Casamento De Interesses
3 Capítulo 2 - Visto de estudo
Notas iniciais
Capítulo novinho para vocês,
Espero que gostem...
Elena estava terminando de fazer os seu café da manhã, a mesma coisa de sempre: duas torradas, uma com geleia e a outra com manteiga e uma xícara de café com leite. Olhou para o relógio, eram sete e meia da manhã, não costumava acordar tão cedo assim em um sábado, mas o consulado da Bulgária só ficar aberta até o meio dia e precisava ir até lá hoje mesmo.
Sentou-se em uma das cadeiras e começou a comer uma torrada quando Caroline entrou na cozinha. Ela pegou uma caneca e um prato no armário e se sentou ao lado da amiga.
- Bom dia, Lena! — deu um grande sorriso para a outra antes de pegar o bule e colocar um pouco de café.
- Bom dia, Car – disse – Parece que alguém acordou de ótimo humor hoje.
- Eu estou sim! — concordou balançando a cabeça afirmativamente – Eu dormi muito bem hoje.
A julgar pelos gemidos que escutei vindo do seu quarto ontem eu imagino que deve ter dormido maravilhosamente bem – comentou sem deixar de dar um sorriso malicioso.
- Ah não, Elena! — seu rosto estava começando a ficar vermelho – Não acredito que você nos ouviu!
- Isso! Ah Stefan! Mais rápido! — fez uma perfeita imitação da voz da amiga – Acredite em mim, Car, você não é muito silenciosa.
- Não deixa o Stefan saber disso – pediu – Ele já morre de vergonha de vir para cá quando você está. Desse jeito nunca mais vai querer dormir aqui.
- Vocês se casam na semana que vem mesmo, não seria assim tanto tempo – lembrou – Aonde é que está o Stefan? Eu sei muito bem que ele está aqui ainda, vocês não precisam disfarçar.
- Ele está tomando banho – explicou.
Continuaram a tomar o café da manhã em silêncio. Cerca de cinco minutos depois Stefan apareceu, ele estava com a mesma roupa que usava quando chegou na noite anterior e o seu cabelo estava molhado.
- Oi, meu amor! — deu um selinho na loira antes de sentar na caideira ao lado dela – Bom dia, Elena.
- Bom dia, Stefan – acenou para ele.
- Você quer que eu prepare alguma coisa para você, Stefan? — Caroline perguntou colocando o queixo no ombro dele.
- Não estou com muita fome, acho que só vou comer uma maçã – pegou uma maçã na cesta que está em cima na mesa – Mas acho que vou tomar um xícara de café.
- Eu coloco para você – avisou se levantando e indo até o armário pegar uma xícara.
- Bom casal, vocês sabem que eu adoro a companhia de vocês – Elena disse enquanto ia até a pia e lavava a sua louça – Mas eu, realmente, preciso. Vou até o consulado da Bulgária.
- Então você vai pegar o seu visto para estudar aqui nos Estados Unidos? – a loira quis saber.
- Assim eu espero! — deu um longo suspiro – Quando fui lá na semana passada o visto ainda não tinha saído e falaram para eu voltar essa semana. As aulas começam em um mês e eu preciso estar com o visto na mão para fazer a minha matricula.
- Tenho certeza de que você vai conseguir – a outra garantiu – Eu sou testemunha do quanto você lutou para estar bem aqui.
- Obrigada, Car! — deu um pequeno sorriso antes de sair da cozinha.
Pegou um táxi bem na frente do prédio em que morava. O consulado da Bulgária ficava, literalmente, do outro lado da ilha de Manhattan, mas, por sorte, o transito estava bem tranquilo, então chegou lá em menos de meia hora.
- Bom dia! — disse para a recepcionista – Meu nome é Elena Gilbert e eu estou esperando sair o meu visto de estudos para os Estados Unidos e disseram que, talvez, fosse ficar pronto hoje.
- Um momento que eu vou verificar – avisou virando-se para o computador que estava bem a sua frente – Pode esperar um pouco sentada na nossa recepção.
Acenou com a cabeça e caminhou em direção ao sofá. Pegou uma revista e começou a folheá-lo, mas sempre ficando de olhos na mulher que continuava a procurar sem dizer absolutamente nada. Aquela espera estava deixando Elena nervosa.
- Senhorita Gilbert! — a chamou, fazendo com que se levantasse imediatamente – Eu sinto muito, mas o seu vestido ainda não foi expedido.
- Acontece que eu já fiz a solicitação desse visto há três meses, quando eu ainda estava em Sófia – explicou – Gostaria de saber se teve algum problema com a minha documentação. Por que eu tenho certeza de que entreguei tudo, mas eu posso providenciar o que estiver faltando.
- Infelizmente eu não tenho como te responder isso – disse – Mas posso chamar um representante do consulado para vir falar com você.
- Eu quero isso sim – avisou sem pensar duas vezes.
Voltou para o sofá em que estava e continuou a esperar. Alguns minutos depois uma mulher a conduziu até uma outra sala.
Explicou todo seu problema, mais uma vez e ela disse que iria verificar o que estava acontecendo. Foram mais dois minutos a vendo olhar algo no computador e outros três falando no telefone.
- Está, certo, muito obrigada – disse para alguém do outro lado da linha – Tenha um bom dia também.
Colocou o aparelho, novamente, no gancho ates de se virar para Elena. Seu rosto tinha uma expressão séria.
- Bom, senhorita Gilbert, infelizmente eu não tenho boas notícias – falou, calmamente – Parece que seu visto de estudante foi negado pelo governo dos Estados Unidos.
- Mas por que? — gritou mais alto do que estava planejando, tentou relembrar, mentalmente, tudo que aconteceu enquanto estava providenciando o seu visto, o que poderia ter feito de errado?
- A embaixada americana em Sófia não quis me contar o motivo – respondeu – Mas você pode tentar tirar o visto de novo no ano que vem.
- Mas sem esse visto eu não vou conseguir fazer a minha matrícula na Colúmbia, muito menos trancá-la – estava ficando cada vez mais desesperada – E não é garantia que eu seja aprovada de novo para o ano que vem.
- Eu, realmente, sinto muito – deu de ombros – Mas eu não posso fazer nada para te ajudar.
- Tudo bem, eu entendo – levantou e deu um suspiro triste – Mesmo assim, muito obrigada, por tudo.
Tentou segurar as lágrimas no caminho do consulado até o apartamento, mas foi impossível, principalmente quando olhava pela janela e via Nova York. Estar ali, ter conseguido uma vaga na Colúmbia, tudo era a realização de um sonho e agora estava vendo esse sonho escapar pelos seus dedos, afinal era uma oportunidade que só surgia uma vez na vida.
Para “piorar” a sua situação, no momento em que abriu a porta da sala encontrou Stefan e Caroline se agarrando no sofá usando somente suas roupas íntimas.
- Ah, por favor! — gritou, tapando os olhos com uma das mãos – Você não tem quarto não, Caroline?
- Elena! — a loira se afastou do noivo e tentou se cobrir usando sua blusa que pegou no chão – Pensei que você ainda fosse demorar.
- Sinceramente, Car, eu também pensei – concordou, seu plano era pegar o seu visto e depois levá-lo até a universidade para poder fazer a sua matrícula o mais cedo possível – Bom, eu vou para o meu quarto, não vou mais atrapalhar vocês.
Ela ficou acompanhando a amiga com os olhos até que ela entrar na porta do seu quarto e desaparecer das suas vistas.
- Aconteceu alguma coisa – disse virando-se para Stefan, que já tinha colocado a sua calça e começava a abotoar a camiseta – Você viu o rosto dela? Parece que andou chorando.
- Por que você não vai lá falar com ela, Car? — sugeriu – É óbvio que deve estar precisando de um ombro amigo, mas não vai admitir.
- Tem razão – concordou – Posso te ligar mais tarde?
- Claro! — concordou com a cabeça – Para falar a verdade, eu tenho mesmo que ir para casa. O Damon ia buscar a Emily hoje.
- Tudo bem! — falou – Dê um beijo na Emi por mim, estou com saudades daquela coisinha fofa.
- Pode deixar que eu falo sim – deu um selinho nela e, depois, se afastou alguns centímetros para poder olhá-la melhor – Só mais uma semana, meu amor, e seremos oficialmente marido e mulher.
- Mal posso esperar! — não pode deixar de sorrir enquanto falava isso.
Eles ainda se beijaram mas algumas vezes antes dele ir embora. Caroline colocou sua saia e sua blusa antes de seguir para o quarto da amiga. A encontrou deitada na cama com a cabeça enfiada no travesseiro.
- Oi, Lena! — entrou no local, parecendo um pouco cautelosa.
- Cadê o Stefan? — quis saber virando-se para a outra – Não me diga ele foi embora só por causa do que acabou de acontecer?
- Não foi por isso que ele foi embora – garantiu – É que ele precisava ir mesmo. A sobrinha dele vai passar o final de semana com ele e o irmão.
- Engraçado, eu já estou aqui há mais de dois meses – lembrou – E eu não conheço o irmão do Stefan, e vocês dois também não falam muito dele.
- O Damon é muito legal e, se me permite dizer, um gato – fez uma careta e revirou olhos – O único defeito dele é que não sabe escolher mulher.
- Por que? — quis saber – As namoradas dele, por acaso, eram todas feias?
- Não, mas eram todas interesseira – explicou – O meu sogro tem uma fazenda que distribui leite e ovos por todo o estado da Virgínia, acho que já comentei isso com você, não foi?
- Já sim! — concordou com a cabeça.
- Por isso, a maior parte das garotas da Mystic Falls High School queriam ter a oportunidade de um encontro com um dos irmãos Salvatore. O Stefan só tinha olhos para mim, então não tinham a menor chance, mas o Damon, estava sempre caindo na delas – continuou – As coisas só pioraram quando ele veio para Nova York, conheceu uma vadia da pior categoria que não perdeu tempo de engravidar logo no primeiro encontro deles.
- Realmente é muita falta de sorte com as mulheres – concordou.
- Hoje em dia ela está com um cara que é ainda mais rico, o que só prova que ela era mesmo uma interesseira – completou – Já a Emi, a filha deles, é uma fofa, não tem a menor culpa do que aconteceu, nem merece a mãe que tem.
- Elena deu um suspiro triste e ficou encarando os próprios pés.
- Agora me conta o que está acontecendo, Lena – pediu, enquanto se sentava na ponta da cama – Nem adianta dizer que não é nada porque eu sei que é mentira.
- Eu não consegui o visto – as lágrimas voltaram a escorrer pelo seu rosto – Não vou poder estudar na Colúmbia.
- Mas como? — ficou tão espantada quanto a outra – Pensei que estivesse tudo certo, só faltava sair o visto.
- Eu também pensei – deu de ombros – Mas, pelo visto, não era bem assim.
- E o que você vai fazer agora? — quis saber – Quero dizer, deve ter um jeito de você conseguir fazer a sua matrícula e ficar aqui estudando.
- Não tem jeito, Car – respondeu – Vou esperar até o seu casamento na semana que vem e depois eu vou voltar para a Bulgária.
- Você não pode fazer isso! — gritou – Esse é o seu grande sonho você não pode, simplesmente, desistir disso.
- Não estou desistindo, Car – explicou – Eu não posso ficar aqui sem esse visto, é ilegal.
- Mas você ainda tem o seu visto de turista – lembrou – Pode continuar aqui sem ser ilegalmente.
- Só tenho mais um mês com meu visto como turista, depois disso eu tenho que ir embora – falou – E mesmo que eu tivesse mais tempo, meus pais nunca me deixariam ficar aqui sem eu estar estudando.
- Acho que não tem jeito mesmo – suspirou, tentava não demonstrar que também estava triste, não queria que a amiga se sentisse pior do que já estava.
- Realmente não tem mais jeito – concordou – Ainda bem que a minha mãe me convenceu a não cancelar a minha matrícula na Universidade de Sófia até que estivesse tudo certo aqui, parece até que ela estava adivinhando.
Ela deitou novamente, mas, dessa vez, manteve a cabeça para cima e ficou olhando para o teto.
- Car, será que você pode me deixar sozinha – pediu – Acho que preciso de um tempo para absolver tudo que aconteceu.
- Tudo bem! — concordou se levantando -Qualquer coisa é só me chamar.
No momento em que a loira fechou a porta do quarto Elena virou-se de lado e continuou a chorar. Realmente não sabia como seria quando tivesse de deixar Nova York e voltasse a sua antiga vida.
Notas finais
Tadinha né, ela se esforçou tanto para estar ali e também para conseguir estudar em Nova York e acontece isso.
Não se preocupem que daqui há alguns capas o Damon vai propor para a Elena a solução para todos os problemas deles.
Continuem comentando e dizendo o que vocês estão achando.
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