Notas iniciais
Gente, espero que vocês gostem do capítulo. Sintam-se à vontade. Se não quiserem comentar, muito menos favoritar nada, não tem problema, mas se fizerem, será ótimo. Boa leitura =D


No dia seguinte, tudo estava seguindo o mesmo hábito. A empresa estava bem movimentada e os gerentes estavam tendo que lidar com cada um dos seus problemas. Hinata e Naruto foram os primeiros a irem almoçar, enquanto Ino não iria tão cedo para sair com o namorado.

— Sakura, quer ir almoçar comigo? — Sasuke perguntou, enquanto andava em sua sala em sua direção com as mãos nos bolsos da calça.
— Claro, só vou terminar de fechar um arquivo aqui. A propósito, Sasuke, eu fiquei de te enviar os boletos de pagamento dos produtos que compramos na semana passada e acabei esquecendo, você me perdoa? — Ela disse fazendo uma cara de triste, arracando um sorriso de lado de seu amigo.
— Tudo bem, eu sou rígido, mas consigo esperar. Só não envie muito tarde, farei o possível para que isso seja pago até amanhã. — Enquanto ele dizia, olhava os quadros na sala da rosada, ela fechava o notebook, pegava a bolsa e conferia se estava tudo ali, bem certinho.
— Eu imagino o quanto você deve estar cansado e estressado, mas você tem que descansar um pouco. — Ela o abraçou pelas costas e as beijou.
— Eu sei, mas tenho que passar a melhor impressão possível, preciso daquele cargo, Sakura.
— Sasuke, você tem que descansar, assim eles só vão ver o quão ruim você pela péssima compostura e pela sua demonstração frustrante de cansaço. Ontem você chegou às sete e quinze, o primeiro, e saiu às dez e vinte e sete... — Eles conversavam enquanto andavam pelo corredor.
— Como sabe disso? — Ele ficou surpreso.
— Eu também fiquei, sai dois minutos antes de você. Eu te vi pelo táxi.
— Mocinha, você vai ficar de castigo se continuar saindo tarde sozinha, devia ter me avisado. — Ele fez uma expressão rude, arqueando as sombrancelhas e engrossando mais a sua voz, fazendo a rosada ri daquela piada. — Eles apertaram no botão do elevador e ficaram o aguardando
— Você parece o meu pai, apesar de que o meu pai me proibe de tudo por ser uma menina. — Eles entraram no elevador.
— Como assim? — Ele ficou curioso.
— Eu venho de uma família extremamente pobre. Meu pai é um fazendeiro e minha mãe é uma dona de casa. Ele nunca a deixou trabalhar e não queria que isso acontecesse comigo.
— Mas isso não faz sentido, você deve trabalhar sim e seguir os seus sonhos também.
— Mas aqui é que está o detalhe, toda a minha família é tradicionalista. Eles são chamados de fazendeiros rurais, um nome que eles ganharam em mil oitocentos e quarenta e cinco. Lá o homem foi criado por um... você quer mesmo ouvir a história? — Ela o perguntou desconfiada, enquanto eles saiam do elevador.
— Sim, eu quero poder entender isso, estou muito confuso. Mas antes de sairmos, vou pegar um dinheiro no banco.
— Tudo bem.

Os dois andaram pelo primeiro andar da empresa até chegar ao Bloco A,, o qual tinha três caixas eletrônicos para sacar dinheiro. Ficaram aguardando atrás de quatro pessoas.

— Continuando... um homem foi criado para ser o fazendeiro e a mulher foi criada para ser dona de casa. Em uma pequena vila em Humaitá, quando o homem era comprado por cinco moedas para ser fazendeiro de grandes terras, era o suficiente para dar orgulho a família, enquanto a mulher só podia ser comprada para ser esposa ou os próprios pais escolhiam isso. O que acontece comigo hoje é que os meus pais querem que eu pelo menos me case com uma pessoa que eu não gosto, mas ele gosta muito de mim. — Ela bufou e Sasuke ficou pensativo.


— Continue, eu quero saber mais. — Ele disse sorrindo e levou um tapa no braço dela.
— Eu disse que estava noiva só que estou solteira, eu preciso arrumar alguém para fingir por um tempo e depois me separar, o que eu faço. — Ele teve uma ideia.
— Sakura, eu também pre... — Foi interrompido pela Ino.
— Gente, vocês ainda estão aí? Já saí e voltei, vamos almoçar? Só estava esperando o Sai. — Ele fez um sinal para cumprimentá-los e Sakura não perdeu tempo.
— Olá, Sai, você é engenheiro, né?
— Ele é arquiteto, Sakura. — Ino disse com uma vontade de matar a sua amiga.
— Civil, né? — Eles riram e Sasuke já estava pronto.
— Vamos? — Disse, Sasuke.
— A propósito, Sakura, você sabe que a partir de hoje todos os gerentes ficarão no quarto andar, né?
— Não sabia, quem te contou? — Ela ironizou a sua mãe.
— Eu posso te esganar na frente do seu homem e do Sai. — Ela falou da maneira mais doce que conseguiu.
— Deixa o meu homem fora disso. — Ela disse dramatizando a situação.
— O que deu nela? — Sai pergunta a Sasuke que age naturalmente.
— Meu amor, eu não permitirei que seja atacada assim. — Sasuke entra na brincadeira.
— Eu estou ao redor de malucos. — Sai bufa.


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— Mas você vai trabalhar conosco? — Sakura perguntava a Sai, enquanto todos comiam.
— Sim, eu ainda estou me adaptando à unidade de Ipanema, mas eles disseram que eu passaria a trabalhar aqui em Botafogo com vocês. Foi surpreendente.
— Eu acho importante que isso ocorra porque nós precisamos de arquitetos para as modificações que teremos daqui para frente. E é justamente por isso que os gerentes ficaram me perturbando no meu andar. — Ele fez aquele sorriso largo e cínico.
— Você fala isso, mas não vive sem mim. — Sakura o mostrou sua língua.
— Acho incrível como nós não esperávamos que a empresa abrisse tantas filiais em tão pouco tempo. — Sasuke inicia o assunto.
— É extremamente surpreendente que nós entramos há três anos, em média, na empresa, só o Sasuke que tem cinco anos lá, e vimos os resultados que geraram. Quatro novas filiais em locais de grande acesso populacional. — Ino se pronuncia.
— É algo que eu não esperava, eu confesso. — Sakura diz.
— Mas o importante é que a empresa está querendo se expandir mais mais. Agora que o restaurante e a lanchonete foram acopladas, acho que vai ser muito mais interessante aos clientes do que nós esperávamos. — Ino diz.
— Enfim, Sai. -Sasuke diz.
— Diga, Sasuke. — Sai responde, enquanto mexe no celular. Todos já haviam terminado de comer
— Sai. — Ele fala em um tom mais alto.
— Eu estou ouvindo, pode falar. — Ele tira seus ônibus do celular e percebe que Sasuke está falando com a Sakura.
— Sai dessa cadeira, eu estou sentado nela. — Ele fala e Sai finge que não aconteceu nada, arrancando risos de Ino.
— Eu não posso fazer nada. Eu não consigo colocar a bolsa na mesa.
— Eu colocaria no chão. — Ele fala.
— O que custa você deixar eu colocá-la na parte da sua cadeira.
— Cura trezentos e cinquenta reais. Se você quiser pagar uma nova, eu até a jogo;
— Bom, agora nós temos que ir. Bom final de almoço. — Sai diz enquanto levant com Ino.
— Até mais, bom trabalho. — Ele responde
"Boa tarde" — Sakura se culpou por ter dado aos seus pais e os ensinado a mexer em celular.

— Finalmente eles foram embora. — Sasuke diz.
— Por quê? Quer falar algo a sós? — Sakura diz enquanto se ajeita na cadeira. Ouviu o som que vibração de seu celular fez em contato com a mesa e leu a mensagem que recebeu.


"Filha, eu e o seu pai estamos marcando para sábado o dia que você virá aqui almoçar com o seu noivo. Estamos muito felizes" — O coração da rosada gelou e ela ficou nervosa porque faltavam cinco dias para o atual encontro.


— God... — Seu desconforto ficou evidente.
— Aconteceu alguma coisa? — Sasuke dizia enquanto tomava o copo de suco ee laranja.
— Sasuke, preciso que você seja meu noivo a partir de agora. Eu disse que estava noiva de alguém e minha mãe quer que vá almoçar lá e eu não pensei em ninguém, por favor, eu preciso da sua ajuda.
— Nossa, calma ai. Eu queria poder falar isso porque quero participar da reunião dos grandes que não demorará para ocorrer e você já fala na minha frente? Eu jurava que você ia enrolar um pouco, dizer que ia pensar, falar que não estava preparada para isso, até que foi rápido. Obrigado, vou marcar a data do nosso pseudo-casamento para semana que vem. Vamos fazer tudo em segredo e eu não quero te ver envolvida com homem, seria uma morte para mim ser considerado chifrudo.
— Nossa, muito obrigada. — Ela foi até a cadeira dele e o abraçou, depositando vários beijos em seu rosto.
— Agora chega né, já basta minha mãe que é super carente.
— Já que seremos marido e mulher, você vai ter que deixar eu fazer isso sempre.
— Não tinha pensamento nas partes ruins. — Ele colocou os dedos no queixo e fez uma expressão de alguém que estava pensando, logo recebeu um tapa de sua "esposa".
— O pior nem vai ser isso, mas vamos ter que morar juntos, pelo menos por um tempo. Eu estou me sentindo um pouco estranha porque até onde eu lembre, tanto a sua casa quanto a minha só tem um quarto....
— Vamos pensar nisso depois? Eu preciso me organizar essa semana. Vou morar na sua casa durante a semana, acho que isso não levantará mais suspeitas. Vou para lá hoje, já tem algumas roupas minhas mesmo, mas irei escondido.
— Parecemos dois criminosos que estão armando um plano. — Ela balança a cabeça em sentido de negação.
— Mas somos dois criminosos, se é que você me entende. — Ele faz um sorriso malicioso.
— Eu não entendi.
— Nem eu mesmo sei o que quis dizer. Então, você sairá que horas hoje?
— Às quatro horas e você? — Eles se levantaram e estavam se deslocando até o balcão para pagar, mas um homem olhou para a rosada.
— Para de olhar para minha mulher, não gosto que a desejam. — Ele tentou fingir que estava bravo.
— Desculpe, eu sou gay, amigo. — O cara disse com uma voz fina.
— Eu estava cantando. — Ele tentou disfarçar e correu atrás de sua amiga. — Vamos sair daqui agora, minha cara está no chão e não vai sair de lá. — Ela mal terminou de pagar e foi arrastada pelo pseudo-futuro marido.
— Segure a minha mão, vamos andar como um casal. — Ele queria se gabar.
— Tudo bem, mas tente não passar vergonha, por favor. — Ela cedeu convencida de que ele não faria nada demais.

DOIS MINUTOS DEPOIS

— Sasuke, pela minha unha que era encravada no meu pé direito, pare de me fazer pagar mico na rua. — Ela se referia ao seu jeito de andar com o peito estufado, braços se mexendo quase fazendo um ângulo de noventa graus e a cabeça, que se fosse forçada para trás, ele enxergaria o céu, levantada.
— O quê? Só estou sendo o seu macho alfa. — Eles entraram no prédio da empresa e estavam se dirigindo ao elevador.
— Você está parecendo o bonecão do posto, por favor, controle o seu lado macho porque eu não quero ser chacota na empresa.
— Nossa, depois de você ter partido o meu coração, eu estou melhor agora. — Depois de entraram no elevador, cada um olhou para o espelho e ficaram ajeitando o cabelo.
— Desculpe, não quis ser rude.
— Só te perdoo porque você me deixou ser seu marido temporário. — Os dois riram e se dirigiram a sala do Sasuke.

— Você escovou os dentes? — Ela o perguntou.
— Ainda não porque não levei nada para o restaurante, mas vou escovar, por quê? — Ele a perguntou curioso.
— Não é nada, eu que queria sua pasta emprestada. Esqueci de trazer para cá hoje. Na verdade, eu não esqueci, eu não comprei uma nova mesmo. — Ela dizia.
Assim que abriram a porta, uma pessoa os supreendeu. Nenhum deles esperava por ele, justamente ali.

— O que está fazendo aqui? — Sasuke disse enquanto sua expressão sério brotava em seu rosto.
— Vim te ver, Sasuke. Vim te parabenizar pela conquista que você obteve na última reunião que tivemos com os grandes. Não posso? — O rapaz que estava sentado em sua mesa sorria de uma forma tão debochada que a paciência do moreno já estava no limite.
— Shin...


*FIM*

Notas finais
Pessoal, o próximo capítulo está programado para o dia 26/01. Como em todos os capítulos, haverá um prazo de até 3 dias para ocorrer as postagens. Até o próximo capítulo!!