Casamento de Favor
3 Three
Notas iniciais
— Saia da minha mesa. Eu não permito que você encoste nessa cadeira. — Ele se exaltou.
— Calma, Sasuke. Ele só está fazendo isso para te provocar.
— Saia da mesa dela agora. Eu não permito que você encoste nessa cadeira. -- Ela se exaltou.
— Eu acho que isso não melhorou de jeito nenhum. — Ele sussurrou para ela.
— Eu só quis ajudar. — Ela respondeu.
— Eu vim aqui pessoalmente para dizer o quanto você é magnífico, conseguiu uma responsabilidade de grande importância justamente do diretor geral, será que isso tudo foi merecimento ou foi porque o seu irmão é amiguinho de um dos reis que estão sentados nos tronos mais altos dessa organização. — Ele disse enquanto colocava as pernas em cima da mesa de Sasuke.
— Está com inveja de não ter conseguido chegar aonde eu cheguei? — Sasuke usou de suas palavras para provocá-lo.
— Eu? Apenas vir ver o orgulho estampado em sua cara, saber o quanto você é desprezível de achar que o que conquistou foi pelo seu esforço. Eu só não cheguei aonde queria porque eles preferiram mimar mais o irmão do diretor regional, não é mesmo? — Ele dizia aquelas palavras com tanto ódio que as cospia com desprezo.
— Agora eu entendi o que você quer dizer... a verdade é que você sente inveja de ter me visto crescer tanto em tão pouco tempo. Você tem inveja de mim por ter dado tudo de mim na minha primeira unidade e ter conquistado a vaga que você queria aqui na sede. Vou me subestimou e ficou surpreso por ter feito em um ano mais do que você fez em três. Será que eu é que sou desprezível. Eu tenho pena de você, Shin. E eu posso te dizer uma coisa? Cuidado porque nem a sua própria vaga conseguirá manter daqui a umas semanas. — Sasuke sorri vitorioso quando vê o olhar de espanto de Shin aparecer. O desespero é tão grande que esse decidi levantar da cadeira, gargalhar e dizer àquele.
— Eu posso não ter conseguido a vaga, mas na reunião dos grandes quem estará será eu. — Ele sussurra no ouvido de Sasuke e sai da sua sala.
— Shin. — Sasuke grita e, quando ele olha, ele beija Sakura. — Quero te apresentar a minha esposa. — Shin, aperta os punhos de raiva e segue o seu caminho, enquanto Sakura continua beijando seu amigo.
— A gente deveria fazer isso mais vezes, quando foi a última vez que nos beijamos? — Sakura pergunta, enquanto se dirige à cadeira de seu futuro "marido" e senta nela, Sasuke, então, fecha a porta para que eles possam ficar a sós.
— Acho que uns dez dias atrás. — Sasuke diz enquanto anda em sua direção. Ele segura os cabelos dela e a beija de uma maneira feroz e sedenta pela boca sedosa de sua amiga... mas antes que o restante da cena ou da explicação dos acontecimentos continue, alguém bate na porta e entra.
— Sasuke, ainda bem que você voltou, preciso de sua... — Naruto para e observa a cena. Sakura estava com o cabelo em pé e o vestido fora do lugar, enquanto Sasuke estava com o zíper da calça aberta.
— Vocês estavam.... — Ele não precisa terminar porque os observa disfarçando muito bem. Sasuke estava olhando para tela do computador agachado e Sakura mexendo no celular sentada na cadeira dele.
— Não. — Os dois respondem em uníssono.
— Então, por que o Sasuke está com o zíper aberto e a Sakura está descabelada? — Sasuke olha para a sua calça e Sakura nem se mexe.
— Droga, meu zíper está aberto, desde quando isso?
— Depois eu mexo nele. — Ela responde ajeitando o cabelo.
— Tudo bem, eu preciso que vocês me ajudem em algumas coisas. Recebi informações de chegaram alguns produtos além do que estava sendo esperado. Não organizamos gastos para isso e o nosso limite de pagamento já estourou. Perguntei aos funcionários quem tinha feito essa compra e eles disseram que foi você. — Naruto apontou para o Sasuke.
— Vou lá checar. E você me espere aqui, mocinha. — Sasuke piscou para sua amiga que revirou os olhos.
ASSIM QUE SAÍRAM DA SALA.
— Que isso, você é muito garanhão mesmo. Metade do meu setor quer pegar a Sakura e você conseguiu molinho.
— Digamos que eu tenho prática.
............ LEMBRANÇA ...........
— Cuidado. — Ele a puxou da rua assim que o carro passou em cima da água.
— Nossa, você me salvou, ia molhar minha calça nova.
— Ok, você me deve um beijo de língua, e eu quero agora. — Ele disse bem convencido de que teria que insistir.
— Tudo bem. — E ela o beijou na rua mesmo, mas veio um caminhão e os molhou.
— Droga.
— Agora você que me deve um beijo porque eu te salvei de ficar mais molhado.
— Tudo bem.
.......... LEMBRANÇA ..........
— Foi muito difícil. — Ele ri de uma conquista inédita.
— Eu imagino. — Naruto desconfia.
— Nós temos uma amizade colorida, por isso ficamos de vez em quando.
— Já transaram?
— Sim, umas cinco vezes.
— Nossa, ela é boa?
— Sim, mas não falarei mais nada além disso, faça com a Hinata e esqueça a Sakura. — Ele vira o rosto.
— Ok. — Naruto grita.
— Até parece que a Hinata permitiria. — Ele sussurra.
— Você me magoa, Sasuke. — Naruto faz uma expressão de choro.
— Eu entendi, senhor, mas não existe ninguém na empresa com esse nome. Sua entrega é um engano.
— Mas disseram para entregar para Sasuke Uchiha.
— Tudo bem, vou abrir. — A caixa explode e sai vários confetes.
"Surpresa, filho. Mamãe está muito feliz pelo seu novo cargo e nós decidimos comprar um carro novo para você, aproveite. — Mamãe.
— Você já está ficando um homem, meu filho. Quantos você tem? Vinte? Parece que sim, pois o tempo passou tão rápido que eu não vi. Parabéns, filho. — Papai.
Eu até queria deixar o confete de lado, mas eles insistiram, parabéns. — Itachi"
— Por que minha família é tão maluca? Obrigado, senhor, irei ficar com isso mesmo. — Então, o homem se retira e Sasuke volta a sua sala.
— Você sabia disso? — Diz Sasuke a Naruto.
— Claro, como não saberia? — Ele sorri.
MAIS TARDE, NA CASA DA SAKURA....
— Essa é a última mala. — Sakura observava a sua sala. Era um local médio com vários quadros de bandas e artistas e diversas fotos com os seus amigos e família. Tinha uma televisão de cinquenta e quatro polegadas, um sofá vermelho na mesma cor do tapete, uma mesa de vidro no meio e uma passagem para a cozinha.
— Para que você trouxe duas malas cheias? — Ela o perguntou.
— São as minhas coisas, oras. Uma mala é com os produtos que eu uso e as roupas que eu continuo utilizar para ficar em casa ou sair para qualquer lugar e a outra tem roupas mais importantes para que eu possa me preparar para os locais que eu preciso.
— Eu acho que são coisas demais, você é exagerado.
— Você vai ver o exagero já já. — Ele abre a mala e tira de dentro o seu Playstation 3.
— Você vai colocar isso aqui na sala. — Ela o pergunta incrédula.
— Sim e você vai jogar comigo. — Ele dá um selinho nela e segue até a TV, monta o videogame e começa a jogar Naruto Storm Generations.
— Tem um personagem com o seu nome aí. — Ela diz.
— Sou até nos jogos, meu bem. — Ele brinca e ela sorri.
Para ela, passar um tempo com o Sasuke era definitivamente bom. Ela se sentia confortável e não tinha problemas de ficar se estressando. Apesar dele não ter as qualidades que ela procurava, acreditava que ele seria um bom falso marido para ela. Não sabia como seria o encontro dele com o seu pai, mas esperava que aquillo fosse bom.
Depois de algumas horas, quase onze horas da noite, Sasuke tomou um banho, colocou uma cueca branca e ficou deitado com as pernas abertas, braços atrás da cabeça e olhos fechados na cama da rosada. Sakura, por sua vez, estava tomando um banho. Naquele dia, eles dos beijos, eles também tiveram relações sexuais o que era algo normal para eles, pois não tinham compromisso, mas agora como casados, eles deviam praticar bastante, já como Sasuke mesmo diz: "Se é para fingir, vamos fingir direito".
O que ninguém esperava, nem mesmo o narador, era que o ex namorado da Sakura, ainda tinha a chave da porta da casa dela. Ele abria de surpresa porque sabia que uma hora ou outra poderia voltar para que os dois pudessem ter relações sexuais, eram passatempos um do outro. Ele, então, entrou, subiu as escadas e se dirigiu à segunda porta ao lado dos degraus, olhou pelo vão da porta e se surpreendeu ao ver um homem com um corpo definido, barriga de "tanquinho", braços fortes, pernas grossas e uma posse sensual, apenas de cueca branca, deitado na cama da pessoa que ele mais queria deitar naquele momento. Assim que viu Sakura sair de toalha do banheiro, ele decidiu entrar.
— O que está acontecendo aqui? — A voz do rapaz chamou a atenção de Sakura que estava procurando uma calcinha, mas Sasuke nem mesmo abriu o olho.
— Olá, Deidara. Não sabia que ainda tinha a chave daqui, pelo visto terei que trocar a fechadura. — Ela falou de um modo tão suave que o surpreendeu.
— Sakura, o que esse rapaz está fazendo na sua cama? — Ela a perguntou incrédulo.
— O que você acha que os maridos fazem na cama das esposas? — Sasuke o perguntou, ainda sem abrir os olhos.
— Como assim, marido? Eu fico um ano e meio sem aparecer aqui e você já casou. — Ele a perguntou.
— Sim, agora dá o fora porque estamos ocupados. — Ela fala e se deita no lado de Sasuke.
— Ouviu o que ela disse? — O olhar sério de Sasuke convenceu o rapaz de que ele deveria ir. Deidara sempre foi de entender as situações e nunca partir para briga. Ele ficou surpreso de saber que, enquanto namorava, sua ex já estava se casando com outro homem. Colocou a chave em cima do cômodo de Sakura e decidiu sair.
— Bom, eu não vou brigar por isso, espero que seja feliz. E até qualquer dia desses, acho que ainda podemos ser amigos. — Ele vai embora e Sasuke a pergunta.
— Você ainda gosta dele?
— Na verdade, não. Nós que mantínhamos uma amizade colorida porque não tínhamos ninguém para saciar os nossos desejos, mas ele vai entender, somos bons amigos. — Ela sorri.
— Que bom, agora podemos dormir? — Ele a puxa para perto e a abraça.
— Sasuke, eu não coloquei o sutiã e estou de toalha.
— Já vi tudo isso, Sakura. Dorme assim mesmo. — E por mais que ela se esforçasse, sair dos braços deles era uma tarefa difícil, então ela decidiu ficar ali mesmo, contra a sua vontade.
*FIM*
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