Casamento Por Contrato

27 26. Nem tudo é Sobre Amor


Notas iniciais
Voooooooooltei, com capitulo grandão uahauhauhauha queda nos reviews, mas tudo bem :( Espero que gostem ♥♥♥

Rachel acordou vestindo apenas uma camiseta do green day, que obviamente pertencia a Finn quando o mesmo era mais novo. Apesar de querer aproveitar muito mais tempo na cama, o cheiro da camisa — o inebriante perfume de Finn — lhe deu enjoo. Correu direto para o banheiro para vomitar.

Sabia que aquilo era normal, e nos últimos tempos essa era a rotina dela. Esses cheiros, principalmente pela manha, lhe faziam vomitar até as tripas, realmente Emma e Ethan estavam dando trabalho. Mas ela nunca poderia reclamar daquilo, afinal eles lhe despertavam seu melhor lado. Ela amava eles tão incondicionalmente quanto podia.

Nenhum amor poderia ser comparado a esse.

Tanto que ela não entendia a razão dos pais terem feito o que fizeram com ela, ou o porque dos pais de Quinn a terem expulsado. O que ela sentia era um amor tão grande, que nunca poderia tomar qualquer uma das duas atitudes. Por mais que ela agora não nutrisse odio dos pais, ou estivesse feliz com Finn, nunca poderia fazer algo assim com os filhos.

Também não podia dizer que aquele casamento agora era justificado, já que eles se amavam. Mas era mais que isso. Eles pertenciam um ao outro, eram almas gemeas, e eventualmente iriam acabar se encontrando. Não precisava ser da forma forçada e imposta que foi.

Ela estava feliz como nunca fora, mas ela ainda sim sentia falta de ter namorado, ter vivido momentos felizes sem compromisso. Ela apenas tinha sido jogada em uma realidade adulta com apenas dezoito anos, e ela nunca se imaginaria fazendo isso a filha.

Não mesmo.

Depois de refletir um pouco sobre isso, Rachel escovou os dentes e voltou pra cama, o marido estava acordando, ela sorriu. Por mais que tivesse sentido falta de todas as etapas de um relacionamento, sabia que valia a pena. Por Finn, pelos filhos...

E agora, vendo-o acordar, dando um sorriso de canto e a puxando para um abraço tão terno, ela tinha mais certeza do que nunca.

– Sabe, eu acho que temos que casar de novo — ele falou após algum tempo e ela o encarou confusa.

– Querido, eu não sei se você lembra, mas nos já somos casados. Houve até uma cerimonia — ela brincou, mas Finn não sorriu. Parecia apenas mais determinado ainda.

– Uma cerimonia simples, talvez em uma praia, depois de você ganhar as crianças. Seria perfeito, não acha? — perguntou e ela sorriu emocionada, não podia acreditar no que ele estava falando, e ela sabia exatamente onde ele queria chegar.

– Você não quer que um dia, quando eles forem ver as fotos do nosso casamento vejam eu com cara fechada, e depois até me recusando até beijar... Bom estava tão na cara que eu estava odiando aquilo. É isso, não é? — perguntou, até um pouco envergonhada.

– Hey — ele levantou o rosto dela — eu também fui culpado, não estava com minha melhor cara. Não é só por isso, é porque eu quero selar nossos votos diante de quem realmente importa e só. Claro que também é isso e... Eu realmente quero escrever votos tão bonitos que façam você chorar — brincou Finn.

– Pra isso não precisa muito, mas eu gostaria de um pedido formal sabe... — Rachel fez doce.

– Não seja por isso — Finn sorriu e se levantou, Rachel não imaginava o que ele queria, ele foi até a mesinha e voltou com uma pequena caixinha preta, Finn sentou na cama novamente (seria no minimo estranho ele ajoelhado somente de boxer). Rachel colocou as mãos no rosto e começou a chorar — Rachel Barbra Berry, você aceita se casar comigo de novo? Eu te prometo amor e carinho, te prometo ser seu porto seguro, e nunca te deixar faltar nada, nem aos nossos filhos.

– É claro que eu aceito seu bobo! — ela esticou a mão pra que ele colocasse o anel em seu dedo — Eu te amo tanto Finn, agora e pra sempre!

[...]

Quinn sentou-se na cama do quarto de hospedes da casa de sua irmã, Frannie por mais que sempre o orgulho da familia, tanto quanto a propria Quinn, havia renunciado aos pais a pouco tempo. Já não aguentava o modo como era tratada, e também havia se divorciado do marido.

Agora ela oferecia todo o suporte a Quinn, inclusive dizendo que se algum dia precisasse de um lugar para ficar, estaria sempre de portas abertas. Quinn ficou muito emocionada com a atitude e as duas tiveram uma longa conversa, tudo havia sido esclarecido e agora Beth estava mais que contente nos braços da tia.

Mais cedo Puck havia ido para a casa da mae, afinal estava morrendo de saudades dela. E Frannie mais uma vez surpreendendo disse que ele poderia trazer a mãe para almoçarem todos juntos, já que a casa sempre estava tão vazia agora que ela estava divorciada.

Ela só não podia esperar que as surpresas não parassem por ai.

Por volta das onze, quando Quinn colocava Beth pra dormir, Frannie apareceu na porta do quarto, parecendo ter visto um fantasma.

– Nós temos visita Q — anunciou — Deixe a Beth aqui em cima, acho que... Bem, vamos descer.

– Tudo bem, eu não to entendendo nada... — Quinn espreitou os olhos e deixou a filha em seu carrinho.

Quando desceu as escadas, sua surpresa não poderia ter sido maior. Vestindo um vestido azul e sobretudo da mesma cor, Jude Fabray estava na cozinha da casa, com uma expressão que beirava a vergonha, mas parecia mais medo do que tudo.

– Mamãe? — Quinn não pode deixar de dizer as palavras, elas simplesmente sairam. — O que a senhora faz aqui?

– Minha querida, como você esta diferente... Seu cabelo está tão bonito! — falou a mulher ignorando a pergunta, e ela certamente possuia a expressão mais envergonhada que ela já vira na mãe, nesse momento.

– Certo — Quinn balançou a cabeça, voltando a realidade. — Pode por favor nos dizer o que esta fazendo aqui? — pediu quase que desesperada.

– Mamãe, a senhora não parece estar bem, por favor nos explique o que houve — insistiu Frannie depois de alguns momentos de silencio.

– Me desculpem — falou simplesmente, desarmando todas as barreiras e se permitindo chorar. — Me desculpem por todas as vezes que vi seu pai lhes obrigando a fazerem coisas das quais não queriam, me desculpe Frannie, por deixar ele lhe casar com aquele homem apenas por interesse.

– Mamãe... Está tudo bem agora — Frannie foi abraçar a mãe que parecia tão fragil e indefesa, já Quinn permanecia de braços cruzados, não parecia tão emotiva quanto a situação.

– Eu sei que eu errei minha filha, Quinnie, eu sei que eu deveria ter ficado do seu lado...

– Mas não ficou! — Quinn gritou exasperada. — Você sabe o quanto doeu não ter minha mãe pra me dizer que tudo ficaria bem na sala de parto? Ou o quanto eu precisava de ajuda quando fiquei noites em claro com ela chorando e eu sem saber o que fazer? Doeu de mais! Eu precisava da minha mãe, e você simplesmente não estava lá. — Falou já chorando.

– Por Deus, me perdoe! Quinn hoje eu pedi o divorcio, eu sei que eu fiz errado. Mas eu não estava em meu mais perfeito juizo, eu te amo minha filha. Se não puder me perdoar agora, mas esperarei o tempo que for. — garantiu Jude. Mas agora Quinn não se sentia mais tão rancorosa.

– Quer saber — ela se aproximou da mae e da irmã. — Eu te amo mamãe, você é minha mãe e nada pode mudar isso! — elas se abraçaram entre choros e risadas, pareciam tão mais leves depois de ditas aquelas palavras. — Mas então, quer conhecer sua neta?

– Nada me deixaria mais feliz!

[...]

Santana andava a passos lentos, no dia anterior havia chegado em casa com Brittany afirmando que ela era apenas uma amiga. Agora, voltando do supermercado com algumas coisas que sua mãe havia lhe pedido juntamente de Brittany, ela sabia que tinha algumas coisas a esclarecer.

Não tinha certeza de qual a reação da abuela quanto a isso, sabia que os pais a amariam não importasse o que houvesse. Maribel e dr. Lopez eram as duas pessoas que ela mais confiava, mas Alma Lopez, ah, essa era a inspiração de Santana. Ela simplesmente não conseguiria viver sabendo que a avó não a ama mais.

– Santie, está tudo bem com você? — Brittany perguntou sentindo o olhar distante da namorada.

– E-eu... Sim. Eu vou contar, preciso fazer isso. Eles são minha familia, não há sentido esconder, não é mesmo? — Santana falou, e a loirinha sentia que ela estava temerosa. Não a culpava, devia ser dificil mesmo. Seus pais souberam disso em circunstancias... Não normais, ela nunca teve que se preocupar com a aceitação deles.

– Não precisa fazer nada que não queira, sabe disso não é? Eu te amo, sempre vou amar. E sempre vou te apoiar. — Brittany apertou a mão de Santana — Minha latina fogosa — ela deu um selinho na morena — Vamos entrar?

– Que seja o que Deus quiser — Santana riu.

Quando entraram na casa sentiram o cheiro inconfundivel da comida de Maribel, seria mais um daqueles almoços em familia, e ela estava tão feliz de poder compartilhar isso com o amor de sua vida, e sua familia, queria poder ficar ali pra sempre, somente com eles.

Lima sempre havia sido o lugar mais chato para Santana, mas depois de começar a namorar Brittany, sua concepção de "chato" havia mudado. Ela queria ter familia, filhos, almoços aos domingos com quem realmente importava.

E pra isso acontecer ela tinha que ter uma conversa com os pais e sua abuela.

– Mamá? — ela chamou por Maribel que logo apareceu na sala.

– Trouxe o que eu pedi? — perguntou enquanto verificava a sacola — Tudo bem, o almoço logo logo estara pronto querida, e você Brittany, espero que goste da comida.

– Creio que irei, o cheiro está maravilhoso! — elogiou a loira, que também adorava cozinhar.

– Mãe, cade minha abuela e o papai? — perguntou alheia a conversa das duas.

– Estão lá fora, na varanda. Porque?

– Chame-os por favor. Eu preciso conversar com vocês. — ela se segurava em Brittany, estava tremendo tanto que mal se aguentava em pé. Maribel fez o que a filha pediu mesmo não entendendo nada, mas conhecia ela muito bem pra saber que ela tinha algo sério pra falar.

Pouco depois, todos estavam na sala. Maribel e Abuela em um sofá, dr Lopez em uma poltrona e Brittany e Santana noutro sofá. A morena mal sabia por onde começar.

– Pode falar minha filha — incentivou seu pai.

– E-eu... To namorando — falou, era um começo. Tinha que ganhar tempo para falar o resto, ainda estava nervosa, com o coração na mão.

– Tudo bem Santana, acho que você está bem grandinha pra tomar suas decisões. Se for um bom rapaz, iremos respeitar sua decisão — seu pai lhe disse e ela deixou uma lágrima cair.

– Que você está chorando? Não vai me dizer que está gravida? — abuela falou com a sobrancelha arqueada.

– Vocês não entendem. É que o que eu supostamente deveria sentir por garotos, eu não sinto. Eu não estou namorando um cara. Eu estou namorando a Brittany.

Ela deixou seu rosto cair entre as mãos, enquanto Brittany lhe acariciava as costas. Sabia que não deveria interferir, não naquele momento. Abuela parecia em estado de choque, assim como seus pais, mas ela sentiu Maribel logo voltar ao normal.

– Sou uma péssima mãe! — ela começou a chorar.

– Desculpe mamãe, eu sinto muito decepcionar vocês... — Santana pediu entre lágrimas e a mae negou com a cabeça.

– Isso era algo que eu deveria saber, quer dizer você sempre foi... Ah, me desculpe minha filha! — ela foi até Santana e a abraçou demoradamente. Entao foi a vez do dr Lopez falar.

– Minha filha, não era isso que eu esperava claro... Mas se você está feliz, eu estou feliz. Seja feliz, não importa com quem. — ele sorriu e também abraçou a filha. — E bem vinda a familia Brittany — a loira sorriu e agradeceu baixinho.

A única que não parecia feliz era Alma. Ela estava quase que chorando.

No puedo creer! — ela falou, seu olhar para Santana era de desprezo — Que estivesse grávida! Que não soubesse quem é o pai! Mas isso... Inaceitavel! Fora daqui Santana!

– Abuelita! — Santana se ajoelhou na frente da avó ainda chorando — me perdoe! Eu não escolhi isso, eu amo a senhora. Isso não mudou!

– Santana, eu nunca mais quero te ver nessa casa!

– Minha filha, vá até a casa de Carole e Bart, logo estaremos lá — pediu Maribel

– Mas e...

– Querida, nós vamos conversar com a sua avó. Ela precisa de tempo — sr Lopez afirmou. — Daqui a pouco vamos lá, não se preocupe.

Santana teve que pela primeira vez concordar com Dani, sua avó não havia lhe aceitado. Mas isso não a faria desistir de Brittany, e nem mesmo de recuperar o amor de sua abuela.

Notas finais
Bom é isso, espero que tenham gostado ♥