Casamento Por Contrato
26 25. Lima, Ohio
Notas iniciais
A primavera parecia ter chegado mais cedo em Lima, a cidade estava bonita como a tempos não ficava em pleno final de fevereiro. E quando os seis jovens desembarcaram na estação de trem da cidade ficaram contentes ao ver isso, por mais que não admitissem, cinco deles morriam de saudades dali.
Brittany era a única que não tinha tanto conhecimento sobre a cidade, portanto estava eufórica por conhece-la. Rachel andava com dificuldades, já estava no sexto mês de gestação, e Finn a ajudava como podia, mas realmente ela estava quase parindo, já que no caso de gêmeos a gravidez dura até a metade do sétimo mês geralmente, e por ela, eles ficariam ali até o dia.
Quinn estava animada em estar pela segunda vez com a filha na cidade onde nasceu, só lamentava o fato de seus pais não quererem conhecer a neta, mas talvez fosse melhor assim mesmo, já que o tipo de mentalidade que Russel tinha, ela queria bem longe da filha.
A única apreensiva era Santana. Por Deus. Ela amava sua família, amava seus pais e sua abuela. Mas sabia o quão preconceituosa sua velha abuela poderia ser, por mais que tivesse dito a Dani que tinha certeza de que a aceitaria, não tinha tanta certeza disso. Já tinha ouvido mais de uma vez o discurso preconceituoso da mulher sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Ela achava que talvez por amor fosse aceita, já que ela e a avó se davam bem desde que ela se entendia por gente, mas ela realmente não sabia qual seria a reação de sua abuela.
– Pensando no que amor? — Brittany perguntou. Eles já estavam em um táxi, indo pra casa dos Hummel. Brittany e Santana em um, Rachel e Finn em outro, e no ultimo ia Quinn, Puck e Beth.
– Nada, apenas com saudades da minha família — Santana omitiu — E você,o que está achando da cidade?
– Linda. Mas... Pacata? — as duas riram — Eu gostaria de vir morar aqui, quando tudo isso acabar. Sabe, nós duas, uma casa, um cachorrinho e mais pra frente filhos. — confessou.
– Filhos? — Santana riu — Britt, acho que isso não seria muito bem visto por aqui.
– Se nossos amigos estiverem por perto, nossas famílias... O que mais iria importar? — perguntou a loira dando um beijo no pescoço de Santana, e a mesma viu o motorista do táxi olhando a cena pelo retrovisor. Provavelmente a conhecia dos tempos em que ela morava na cidade, ele fazia uma cara de reprovação.
– Quem sabe não é? — Santana respondeu tentando se afastar de Brittany que estranhou a situação, afinal ela nunca tinha se afastado quando ela lhe fazia carinhos, mesmo que em publico.
A morena logo se arrependeu do ato, mas é que tudo era tão mais fácil em Nova York. Agora perto de todo mundo que a conhecia, ficava diferente. Ela tinha vergonha de si mesma por isso.
Mas por hora ela não queria falar sobre aquilo com ninguém.
* * * * * *
Depois de uma rápida social na casa de Burt e Carole, Santana foi com Brittany para a casa dos Lopez, Quinn e Puck foram pra casa de Frannie (a mesma havia dito que a atitude do pai era ridícula, e que não iria renegar a irmã), e Finn e Rachel apenas foram para o antigo quarto do rapaz, eles queriam ficar a sós por um tempo.
Quando Finn foi pro banho Rachel se negou a ir junto, afirmando que estava com dor de cabeça. A morena começou a mexer nas coisas do marido e descobriu algumas fotos antigas, e um anuário. Nas fotos ela viu ele como capitão do time de futebol americano, e para sua surpresa dele no clube do coral, provavelmente fazendo o solo principal com outra garota.
Ela também havia participado do clube do coral, mas nunca havia imaginado que ele também havia. Tudo bem que ele cantava muito bem... Mas nunca havia passado pela cabeça dela.
Finn saiu do banho enrolado apenas na toalha, e se deparou com Rachel mexendo nas coisas, ele apenas sorriu e a abraçou por tras.
– Revistando meu quarto? – perguntou beijando o pescoço dela.
– Você participou do clube do coral? – Rachel perguntou ainda meio pasma.
– Sim, eu participei. Achei que fossem os três melhores anos da minha vida, mas ai... – Finn fez uma pausa e olhou nos olhos de Rachel
– Mas ai? – ela arqueou a sobrancelha e ele sorriu a puxando pra mais perto dele.
– Ai eu conheci a mulher da minha vida, e cada dia que eu passo com ela, coloca esses três anos no chinelo – respondeu ganhando um sorriso da esposa. – Mas ainda sim sinto falta, Mr. Shue era como um pai pra mim.
– Eu também fiz parte do glee club, como você pode ter notado – eles riram – mr. Shue era um pai pra mim também, ele me fazia sentir tão acolhida... Hey, ele falou de você uma vez! – a morena se virou pra Finn na cama e tinha uma expressão divertida – disse que o melhor casal de solistas que já havia passado por ali, que estavam a nível de mim e de Blaine, era um tal de Finn Hudson e uma Kitty! – a morena parecia em choque com a noticia
– Eramos os melhores, e ela beijava bem... – Finn deu um sorriso convencido e ganhou um tapa de Rachel.
– Quer morrer é? – Rachel cerrou os olhos e deitou Finn na cama – Eu não tenho medo de ficar viúva sabe... – ela colocou uma perna de cada lado da cintura de Finn e prendeu os pulsos dele com a mão.
Rachel deu um selinho no marido e começou a beijar toda a extensão descoberta de seu corpo, desde o pescoço até o abdômen, fazendo ele gemer alto.
– R-Rach... Não me provoca, eu também sei brincar – Finn falou enquanto ela deixava marcas em seu pescoço.
– Só me responde, o beijo dela era bom quanto os meus? – perguntou mordendo a orelha do marido.
– Não – respondeu com firmeza – Nada é tão bom quanto seu beijo, seu toque...
Rachel sorriu com a resposta, ela com certeza tinha a mesma opinião sobre o marido.
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