Casamento Arranjado?

15 Especial 2 - For You


Notas iniciais
Fala galera bonita da madrugada!!!!
(lê vácuo total)
Por Deus, me perdoem pela imensa demora. Eu não queria ficar esse tempo todo sem postar, a cada fim se semana que passava eu me sentia mal por não conseguir ter uma ideia boa ou conseguir escrever. (minha familia toda inventa de pegar o notebook quando vou escrever).
O proximo capitulo tem notas importantes, e muito texto. É o maior texto que fiz na minha vida, com mais de 20 paginas no Word, e vou postar de uma vez pra você não me matarem. (Se bem que eu já estou morta mesmo ^^')
Tijoladas, tiros, chinelos, tudo o que você tiver do seu lado direito você pode atacar contra mim, é o minimo que eu mereço.
Esse especial, assim como o outro, é do FUTURO, ou seja, vão acontecer nos respectivos dias que coloquei no capitulo.
Mais uma vez, me desculpem e tenham uma boa leitura.

Casamento Arranjado? – Especial 2 – For You

Era primavera.

Eu acordei ansiosa para esse dia, visto que o planejara há tempos.

Eu o visitava sempre na mesma data, com uma roupa preta.

Eu iria visitar meu irmão.

Depois que ele morreu, eu vou visitá-lo todo ano no dia 13 de julho, já que é dia dos finados, por que não visitá-lo?

Acordei de bom humor e comecei a me preparar para ir visitá-lo. Eu coloquei um vestido preto e um casaco preto por cima, já que o tempo estava nublado e com vento nessa manhã de sábado. Levo apenas o meu celular no bolso do casaco, sem bolsas ou qualquer coisa do tipo. Peguei alguns produtos de limpeza e algumas velas, e saio de casa por volta das 11 da manhã. Eu não sou fresca por limpar túmulos, já que é meu irmão, eu mesma posso limpar, não é? E sempre coloco óculos pretos e o cabelo em coque pra ninguém me reconhecer.

Quando fui pegar o carro, no caminho encontrei outras famílias do prédio se aprontando pra sair também. Saio do prédio com um bom dia do porteiro.

Por sorte o trânsito de manhã não estava muito ruim, apenas movimentado. O cemitério fica na parte norte da cidade, de modo que demoro um pouco para chegar lá.

Ao chegar lá vejo que não está muito cheio, já que é de manhã. Na entrada do cemitério 良いの魂 (Alma do Bem), estaciono na esquina e vou nas lojas simples de flores em frente ao cemitério. Com uma senhora simpática, compro flores Pinku no bara (Rosa Rosa, que significa confiança e felicidade), Camélia Amarela (que significa saudade) e Narciso (que significa respeito), tudo em quantidades que posso carregar.

Ao ficar em frente do portão de ferro de metal gasto, uma sensação de nostalgia me toca.

Quando eu era pequena, costumava brincar aqui. Estranhamente eu achava que era apenas mais um parque, onde eu podia subir nas arvores e olhar as diversas flores dos outros túmulos, e quando meus pais rezavam perante o túmulo, eu abria os olhos e encontrava Mikuo com o olho esquerdo aberto olhando pra mim. Ele sempre me pegava no flagra.

Com um suspiro, entro no cemitério, deixando vendedores ambulantes anunciando seus produtos falsos a pessoas que passam ao redor.

Eu sei exatamente onde está o túmulo da nossa família. Poderia ir de olhos fechados se não fosse pelos materiais e as flores que estou levando sozinha.

Quando caminho até o túmulo de nossa família, noto nos túmulos ao redor: Alguns estão muito bem cuidados e coloridos, outros nem tanto, outros esperando a família chegar, outros sendo cuidados, e alguns até mesmo abandonados. Vai ver que a família foi viajar, ou sei lá.

Em poucos minutos estou na frente do nosso: Uma estátua de um anjo com feições calmas e tranqüilas, com as mãos juntas em prece e com a cabeça inclinada. As asas longas e próximas ao corpo estão sujas e gastas com o tempo, mas ainda sim a estátua era bela. A tampa do caixão era de mármore com o nome da família gravado em prata. O melhor do cemitério era que não podia entrar ladrões e os túmulos eram bem separados e distribuídos horizontalmente e verticalmente. Próxima ao túmulo tinha uma árvore de Sakuras em pleno desabrochar, com a qual eu facilmente identifiquei.

Era nela que eu subia na infância, e quando Mikuo pegava uma flor e colocava no meu cabelo.

Primeiro eu deixei as coisas em cima do túmulo, e fui à busca de uma torneira próxima. Ao encontrar uma não muito longe dali, noto que uma figura alta está abaixada, enchendo um balde. Tinha cabelos loiros rebeldes e um corpo atlético por debaixo da blusa da GAP. Ao levantar, vejo que é ninguém menos que Len.

Imediatamente paro e penso em Rin. Se isso acontecesse há alguns anos atrás, ela estaria correndo na direção dele pra abraçá-lo. Mas nas atuais circunstancias, ela passaria longe dali.

Continuo o meu caminho, e quando ele se levanta, já estou do lado dele.

- Oi Miku.

- Olá, Len. – Pelo contrário do que muitos pensam, eu e Len não nos menosprezamos, simplesmente é uma relação do tipo: Viu na rua, da um oi e tchau.

- Como vai? – Pergunta ele.

- Bem. – Digo me abaixando e ligando a torneira. – E você?

- É, vou bem. Nesse ano morreu minha vó, então toda minha família está ali. – Ele apontou para o norte, me viro e vejo uma família totalmente loira reunida.

- Sinto muito pela sua vó. Vocês eram próximos? – Perguntei e olhei para o balde que estava com a água na metade.

- Bom, na verdade sim, mas não tão próximo como a... – Ele deixou a frase suspensa no ar, mas eu entendi a quem ele se referia.

A Rin.

Realmente, eles eram muito próximos, mas depois de toda aquela confusão, se separaram totalmente um do outro. Eu não sei se alguém ainda nutre sentimentos pelo outro, por que quando perguntei a Rin sobre isso, ela inventava outro assunto na hora. E eu não era próxima o suficiente dele pra perguntar se Le ainda gostava dela ou não.

Vejo que o balde estava cheio e fecho a torneira. Ele oferece ajuda pra levar, mas digo que também sou forte, apontando para os meus braços finos e ele ri. Quando ele era mais jovem, era muito magro, aí começou a fazer academia e ficou forte. Ele me dá um tchau com um aceno de mão. Quando estou prestes a virar, ele me chama e diz:

- Ei Miku.

- Oi?

- Nenhum de nós esteve aqui, certo?

Ele tinha uma reputação a zelar, e não podia tirar isso dele. Mas ele quis dizer pra eu não contar isso a Rin.

- Certo.

Fim de assunto, e não o encontrei mais. Quando voltei ao túmulo, vejo que tem um pássaro de penas claras e marrons, um Bem-Te-Vi. Ele estava parado no galho da árvore de Sakura, olhando pra mim. Tentei não fazer movimentos bruscos, mas ele continuou a me olhar sem se desviar.

Comecei a limpar tudo, lavando desde a placa de mármore até a asa da estátua do anjo. Quando terminei, tirei o suor da testa e sorri com orgulho. Estava tudo limpo e cheio de flores, e o pássaro começou a cantar. Guardei o resto das coisas e sentei ao lado do túmulo.

Um costume meu era sentar e começar a conversar ali, como se o meu irmão estivesse ali. E contei tudo, tudo mesmo. Quando notei, tinha algumas lágrimas no meu rosto, e vi que o sol estava bem no topo, peguei meu celular e que marcava meio dia. Fiz uma oração e acendi velas para todos os meus antepassados que estavam enterrados ali.

Cansada e com fome, peguei minhas coisas e fui embora. Mas não antes de ouvi-lo cantar.

Notas finais
Então, ficou legal? Eu queria postar ainda no sábado, mas não consegui terminar. Então postei agora :3 Eu fiz esse especial pra mostrar o quanto Miku se importa com irmão, já que foi sozinha, sem amigas ou familia, visitar o seu irmão.
Postarei o capitulo 14 ainda hoje (domingo), mas quero reviews de vocês. Poxa, poucos de vocês comentaram no capitulo anterior (ok, não foi um dos melhores, mas...) Eu sinto como se alguns de vocês tivessem me abandonado, e não sei continuam lendo a fic.
Então, sei lá, me deem um oi. Ou digam que a fic está péssima e que querem mais Mikaito.
Obrigada a todos :3