Notas iniciais
Bom, mesmo tendo 75 leitores, e apenas TRES comentarios, vou postar.. A fic ta na reta final uahauhuahauh Enfim é isso...

Por mais que Santana soubesse que não seria fácil pra sua abuela aceitar sua sexualidade, ela nunca poderia imaginar que fosse escorraçada da casa assim como um cão sarnento, como se tivesse uma doença contagiosa ou algo do tipo. A velha Alma Lopez era uma mulher de pensamento e opnião forte.

Talvez a mulher que tenha inspirado Santana por toda sua vida, que a tinha colocado no ballet quando menina por ser um tanto quanto "moleca", era mais que uma avó, era uma segunda mãe. Ela pensou em voltar e desmentir tudo o que havia falado, mandar Brittany de volta para Nova York e ter sua familia de volta.

Mas ao olhar naqueles olhos azuis, ela teve certeza de que não podia. Brittany era tudo, por ela valia o risco, porque ela valia tudo. Claro que não era só por ela, afinal relacionamentos acabam, mas mesmo se algum dia acabasse, ela ainda seria o que é, e se não contasse a familia... Bem, ela nao poderia viver uma vida de mentira.

Ela sempre havia sonhado em ter uma familia grande, por mais que não admitisse. Queria quatro filhos, dois cachorros, e suas amigas e familia por perto, era errado querer isso com Brittany? Era assim tão errado amar uma mulher? Ela não escolheu aquilo, simplesmente era.

Quando ela chegou a casa dos Hummel-Hudson estava em prantos. A empregada avisou que o casal mais velho havia ido na casa dos Berry, e logo Rachel desceu as escadas, usava apenas uma camiseta e shorts, o marido estava ao seu encalço.

Quando ela viu a amiga naquele estado, deitada no sofá ela não precisou perguntar nada, ela sabia que ela não ia contar nada no momento.

– Finn será que você e Brittany poderiam ir dar uma volta? — Rachel pediu enquanto se agachava e fazia carinho no rosto da amiga — ela precisa de mim e da Quinn agora, desculpe Britt...

– Sem problemas — a loirinha sorriu e beijou a namorada no rosto — Meu amor, agora você fica com a Rach, te amo.

E então foi com Finn, sem esperar que no momento a sua latina retribuisse a declaração.

[...]

Pouco mais de quinze minutos depois Quinn chegou, ela estava tão estabanada que derrubou um porta retratos da sala. Rachel e Santana estavam no quarto de Finn, que agora era do casal, e a loira sentiu seu coração apertar ao ver uma de suas melhores amigas deitada na cama, chorando como uma criança.

Rachel estava ao lado dela, lhe fazendo cafuné, dizendo que tudo iria ficar bem, o que quer que houvesse acontecido.

– Quinnie, eu não sei mais o que fazer, ela tá praticamente catatonica! — Rachel falou e Quinn segurou suas proprias lágrimas enquanto sentava do outro lado da amiga. — Hey Santie, o que acha de agora falar para nós o que aconteceu?

– T-tudo bem — falou ainda entre soluços. Rachel e Quinn suspiraram aliviadas, finalmente ela havia falado.

– Bom, não precisa se apressar. Temos todo o tempo — Quinn lhe acariciou as costas quando ela sentou e tentava enxugar em vão as lágrimas.

Santana contou tudo a elas, desde o jantar maravilhoso que haviam tido no dia anterior, como sua abuela e seus pais haviam gostado de Brittany. Contou da conversa delas antes de ela contar tudo aos seus pais, da reação deles, e principalmente, da reação de sua abuela.

Quinn e Rachel ouviam tudo atentamente, e ficaram chocadas quando ela terminou, agora chorando menos.

– Santie, ai... Eu nem sei o que dizer — Quinn abraçou forte a amiga — Mas você sabe que eu passei por uma situação parecida... E hoje a minha mãe veio me pedir desculpas, ela se separou do meu pai. Agora ele já arranjou outra mulher, mas... Enfim, minha mãe agiu como sua abuela, tudo bem que Alma Lopez é uma mulher de opinião bem ao contrario de minha mãe, mas nos amam tanto quanto. Ela vai voltar atrás, porque ela te ama!

– Isso mesmo, eu conheço aquela mulher desde que nasci. Poucas coisas ela gosta tanto quanto você, olhe, ela só tem o seu pai de filho e voce de neta, ela vai sentir saudades, vai voltar atrás — Rachel beijou a testa da amiga. — E mesmo que não voltasse, você tem a seus pais, tem a nós todos. E Brittany. Você não esta mais sozinha Santana!

– Muito obrigado... Eu amo tanto vocês, mesmo quando eu to errada vocês estão me apoiando e ajudando. E quando eu preciso de ajuda tão aqui por mim. — ela abraçou as duas amigas de uma vez só.

Não importava quanto tempo passasse, o que as separasse ou os relacionamentos afetivos que tivessem, elas sempre seriam melhores amigas, e esse era um laço indestrutivel.

[...]

Um mês depois...

Por um golpe de sorte, e de dinheiro, eles haviam calado a boca de Dani, ao menos por uns meses. Sabiam que não duraria para sempre, mas estavam aproveitando enquanto durava. Haviam esticado a estadia em Lima, pelo menos o casal Hudson, já que os bebes estavam prestes a nascer e uma viagem seria arriscada.

Santana e Quinn estavam fazendo faculdade, então tiveram que voltar. E seus respectivos companheiros os acompanharam. Mas devido a Beth ser tão pequena, eles decidiram a deixar por um tempo aos cuidados da avó. Durante a semana somente, finais de semana voltavam a Lima e as vezes até mesmo durante ela.

Claro que uma criança que havia completado três meses no final de março deveria ficar aos cuidados da mãe, mas Judy queria tanto recuperar o tempo perdido com a neta e aquelas três semanas que a menina havia ficado ali haviam feito bem a ambas.

Já Santana seguia arrasada com a atitude de sua abuela, seus pais haviam dito que ela estava muito brava, mas que logo compreenderia. Ela não tinha tanta certeza.

Era dia vinte e nove de março, Puck e Quinn estavam na casa de Frannie (agora Judy ficava lá), Santana estava na casa dos pais (por mais que morassem com a sogra, tinham sua própria casa, perto da dos Hummel), já Finn e Rachel aproveitavam a reta final da gestação na casa da mãe e do padrasto do mesmo.

Rachel reclamava a cada minuto de dores, de não poder se abaixar, ou se esticar pra pegar algo no alto, ou por suas roupas não servirem mais. Porém ele não reclamava, adorava tudo aquilo. Mesmo que não fizessem sexo a duas semanas, devido a Rachel ter mais dor do que prazer por causa da barriga, mesmo que ela tivesse lhe jogado um porta retratos quando teve uma dor.

Cada experiencia era nova, e ele amava todas. Principalmente quando os bebes chutavam.

– Amoooooor — Rachel o chamou manhosa, agora era sempre assim, a bipolaridade. Se em um momento o estava chamando de idiota e dizendo que ia cortar o parque de diversões dele, em outro era carinhosa e fazia manha. — Vem cá, me abraçar.

– Ok — ele levantou da escrivaninha onde terminava alguns relatórios e foi até a esposa, a abraçando e beijando sua barriga — Te amo sabia? — falou enquanto fechava os olhos e encaixava seu rosto no ombro dela. — E amo muito esses dois bebes marrentos, que amam chutar e amam o papai, não é Emma? Ethan? — ele sentiu um chute.

Mas Rachel não falou nada, tinha uma expressão no rosto de extrema dor e parecia assustada.

– Que foi amor? — Finn perguntou se sentando na frente dela e balançando a mão na frente de seu rosto.

– Puta que pariu — ela deu um grito, que mais era um urro de dor — A bolsa estorou!

[Continua...]

Notas finais
Nunca fiz isso eu acho, mas se eu não tiver um numero de comentários pelo menos razoavel para o numero de leitores, não vai ter capitulo tão cedo. Porque poxa, tem monte de acesso, tem 75 leitores, que que custa deixar um review gente? Nem que seja um, "gostei", ou "continua" ou dizendo o que não gostou... Dando um oi, sla. Saiam das sombras; Amoooo vcssss