Casamento De Interesses
2 Capítulo 1 - Emily
Notas iniciais
Sem mais enrolação, ai está o capítulo para vocês...
Damon já tinha aberto da porta do seu apartamento quando o telefone começou a tocar. Não pode deixar de revirar os olhos ates de voltar para atender a ligação, só esperava que não fosse a secretária da Colúmbia com mais um aluno estrangeiro para ele mostrar a cidade.
Fazia, exatamente que ele estava em seu novo emprego e não tinha ideia de que poderia ser tão cansativo. Esperava que todos fossem iguais a Elena, que já conhecia a cidade e não deu o menor trabalho, só que não foi assim que aconteceu. Mas, apesar de tudo, sabia que valeria a pena, já que seria mais fácil conseguir a guarda de sua filha tendo um emprego oficial e não vivendo somente da mesada de seu pai.
- Damon Salvatore falando! — disse no momento em que retirou o aparelho do gancho e colocou no ouvido.
- Damon, aqui é Alaric Saltzman – reconheceu a voz de seu advogado do outro lado da linha – Será que nós podemos conversar? Não estaria ligado em um sábado de manhã se não fosse mesmo urgente, é a respeito do seu processo.
- Claro que podemos conversar – garantiu, deu uma rápida olhada no relógio, tinha combinado com Rebekah que iria buscar a filha as 9 horas, chegaria atrasado, mas ela não se importaria, ela nunca se importa mesmo – Aconteceu alguma coisa? Algum problema que irá me prejudicar.
- Eu realmente preferia não conversar sobre isso pelo telefone – não tinha gostado, nem um pouco, do tom de voz dele, costumava indicar problemas – Será que podemos nos encontrar daqui a vinte minutos? Na lanchonete de sempre?
- Será que pode ser um pouco depois? — pediu – Estou saindo agora para buscar a Emily.
- O que acha, então, de daqui há uma hora? — sugeriu.
- Perfeito! — concordou – É tempo mais do que suficiente para eu ir buscar a Emily em nova Jersey e voltar.
- Então, até daqui a pouco – completou antes de desligar o telefone.
Rebekah, mãe da sua filha, mora com o atual namorado em uma mansão em Nova Jersey. O “tal de Klaus” é de um lorde inglês de uma família muito tradicional e só de olhar para a sua casa da para ver o quanto tem dinheiro. Damon não consegue deixar de ficar espantado quando vai até lá, a fazenda da sua família em Mystic Falls é a maior da região e não chega nem a metade daquela propriedade.
Parou o carro em frente ao enorme portão de ferro e o segurança se aproximou dele.
- Olá, meu nome é Damon Salvatore – se apresentou – Eu vim aqui buscar a minha filha, Emily.
- Sim, a senhorita Pierce disse que você viria hoje – balançou a cabeça afirmativamente – Pode entrar.
A casa ficava cerca de um quilômetro depois do portão por uma questão de segurança. A governanta estava esperando por ele no inicio da enorme escadaria.
- Bom dia senhor Salvatore – acenou para ele – Pode entrar, a Emily está esperando perto da piscina junto com a babá.
Revirou os olhos, ela sempre estava na companhia da babá. Às vezes, desconfiava que a menina não devia nem ver a mãe.
Já tinha ido até lá tantas vezes que sabia muito bem o caminho que tinha de fazer para chegar até a piscina. A menina estava sentada na mesa totalmente concentrada no seu desenho, mas no momento em que viu Damon, saiu correndo em sua direção.
- Papai! — disse antes de abraçá-lo com bastante força – Que saudades eu estava de você!
- Eu também estava com saudades de você, minha pequena – a pegou no colo e deu um beijo no topo da sua cabeça – O que você fez de bom nessas duas semanas?
- Ah! Fiz um monte de coisa – respondeu – Eu vim um monte de desenho legal no DVD, desenhei, fui na pracinha brincar e também fui ao shopping com a mamãe, ela comprou uma boneca nova para mim.
- Que legal, Emily! — disse depois dela contar tudo.
- Deixa eu te mostrar o desenho lindo que eu fiz — assim que ele a colocou no chão e foi até a mesa pegou o papel e voltou para onde estava antes.
O desenho tinha dois bonequinhos de “palito” em cima da uma grama verdade com várias flores em volta e, no céu, estava um sol sorridente entre duas nuvens.
- Essa sou eu e esse é você – apontou, primeiro, para o bonequinho menor e, depois, para o maior – Nós estamos no Central Park, igual quando a gente foi no meu aniversário, lembra?
- Claro que me lembro – balançou a cabeça afirmativamente. Tinha levado a filha para o Central Park no seu último aniversário, ela comeu cachorro-quente, algodão-doce, tomou sorvete e brincou com as outras crianças, não lembrava de tê-la visto tão feliz quanto naquele dia.
- É para você, papai! — disse quando ia lhe devolver o desenho – Pode colocar na sua geladeira e vai se lembrar de mim mesmo quando eu não estiver.
- Obrigado, minha filha – não pode deixar de sorrir com aquele “presente” — Mas sabe, a geladeira não é só minha, tenho que perguntar para o seu tio se eu posso colocar o desenho na geladeira.
- É claro que o tio Stefan vai deixar, ele me adora – deu um sorriso convencido – Ele sempre diz que eu sou a sozinha favorita dele.
- Mas claro que, você é a única sobrinha dele – começou a fazer cosquinha na menina, que se encolheu dando o risinho – Bom, temos uma longa viagem até em casa, vamos embora?
- Claro! — concordou antes de virar-se para a sua babá – Rose, aonde está a minha mala?
- Está bem aqui! — ela pegou a mala de rodinha cor de rosa que estava em baixo da mesa – Divirta-se, Emily, nós nos vemos segunda-feira quando você voltar.
- Tchau, Rose! — deu um beijo na bochecha da babá antes de seguir junto com o Damon para dentro da casa.
Colocou a bagagem dentro do porta malas e, depois, prendeu Emily no sinto da cadeirinha infantil. Virou-se para sentar no banco do motorista quando viu a mulher loira descendo a escadaria da entrada, ela usava um roupão branco e o cabelo estava molhado, sinal de que tinha acabado de sair do banho.
- Que coisa feia, senhor Salvatore – cruzou os braços e o encarou seriamente – Vem até a minha casa e não se dá nem ao trabalho de ir falar comigo.
- Se você se dignasse a se aparecer quando eu viesse, Rebekah, quem sabe eu não falasse com você – reclamou.
Damon conheceu Rebekah logo que chegou a Nova York para fazer faculdade, já no primeiro encontro eles acabaram bebendo demais e quando se deu conta a estava imprensando na parede em um dos boxes do banheiro feminino, foi nessa mesma noite que acabaram concebendo Emily. No momento em que soube da gravidez, o moreno garantiu que iria assumir todas as suas responsabilidades tanto com ela quanto com o bebê, o namoro deles não deu certo e eles terminaram seis meses depois, mas isso nunca o impediu de ser um excelente pai, infelizmente, não podia dizer a mesma coisa do seu relacionamento com a mãe de sua filha.
Sempre percebeu que a loira nunca ligou muito para Emily, nem quando ela era um bebê, a deixando sempre aos cuidados de uma babá, mas a gota d'água foi há quatro meses, quando começou a sair com Klaus. Os dois estão sempre viajando a indo a festas extravagantes, deixando a menina sozinha sem nenhum tipo de carinho. Esse foi o principal motivo de Damon ter decidido pedir a guarda da filha, tem certeza de que pode dar todo amor, carinho e atenção que ela precisa.
- Bom, estou com um pouco de pressa e imagino que você esteja também, então vou direto ao assunto – disse, ignorando o que ele falou – Só queria saber se você quer ficar com a Emily na semana que vem.
- Mas eu já vou ficar com a Emily na semana que vem – lembrou – É o casamento do meu irmão e ela vai ser a dama de honra.
- É verdade, mamãe – o rostinho da menina apareceu na porta do quarto, que estava aberta – Lembra que eu te disse que a tia Caroline me levou para fazer o meu vestido e que ele é lindo.
- Sim, é claro que eu me lembro, querida – disse, rapidamente, sem nem ao menos olhar para a filha – Mas não seria somente o fim de semana e sim a semana inteira, ou melhor, por duas semanas, Klaus e eu vamos viajar.
Aquela não era bem uma novidade, já tinha perdido as contas de quantas vezes Rebekah tinha ido viajar com o namorado ficando vários dias fora.
- Mas, se você não pude, tudo bem – deu de ombros – A Rose pode ficar aqui com ela.
- É claro que eu quero ficar com a minha filha – respondeu.
- Está certo! — pareceu satisfeita – Você vem buscá-la na sexta-feira certo? Vamos viajar na quinta-feira, mas eu vou deixar o telefone do hotel em que vamos estar e você pode ligar qualquer emergência que acontecer.
- Sei que não é da minha conta – continuou – Mas será que eu posso saber para onde é que vocês dois vão?
- Claro que pode saber, nós vamos para Paris – deu um enorme sorriso, em seguida – Acho que eu esqueci de te falar, Klaus e eu vamos nos casar, vamos assinar os papeis na quarta-feira.
- Ora, isso sim é uma surpresa – disse – Parabéns, para vocês dois, desejo que sejam muito felizes.
- Obrigada! — respondeu.
- Rebekah, meu amor, a banheira está esfriando – então o homem apareceu na porta de casa, também estava vestindo um roupão branco – Acho melhor você vir logo se quiser aquela massagem relaxante.
- Já estou indo! — avisou – Bom, Damon, é isso, tchau! A gente se vê na segunda-feira, Emily – acenou com a mão antes de subir as escadas em direção ao namorado.
Assim ela que o alcançou, Klaus lhe deu um beijo digno de cinema e a rodopiou no ar antes de entrarem. Essa era uma das várias coisas que irritavam Damon no casal, eles sempre vazem questão de demonstrar o quanto se amam e o quanto suas vidas sexuais são ativas, não importa quem estivesse por perto, nem mesmo Emily, tinha medo que isso pudesse traumatizar a menina de alguma maneira.
- Papai, vamos embora! — foi despertado dos seus pensamentos pela voz impaciente da filha.
- Claro, vamos! — entrou no veículo e colocou o cinto de segurança antes de ligá-lo.
Foi uma viagem bem tranquila até Nova York. Chegou ao local em que tinha combinado com Alaric somente com alguns minutos de atrasado.
- O que estamos fazendo aqui? — Emily perguntou quando o moreno parou o carro no estacionamento e a pegou no colo caminhando até a lanchonete.
- Combinei com um amigo – explicou – Mas não se preocupe, não vamos demorar muito aqui.
- Tudo bem! — falou.
Encontrou o advogado sentado em um canto da lanchonete perto da janela. Assim que viu o moreno levantou-se e acenou para ele.
- Desculpe pela demora – disse, se sentando – Demorei mais do que estava planejando lá em Nova Jersey.
- Sem problemas, também acabei de chegar – avisou – Então, essa é a famosa Emily!
A menina deu um sorriso tímido e escondeu o rosto no braço do pai.
- É ela sim, a minha princesinha – Damon não pode deixar de sorrir olhando para a menina – Emily, meu bem, por que você não vai brincar no parquinho enquanto eu e o Alaric conversamos?
- Está bem, papai – concordou com a cabeça antes de sair correndo em direção ao parquinho .
- Bom, Damon, é melhor ir direito ao assunto – disse quando a menina não estava mais por perto e não podia mais ouvi-los – O juiz que está analisando o seu pedido de guarda me ligou ontem, parece que a Rebekah vai se casar oficialmente com o namorado.
- Ela me falou hoje quando fui buscar a Emily – balançou a cabeça afirmativamente – Mas o que isso tem a ver com o meu caso?
- Tem tudo a ver, Damon – parecia um pouco cauteloso com as palavras agora – O juiz sempre tenta analisar o bem estar da criança e sempre vão dar preferencia para uma família bem estruturada. Agora ela tem essa vantagem.
- Quer dizer que não adiantou nada eu ter arranjado um emprego? — perguntou – O fato de eu dividir um apartamento com o meu irmão mais novo e não ser casado vai me prejudicar para ficar com a minha filha?
- Não é uma certeza que ele dê a guarda para a Rebekah – explicou – Mas digamos que tenha uma chance de 60% disso acontecer.
- Isso é muito injusto! — deu um longo suspiro – Eles podem até ser uma “família” no papel, mas nenhum dos dois liga para a Emily, aquele não é um lugar apropriado para a minha filha ser criada.
- Sei que você está preocupado com o ambiente em que a sua filha vive – disse – Mas não tem como provarmos, no tribunal, que a Rebekah é uma péssima mãe.
- Claro que temos – garantiu – É só chamarmos qualquer um trabalhe naquela mansão e que conviva com eles o dia inteiro.
- Duvido muito que alguém que trabalhe lá vá querer depor contra os patrões – lembrou.
Damon deu um longo e pesado suspiro, ele tinha toda razão. Sinceramente, não sabia como iria conseguir ganhar essa.
- Olha, Damon, não precisa se preocupar, eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para que você consiga a guarda da Emily – completou – Vamos refazer a nossa estrategia de defesa para a audiência no tribunal.
- Está certo, obrigado – passou a mão nervosamente pelo cabelo.
Despediu-se de Alaric antes de se levantar e ir até o parquinho para chamar Emily para irem embora.
Durante o caminho até em casa ficou olhando para a filha no banco de trás pelo espelho retrovisor, ela estava com a cabeça virada para a janela e olhava a paisagem do lado de fora totalmente distraída a tudo a sua volta. Foi nesse momento que prometeu a si mesmo que faria de tudo para conseguir a guarda de Emily, e não sossegaria enquanto não conseguisse isso.
Notas finais
Quem ai tá querendo matar a Rebekah?
No próximo cap a Elena vai aparecer de novo, mas ainda não vai ser agora que eu ela e o Damon vão se reencontrar....
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