Casamento Arranjado [EM REVISÃO]
33 Capítulo Trinta e Três
Notas iniciais
Casamento Arranjado.
CAPÍTULO TRINTA E TRÊS.
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Paz e sossego, finalmente. Este foi o primeiro e único pensamento de Sasuke ao deixar seu corpo cair sobre o sofá preguiçosamente por volta das três horas da manha, depois – de uma missão quase impossível – em colocar Sakura na cama para que a rosada pudesse dormir, e um bom tempo conversando e esclarecendo alguns assuntos e pontos importantes com Gaara.
Flash Back Ativo.
— Na verdade, eu vim me desculpar. – Genma soltou baixo olhando para os lados, só nesse momento que Sasuke percebeu o embrulho nas mãos do jornalista. – É aquele livro que você tanto queria.
Genma falou sem graça estendendo o embrulho para a rosada que agora estava com as mãos na cintura olhando desconfiada para o mesmo. Lentamente a rosada foi desfazendo a carranca para depois sorrir alegremente e pegar o presente do moreno e o abrir rapidamente.
— Ai, É lindo. – Sakura abraçou o moreno de novo, sorrindo. – Obrigada.
Revirou os olhos negros tendo a certeza agora, Genma já estava apaixonado por Sakura, e ele não estava nem um pouco feliz com isso. Não mesmo.
— Eu adorei, de verdade Genma-kun. – Sakura agradeceu mais uma vez, ainda abraçada ao jornalista.
Sasuke observava tudo nervoso e louco de vontade de arrancar a noiva dos braços de Genma, que a olhava com aquele olhar apaixonado, que ele conhecia tão bem. A veia em sua testa saltava com mais vontade de socar o rosto do jornalista para que ele mantivesse suas mãos longe das curvas de sua noiva, Gaara apenas observava em um canto afastado na sala, de olho em cada atitude do amigo.
— Que bom que gostou Sakura, mas agora você precisa de um banho e dormir um pouco. – O Uchiha falou tentando afastar a noiva dos braços do vizinho.
— Ah não, Sasuke-kun! Eu quero ficar aqui. – Sakura retrucou se afastando do jornalista, fazendo bico e cruzando os braços.
– “Eu mereço” – Pensou enquanto perdia o resto de paciência que existia em seu ser.
Revirou os olhos e de forma rápida e ate mesmo bruta pegou a garota de cabelos rosados e a jogou sobre os ombros como se fosse um saco de batatas, não estava com paciência para aturar as infantilidades de Sakura, principalmente quando ela estava bêbada.
— Gaara, me espere, nos precisamos conversar. – Pediu ao ruivo que não respondeu, apenas balançou a cabeça.
Sentia as mãos de Sakura em sua cintura, tentando manter-se firme enquanto ria e comentava algo como: “você tem uma bundinha linda e sexy, Sasuke-kun, eu gosto dela”, fazendo seu rosto corar e Gaara soltar um riso abafado, antes de seguir para o quarto, precisava fazer com que Sakura tomasse um banho gelado, e com urgência.
Em passos rápidos, caminhou em direção ao quarto, fechando a porta atrás de si, ao atravessá-la. De forma desengonçada e até mesmo grosseira – por conta da cena que presenciou na sala com o jornalista – jogou a Haruno sobre a cama voltando a ficar em pé, encarando a noiva que gargalhava abertamente. Suspirou pesadamente e passou a mão nos cabelos, bagunçando-os mais, se Sakura já o levava ao limite da sanidade sóbria, imagine bêbada? Estava muito ferrado.
— Está com medo de mim, Sasuke-kun? – Sakura perguntou colocando o pé na cama e esticando a outra enquanto se apoiava nos cotovelos para encarar o Uchiha.
— Não. – Respondeu cruzando os braços e arqueando a sobrancelha. Se ele estava com medo, coisa que estava sem querer admitir, ou não, ela não precisava saber.
— Então porque está tão distante? – Sakura perguntou rindo e encarando o noivo de forma maliciosa.
Fechou os olhos e colocou uma das mãos no rosto pensando em uma maneira de levar a noiva – que estava bem atirada em sua opinião, não que ele estivesse reclamando – para o banheiro para lhe colocar debaixo do chuveiro gelado. Arfou de surpresa ao sentir-se ser puxado pelo cós da calça e cair sobre alguma coisa, ou melhor, sobre Sakura.
Ouviu o gemido risonho da rosada e fechou os olhos com força, tentando manter sua sanidade e o seu autocontrole intacto enquanto sentia as pontas dos dedos e as unhas percorrer lhe os ombros e as costas, fazendo seu corpo se arrepiar por inteiro, parando perto do centro de seu corpo, da pélvis.
— Sakura, pare. – Sasuke pediu ao sentir os dedos da rosada passar para frente de seu corpo.
— Porque Sasuke-kun? Não está gostando? – Perguntou com a voz suave com a boca próxima ao ouvido do Uchiha.
Se Sasuke não estava gostando? Ah Sakura! Se ela soubesse o quanto ele estava se segurando para não pegá-la de jeito e fazer tudo que tinha vontade, mas precisava manter o foco, Gaara o esperava na sala e ele não poderia e não queria fazer nada com Sakura naquele estado.
Enquanto se segurava sentindo os beijos distribuídos por Sakura em seu pescoço, pensou em uma maneira de levá-la para o chuveiro, foi no momento que ela lhe deu uma leve mordida no ombro que a ideia acertou em cheio sua imaginação, fazendo-o arfar pela sensação e sorrir pela ideia.
— Que tal terminarmos isso no chuveiro, Sakura? – Perguntou roucamente enquanto mordia levemente o lóbulo da rosada.
— Hum… Gostei da ideia, Sasuke-kun, por mais que prefira uma cama, inovar é sempre bom, não é? – Sakura falou embolado e sorrindo maliciosamente mordendo o canto dos lábios, fazendo com que a pouca sanidade do Uchiha começasse a abandoná-lo.
Não falou nada, sabia tão bem o quanto Sakura estava alta, mas isso não o impedia de sentir desejo e vontade pela rosada. Ajoelhou-se sobre a cama e puxou a Haruno para o seu colo em um puxão firme, fazendo-a gargalhar e se segurar em seu pescoço para não cair para trás.
Os lábios se encontraram de forma natural, se encaixando de forma precisa, como se fossem feitas para ficarem juntas para sempre. As mãos de Sakura puxavam levemente seus cabelos, fazendo-o suspirar a cada pequeno momento que as bocas se afastavam. Afastaram-se ofegantes e Sasuke aproveitou para levantar a noiva e a carregá-la para o banheiro.
Gostou da sensação de ter as pernas de Sakura enroladas em sua cintura para que se mantivesse em seu colo, enquanto em passos firmes e rápidos, caminhava ao banheiro. Por mais que tentasse pensar em outra coisa, sua imaginação viajava nas inúmeras possibilidades de se aproveitar da noiva, e acredite ou não, ele adorou essa parte.
Entrou no box com a rosada de roupa e tudo, antes mesmo que a Haruno pudesse ousar reclamar ou até mesmo, fugir dos seus braços, Sasuke a empresou contra a parede a beijou e ligou o chuveiro, fazendo com que a água gelada batesse com tudo em seu corpo quente.
Sentiu a garota tentar relutar em seus braços e até mesmo se afastar do encaixe e do beijo, porém essa tal atitude por parte da noiva o fez apertá-la mais ainda contra a parede e a beijá-la com mais intensidade, fazendo com que a pequena Haruno cedesse aos seus lábios e a água que já havia encharcado as roupas de ambos.
Por mais que quisesse, Sasuke nunca iria se acostumar ou enjoar dos lábios delicados da rosada, que eram tão doces e inocentes ao mesmo tempo em que eram tentadores e provocativos, deixando-o cada vez mais viciado e dependente.
Aos poucos foram se afastando para poderem respirar, a temperatura da água não podia mais ser julgada gelada, os corpos já haviam se acostumado com a mesma. Encarou bem Sakura que estava em seus braços ofegante e de olhos fechados, apenas apreciando a água percorrer seus cabelos e rosto, como se precisasse daquilo para lavar sua alma. Talvez realmente precisasse.
De forma delicada, começou a despir a noiva, ainda deixando com que ela apreciasse o toque da água e a de suas mãos, em nenhum momento deixou seus olhos deixaram o rosto angelical da Haruno, gravando cada abertura de lábios, franzida de testa ou aperto de olhos.
Por mais que Sakura não quisesse admitir, ela estava adorando a sensação de ser despida por Sasuke, principalmente daquela forma tão delicada e carinhosa. Talvez Ino não estivesse certa, talvez o Uchiha pudesse mudar, se ele quisesse.
O Uchiha mais novo poderia ser considerado um “puto sortudo”, pois a sua noiva, era uma mulher incrível, tanto no quesito beleza quanto no quesito intelectual, e uma coisa ele tinha que admitir e concordar com sua mãe, ele não poderia perder aquela mulher nunca em sua vida, nem ele mesmo perdoaria tal idiotice.
— Sasuke… – A voz sussurrada de Sakura chegou aos seus ouvidos quando beijou-lhe o pescoço após tirar todas as suas roupas.
— Só… Aproveita. – Falou aproveitando-se do pescoço da rosada enquanto suas mãos começavam a ensaboar aquele corpo tão lindo… E tão seu.
A sensação de sentir seu corpo ser ensaboado e acariciado por Sasuke era com certeza, sem igual, ainda mais quando a delicadeza comandava cada movimento dado pelo Uchiha, apenas cuidando-lhe, como jamais pensou que chegaria a vê-lo fazer.
Passava-lhe com uma suavidade e delicadeza tremenda a esponja pelo corpo claro da noiva, como se ela fosse a joia ou pintura mais rara do mundo, nem ao menos se importava se a água estava quente, fria ou gelada, pois seu sangue já não deixava com que ele sentisse a temperatura, de tão quente seu sangue bobeava em suas veias.
Deixou-se ser guiada, cuidada, lavada e mimada por Sasuke sem nenhuma reclamação, reclamou menos ainda quando o mesmo se despiu em sua frente e depois colocou uma toalha na cintura para esconder a nudez, que ela já conhecia tão bem e tinha que admitir, o Uchiha mais novo dava de dez a zero em Itachi.
Soltou um grito leve e assustado quando o moreno lhe pegou no colo enquanto estava distraída, iria protesta, mas resolveu se calar quando notou o olhar feio do noivo sobre si, em poucos segundos se viu sentada no centro da cama com apenas uma toalha cobrindo-lhe o corpo do banho recém-tomado.
Sasuke deixou-a sozinha e foi em direção ao closet, onde pegou uma camisa sua e uma calcinha para a rosada, para depois jogar sobre a rosada.
— Se veste. – Sasuke mandou. Sempre tão mandão.
Mesmo sem querer, deixou um sorriso escapar e não contrariou o moreno; pegou as peças de roupa que o mesmo havia lhe jogado e começou a vesti-las, para quem via a sua situação de fora, poderia até achar submissão sua atitude, mas em certos momentos, Sakura admitia que gostava do jeito mandão e imponente do Uchiha.
Quando Uchiha mostrava esse “lado”, ele mostrava a quem é que os vissem, que ele tinha o poder e o controle de qualquer situação em suas mãos e isso a deixava, de certa forma, encabulada e excitada, pois ela não precisava se preocupar em tomar qualquer tipo de decisão, deixava tudo por conta do moreno.
Terminou de se vestir e ficou encarando o noivo terminar de se vestir, sabia que assim que o mesmo terminasse de vestir a camisa, ele sairia do quarto, deixando-a sozinha, porém, por mais que fosse difícil para a Haruno admitir, ela não queria que ele saísse, pois ela não estava preparada para ficar sozinha, porque sabia perfeitamente que desabaria assim que o fizesse, e ela não queria isso.
Sentou-se na cama e puxou os joelhos em direção ao peito, encarando o Uchiha, mordeu o canto dos lábios e suspirou. Lembrava-se perfeitamente do que havia falado, debochado, confessado e feito, do mesmo jeito que sabia que em sua corrente sanguínea corria álcool e que ele ainda controlava algumas atitudes, desejos e vontades suas, entretanto, naquele momento, sóbria ou não, Sakura queria os braços de Sasuke lhe envolvendo e lhe protegendo.
Por mais que fosse difícil admitir, aquele contato com o Uchiha lhe transmitia a sensação de proteção e conforto, e ela gostava desta sensação.
— Sasuke, você poderia ficar um pouco comigo? – Perguntou encarando outro ponto do quarto, menos o Uchiha. – Por favor.
Desconfiado, Sasuke encarou a noiva após terminar de vestir a camisa, foi a primeira vez que seus olhos a viram tão frágil, como nunca havia visto, não sabia ao certo o que tinha acontecido naquela tarde com a Haruno, mas nunca em toda a sua vida, tinha a imagem de Sakura tão triste, frágil e desolada como naquele momento. Em passos lentos, se aproximou da cama e deitou-se, puxando a rosada para seus braços, sentindo-a desabar contra seu peito.
***
O soluço de Sakura o pegou desprevenido, Sakura o abraçava pela cintura enquanto o moreno encarava o teto, a mais de dez minutos, até aquele momento, sentia o corpo rijo de Sakura em seus braços, em menos de um segundo, a rosada já chorava compulsivamente e ele não sabia como reagir a não ser, afagar seus cabelos de forma delicada, enquanto a noiva apertava-lhe a camisa.
— S-Sasuke… Me desculpe. – A voz chorosa de Sakura o tirou de qualquer devaneio sobre aquela tarde. – Pelo soco que Gaara lhe deu e por Genma, por esta bêbada e por você precisar me dar banho, eu sinto tanto.
Não conteve o sorriso de canto, Sakura não tinha culpa pelo soco, mal sabia ela que aquele era o segundo soco no mesmo dia pelo mesmo motivo, por causa dela, entretanto, por mais que seu rosto doesse e seu corpo reclamasse não se importava, porque o motivo dos socos era único, era por ela, unicamente por ela, por isso, ele não se importava, ele levaria quantos socos fossem necessários por ela.
— Está tudo bem… – Respondeu depositando um singelo beijo em sua testa e suspirando, fazendo-a se acalmar em seus braços. – Apenas durma.
Sentiu o soluço diminuir e a respiração da rosada voltar ao normal aos poucos. Minutos depois a sentiu relaxar em seus braços, suspirou e cogitou a possibilidade de dispensar Gaara e permanecer ali, quietinho para proteger a noiva, mas infelizmente precisava resolver aquela situação naquela mesma noite, pois ele sabia que poderia esta passando milhares de coisas na cabeça do Sabaku No naquele momento.
Quase uma hora depois, sentiu que a Haruno havia adormecido totalmente em seus braços para não se incomodar se ele saísse debaixo dela.
***
Já estava cansado de esperar por Sasuke. Por mais que aquele assunto fosse importante e delicado para ele entender um pouco do que se passava na cabeça da namorada sobre o casamento da melhor amiga com o Uchiha, não poderia passar a noite ali, a espera do moreno.
Gaara confessava que aquela revelação por parte de Sakura o havia pegado desprevenido. Suspirou e bagunçou os cabelos olhando para o chão. Agora entendia o motivo de Ino nunca querer confessar com quem perderá a virgindade. Não que isso importasse, só não imaginava que sua namorada havia perdido a tão “sagrado lacre” com um dos seus melhores amigos.
“Droga.”. Levantou-se revoltado. Porque aquilo tinha que acontecer justo agora? Só para colocar caraminholas na cabeça do Sabaku No? Suspirou e apoiou-se na vidraça e encarou as luzes dos prédios vizinhos através da grande janela. Infelizmente muita coisa entre Gaara e Ino havia mudado muito desde o anúncio do casamento de Sasuke e Sakura.
Em certos momentos Ino parecia gostar e ficar satisfeita com a união, e em outros, mostrava-se totalmente transtornada com o fato, e isso o deixava confuso, sem saber o que fazer ou o que pensar. Em diversos momentos chegou a questionar a Yamanaka pelo comportamento, mas só recebia respostas vagas, agora com essa notícia, só piorava seus pensamentos.
Isso estava acabando com ele e com seu relacionamento com Ino, pois mais que não quisesse.
— Gaara, você está bem? – A voz grave de Sasuke chegou aos seus ouvidos, por mais que não quisesse, ainda estava louco para arrebentar a cara do Uchiha, até porque, por culpa dele, estava pensando mais besteiras do que antes.
— Estou bem. – Respondeu entredentes, precisava manter a calma para não avançar no amigo.
— Temos que conversar. – Sasuke falou sem graça sentando-se no sofá e encarando a televisão desligada.
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Sasuke sabia bem que aquela conversa iria ser tensa, mas no momento que seus pés tocaram o carpete da sala e viu o Sabaku No com as mãos espalmadas na vidraça da janela, teve uma pequena noção do quão difícil seria.
— E ai, vai começar a falar ou vai ficar ai parado? – Gaara perguntou seco.
Respirou fundo e tentou ao máximo manter a calma, nunca havia confessado em voz alta o que estava prestes a fazer, alias, tinha muita coisa que falaria naquela conversa que jamais admitira, nem para si mesmo, e isso o deixava nervoso, muito nervoso.
— Antes de começar, gostaria de dizer, eu era um completo idiota… – Começou nervosamente, passando as mãos nos cabelos.
— Era? – Questionou Gaara dando um sorriso de canto.
—Continuando… – Ignorando totalmente o comentário do ruivo, continuou. – Sei que fiz muita merda quando era mais novo, e sei melhor do que qualquer outra pessoa quem eu magoei, e sinto muito por isso, naquela época eu era muito imaturo, se eu soubesse o que eu sei hoje, pode ter a certeza, não teria feito metade do que fiz…
O suspiro saiu alto e seus olhos encontraram os verdes de Gaara, que estava atento a cada palavra sua.
— Ela conseguia me deixar completamente louco, e olha, ela nem precisava de esforço, apenas sorrir ou me olhar, Sakura sempre teve um poder absurdo sobre mim, e que eu só fui perceber isso quando a vi abraçada com outro na escola… – O punho de Sasuke se fechou ao recordar-se da cena que presenciara sem querer, da Haruno abraçando e dando um beijo singelo em um colega de turma. – Aquilo me consumiu, tinha pouco tempo que eu havia perdido a virgindade, então me sentia “o cara”, não precisava fazer muito esforço para conseguir qualquer garota. Tinha uma vida fácil.
“Mas, infelizmente, com a Sakura era tudo tão diferente, ela não me dava atenção, sempre queria me ver possesso de raiva, totalmente diferente das outras meninas, que se jogavam aos meus pés, eu não tinha trabalho algum para conquistar uma garota, você se lembra. Ela sempre foi perfeita, mesmo quando queria me matar.”
O Uchiha que estava sentado, levantou-se e começou a caminhar pela sala, sendo seguido pelo olhar atento de Gaara, que por mais que não quisesse, sentia-se totalmente surpreso com as revelações do moreno.
— Eu fiquei cego de ciúmes, confesso, quando vi, já estava indo com a Ino para casa, em nenhum momento eu deixei de respeitá-la ou me preocupar com ela, simplesmente aconteceu. – Parou de andar e encarou o ruivo, que o encarava de volta. – Eu não nego que tirei a virgindade de Ino, se pudesse mudar isso, mudaria, mas infelizmente, não posso.
“No dia seguinte, não soube como agir, era imaturo e infantil, mas ainda sim, me desculpei com ela e disse que não era para ter acontecido, mas Ino disse que gostava de mim, e que queria que aquilo acontecesse. Aquilo me quebrou. Eu havia tirado sua virgindade e não poderia retribuir o sentimento que ela sentia por mim. Senti-me um lixo, queria ser capaz de ter retribuído seus sentimentos, mas fui sincero, disse que gostava de outra. Ela ficou arrasada.”
“Então ela contou para a Sakura. Eu não me importei de levar uma estante na cabeça, por que eu sabia que merecia aquilo, melhor do que qualquer outra pessoa. Eu sabia que eu havia feito merda, e das grandes; mas o que me deixou mal mesmo, foi ver como a Sakura ficou magoada com essa história, por mais que ela tivesse tentado esconder, eu conhecia aqueles olhos. Mas ela mudou, eu havia feito a garota que eu gostava mudar.”
Gaara não sabia o que falar, aquele dia havia sido um dia longo e cheio de descobertas, ele não sabia o que pensar ou o que falar, pois também já fizera muita merda na vida, não tinha direito de condenar o Uchiha, até porque, havia acontecido há muito tempo, e Sasuke era uma das poucas pessoas com quem ele podia contar e confiar.
— Eu sei que isso não justifica o que aconteceu, mas agora, isso não vale de nada, Ino é completamente louca por você, Gaara. – Encarou o ruivo que estava parado no mesmo lugar, ao lado da vidraça. – O que aconteceu está no passado, não significa mais nada. Nem para mim, e nem para Ino.
— Você a ama? – Gaara colocou as mãos no bolso dianteiro da calça jeans. – E eu não estou falando da Ino.
O silêncio naquela sala tornou-se insuportável e incomodo para Sasuke, não por não saber a resposta daquela pergunta, mas sim por não está preparado para responder aquela pergunta, principalmente em voz alta e para alguém que não seja ele mesmo.
— Então? – Gaara questionou depois de longos minutos em silêncio.
Sasuke passou as mãos no rosto e suspirou, não estava preparado para aquela inquisição de um dos seus melhores amigos, àquela hora da noite, depois de um dia como aquele. Encarou o ruivo e mordeu o canto dos lábios, procurando um jeito de explicar para o amigo que não tinha coragem de admitir tal sentimento para outras pessoas a não ser ele mesmo.
— Eu… Gosto. – Confessou baixo, não por vergonha ou medo da reação do amigo, mas por falta de coragem de admitir em voz alta.
Aquela confissão pegou Gaara desprevenido, ele esperava que o Uchiha negasse ou qualquer coisa parecida, mas para seu espanto, o moreno estava realmente confessando que gostava de alguém, depois de tantos anos.
— Vai dizer a ela? – O ruivo questionou.
— Não… Claro que não. – Sasuke rebateu rápido e sem pensar duas vezes. – Ela não precisa disso agora, talvez nunca vá precisar disso para a vida dela. – Sussurrou a última parte.
Mais uma vez o silêncio tomou conta do ressinto, fazendo cada um se perder em seu próprio pensamento, Gaara pensando na namorada e no tanto que teria que mudar para as coisas entre eles voltasse a dar certo e Sasuke pensando em Sakura, que tudo que ela não precisava agora era dele se declarando para ela.
— Eu acho que você tem que falar, mas isso é uma decisão sua. – Gaara falou caminhando para a porta. – Mas agora, preciso ir ver minha namorada. Boa sorte no que decidir.
Um pequeno aperto de mão foi o que selou a despedida dos amigos de longa data. Sasuke ficou ali sentado, apenas pensando no que fazer ou como agir, agora que Gaara sabia um dos seus terríveis segredos. Suspirou e levantou-se, em passos lentos chegou ao quarto e observou a garota de cabelos rosados adormecida abraçada ao travesseiro do Uchiha.
O sorriso foi involuntário, principalmente quando a Haruno começou a murmurar coisas sem sentindo enquanto passava o nariz no tecido do travesseiro. Sem pensar duas vezes, retirou a camisa e deitou-se junto à rosada, que lhe abraçou no instante que seu corpo relaxou no colchão.
Afagou o cabelo rosado da noiva e fechou os olhos. Adorava esta naquela posição, por mais que fosse difícil de admitir isso para qualquer outra pessoa, a não ser para ele mesmo.
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