Casamento Arranjado [EM REVISÃO]
31 Capítulo Trinta e Um.
Notas iniciais
Casamento Arranjado.
CAPÍTULO TRINTA E UM.
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Sasuke Uchiha reflexão – Parte II.
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No Capítulo Anterior:
– Por favor, em hipótese alguma, traga as garotas que você transa ou quer transar para esse apartamento, tenha um pouco de respeito por mim, ou finja ter.
Revirou os olhos pela milésima vez naquela conversa, mas concordou. Isso fez com que Sakura saísse de seu pé, e ele pôde voltar para seu tão precioso jogo.
Flash Back desativado.
Para a decepção de Sakura, esta foi à primeira regra a ser quebrada por parte de Sasuke.
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Mas antes da quebra de promessa, Sasuke havia chegado ao seu limite, sua sanidade já pedia arrego e seu pobre controle já havia se rendido a Haruno sem que o Uchiha percebesse. Tudo aconteceu rápido e inesperadamente, o primeiro beijo, o primeiro contato.
Não soube o que deu em si, quando percebeu já beijava a rosada que tinha seu corpo sobre o dele, brincando com seu autocontrole que já estava fraco, provocando com sua pélvis, pernas, glúteos, cintura, braços, boca, seios, tudo, aquela mulher era um perigo constante a sua vida, e ele sabia disso, contudo, não conseguia resistir.
Pela segunda vez aquela noite, pôde provar daqueles lábios que apenas com um toque havia o viciado, não conseguia desviar, seus olhos a seguiam pela pista de dança a cada passo, a cada rebolada, a cada sorriso, Sakura estava lhe levando a loucura. Não aguentava vê-la dançando tão provocante, mas ele sabia, se ele não fosse lá dançar com sua noiva, outro iria. Mas acreditem, ele não queria isso.
Ele não gostava nem quando seus amigos comentavam sobre a rosada, quanto mais outros homens, isso o tirava do sério, sempre tirou, não seria aquela noite, naquela boate que Sasuke Uchiha permitiria que outro tocasse aquilo que lhe pertencia, mesmo sem saber.
Sua noite estava quase perfeita, seus olhos seguiam Sakura por onde é que a rosada fosse, mirando como um gavião sua presa; foi quando o viu se aproximar, seu sangue ferveu ao vê-lo tão próximo de Sakura, lá estava o ruivo idiota em sua vida mais uma vez, Akasuna No Sasori tentava inutilmente falar com a Haruno.
Nunca foi bom em contracenar, mas naquele momento, em frente ao ruivo com olhar de peixe morto, incorporou um ator que não sabia que existia dentro de si, só para ver o Akasuna No afastado do que era seu.
Naquela mesma noite perdeu o controle totalmente, pela primeira vez em sua vida, havia se masturbado por uma mulher.
As coisas corriam bem entre os dois, até que Sasuke cometeu a maior burrada do mundo quebrando a promessa que fizera a Sakura, lógico que a rosada havia ficado arrasada, mas ele ficou mais arrasado ainda quando a mesma disse a ele para esquecer tudo que havia acontecido entre eles, pois não voltaria a acontecer, mesmo depois de Sasuke tentar concertar o inconcertável.
Mas o que feriu de verdade o ego de Sasuke foi Sakura procurar por Itachi quando precisava de apoio, ah, neste dia, Sasuke perdeu totalmente seu autocontrole ao imaginar seu querido irmão – ou não tão querido assim, já que sempre teve um problema de relacionamento com o mais velho por conta da rosada – tocando sua noiva e ela retribuindo.
Quase pirou aos vê-los juntos, quando deu por si já estava com Sakura embaixo de si quase nua, porém para seu azar, Sasori havia aparecido e estragado seu momento de felicidade e prazer com o corpo da Haruno. Foi neste momento que o moreno deixou evidente todo seu desejo pela rosada.
Claro que sua briga com Sasori havia sido épica, principalmente por receber cuidados de Sakura, com direito a band-aid do bob esponja cobrindo o ferimento.
Desde a briga com Sasori, as coisas entre o moreno e a rosada haviam mudado drasticamente, por mais que houvesse implicância entre eles, havia cumplicidade e até mesmo um carinho, coisa difícil de definir. Mas ficou mais que evidente após a festa de noivado.
Mesmo após várias interrompidas, finalmente a teve pra si, de corpo e alma. Claro que a rosada havia lhe tirado uma pequena fortuna no jogo de cartas, porém ao vê-la debaixo de si gemendo seu nome foi algo gratificante, foi quando percebeu que não sabia mais nada do que acontecia entre eles e muito menos dos seus sentimentos.
A noite tinha sido intensa, deixando mais que evidente que ele sentia algo por Sakura, mostrando que poderia sim ter sentimentos.
No dia seguinte uma notícia em uma revista de fofoca o deixou abalado: a reportagem sobre Karin e suas tramoias, incluindo o real motivo do rompimento de Sakura e Sasori, que todos acreditavam ser verdade, não passava de uma mentira, não houve traição.
Esta descoberta o deixou completamente apreensivo, pois em sua cabeça passou a possibilidade de Sakura ir atrás do ruivo para reatar o relacionamento. Ele não sabia o que passava na cabeça da rosada, por tal motivo estava apreensivo. Sentia-se totalmente confuso em relação à Haruno.
O tempo foi passando e os sentimentos do jovem Uchiha apenas se modificavam, tornando-se mais evidente, porém sem admitir. Para sua sorte, Sakura parecia realmente ter esquecido Sasori, pois após a reportagem a Haruno não o procurou nem para conversar e isso de certa forma acalmou o coração aflito do moreno.
Não conseguia desgrudar seus olhos da rosada quando saiam, sentia-se cada vez mais atraído pela garota de madeixas rosadas que sempre achou estranha.
Sentia-se um tolo, mas um tolo feliz quando pela primeira vez na vida fez algo para agradar uma garota, e a primeira delas foi sentar e assistir filme juntos e comportados, sendo que toda vez que o Uchiha sentava em um sofá com uma garota era para dar uns “amassos”. Mas ele não tinha feito isso por qualquer garota, mas para ela, para Sakura Haruno.
Até que o dia do jantar de “namoro” de Itachi na casa de seus pais chegou, confessava, estava incrivelmente ansioso por aquele jantar; naquela noite aguentaria ficar vestido socialmente apenas porque aquele jantar renderia grandes surpresas.
Naquela altura do campeonato sua relação com Sakura já estava mais do que avançada e ele sentia-se totalmente embriagado pela presença da rosada, as coisas fluíam naturalmente, tudo estava as mil maravilhas, até entrarem no elevador.
Genma – seu vizinho chato, irritante e intrometido – havia pegado o elevador com ele e com Sakura, claro que ele ficou contrariado com a presença do moreno, pois planejava realizar uma de suas inúmeras fantasias: fazer sexo no elevador. Mas com o jornalista ali, não tinha possibilidade.
Não escondia de ninguém que não simpatizava com o rapaz, pois ele conhecia o olhar que o jornalista lançava a sua noiva, porque era o mesmo olhar que Naruto – quando mais jovem –, Itachi, Sasori e até mesmo ele, lançava a garota de olhos verdes, pois era um olhar fascinado e apaixonado e isso o irritava profundamente. Apenas ele que poderia lhe olhar daquela forma, mas claro, sem ela saber.
Notava-se de longe que a rosada estava sentindo-se totalmente desconfortável com a presença do jornalista, principalmente depois do mesmo publicar uma reportagem com os seguintes dizeres: “Noivos que não são visto juntos.”; e no texto o jornalista afirmava que não via o “casal” Uchiha juntos compartilhando carinhos e declarações; segundo a rosada, o rapaz havia se aproveitado da proximidade deles para se promover.
Quando a rosada lhe pediu um beijo não negou, sabia que a Haruno queria provar algo para aquele jornalista, apenas deixou-se levar, como nunca havia feito em toda a sua vida.
Já havia se conformado com o namoro de Mizuki com Itachi e havia apagado o momento intimo que teve com a namorada do irmão da memória, fingindo que não a conhecia, apenas de vista, pois a única coisa que queria – por mais que tivesse suas desavenças com o Uchiha mas velho – era vê-lo feliz, e sabia que Mizuki proporcionava esta felicidade no mais velho.
Mas o que o impressionou mesmo aquela noite foi à maneira com que Sakura tratou a Kawashita, fazendo-o recordar-se de Karin e que se fosse à ruiva ali, a morena já havia levado uns belos tapas por ter transado com o Uchiha.
Seu pai estava quase o deixando louco com os assuntos sobre negócios, empresas, bolsa de valores e outras baboseiras que ele não estava nenhum pouco interessado. Inventou uma desculpa qualquer e foi atrás da rosada, e antes que pudesse entrar na cozinha, pôde ouvir o conselho de sua mãe sobre a Haruno esta confusa em relação a ele, isso o fez sorrir.
Em toda a sua vida nunca imaginou se ajoelhar e muito menos mandar fazer um anel de noivado – extremamente extravagante – para uma garota, porém foi isso que ele fez para a rosada, além de mandar fazer o anel para que ficasse do jeito que conquistasse a rosada, ajoelhou-se diante da mesma e a pediu em casamento, oficialmente.
Naquela mesma noite havia decidido que faria Sakura se sentir especial, que iria lhe dar prazer. E pela primeira vez – além das inúmeras primeiras vezes que já havia tido com Sakura – ele fez amor com a rosada no lugar onde ela seria a única a conhecer, seu antigo quarto.
O lugar que nenhuma garota conhecia – nem mesmo Karin com que se envolveu por longos três anos – ou havia feito algo com ele. Ali era seu santuário e seu refugiu e a única que poderia profanar seu local sagrado era ela, Sakura Haruno.
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Levantou-se e bagunçou os fios negros com exasperação em sinal de impaciência. Se antes de repensar em seus momentos com Sakura sentia-se confuso, agora depois de ponderar cada detalhe sentia-se mais confuso e perdido do que nunca, estava sem eixo e sem rumo, tudo por culpa da garota de cabelos cor-de-rosa.
Sentia-se totalmente frustrado, sempre foi do tipo de cara que sabia como pensar e como agir, mas naquele exato momento não fazia a menor ideia de como se comportar. Suspirou derrotado enquanto trocava de roupa, se negando a acreditar que faria aquilo.
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Estacionou em frente ao condomínio de apartamentos pintado nas cores branco com azul de vinte e cinco andares todo gradeado, respirou fundo tomando coragem e saiu do carro acionando o alarme alguns segundos depois. Em passos rápidos se aproximou da cabine do porteiro que já lhe aguardava com um sorriso.
– Olá Senhor Uchiha. – O porteiro cumprimentou.
Deu um simples aceno de cabeça e passou pelo porteiro rumando para onde se pegava o elevador, o porteiro já o conhecia, pois suas visitas ao condomínio eram frequentes, principalmente quando se sentia perdido e frustrado como naquele dia.
Para sua sorte o elevador estava parado no térreo, sem esperar se embrenhou dentro da caixa de aço e apertou o botão referente ao vigésimo terceiro andar, onde era seu destino. Enquanto o elevador subia lentamente ao embalo de uma música suave, Sasuke se deixava levar mais uma vez pelos seus pensamentos em relação aos seus sentimentos.
Minutos depois se encontrava em frente à porta branca com o puxador prateado de número 2303 que conhecia tão bem, suspirou e passou as mãos no rosto antes de apertar a campainha incessantemente para que pudesse ser atendido, não se importava com o que a pessoa poderia esta fazendo, a única coisa que lhe importava era que precisava desabafar, com urgência.
– Podemos conversar? – Perguntou assim que a porta foi aberta de supetão.
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Seus dedos corriam pelas costas nuas da morena desde o cóccix ao inicio do pescoço enquanto a mesma adormecia em seu peito com as mãos envolvendo sua cintura fortemente, como se tivesse medo de perdê-lo. Seus olhos negros encaravam o teto pintado de branco gelo perdido em seus pensamentos e até mesmo, sentimentos.
O único barulho no quarto todo era a respiração suave da mulher em seus braços mesclando com a sua, que há poucos minutos estava ofegantes. Fechou os olhos lentamente esperando o sono lhe atingir, mas a imagem de Sakura sorrindo que lhe atingiu em cheio, fazendo-o gemer frustrado.
Por mais que tentasse esquecer a rosada, lá estava ela pra lhe atormentar os pensamentos quando não era convidada, mas o pior disso tudo não era pensar na Haruno, mas sim no que poderia esta acontecendo entre a garota e seu irmão, o tolo e bobo, Sasuke. Sentia-se totalmente perdido e com medo, pois amava tanto Sakura, quanto Sasuke, sabia que independente do que acontecia entre eles, um poderia sair magoado, e ele temia que fosse Sakura.
Suspirou e fechou os olhos, porém o barulho da campainha atrapalhou qualquer plano de adormecer nos braços da namorada, Mizuki. Tentou ignorar, mas a pessoa estava bem foca em ser atendida por ele. Gemeu de desgosto e levantou-se devagar para não acordar a namorada que dormia profundamente.
Vestiu a calça moletom de mais cedo e rumou para fora do quarto, abriu a porta de supetão pronto para xingar o filho da mãe que não lhe deixava dormir ao lado da namorada, porém se espantou quando seus olhos caíram sobre a pessoa a sua frente.
– Podemos conversar? – A voz de Sasuke se fez presente em forma de pedido.
A surpresa era mais do que evidente nos olhos do Uchiha mais velho, até porque, Itachi sabia o quão Sasuke estava se esforçando para está ali na sua frente pedindo para conversar e ele sabia que quando o caçula estava naquele estado era porque o assunto era sério.
– Entra. – Sussurrou dando passagem para o mais novo entrar.
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Estava apreensivo, pois sabia que o que revelasse para Itachi ele não hesitaria em lhe esmurrar até a morte, principalmente quando o assunto era Sakura, mas também precisava entender o que acontecia com ele, por tal motivo havia ido atrás do irmão, por mais que não se dessem bem, ele sempre lhe dera os melhores conselhos, mesmo quando o moreno não queria ouvir.
Entrou no apartamento do irmão e se acomodou no sofá mordendo o canto da boca enquanto esperava o mais velho fechar a porta e sentar-se em uma poltrona a sua frente. Seus olhos negros corriam por toda a sala, menos para o rosto do mais velho.
– Mizuki ta aqui? – Perguntou ao ver o par de saltos jogados no canto da sala de Itachi.
– Sim… – Itachi passou o indicador nos lábios observando a apreensão de Sasuke, suspirou e foi direto ao ponto. – Diga logo o que veio fazer aqui.
Suspirou e passou às mãos no rosto, fechou os olhos e apoiou os cotovelos no joelho pensando num jeito delicado de abordar aquele assunto. Ergueu os olhos e olhou diretamente nos negros do irmão, precisava ser sincero.
– Eu e a Sakura estamos juntos. – Disse de uma vez observando Itachi.
– Disso eu já sabia, vocês vão se casar. – Itachi respondeu relaxando sobre a poltrona, não fazia a mínima ideia de onde seu irmão queria chegar com aquela conversa.
– Não Itachi, estamos juntos de verdade, pelo menos é o que eu acho. – Confessou levantando-se e passando a mão no cabelo.
Estava confusão e Sakura não dava sinais do que poderia esta acontecendo entre eles, por esse motivo achava que podiam estar juntos, pois fazia quase tudo como um casal, até mesmo transar. Não queria se relacionar sério com ninguém, nem mesmo com Sakura, mas estava se tornando algo inevitável, ele nem ao menos sabia como isso estava acontecendo.
Itachi observava cada atitude do irmão enquanto sua mente processava a informação que Sasuke acabara de jogar sobre suas costas, arqueou a sobrancelha levemente antes de chegar o pensamento no obvio, após processar toda informação, sentiu a fúria tomar conta de seu corpo.
– Você quer dizer que… – Começou com a voz tão baixa quanto um sussurro. – Que… Você transou… – O riso nervoso começou a surgi no momento que Sasuke parou de andar de um lado para o outro. – Transou com a Sakura?
– Você fala como se eu a tivesse forçado a fazer sexo comigo. – Soltou sem ao menos perceber.
A reação por aquelas palavras vieram tão rápido que Sasuke não teve nem tempo de falar o mal-entendido, quando deu por si já cambaleava para trás e batia as costas com tudo na parede da sala enquanto sentia a mandibula doer pelo soco certeiro do irmão.
– Mas que porra é…
Antes mesmo de poder falar alguma coisa, o mais velho o segurou pelo colarinho da camisa e do casaco e o puxou para perto de si, podia-se ver ódio nos olhos calmos de Itachi, sua mão tremia e seus dentes trincados, antes de poder se segurar ou revidar a agressão o Uchiha mais velho o jogou em direção ao centro da sala, fazendo-o cair sobre a mesa de centro.
– Qual é o seu problema, Itachi? – Gritou levantando-se do chão, suas costas ardiam e ele tinha quase certeza que agora tinha alguns cortes por conta do vidro.
– Qual é o meu problema Sasuke? – Itachi gritou caminhando até o irmão mais novo com sangue nos olhos, segurando a vontade de matá-lo. – Você transou com a mulher que eu amo e ainda me pergunta qual é o meu problema? – Urrou agarrando o colarinho do mais novo, mais uma vez.
– O-O que você disse? – A voz de Sasuke tornou-se um sussurrou enquanto olhava nos olhos do irmão.
O suspiro foi alto e Itachi soltou Sasuke lentamente enquanto passava as mãos nos fios negros, tentando se recompor, Sasuke se mantinha no mesmo lugar olhando para o irmão, suas mãos fecharam-se em punho enquanto a raiva começava a tomar conta de seu corpo.
– Sim, eu a amo, sempre a amei. – Itachi desabafou encarando intensamente o irmão.
Não podia acreditar que seu irmão estava ali na sua frente, dizendo que amava a sua noiva, raiva era o único sentimento que dominava o corpo de Sasuke, seus olhos ardiam e seus punhos pediam algo para ser socado por horas a fio, e seu alvo principal era Itachi, que estava ali, passando as mãos nos cabelos e no rosto, como se aquilo fosse mudar sua confissão.
– O… Que? – A voz suave invadiu seus ouvidos, fazendo-o se virar para onde tinha vindo.
Mizuki tinha as mãos sobre os lábios enquanto os olhos acobreados começavam a encher-se de lágrimas, a única coisa que cobria o corpo esbelto da Kawashita era uma camisa de Itachi. Seu corpo estava travado no lugar olhando a namorada desabar a sua frente, tudo isso por conta de seu descontrole.
– Mizuki, eu…
– Cala essa maldita boca Uchiha. – O grito de Mizuki se fez presente quando suas lágrimas cairam sem permissão enquanto a mesma tentava limpá-las com as costas das mãos. – Eu falei pra você não brincar comigo e não me fazer de step, e o que você fez? Justamente isso.
Os gritos da morena era a única coisa que se ouvia no apartamento do Uchiha que estava paralisado no lugar, tentou se aproximar da namorada, contudo Mizuki o impediu erguendo as mãos enquanto chorava.
– Você me enganou dizendo que sentia algo por mim só para me ter na sua maldita cama… – As lágrimas corriam pelo rosto da garota sem pudor e ela já havia desistido de segurá-las. – Você é tão desprezível quanto o Ichigo.
Ouvia tudo calado, podia-se notar a quilômetros que Itachi estava perturbado, mas não conseguia se mover, a raiva tinha se dissipado, até porque não tinha como mudar os sentimentos do irmão, viera ali para descobrir o que estava sentindo e saíra mais confuso ainda.
Simplesmente deu as costas ao irmão e saiu do apartamento, suas costas ardiam e seu rosto doía, mas a única coisa que queria naquele momento era uma bebida forte e quente.
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Sua cabeça rodava sem conseguir pensar, dirigia no modo automático, pois não prestava atenção na pista e muito menos na sinalização. Sentia-se mais confuso do que antes. Suspirou e apertou o volante entre seus dedos com vontade.
Sempre imaginou que Itachi sentia algo por Sakura, mas nunca chegou a ter a certeza do fato, sempre preferiu acreditar que era algo fraternal, mas agora não, agora tinha certeza que seu irmão era louco pela mesma mulher que ele.
A raiva voltou a dominar seu corpo no momento que sua mente voltou a relembrar todas as cenas de Itachi com Sakura, todo o carinho do mais velho com a rosada, todos os risos da Haruno para Uchiha mais velho, tudo que eles viveram – mesmo que na amizade – essas malditas lembranças só fez com que seu sangue fervesse mais.
Sua vontade naquele momento era voltar no apartamento do irmão e esmurrá-lo até que o mesmo desmaiasse, mas ele sabia que Itachi tinha outro problema agora, que era se resolver com Mizuki e esperava de verdade, que o Uchiha não fosse burro o bastante para deixar a morena escapar.
Mesmo sem prestar atenção chegou em casa rapidamente e em segurança, após entrar no apartamento correu para o pequeno bar que tinha ali, se servindo de uma dose enorme de uísque puro, sentiu-o descer rasgando por sua garganta, contudo não se importou, até porque tinha outras coisas em mente.
Após consumir todo o liquido do copo o descartou, começando a beber no gargalo da garrafa, a raiva de antes havia abandonando seu corpo, dando lugar a uma angustia jamais sentida, um medo jamais sentido, um desespero crescente em seu peito. Bufou e tomou mais um gole de uísque ao finalmente processar a informação que tanto se negava a aceitar.
Suspirou derrotado enquanto fechava os olhos para admitir o fato de que ele, Sasuke Uchiha, estava perdidamente apaixonado pela garota irritante e estranha de cabelos rosados que passou sua vida quase toda brigando, Sakura Haruno.
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