Casamento Arranjado [EM REVISÃO]
32 Capítulo Trinta e Dois.
Notas iniciais
Casamento Arranjado.
CAPÍTULO TRINTA E DOIS.
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– Mais uma, por favor. – Pediu ao garçom com a voz embargada.
– Não acha que já bebeu demais por hoje moça? – O garçom perguntou lhe entregando mais uma dose de uísque com gelo e água de coco.
– Não. – Respondeu tomando o líquido todo em um gole só. – Apenas me sirva, que a sua gorjeta será gorda.
O garçom simplesmente deu os ombros, o bom de ficar servindo e ouvindo aquela garota de cabelos rosados embriagada falar coisas sem sentindo era que receberia uma boa gorjeta. Sakura entornou mais um copo servido pelo garçom bonito e deixou o álcool correr por sua corrente sanguínea, pediu outro.
Depois da discussão com Ino, não ficou muito tempo na casa de Hinata, pois não estava mais aguentando olhar para a Yamanaka sem mandá-la para o quinto dos infernos por sua hipocrisia de não gostar de ver os outros felizes. Sakura estava feliz ao lado de Sasuke, não estava? Não sabia, não sabia mais nada a respeito de seus sentimentos.
– Um brinde para aquela garota que você considerava sua melhor amiga… – Começou erguendo o copo de vidro e suspirando. – E que perdeu a virgindade com seu noivo.
Após tais sabias palavras entornou o líquido do copo, fazendo seu corpo sofrer um leve arrepio se acostumando com o gosto da bebida. Já não sabia há quanto tempo estava ali, mas já havia consumido mais do que o seu organismo podia aguentar, pois já via dois garçons e dois Gaara. Gaara? Tinha que está muito bêbada para ver o amigo ao lado do garçom bonito que lhe atendia.
– Sakura. – A voz tão parecida com a do ruivo invadiu seus ouvidos.
– Acho que tenho que parar de beber, estou vendo e até mesmo ouvindo o Gaa-kun. – Riu desengonçada após falar embolado pegando a bolsa para pagar o pobre garçom e mais um copo servido pelo mesmo.
– Você está bêbada, mas não tendo alucinações. – O Gaara de sua imaginação falou novamente tomando-lhe o copo da mão.
– Vixi, estou ate sentindo o toque dele… – Riu mais uma vez semicerrando os olhos tentando enxergar o ruivo. – Como será que eu vou embora? Não posso deixar meu carro aqui. – Resmungou tirando o dinheiro do que consumiu da bolsa.
Não sabia quanto tinha dado de gorjeta ao garçom, porém não se importava, agora podia ir para casa. Estava relaxada e grogue, não precisaria ouvir Sasuke resmungar em seu ouvido por horas, já estava de saco cheio das pessoas quererem mandar em sua vida. Primeiro eram seus pais, depois Sasuke e agora Ino. Suspirou e tentou se levantar do banco que estava sentada.
– Opa…. – Falou após se desequilibrar sozinha e rir.
– Eu te levo para casa – A voz de Gaara soou ao seu lado enquanto sentia o toque do ruivo, lhe ajudando a se manter em pé. – Kankurou.
– Kankurou está aqui? – Perguntou com a voz risonha de apoiando mais ainda em Gaara que segurava firmemente sua cintura.
Sakura conhecia muito bem o irmão do ruivo, teve um pequeno romance com ele antes de começar a namorar sério com Sasori, porém ninguém sabia de tal fato, fora um caso tão rápido, que as únicas lembranças do moreno que ficaram gravados na memória de Sakura foram os beijos escondidos, isso quando a rosada ia às festinhas na casa Sabaku No.
– Leva meu carro, vou levar a Sakura para casa, ela não está muito bem…. – Gaara falou tentando manter Sakura ao seu lado.
– Kankurou-kun, você beijava bem, muito bem… – Falou embargada enquanto tocava desjeitosamente o indicador no peito do moreno a sua frente. – Eu confesso, ia as suas festas apenas para te beijar, até você e o Ita-kun me apresentarem aquela brocha do Sasori.
Gaara tinha que confessar que Sakura bêbada falava não coisa com coisa e era engraçada, não tinha como não rir. Estava no bar com Kankurou apenas curtindo um momento entre irmãos jogando sinuca, bebendo e conversando, até a rosada entrar no bar como um furacão e começar a beber compulsivamente no balcão, monopolizando totalmente o garçom.
Teve um momento que chegou a acreditar que não era a rosada se embriagando, mas quando ela falou o nome de Ino – momento qual chamou a loira de ex-melhor amiga vadia, mas ainda sim sua melhor amiga, coisa que ele não entendeu bem – ele soube que era a rosada, esperou um pouco e se aproximou, foi quando ouviu as palavras da rosada: “Um brinde para aquela garota que você considerava sua melhor amiga e que perdeu a virgindade com seu noivo.” Confessava, não havia entendido nada, mas não poderia deixar a rosada ali, bêbada.
– Você já pegou a Sakura? – Perguntou ao irmão que estava com o rosto corado encarando a rosada sorrir sapeca a sua frente.
– Ultimo ano do ensino médio, você acha mesmo que eu não ia ficar com ela, que era considerada a garota mais gata? – Kankurou tentou se defender.
– Você já estava na faculdade. – Rebateu revirando os olhos. Seu irmão era um belo de um mentiroso.
– Dá na mesma, ela era e ainda é gostosa. – Kankurou confessou dando as costas para o ruivo.
Revirou os olhos verdes mais uma vez e fechou os olhos ao sentir Sakura tentar sair do aperto de sua cintura e voltar a se sentar no balcão para beber mais, sem dá escolhas a rosada, saiu puxando-a para o estacionamento, tomando sua bolsa e revirando atrás da chave do carro.
– A chave não esta ai…. – A gargalhada feliz de Sakura o fez erguer o olhar, para vê-la balançando a chave de um lado ao outro. – Eu diri…. Hey.
Sabia que ela falaria um belo “eu dirijo”, porém ele foi mais rápido, aproveitou a distração da rosada e de forma rápida tomou-lhe a chave fazendo com que a garota protestasse. Desativou o alarme e abriu a porta do passageiro para a noiva do melhor amigo. Não podia negar que ainda estava curioso a respeito do “perdeu a virgindade com meu noivo.”.
– Entra Sakura…. – Pediu vendo a rosada cruzar os braços preste a protestar, antes mesmo que a garota pudesse fazer tal coisa, ele foi mais rápido, — Você quem pediu.
Pegou a garota pelas pernas cobertas pela calça jeans clara como se ela fosse um saco de batatas e a jogou no banco de couro bege do Land Rover da mesma, prendendo-a com o cinto em seguida.
– Nossa Gaa-kun, você consegue ser mais chato que o Sasuke-kun…. – Sakura comentou sorridente assim que ele se colocou ao seu lado e deu partida no veículo.
Revirava os olhos impaciente, Sakura ao seu lado pulava e cantava – desafinadamente – a música qualquer que tocava no rádio, fazendo seus tímpanos doerem junto com sua cabeça, estavam parados em um semáforo esperando dá o sinal de liberação a oito quarteirões da residência da Haruno, mas sua mente ainda martelava as palavras da garota, se queria arrancar algo da rosada, aquele é o momento.
Abaixou os olhos e escutou os impacientes resmungos de protesto pela rosada pelo feito, porém ignorou enquanto soltava a embreagem e carro seguia pela rodovia, antes dele trocar à macha.
– Posso te fazer algumas perguntas Sakura? – Questionou olhando rapidamente para a rosada.
– Oba, jogo de perguntas, adoro isso. – Sakura respondeu animada batendo palmas, OK, Sakura não era nenhum pouco normal bêbada. – Pode fazer.
Arqueou a sobrancelha parando em mais um sinal enquanto encarava a rosada feliz ao seu lado, como uma criança que acabara de receber um doce, aquilo seria mais fácil do que imaginada.
– Você e Ino, ainda são melhores amigas? – Perguntou com cautela, vendo a felicidade da rosada diminui aos poucos.
– Perguntinha difícil essa hein? – Sakura questionou cruzando os braços e fazendo bico, tudo bem, talvez não tão fácil assim.
– Por quê? Vocês são melhores amigas desde que tinham, sei lá, seis anos? – Voltou a questionar dando partida.
Sakura ficou quieta por um momento – tão quieta que Gaara achou que ela vomitaria – para depois soltar um longo suspiro antes de começar a falar com a voz calma e distante.
– A Ino continua sendo minha melhor amiga, mesmo depois de ter perdido a virgindade com o Sasuke…. Hey, não bata meu carro. – Reclamou quando Gaara quase bateu no carro ao lado. – E se comportado como uma vadia louca hoje. – Desabafou.
Não ouviu o que Sakura havia falado após “mesmo depois de ter perdido a virgindade com o Sasuke”, alias, o que ela lhe falou depois pouco lhe importava, a única coisa que importava era à vontade – e que mataria logo – de arrebentar a cara do Uchiha.
Sakura tagarelava ao seu lado alguma coisa, porém como todo homem, ele não ouvia, estava concentrado em sua raiva e como destroçaria o rosto de Sasuke. Assim que chegaram ao prédio da rosada, logo estacionou o carro e subiu com a rosada para o apartamento, ela tropeçando e falando nada com nada e ele sentindo sua vontade apenas aumentar pela ansiedade.
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Praguejava seu descontrole pela milésima vez enquanto ouvia o soluço de Mizuki atrás da porta de seu quarto trancado. Uma coisa não havia entendido o motivo da Kawashita ainda não ter ido embora. Bateu à porta pela quarta vez e parou de pedi e passou a implorar.
– Mizuki, por favor, abre essa porta.
Seu peito doía ao ouvir o soluço alto da morena, odiava vê-la chorar e se odiava mais ainda por fazê-la chorar. Mas que porra! Ele estava confuso, como nunca na vida. Sempre teve a certeza que queria Sakura Haruno para amar e respeitar, bem, essa era sua vontade, até conhecer a Kawashita há alguns meses e Fugaku anunciar o casamento de Sasuke e Sakura.
Mas o casamento de seu irmão com a rosada não lhe preocupava mais, a única coisa e pessoa que lhe preocupavam estava do outro lado daquela porta chorando lágrimas que não deveriam existir. Suspirou e fechou os olhos encostando a testa sobre a porta de madeira branca.
– Eu acho que te amo…. – Sussurrou para a porta, mas esperava que a morena ouvisse.
– Eu também acho que te amo…. – A voz da morena surgiu atravessando a porta ainda fechada, sim, ela havia ouvido. – Mas não sei se posso suportar isso, você não tem a certeza.
Doía ouvir aquelas palavras, lógico que doía, mas doía mais ainda saber que a morena estava insegura ao seu lado, doía mais ainda à possibilidade de perdê-la.
– Por favor, abra a porta. – Implorou mais uma vez.
Quase deu um sorriso satisfeito ao ouvir a porta ser destrancada e de lá, sair uma Mizuki Kawashita totalmente vestida com suas roupas e com seus pertences em mãos passando ao seu lado e calçando os saltos altos.
– Aonde você vai? – Perguntou encarando a morena colocar o casaco da noite anterior.
– Para minha casa. – Mizuki respondeu erguendo o olhar acobreado.
– Precisamos conversar. – Falou dando um passo em direção a Kawashita.
– Eu sei que sim, mas não hoje. – Mizuki anunciou firme retirando a chave do apartamento do moreno de dentro da bolsa e entregando ao mesmo. – Preciso de um tempo para pensar e esclarecer meus sentimentos e acredito que você também.
Sim, ele sabia que a morena de olhos acobreados que lhe fazia o homem mais feliz do mundo nos últimos tempos estava prestes a desabar em lágrimas em sua frente, porém mantinha-se firme, ele também sabia que eles precisavam conversar e acertas as coisas, mas o problema é que ele não queria, pois ele sabia muito bem se a morena saísse por aquela porta, era capaz dela nunca mais volta e isso ele não queria, jamais.
– Mizuki, eu…. – Calou-se ao sentir os dedos delicados da morena sobre seus lábios.
– Itachi, hoje não, por favor. – Pediu calmamente tentando se manter firme. – Conversamos na sua exposição.
– Mas é só daqui vinte e cinco dias. – Itachi rebateu tentando se aproximar.
– Sim, eu sei, nos dará tempo suficiente para pensarmos. – Declarou dando um beijo rápido no Uchiha e depois saindo.
Ficou um bom tempo no mesmo lugar tentando raciocinar que poderia sim, ter perdido a mulher de sua vida, mas agora estava claro, com Sakura seus sentimentos eram bagunçados, mas com Mizuki não, tudo sempre foi tão claro, só que ele ainda não havia percebido.
Havia se decidido, se Mizuki não o quisesse, ele iria fazê-la querê-lo, nem que fosse a base da insistência, não perderia o amor de sua vida, não perderia a Kawashita.
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Encontrava-se sentado no sofá assistindo a um filme qualquer – até porque não se dignava a prestar a mínima atenção no mesmo – logo depois que tomou um banho gelado para relaxar os músculos tensos.
Havia desistido de beber no momento em que se deu conta e admitiu para si próprio que era completamente apaixonado por Sakura Haruno, e admitir uma coisa como essa era muito difícil, principalmente para ele.
Suspirou e passou as mãos nos cabelos, estava completamente ferrado. Não que amar Sakura fosse tão ruim assim, mas se tornava algo péssimo quando seu irmão também a amava e tinha certeza que Sasori também e ele tinha quase certeza que Genma também estava gostando muito de Sakura, ou seja, estava muito ferrado.
Sasuke nunca foi à paciência em pessoa e muito menos controlada como Itachi era, entretanto, ele era totalmente o contrário do Uchiha mais velho, mas por incrível que pareça, eles tinham algo em comum, o ciúme. Alias, todos os integrantes da família Uchiha eram ciumentos assumidos, tanto homens quanto mulheres, um exemplo claro era dona Mikoto Uchiha e Fugaku Uchiha.
Não sabia se era gene, ou se a matriarca Uchiha era daquele jeito mesmo, a única coisa que sabia era que Mikoto Uchiha havia feito Fugaku demitir todas as suas funcionarias e contratou – escolhido a dedo – um rapaz para ser assistente pessoal do patriarca Uchiha. Por tal motivo, Sasuke não ficava atrás quando se tratava de ciúmes, apenas esperava saber disfarçar, ou pelo menos, tentava.
Bufou de desgosto ao ouvir a campainha ser tocada, destruindo seu pequeno momento de paz, sem ter muita alternativa, levantou-se e abriu a porta com cara de tédio, dando de cara com o porteiro do edifício segurando um enorme buque de rosas vermelhas sorrindo.
– Entrega para a senhorita Uchiha. – O homem de olhos puxados e cabelos totalmente grisalhos, falou estendendo o buque a ele.
Estava ali outra coisa bem engraçada, todos os moradores e funcionários do prédio, achavam que Sasuke e Sakura já eram casados, sempre se referiam a rosada como “Senhorita Uchiha” e no inicio estranhavam quando chegava alguma encomenda com o nome de Haruno Sakura, mas mesmo confusos, faziam a entrega, eles nunca desmentiram ou arrumaram tal desentendimento, afinal, eles haviam se acostumado.
Pegou o buque de rosas e as colocou sobre o balcão americano de mármore, estava prestes a pegar o cartão para ver quem havia sido o maldito que se atreveu a mandar aquelas flores para sua noiva, quando à campainha tocou novamente, fazendo-o bufar impaciente e abriu a porta de supetão.
No momento que a porta se abriu seu corpo foi jogado para trás quando o belo cruzado – que ele conhecia bem – de direita foi certeiro em sua mandíbula, fazendo-o cair de bunda no chão.
– Mas que porra! – Praguejou alto colocando a mão no queixo, onde havia levado o soco enquanto um riso estridente e feliz tomava conta do lugar. – Caralho.
Aquele deveria ser o dia para socar Sasuke Uchiha, pois já era o segundo que ele tomava em menos de 24 horas e esse segundo “carinho” havia vindo de um dos seus melhores amigos e ele nem sabia o motivo. Seus olhos ergueram-se lentamente fitando o Sabaku No lhe encarava com raiva enquanto Sakura entrava no apartamento cambaleante e gargalhando, a sim, agora havia se lembrando do motivo.
– Você tirou a virgindade da minha namorada, seu desgraçado. – Gaara espumava de raiva enquanto apontava o dedo para ele e andava de um lado para o outro.
Suspirou e viu o ruivo passar as mãos nos cabelos de forma exasperadas enquanto Sakura gargalhava após pegar uma garrafa de uísque e se jogava no sofá.
– Ih ruivinho, não se exalte tanto, a Ino nem era sua namorada na época. – Sakura cantarolou tomando um longo gole do líquido alcoólico no gargalo. – Supere, eu mesmo já superei e olha que eu quem deveria me sentir traída, pois era eu que gostava desse filho da mãe ai…. – Apontou para o moreno ainda no chão. – E ele transou com minha melhor amiga.
Gaara que andava de um lado para o outro parou naquele instante e olhou para Sakura que gargalhava no sofá, assim como Sasuke que tentava se levantar desistiu ao ouvir as palavras da rosada enquanto a fitava retirar o casaco de forma desajeitada e retirava a sapatilha, jogando-a para o alto.
– Vo-Você gostava do Sasuke? – Gaara perguntou incrédulo.
– Gostava, no passado, infelizmente. – Respondeu embolada rindo e se levantando, caminhou até as flores e lendo o cartão do remetente. – Ai que lindo.
Ainda estava estático sentado no chão, Sakura gostava dele e ele transou com Ino. Tudo bem, não estava nos seus planos transar com Ino na época do colegial e muito menos sabia que a rosada gostava dele, alias, acreditava que nem mesmo a própria Ino sabia disso.
– Então superem rapazes, eu superei e percebi que Sasuke Uchiha não servia para ser príncipe encantado de ninguém, muito o menos o meu, já a Ino, bem, essa ai caiu na lábia dele porque ela quis, então por favor, não briguem na minha casa. – Desabafou encarando os dois rapazes. – Vocês são tão idiotas.
A gargalhada de Sakura foi alta enquanto jogava a cabeça para trás, paralisando mais ainda o ruivo e moreno que estavam estáticos no mesmo lugar. Sasuke passou as mãos no rosto e finalmente conseguiu se levantar. Quando conseguiu se manter em pé a campainha tocou novamente, fazendo-o resmungas e Sakura soltar um contente “Eu atendo”, mas logo o moreno pediu para que Gaara a segurasse enquanto ele – com a mandíbula doendo – ia atender a maldita porta.
– Só pode ser brincadeira. – Praguejou alto ao ver o vizinho jornalista a sua frente.
– Er, a Sakura esta ai? – Genma perguntou polidamente encarando o moreno.
Antes que ele tivesse a oportunidade de responder, Sakura apareceu ao seu lado lhe empurrando com força para poder abraçar o jornalista que estava a sua frente. Mas o que diabos Gaara a havia soltado quando ele pediu para ele a segurar firmemente? Virou-se para o ruivo para xinga-lo quando o viu se contorcendo no sofá segurando as partes intimas. Agora sabia o motivo, a rosada havia lhe acertado os países baixos.
– Genma-kun, entra ai.
– Você esta bem? – Genma perguntou arqueando a sobrancelha, da ultima vez que havia falado com a rosada, ela estava muito puta com ele.
– Oh, por favor, não venha da uma de moralista depois daquela sua reportagem ridícula. – Sakura soltou cutucando o peito do moreno e lhe dando sermão. – Você foi um grande filho da mãe fazendo aquilo, um belo desgraçado, mas saiba você, que eu e o Sasuke somos sim um casal, louco, mas um casal.
Tanto os seus olhos e os dos jornalistas estavam arregalados diante das palavras da rosada alterada, por mais que ainda estivesse louco para saber a opinião de Sakura sobre vários outros assuntos – já que estava bem fácil de tirar alguma coisa dela naquele estado – mas precisava tira-la dali antes que ela soltasse alguma bobagem ou segredo.
– Quer uma nova matéria? Vou te da uma nova capa agora: Sakura Haruno enche a cara após brigar com a melhor amiga por ela ter transado com seu noivo a seis anos. – Desabafou tudo rápido demais sem respirar, ela parecia que precisava daquilo.
– Na verdade, eu vim me desculpar. – Genma soltou baixo olhando para os lados, só nesse momento que Sasuke perceber o embrulho nas mãos do jornalista. – É aquele livro que você queria tanto.
Genma falou sem graça estendendo o embrulho para a rosada que agora estava com as mãos na cintura olhando desconfiada para o jornalista. Lentamente a rosada foi desfazendo a carranca para depois sorrir alegre e pegar o presente do moreno e abrir rapidamente.
– Ai, É lindo. – Sakura abraçou o moreno de novo, sorrindo. – Obrigada.
Revirou os olhos negros tento a certeza agora, Genma já estava completamente apaixonado por Sakura, e ele não estava nem um pouco feliz com isso. Não mesmo.
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