Casamento Arranjado [EM REVISÃO]
30 Capítulo Trinta.
Notas iniciais
Casamento Arranjado.
CAPÍTULO TRINTA.
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Sasuke Uchiha reflexão – Parte I.
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Acordou sentindo a falta de um peso sobre a cama, ou melhor, sobre seu corpo. Lentamente sentou-se na cama e observou sua volta, a toalha que cobria o corpo da Haruno mais cedo ainda estava no chão, assim como sua cueca e a roupa que havia tirado mais cedo, involuntariamente um sorriso de canto surgiu em sua boca. Sorrir era uma coisa que estava se tornando bem frequente em sua vida desde que começou a morar e se envolver com Sakura.
Levantou-se e completamente nu rumou para o banheiro, necessitava de um longo banho quente para esquentar seu corpo e quem sabe, organizar seus pensamentos. Entrou do Box e deixou a água quente bater em sua nunca enquanto fechava os olhos e analisava sua atual situação.
Com vinte e um anos, cursando o seu terceiro ano de faculdade, estava noivo da garota que havia passado mais de 90% de sua vida, até o momento, brigando. Realmente, uma grande reviravolta para quem era solteiro e pegava quem queria na hora que queria. Mas o que o deixava indignado era o fato de esta casando não por gostar da garota ou por querer, mas sim por está sendo obrigado.
Por conta de um contrato inútil – em sua humilde e sincera opinião – que meu pai fizera com os pais da rosada e com Madara Uchiha, era necessário um casamento contratual entre a herdeira dos Haruno com o filho mais novo dos Uchiha. Quem em pleno século XXI se casava forçado? Isso era fácil responder, eles eram: Sasuke Uchiha e Sakura Haruno.
Agora uma questão mais intrigante ainda, quem nasce com cabelo cor-de-rosa? Ninguém, se bem que a maioria das pessoas no país japonês pintavam seus cabelos com as cores mais inusitadas do mundo, porém ninguém nunca nascia com aquela cor estranha. Apenas por este motivo já a achava totalmente estranha.
Contudo, com o tempo ela foi se tornando encantadora. Seus olhos esverdeados – que era sua fascinação, tinha que admitir – faziam uma combinação perfeita com as madeixas de cor incomum e com a pele tão delicada e clara quanto à porcelana, deixando-a com um aspecto angelical, só com o aspecto.
Tinha que admitir outro fato, quando era criança adorava brincar com Sakura em um parquinho perto da casa de ambos, sempre gostou, pois ela era a única garota de todo bairro que tentava ser sua amiga e não sua namoradinha. Porém, ele acabou sendo um completo idiota mirim, maltratou a pequena garota de cabelos rosados, fazendo com que a mesma se distanciasse do parque e parasse de brincar com ele.
Quando a pequena Haruno ia ao parque, ela mantinha uma distancia considerável do pequeno Uchiha, vez ou outra, Sasuke sentia os olhares da rosadinha sobre si, contudo não se aproximava, mas o que realmente enfurecia Sasuke era o fato de Sakura brincar e conversar com todos do parque, menos com ele.
O tempo foi passando e Sasuke se conformando, mesmo que de longe vigiasse Sakura brincar com todos, sem que ela percebesse, é claro. Quanto mais à rosada se distanciava do Uchiha mais novo, mais ela se aproximava do Uchiha mais velho, o que deixava Sasuke mais enfurecido que antes. Sakura e Naruto sempre iam com seus pais para a casa do pequeno Uchiha, porém Sasuke só brincava com o pequeno galego, deixando a pequena Haruno de lado que era sempre amparada por Itachi.
Com o tempo, Sakura parou de procurar por Sasuke quando chegava e passou a procurar por Itachi, para o desgosto profundo do Uchiha mais novo, e Sasuke tinha que confessar, aquela atitude o tirava completamente do sério.
Com oito anos, infelizmente – ou felizmente, Sasuke ainda não sabia – caíram na mesma turma no segundo ano de escola. Todas as garotinhas viviam tentando chamar a atenção do pequeno Uchiha, contudo, por mais que não quisesse admitir, ele só tinha olhos para apenas uma, que sempre o esnobava e o ignorava, ferindo seu ego infantil e tão orgulhoso, fazendo com que sua raiva – sem motivo – pela garotinha apenas aumentasse. Complexo do ego Uchiha ignorado ferido.
Até que em um belo – ou não tão belo assim, já que amanhecera chuvoso – dia, Sasuke teve uma brilhante – ou não brilhante assim, pois até hoje se perguntava o motivo da brincadeira infantil, era apenas para ser notado pela Haruno? Não sabia a resposta. – de colocar a lixeira de plástico encima da porta, para que quando uma pessoa – Sakura na sua perversa cabecinha infantil – abrisse a porta por completo, caísse sobre ela. Dito e feito. Plano executado com louvor.
A porta se abriu e rapidamente a garotinha que já tinha os cabelos rosados nos ombros estava estática no mesmo lugar com a lixeira de cor branca sobre a cabeça, enquanto Sasuke Uchiha sorria vitorioso encarando a pobre garota de olhos verdes, que era motivo de chacota pelos coleguinhas de sala de aula.
Entretanto, esperava vê-la chorando e saindo correndo dali, mas ela fez algo que lhe surpreendeu, em seus olhos verdes tão inocentes, via-se ódio enquanto dizia as palavras lentamente lhe encarando.
“Você vai se arrepender, eu vou acabar com você, Uchiha!”
Doces palavras, tudo bem, de doces àquelas palavras não tinham nada. Desde aquele fatídico dia, Sasuke Uchiha e Sakura Haruno não pararam de brigar, sempre inovando em suas brincadeiras maldosas e até mesmo, pesadas, com o propósito de um humilhar o outro perante seus colegas de escola.
Claro que cada um conseguiu seus fieis escudeiros, ou melhor, seus cúmplices. Aquelas brincadeiras já haviam se tornado uma terceira guerra mundial e ninguém sabia, ou, fingia não saber.
Foi quando Sasuke fez a maior burrada de toda a sua vida, que estremeceu de forma devastadora sua relação com a garota de cabelos rosados e olhos verdes. Sasuke com os hormônios a flor da pele, com sua inocência – tirada há poucos meses – tirou a virgindade da melhor amiga da rosada, Ino Yamanaka, aos seus quinze anos.
Poucos sabiam, mas quando a Haruno derrubou – de forma inusitada e monstruosa – uma estante de livros sobre a cabeça do Uchiha em um de seus desastrosos encontros na biblioteca da escola, não foi pelo fato do moreno ter-lhe jogado uma bandeja de macarronada na cabeça no meio do pátio na hora do intervalo, mas por descobrir que ele havia tirado a inocência de sua melhor amiga e depois de deixá-la sozinha no quarto da mesma, a ignorou no outro dia, como se não a conhecesse ou não tivessem trocado um momento intimo.
Ninguém sabia desta história além do Uchiha, da Haruno, da Yamanaka e das amigas das mesmas, que a consolou enquanto se debulhava em lágrimas no colégio. Com certeza, se Gaara soubesse disso, Sasuke Uchiha seria um cara morto, com toda a certeza, já que quando se conheceram, tiveram uma briga para lá de “bonita”.
Não sabia o real motivo por ter começado a brigar com a Haruno, não sabia se era ego ferido por ser ignorado por ela ou para chamar sua atenção, ou os dois, aquele ponto ainda era algo indefinido em sua pobre vida em relação à garota. Sempre sentiu algo dentro de si em falta ou vazio, mas quando implicava ou brigava com a rosada, algo se iluminava e aquecia, contudo, nunca procurou saber o verdadeiro motivo desta sensação.
Enquanto brigava com a garota de olhos intrigantes era impossível não observá-la, sabia de todas as expressões dadas pela mesma, desde a franzida na testa até o bico enquanto cruzava os braços quando era contrariada pelo Uchiha ou por qualquer outra pessoa, e por incrível que pareça, Sakura não havia mudado com o passar dos anos; e por mais incrível ainda que pareça, Sasuke continuava o mesmo garoto bobo ao brigar com a Haruno, mas claro, sem transparecer, pois acima de tudo, era um Uchiha. Era difícil admitir, mas ele gostava dessa relação gato e rato dos dois.
Mas eis que sua tão amada vida é destruída com a chegada de um intruso, Akasuna No Sasori. Faltavam alguns meses para a rosada completar seus tão esperados dezoito anos quando o ruivo amigo de Itachi surgiu em sua vida.
Não foi uma das melhores cenas de sua vida presenciar Sakura beijando outro em sua frente, contudo, seu primeiro pensamento foi: “preciso pegar alguém”, sua vítima? Karin Takahashi, seu maior erro depois de ter tirado a virgindade de Ino, já que desde a noite que passou com Karin, nunca mais conseguiu se livrar da ruiva.
Logo que Sakura assumiu oficialmente o namoro com Sasori, Sasuke passou a evitar qualquer lugar que a rosada pudesse estar com o ruivo, não por não gostar de sua companhia, mas por não suportar vê-la nos braços daquele desgraçado filho da mãe.
Enquanto a rosada engatava o namoro mais firmemente com Sasori, Sasuke se envolvia mais com outras e com Karin, enrolando a ruiva por longos três anos sem pedi-la em namoro ou firmar qualquer compromisso com a mesma. A realidade mais que evidente era que Sasuke não gostava da garota e jamais gostaria, a única coisa que apreciava na ruiva de corpo volumoso era o sexo, que além de selvagem, era intenso, nada mais.
Suspirando alto desligou o registro do chuveiro, seu corpo reclamava por conta do tempo debaixo d’água e passou as mãos os cabelos negros para tirar o excesso de água, pegou uma toalha branca e a enrolou na cintura, para esconder a nudez, minutos depois já se encontrava sobre a cama que dividia com Sakura trajando apenas uma calça moletom negra.
Tudo ia razoavelmente bem, até que um dia Sasuke recebeu a notícia que mudaria sua vida para sempre, não só a sua, como a de Sakura também.
Em prazo de um ano, Sakura Haruno e Sasuke Uchiha teriam que noivar por um ano e ao final deste um ano, teria que selar a união em matrimônio para manter os bens das famílias. Ao saber da novidade, Sakura não poupou esforços para esconder seu desgosto sobre seu “casamento” e foi para cima do moreno com quinhentas pedras na mão, taxando-o como egoísta, hipócrita, sem coração, entre outros adjetivos nada agradáveis na opinião do pobre Uchiha.
Depois do anuncio do tal “casamento” por seus pais, Sasuke ficou sabendo de uma notícia mais incrível ainda, teria que dividir o mesmo teto com Sakura por um ano inteiro, nem mais nem menos, por incrível que pareça, Sasuke ficou apreensivo, com isso teve a ideia brilhante – ou a mais idiota de toda sua vida – de pedir conselhos sobre o que fazer com a pessoa mais inútil – até mais inútil que Naruto – presente em sua vida, Obito Uchiha, conhecido também como Tobi.
Flash Back Ativado.
Acordou aquela manhã mais sereno que o normal, seu corpo estava relaxado e sua mente descansada, motivo? Karin havia largado de seu pé por algum tempo, e por mais incrível que pareça, não estava nervoso por conta daquele “casamento arranjado”, até porque, teria um longo ano para aproveitar sua solteirice antes de subir ao altar para receber, Sakura.
Mal tinha terminando seu banho matinal quando Fugaku mandou avisar que queria encontrá-lo no escritório da mansão Uchiha em meia hora. Como era um rapaz muito obediente, trinta minutos depois se encontrava batendo na porta de mogno negro do escritório do pai. Só entrou quando recebeu a autorização do pai com um leve e abafado “entre”.
Com os olhos frios encarou o homem de postura firme e séria atrás da grande mesa de mogno marrom e terno bem-arrumado ao corpo, enquanto Sasuke vestia apenas uma calça jeans levemente surrada, um tênis, uma camisa preta e um casaco com o símbolo da família na gola, na cor azul.
– O senhor me chamou? – Perguntou revirando os olhos após um bom tempo de silencio.
– Gostaria que me desse sua opinião sobre algo. – O Uchiha mais velho falou após jogar algumas plantas de construção sobre a mesa.
Sem retirar a mascara impassível, Sasuke se aproximou da mesa e pegou uma das plantas e começou analisá-la, eram dois apartamentos se transformando em apenas um com dois quartos, os dois com suíte, uma cozinha mais ampla, assim como as pequenas modificações como uma bancada americana, e a área de serviço, após fazer os retoques em alguns erros, devolveu-os para Fugaku que esperava tudo calado, apenas observando filho fazer as modificações e lhe dar algumas dicas.
– É um projeto interessante. – Começou encarando o pai analisar suas modificações. – É para quem?
– Para você.
Sasuke engasgou com a própria saliva diante das palavras do Uchiha mais velho que lhe olhava sério e até mesmo com um vestígio de humor nos olhos.
– Para mim? – Argumentou arqueando a sobrancelha.
Mikoto era contra os filhos saírem de casa, e Fugaku tinha plena certeza disso, porem não poderia permitir que depois de casado, Sasuke morasse no mesmo teto que ele com sua nova esposa, que tipo de pai seria se permitisse isso?
– Sim. – Falou estendendo novamente a planta sobre a mesa para depois começar a apontar os cômodos. – Esta será a cozinha, ela será bem ampla e a área de serviço será quase acoplada à mesma, dando mais espaço ainda; já aqui será a sala com mais espaço e comodidade para você e para sua noiva; aqui será a suíte de hospedes, com um banheiro simples e aqui será a suíte máster com banheira de hidromassagem no banheiro, closet embutido e totalmente decorado, por sua mãe. – Finalizou.
Ainda fitava o pai sem entender nada, havia parado de ouvir no momento em que ele lhe mostrou onde seria a cozinha.
– E para que eu ia querer um apartamento de dois quartos? – Questionou levantando-se da cadeira onde havia se sentado de supetão. Nunca em toda sua vida, havia falado uma frase tão longa sem respirar.
– Para morar com sua esposa, claro, acredito que por conta do contrato, não vão querer dividir o mesmo quarto.
Puta que pariu. Foi seu pensamento ao recorda-se que antes de se casar oficialmente com Sakura, iria ter que morar, dividir o mesmo teto, juntar as escovas ou os trapos, ou alguma coisa assim, com a rosada. Jogou-se novamente sobre a cadeira e se pôs a pensar, estava muito ferrado, sem sombra de duvida iria ser assassinado por Sakura.
Saiu dos devaneios quando se levantou rapidamente da cadeira e saiu do escritório do pai sem falar uma palavra, precisava de ar, precisava pensar e precisava ir para a faculdade.
Sentia-se aéreo e perdido, não sabia mais o que pensar, muito menos prestava atenção por onde dirigia só se deu conta de onde estava quando estacionou o carro em frente a um grande prédio comercial nas cores bege e salmão. Necessitava conversa com alguém, esperava encontrar seu irmão, mas se não encontrasse, teria que conversar com seu primo, Obito Uchiha.
Para seu desespero, seu querido irmão não estava no prédio, agora lá estava ele, sentado em um dos sofás da recepção da sala do inútil primo, Obito. Suspirou resignado ao ouvir que o Uchiha mais velho iria lhe atender.
– Sasuke-kun. – Obito falou animadamente quando viu o primo mais novo jogado no estofado da sala de espera do prédio do grupo artístico Akatsuki, do qual participava.
– Obito. – Respondeu sem animo se levantando e entrando na sala do primo sem autorização.
– Apressado como sempre. – Obito resmungou ficando sério e fechando a porta para depois encarar o Uchiha mais novo. – Diga logo o que quer, sei que não faz visitas sem propósito.
Ficou encarando o mais novo passar as mãos no rosto e nos cabelos cinco vezes, como se fosse um tique nervoso, suspirando sentou-se em uma das cadeiras e continuou encarando o moreno mais novo.
Estava nervoso, isto era fato, será que Obito entendia o quão difícil era para Sasuke poder se expressar? Falar abertamente sobre suas crises de pensamentos e até mesmo sentimentos? Acreditava que não. Suspirou e encarou o teto procurando um jeito de começar aquele assunto tão delicado, para ele, é claro.
– Vou me casar com a Sakura. – Soltou de uma única vez.
– Disso eu já sabia. – Obito debochou calmamente enquanto brincava com algumas canetas no suporte, Sasuke o encarou como se pedisse uma explicação, viu o moreno mais velho suspirar e passar as mãos no rosto para demonstrar cansaço. – Eu tive acesso ao contrato, também estou ciente que terá que viver na mesma casa por um ano e tudo mais, mas responda-me, que mal a nisso?
Suspirou alto e encarou os olhos negros do primo enquanto se ajeitava sobre o estofado, porque ele era sempre o último saber das coisas que lhe diziam respeito? Não entendia essa mania feia de sua família, ficou um bom tempo em silencio, até se pronunciar baixo e envergonhado.
– Nos odiamos, aliás, ela me odeia.
Por mais que quisesse gargalhar do primo mais novo, se manteve quieto, segurando o riso com lábios presos pelos dentes, era engraçado ver Sasuke perdido por conta de uma garota, uma única garota, que sempre o tirou do sério, encarou os olhos perdidos do primo mais novo e sorriu, talvez Sasuke não fosse tão insensível como todos alegavam.
– Quer uma solução? – Obito questionou encarando firmemente o mais novo e o viu assenti. – Aproveite a oportunidade.
– E como eu farei isso, gênio? – Questionou debochado enquanto revirava os olhos.
– Simples querido Sasuke… – Obito começou ironicamente caminhando-se até o pequeno bar em seu escritório, fazendo um drink para si e outro para Sasuke, que tomou tudo em um gole a bebida que lhe foi entregue. – Tio Fugaku disse que o apartamento de vocês tem dois quartos, ao em vez de você ficar em um quarto e a Sakura em outro, fique no mesmo quarto que a rosada, vocês irão se casar mesmo, o que custa aproveitar um o corpo do outro?
Lá estava o tão famoso sorriso malicioso dos Uchiha, não tinha como negar, a ideia de seu primo – que se mostrou não sendo um completo idiota – até que fazia sentido, como sairia na mídia que Sasuke estaria noivo da Haruno, ficaria insuportável para Sasuke manter seus “relacionamentos”, e dormindo com Sakura, mataria sua carência e teria sexo sempre ao seu dispor.
– Até que você não é tão burro quanto eu pensei, Tobi. – Declarou após alguns minutos em silencio analisando as palavras do primo.
Flash Back desativado.
Desde o ilustre “conselho” de Obito, Sasuke colocou em prática, assim que Sakura ficou sabendo do apartamento, ela quis impor que o moreno dormisse no quarto de hospedes, como ele já imaginava, só que o Uchiha conseguia ser mais teimoso que a Haruno quando queria. Bateu o pé e negou-se a dormir em outro quarto, se não na suíte máster, para desgosto da rosada, que não queria dormir no quarto de hospedes, acatando assim a realidade: dividiriam a mesma cama.
Para seu total desespero ou para sua sanidade, Sakura era uma garota extremamente gostosa e provocante, o fazendo cair feito um patinho em seu encanto, por mais que fosse difícil resistir, Sakura era uma mulher fatal.
Finalmente mudou-se para sua nova moradia, com Sakura, antes de tudo, a rosada exigiu algumas regras, bobas em sua opinião, porém acatou, para manter a harmonia.
Flash Back Ativado.
Impaciência. Era o que lhe definia naquele momento, estava louco para jogar seu precioso videogame após arrumar todas as suas coisas depois da mudança, mas parecia que Sakura não queria lhe dá sossego, pois estava parada a sua frente, impedindo que olhasse o visor da televisão, onde seu jogo estava travado.
– Diga logo, o que você quer? – Exigiu após abandonar o controle do videogame ao lado do corpo.
– Quero propor algumas regras, Sasuke. – Sakura falou cruzando os braços e o encarando.
– Não está sendo ridícula? Não somos mais crianças. – Confessou revirando os olhos, ainda encarando a rosada.
– Eu mesmo não sou, já você tenho lá minhas duvidas. – Sakura falou debochada arqueando as sobrancelhas, fazendo o moreno lhe encarar carrancudo. – Estou falando de regras de convivo, e não toque de recolher, essas coisas.
Revirou os olhos pela segunda vez, suspirou e passou as mãos no cabelo, quanto mais rápido concordasse com aquilo, mais rápido poderia voltar para seu querido e tão amado jogo de videogame.
– E o que propõe Haruno?
– São regras básicas, por favor, siga-as. – Sakura falou relaxando um pouco a postura, sendo incentivada por Sasuke a continuar. – Primeira: organização, por minha parte e sua.
Estava de acordo, até porque se tinha alguma coisa que Sasuke odiava era desorganização, era tão organizado, que aquilo acabava se tornando chato.
– Dispensa, caso perceba que ela está ficando vazia, reabasteça. – Sakura continuou apontando a segunda regra. – Terceiro: abaixe a tampa do vaso sanitário e não deixe toalha sobre a cama, é nojento.
Ergueu a sobrancelha, sabia que aquilo era regra de higiene básica, pois Mikoto Uchiha era extremamente chata com isso, por mais que tivesse empregadas em casa.
– Quarto: Ajude a arrumar a casa, mesmo quando não estiver a fim, vamos manter esse lugar limpo, organizado e cheiroso. Quinto: As roupas serão mandadas todo final de semana para a lavanderia, então coloque as sujas no local certo. – Encarava a rosada falar sem parar, fazendo sua cabeça latejar um pouco, suspirou e a viu se aproximar. – E esta é a mais importante, por favor, Sasuke, não a quebre.
Revirou os olhos e negou com a cabeça, para depois incentivar a rosada a falar qual regra era tão importante assim.
– E qual seria Sakura?
– Por favor, em hipótese alguma, traga as garotas que você transa ou quer transar para esse apartamento, tenha um pouco de respeito por mim, ou finja ter.
Revirou os olhos pela milésima vez naquela conversa, mas concordou. Isso fez com que Sakura saísse de seu pé, e ele pôde voltar para seu tão precioso jogo.
Flash Back desativado.
Para a decepção de Sakura, esta foi à primeira regra a ser quebrada por parte de Sasuke.
Continua...
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