contato comigo, tentando descobrir pistas do que deveria ter levado Damon a mudar tão repentinamente de ideia e ir morar com Lilly.

Mas o mais estranho disso tudo é que eu não conseguia conversar com ele desde que ele foi embora. Nas raras vezes em que ele entrava em contato era sempre com minha mãe ou com o melhor amigo. Oliver dizia que também não conseguia conversar muito tempo com ele, que sempre afirmava estar muito cansado ou dava alguma desculpa esfarrapada, já que Damon nunca foi bom em mentir.

Eu já havia perdido as contas de quantas vezes tentei conversar com Damon. A cada nova ligação ou mensagem ignorada, eu sentia o sentimento de raiva e solidão me invadir. Por mais que meus amigos insistissem em me fazer sair de casa e minha família continuasse a me fazer companhia, eu não queria ninguém além de Damon. E eu odiava essa dependência que eu havia adquirido em poucos meses.

Mesmo que eu tentasse ignorar meus sentimentos e fingir que estava tudo bem durante o dia, à noite eu não conseguia evitar as lágrimas e a preocupação. Eu o queria comigo. Queria ouvir sua voz e as provocações irritantes. Queria sentir o calor de seu corpo aquecendo o meu nas noites frias. Queria virar a noite apenas conversando e planejando nosso futuro.

E o pior de tudo era que não importava para onde eu olhasse em nossa casa ou na cidade, tudo me lembrava Damon. Até mesmo conversar sobre o casamento de minha mãe e tio Giuseppe era o bastante para me fazer querer chorar. Era patético, eu sabia muito bem disso, mas a falta que eu sentia dele era inexplicável. Somente uma semana se passou, no entanto, era como se eu não o visse há anos.

— Querida, chegamos! – Anuncia minha mãe, entrando na cozinha, acompanhada de tio Giuseppe.

— Oi, Leninha. – Cumprimenta meu padrasto, procurando um copo no armário. Ele deixa um beijo em minha bochecha ao passar por mim e vai até a geladeira, onde retira uma jarra de água.

— Oi! Como foi a consulta? – Pergunto, colocando o açúcar na massa do bolo. Ela e meu padrasto haviam saído mais cedo para a primeira consulta de minha mãe com a obstetra, que ela fazia questão que fosse tia Mimi.

— Foi maravilhosa. Felizmente, Mimi disse que eu e o bebê estamos bem. Eu estou grávida de catorze semanas e a previsão é que nasça em fevereiro. – Conta minha mãe, sorrindo deslumbrante.

— Isso é ótimo, mamãe. – Comento, sorrindo para a mulher. – Já sabe qual é o sexo do bebê?

— Ainda não, mas Mimi disse que no próximo mês já conseguiremos ver. – Responde meu padrasto, sorrindo animado. – Não vejo a hora de descobrir.

— Meu amor, o que você está fazendo? – Pergunta minha mãe, encarando-me confusa.

— Bolo de chocolate. – Respondo, colocando mais uma xícara de açúcar na receita.

— Mas... desde quando se usa tanto sal assim em um bolo de chocolate, Leninha? – Indaga a mulher, ainda mais confusa.

— Sal? – Repito, estranhando seu comentário. Pego a embalagem de onde eu estava enchendo a xícara e me surpreendo ao notar que aquilo realmente era sal e não açúcar. – Ah, droga! Eu pensei que isso fosse açúcar. Merda!

— Mesmo que fosse açúcar, não acha que estava exagerando nas medidas? – Pergunta minha mãe com cautela. – Quer dizer, quantas xícaras de açúcar você iria colocar nesse bolo?

— Dez. Assim como estava na receita. – Respondo, fazendo com meu padrasto e minha mãe me encarassem surpresos.

— Dez? Eu não entendo nada de cozinha, mas isso não é um pouco... demais? – Tio Giuseppe me encara hesitante. Nego e pego meu celular para mostrar que eu estava seguindo exatamente a receita que havia encontrado na internet.

— Não. Olha só aqui. – Estendo o celular desbloqueado para minha mãe, que encara a tela um pouco cética e logo ri, negando. – O quê?

— Aqui diz dez colheres rasas de açúcar, filha. Não dez xícaras. – Responde, estendendo o celular de volta. Suspiro ao ver que ela estava certa.

— Vocês estão sentindo esse cheiro de gás? – Questiona tio Giuseppe em alerta, enquanto encara o fogão.

— Provavelmente é o forno que eu acendi para fazer o bolo. Não deve ser nada demais. – Comento, desanimada por ter estragado a minha receita de bolo. Ele corre até o fogão e arfa ao abrir o forno.

— Elena! Você esqueceu de ligar o forno! – Meu padrasto informa, desligando o forno. Arregalo os olhos, sem acreditar no que eu havia cometido esse deslize. – Por Deus! Você poderia ter explodido essa cozinha no menor sinal de fogo.

— Eu... eu sinto muito, tio Giuseppe! Eu jurava que tinha ligado o fogo. – Lamento, assustada apenas em pensar no que poderia ter acontecido.

— Está tudo bem. Apenas tome cuidado, querida. Isso é muito perigoso. Você poderia ter se machucado seriamente. Bens materiais podem ser recuperados, mas vidas não. – Responde meu padrasto, abrindo as janelas e a porta dos fundos da cozinha para que ventilasse o lugar e o gás saísse. – Acho melhor não mexermos com nada por aqui por algumas horas, só por garantia. Não sabemos quanto tempo o gás ficou vazando.

— Sim... – Sussurro, concordando.

— Leninha, você está bem? – Pergunta minha mãe, preocupada. – Eu nunca te vi tão distraída como agora. Você é sempre tão meticulosa com tudo o que vai fazer, mas nos últimos dias, sua cabeça parece estar no mundo da Lua. Você quer conversar?

— Eu estou bem, mãe. É apenas o cansaço. – Respondo e ela suspira, trocando olhares com o marido. Os dois então voltam a me encarar como se não acreditassem em minhas palavras. – É sério, gente. Eu estou bem.

— Por que não vamos para sala conversar? – Sugere meu padrasto, dando um fraco sorriso. – Esse cheiro não é bom para a sua mãe.

— Tudo bem. – Concordo, suspirando.

Seguimos para a sala de estar, tentando pensar em alguma desculpa boa o bastante para convencer minha família de que não há nada de errado comigo, mesmo sabendo que eles dificilmente acreditariam em mim. Nós nos sentamos nos sofás e logo me torno alvo de seus olhares preocupados.

E permanecemos em silêncio por algum tempo, enquanto o casal parecia buscar as palavras certa para iniciar a conversa. Desvio o olhar e logo me arrependo de minha escolha ao encontrar a foto de Damon ao meu lado. Observo-o sentindo meu coração se apertar e meus olhos arderem. Eu estava bastante chateada e irritada com Damon, mas a saudade continuava a ser o sentimento mais intenso dentro de mim.

— Você realmente está com saudades dele, não é mesmo? – Comenta minha mãe, atraindo minha atenção. Ela dá um fraco sorriso e me observa com doçura e carinho. Não consigo responder. Eu sentia que se dissesse qualquer coisa, acabaria caindo no choro e isso era a última coisa que eu me permitiria fazer. – Nós sabemos, filha. Não precisa se fazer de forte.

— Nós também estamos morrendo de saudades de Damon. É como se uma parte muito importante dessa casa estivesse faltando. – Comenta meu padrasto, pegando a foto que eu encarava. Ele a observa com os olhos tristes e suspira. – Eu sabia que não seria fácil ficar longe dele, mas está sendo mais difícil do que eu esperava. Pensei que já estivesse acostumado a tê-lo fora de casa, dormindo tanto tempo na casa de Oliver ou acampando com Clint. Mas... eu não sei. Mesmo tendo apenas uma semana que ele viajou para Londres, eu nunca senti tanta saudade como agora.

— Você não precisa suportar tudo sozinha, Leninha. Nós também estamos sofrendo com a ida de Damon. Somos sua família. – Insiste minha mãe, sentando-se ao meu lado. Ela passa os braços em volta ao meu corpo.

— Eu só... quero entender. – Digo com a voz rouca, sentindo as lágrimas descerem pelo meu rosto. – Porque nada disso faz sentido. Por que ele foi para Londres logo depois de descobrir que a mãe dele só apareceu por estar sendo chantageada? Por que ele não atende minhas ligações ou responde minhas mensagens? Por que ele não me disse nada? O que está acontecendo com ele?

— Oh, meu amor. – Minha mãe me aperta ainda mais contra si e beija minha testa, tentando transmitir um pouco de apoio. – Ele vai voltar.

— Quando, mãe? Quando isso vai acontecer? Porque eu não aguento mais essa falta de respostas. – Confesso, irritada.

— Filha...

— Sinceramente, Leninha, eu não estou te reconhecendo. – Fala meu padrasto, sentando-se no sofá ao lado do meu. Ele me encara com seriedade. – A Elena Gilbert que eu conheço é uma mulher forte e determinada, extremamente teimosa e inteligente. A minha Elena jamais ficaria aqui choramingando e esperando que o universo lhe trouxesse respostas. Ela simplesmente agiria e faria o que fosse preciso para descobrir a verdade.

— Tio Giuseppe... – Sussurro e ele sorri, encorajador.

— Eu entendo que tenha sido um choque essa mudança repentina de Damon para Londres, mas não acha que está na hora de agir? – Comenta o homem, lançando um olhar desafiador. – Até quando vai ficar aqui procurando desculpas para justificar seu comportamento covarde? Pelo que eu me lembre, você me disse que amava Damon...

— Eu amo. – Afirmo, determinada. Respiro fundo e limpo meu rosto, antes de me bater algumas vezes para me fazer recuperar a consciência.

— Elena? O que você está...

— Você está certo, tio Giuseppe. – Interrompo minha mãe, sorrindo mais confiante. – Eu não estou sendo eu. Já chega de me fazer de vítima. Isso não vai mudar nada. Se Damon não vai me atender, então irei para Londres se for preciso para ter as minhas respostas. Eu sou a namorada dele e tenho direito de saber o que está acontecendo.

— É assim que se fala. – Responde tio Giuseppe, animado.

— E... – Antes que eu continuasse meu discurso, meu celular começa a tocar, anunciando que eu havia recebido uma mensagem.

Desvio o olhar de meu padrasto e encaro a tela do meu celular, surpreendendo-me ao ver que a mensagem havia sido enviada por tio Clint. Leio-a e sorrio ao ver que mais uma vez ele aparecia no momento certo.

— O que foi, meu amor? – Pergunta minha mãe com curiosidade.

— “Descubra a verdade e traga o cabeça de vento de seu namorado de volta. Com amor, tio Clint”. – Leio a mensagem em voz alta, surpreendendo minha mãe e tio Giuseppe. Sorrio e respiro fundo, sentindo a adrenalina percorrer minhas veias. – Ele enviou junto o número de celular de tia Lilly. A mensagem também tem um endereço, que eu imagino que seja da casa onde Damon e tia Lilly moram.

— O que você está esperando? Liga para ela! Se Damon está morando com Lilly, ela deve saber onde ele está. – Fala a mulher, sem conseguir conter sua animação.

Assinto e faço como minha mãe havia dito. Disco o número que tio Clint havia me enviado e respiro fundo mais uma vez, tentando me acalmar. Esse era o momento para descobrir o que está acontecendo com Damon. Ele pode estar ignorando minhas ligações, mas tenho certeza de que tia Lilly não fará o mesmo.

Alô.

— Oi. Tia Lilly? – Pergunto, ansiosa.

Elena? Como conseguiu meu número? – Pergunta a mulher, parecendo surpresa com a minha ligação.

— Tio Clint me passou. – Respondo e ouço a mulher bufar do outro lado da linha.

É claro que esse maldito saberia o meu número de celular. Já não basta ter acabado com a minha carreira, ele agora vai usar os sobrinhos para me atingir? Esse desgraçado joga baixo. Por que ele simplesmente não pode morrer e me deixar em paz? — Resmunga Lilly, parecendo irritada. – O que você quer, Elena?

— O Damon está por aí? Eu queria muito falar com ele. – Tento soar o mais educada e calma possível, ainda que a minha vontade fosse exigir que ela estivesse mais respeito por tio Clint.

Damon? Por que ele estaria aqui? — Questiona a ruiva, confusa. – Eu não o vejo desde que nos vimos no hotel.

O quê? Ele não está morando com você? – Pergunto, surpresa. Meu padrasto e minha mãe me encaram preocupados.

— Como assim? – Pergunta meu padrasto, desesperado.

Morando comigo? É claro que não, garota! Por culpa dele, eu tive que lidar com a vadia da Natasha, que não me deixou em paz até que eu contasse todo o meu passado. Quando eu finalmente consegui me livrar dela, o infeliz do Clint revelou para a mídia sobre eu ter ido embora quando Damon era uma criança e todos os meus patrocinadores encerraram o contrato comigo. Ele destruiu a minha carreira! Eu não quero ver Damon na minha frente nem pitado de ouro! E se ele está mesmo aqui em Londres, espero não esbarrar com ele, porque juro que se eu o vir...

— Espere um pouco. Se ele não está com você em Londres, onde ele está? – Interrompo o surto de Lilly, preocupada.

E eu lá vou saber? Se me ligou apenas para me incomodar sobre...

Cansada de ouvir os desaforos de Lilly e sabendo que ela não colaboraria com a minha busca por Damon, nem mesmo me dou ao trabalho de continuar a ligação. Se antes eu já tinha desejo de bater na mulher por ter tido a coragem de abandonar o filho de forma tão brutal, depois de tudo, eu só conseguia sentir nojo e raiva de Lilly.

— E então? Descobriu onde Damon está? – Questiona tio Giuseppe, ansioso.

— Não. Ela não faz ideia de onde ele está. Nem mesmo sabia que ele estava em Londres. – Revelo, deixando o homem ainda mais aflito.

— O quê? E onde esse garoto está? Eu falei ontem mesmo com Damon e ele me disse que passaria o dia ocupado ajudando Lilly a arrumar o quarto dele. – Conta minha mãe, desesperada.

— Eu não sei. Mas tenho certeza de que tio Clint vai saber. – Respondo, digitando o número de meu tio. No entanto, antes que eu pudesse ligar para ele, meu celular começa a tocar. Surpreendo-me ao identificar o número na tela. Atendo a ligação, apreensiva. – Tia Tasha?

Elena, eu finalmente encontrei provas concretas que podem levar Malachai Parker a prisão perpétua. — Revela a agente do CIA, surpreendendo-me. — O único problema é que ninguém o encontra em Hawkins há uma semana. Você por acaso tem alguma ideia de onde ele poderia estar?

— Kai está desaparecido há uma semana? – Questiono, angustiada com a notícia.

Sim. Ninguém sabe onde ele está.— Responde, suspirando frustrada. – Meus agentes estão à procura dele, mas esse homem é tão escorregadio quanto o meu pior inimigo.

De repente, lembranças de meu último encontro com Kai invadem minha mente e relembro de algo que eu havia ingenuamente ignorado durante as últimas semanas. As palavras dele ecoam em minha mente mais uma vez e sinto meu coração errar algumas batidas.

“No próximo mês, teremos um novo torneio de lutas clandestinas em Londres. O prêmio é alto. Muito alto. O bastante para me tornar um dos homens mais ricos do mundo. E eu quero que você participe.”

Kai queria que Damon fosse para Londres para participar de um torneio perigoso. E então, minha mente começa a trabalhar intensamente, juntando todas as pistas desde o meu sequestro repentino até a decisão inesperada de Damon logo depois de ter nos resgatado.

De todas as pessoas do mundo, Kai é definitivamente o tipo de pessoas sem escrúpulos que poderia facilmente ter armado tudo e conhecendo Damon como o conheço, ele deve ter concordado em ir lutar no maldito torneio para garantir a minha segurança e a de minha mãe.

Elena? – Chama tia Tasha, estranhando meu silêncio. – Você está aí?

— Sim. – Respondo, ainda atordoada com a minha descoberta. E de repente, eu me lembro que tio Clint havia mandado um endereço misterioso em sua mensagem. – Tia Tasha, nós precisamos ir para Londres. E precisa ser agora.

O quê? Agora? — Pergunta a mulher, confusa. – Como sabe que...

— Não temos tempo para explicação, tia Tasha. Se eu estiver certa, Damon está correndo perigo. E eu não vou deixar que aquele idiota morra. – Declaro, levantando-me do sofá. – Não importa o que aconteça e nem como eu precise fazer isso, eu o trarei de volta para casa.

Notas finais
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