Notas iniciais
Espero que gostem *-*

Capítulo 23

Narrado por Edward

-Eu te amo. -ela disse com seus olhos banhado de lágrimas.

Aquela era a primeira vez que ela me disse aquelas palavras, mas ao invés de me sentir emocionado me senti desesperado por ouvi-las, tudo o que eu queria fazer era poder abraçá-la forte e lhe dizer que nada daquilo estava acontecendo, mas eu não podia, até porque nem eu mesmo acreditava em mim, então como eu poderia lhe dizer que estava tudo bem quando certamente não estava?

-Por favor, não diga que me ama como se estivesse dizendo adeus. -eu implorei, a ponto de cair de joelho agarrando meus cabelos como alguém em seus últimos minutos se agarra a vida, e não tinha vergonha de admitir, eu chorava como nunca chorei, eu chorava como um homem que não tinha mais nada, como alguém que havia perdido tudo, até mesmo a razão de viver.

-Eu estou dizendo adeus Edward. -então ela me deu as costas, pegando a ultima mala que estava em nosso quarto. -Fique com Deus. -ouvi sua voz baixinha e suave sussurrar, como se não fosse para eu ouvir tais palavras, e então o suave clique da porta se fechando e toda a minha razão foi embora junto com ela.

Registrei seus últimos momentos dela ali comigo em minha mente.

Ela havia ido embora. Não sei por quanto tempo fiquei ali caído no chão, me sentindo vazio de sentimentos e sensações, por fim, finalmente me dei conta de uma cosia. Bella havia saído de nossa casa sozinha, e eu não sabia para onde ela havia ido ou se estava em segurança.

-Fala maninho. –Alice atendeu no segundo toque.,

-Alice, a Bella... –eu estava desesperado.

-Edward o que aconteceu? –ouvi sua voz preocupada.

Tentei lhe explicar rapidamente o que havia acontecido, mas naquele momento tudo o que eu queria era alguma noticia de Bella e mais nada.

-Já estou indo ai. –Alice disse do outro lado.

-Não, eu quero você vá atrás dela eu vou ficar bem!

-Tchau. –ela desligou sem me dar chances de discutir com ela.

Cai no chão de novo. Minutos se passaram e então ouvi a porta do meu quarto se abrir.

-Edward.

-Alice. –a abracei no segundo que ela se colocou a minha frente e naquele momento me permiti dar vazão ao desespero que estava dentro de mim, explodindo em lágrimas, caído ao chão, com a cabeça no colo de minha irmã, que me acariciava e dizia palavras de consolo que em momento algum havia tido o efeito desejado.

-Edward vai ficar tudo bem você vai ver. –ela disse depois de um tempo que meu choro havia se cessado.

-Onde ela está? –me sentei tentando me controlar, agora o mais importante era ela, sabe como minha Bella estava era vital para mim.

-Edward... –Alice me encarou com pesar e eu sentia algo se agitar dentro de mim. –Ela voltou para casa dos pais dela.

-Certo. –acenei uma vez compreendendo. –E como ela está?

-No hospital.

-O que? –gritei enquanto me levantava completamente desesperado.

-Ela teve uma crise histérica, segundo a mãe dela me falou parece que ela desmaiou. Nesse momento ela esta sedada em observação devido a uma ameaça de convulsão.

-Meu Deus! Eu tenho que ir até lá.

-Não Edward. –Alice correu atrás de mim no momento que atravessei a porta.

-Nada do que você faça vai me impedir. E você devia ir lá ficar com ela também, ela é sua melhor amiga. –a repreendi por não estar ao lado de sua amiga nesse momento.

-Ela pode ser minha melhor amiga, mas você é meu irmão! –Alice estava chorando. –E eu vou ficar do seu lado porque você é inocente!

-Inocente? –voltei para o quarto e peguei as malditas fotos caídas no chão e voltei até onde ela estava jogando-lhe as fotos em suas mãos. –Como você pode dizer isso depois de ver que eu fui capaz de fazer?

-Você é inocente. –ela jogou as fotos no chão me encarando decidida.

-Como você ainda pode dizer isso?

-Eu sou sua irmã, eu te conheço, você nunca faria algo assim. Você é completamente inocente até que se prove o contrario.

-Você é absurda Alice. –corri escada a baixo pegando a chave do meu carro, pronto para ir ao hospital para saber de Bella.

-Eu vou provar que você é inocente eu juro que vou. Você pode não acreditar em si mesmo, mas eu acredito e vou provar! –ela gritou da porta.

-Boa sorte! –gritei de volta e então dei a partida avançando com o carro pelas ruas, indo até o hospital.

-O que você está fazendo aqui? –Charlie rugiu no momento em que segui em sua direção no corredor do hospital.

-Como ela está? –perguntei ignorando-o.

-Não é da sua conta! –meu sogro gritou.

-Claro que é ela ainda é minha esposa. –eu disse tentando manter o controle.

-Não é mais!

-Você não sabe o que aconteceu! –perdi o controle quando ouvi suas palavras.

-Caso não saiba, também recebi um pacote com fotos interessantes em minha casa, minutos antes de minha filha bater a minha porta completamente sem controle e desmaiando em meus braços. –ele me deu um empurrão no peito no momento em que tentei passar por ele, tentando ir à procura de algum médico que pudesse me colocar a par da situação. –Você não tem mais direito nenhum sobre ela.

-Um contrato Charlie, eu tenho a porra de um contrato que diz que tenho sim!

-Por favor, não façam barulho vocês estão em um hospital. –Reneé saiu de dentro de um dos quartos, a expressão abatida.

-Como ela está? –Charlie e eu perguntamos ao mesmo tempo, se não fosse tão trágica a situação com certeza estaríamos rindo nesse momento.

-Continua sedada.

-Por favor, me digam o que aconteceu ela. –implorei enquanto caia em uma cadeira no corredor, abafando a respiração contra minhas mãos.

-Bella chegou em casa, desesperada, Charlie e eu acabávamos de ver as fotos que entregam a sua traição Edward, a gente não teve tempo de reação, ela começou a se debater mesmo desmaiada, chamamos uma ambulância e o resto você já sabe.

-Eu... –busquei em minha mente uma explicação para aquilo, mas não encontrei nada.

-Não tente se explicar, na segunda-feira pela manhã nossos advogados estarão agindo. –Charlie cuspiu as palavras.

-Você não pode fazer isso, temos um contrato. –me levantei a fim de peitá-lo, eu não poderia ceder tão fácil e perder a minha Bella, eu sabia que se tentássemos poderíamos passar por aquilo juntos.

-Não só posso como vou. –e ele desferiu um soco em meu rosto, levei minha mão onde o soco havia acertado sem acreditar no que havia acontecido. –Vá embora e não nos procure nunca mais, se eu souber que chegou perto de minha filha eu te mato!

-Vá embora Edward, por favor. –Renée, que segurava o braço de seu marido, implorou com os olhos desesperados.

-Eu não vou desistir dela. –eu disse enquanto lhes dava as costas e seguia sem rumo para fora do hospital

Quando coloquei meus pés fora do prédio do hospital uma fina chuva começou a cair, mas não me importei em me molhar. Eu não me importava com mais nada.

Peguei meu celular e disquei o único numero que naquele momento poderia me tirar de toda essa confusão que eu sentia dentro de mim.

-Fala mano! –James atendeu.

-James. –minha voz escapou em um sussurro.

-Cara você está bem?

-Não. –nesse momento o choro voltou com tudo e comecei a soluçar. –Me diz cara o que eu fiz naquela noite?

-Que noite? Edward você está bem?

-Minha despedida James! –outro soluço escapou e nesse momento a chuva engrossou deixando minhas roupas encharcadas. –Ela me deixou cara, a Bella me deixou.

Um minuto de silencio se passou, mas para mim pareceu uma eternidade.

-Olha eu já resolvi tudo por aqui, chego ai amanhã a noite e a gente conversa tá legal?

-Tudo bem.

-Até lá cara, vai pra sua casa e fica sossegado!

~*~

-Edward você precisa comer, que saco! –Alice bateu o pé, me empurrando um prato de comida fumegante.

-Estou sem fome. –empurrei o prato.

-Eu não quero saber se está com fome ou não, quero que você coma!

Alice e Emmett haviam passado a noite em minha casa, meus irmãos tentaram me confortar durante boa parte da noite. Emmett havia ido até a casa de Bella ver como as coisas estavam por lá e eu estava ansioso para a sua volta, querendo noticias da minha menina desesperadamente e Alice tentava fazer com que eu comesse alguma coisa, pois desde que Bella saiu de nossa casa eu não havia colocado nada em meu estomago.

Na noite passada Alice ligou para nossos pais e agora eles estavam voltando e eu me odiei por ter atrapalhado a viagem deles.

-Eu não queria ter atrapalhado a viajem de nossos pais. –peguei uma colherada da sopa duvidosa que Alice havia preparado e sem muita vontade engoli.

-Edward a mamãe não quis conversa, eu tentei convencer eles a ficarem, mas você conhece a dona Esme, no momento que eu desliguei as malas dela já estavam prontas.

-Cheguei. –Emmett gritou da sala entrando junto com Rosalie e corri até eles.

-Como a Bella está? –Rose e Emmett trocaram um olhar.

-Ela não fala com ninguém. –Rose disse enquanto se sentava no sofá.

-Toma. –Alice trouxe a sopa em uma bandeja.

-Não quero comer, quero saber da Bella.

-Você come e eles falam combinado? –tentei não contrariá-la, afinal ela só queria ajudar.

-Ela não está nada bem cara, ficou só sentada lá na cama sem falar com ninguém.

-Só isso? Ela não disse nada?

-Bom... –Emmett se remexeu desconfortável no sofá, trazendo a mão de Rosalie para seu colo.

-A gente teve que ir embora porque ela começou a ter outra crise e começou a quebrar o quarto dela. –Rosalie falou sem delicadeza nenhuma, uma característica dela que às vezes não era muito bem vinda.

-Ela quebrou tudo? –Alice perguntou chocada.

-A dona Reneé pediu pra gente sair antes que visse o estrago total. –Emmett deu de ombros.

-Meu Deus o que foi que eu fiz? –murmurei escondendo o rosto em minhas mãos, um gesto que eu repetia milhares de vezes só nas ultimas 24 horas.

-Você não fez nada Edward sei muito bem quem...

Alice começou a dizer, mas nesse momento a campainha tocou e Alice se levantou para atender frustrada por ser interrompida.

-Ah é você. –ouvi a voz dela dizer. –Falando no diabo me aparece o rabo!

-Cadê o Edward? –ouvi a voz de James dizer, ignorando o comentário de minha irmã.

-Não é da sua conta vá embora.

-Alice. –a repreendi. –E ai James chegou rápido.

-Peguei o primeiro voo na classe econômica mesmo.

-Como será que você encontrou passagens tão rápido assim? –Alice o encarava de braços cruzados.

-Estamos falando de Forks Alice, não é como se tivesse uma fila de gente esperando para vir para cá. –James se sentou ao meu lado. –O que aconteceu mano?

Alice se jogou no sofá dramaticamente, de braços cruzados e bufando.

-James eu preciso saber o que aconteceu na minha noite de despedida de solteiro. –pedi.

-Bom eu fui beber com aquela gostosa e a gente foi pra um dos banheiros. –ele disse com ar malicioso. –E quando voltei para te procurar você estava caído em um sofá dormindo.

-Tem certeza, você não viu mais nada? –perguntei.

-Você não fez mais nada? –Alice soltou.

-O que você quer dizer? –James a encarou.

-Eu não quero dizer nada. –Alice disse em um ar inocente.

-Me conta o que aconteceu Edward, estou ficando preocupado. –nesse momento Alice se levantou bruscamente e subiu a escada correndo, voltando com o envelope que continha as fotos daquela noite.

-Isso aconteceu querido. –ela disse ironicamente e lhe entregou o envelope a meu amigo com um sorrisinho sacana no rosto. –Alguém armou para o Edward naquela noite e tirou essas fotos.

-Nossa quem seria capaz de fazer uma coisa dessas? –ele olhava chocado para as fotos.

-Você não tem ideia de quem seria? –disse Alice. –Essa mulher não lhe é familiar ou algo do tipo?

-Não, nunca a vi antes. –James guardou as fotos no envelope e o entregou de volta a Alice.

-Nunca mesmo? Nunca esbarrou com ela por ai?

-Alice eu sei o que você está tentando fazer e não tem cabimento isso. –a repreendi.

-Tem sim e no fundo você sabe, só não quer acreditar. –ela estava fora de si. –Foi ele Edward, como você pode ser tão estupido?

-Chega Alice. –Emmett se levantou do sofá e a pegou pelos braços. –É melhor irmos para casa depois voltamos aqui.

-Não, meu irmão não vai ficar sozinho com esse psicopata! –ela gritou.

-Acho melhor eu ir para um hotel, o clima não está legal por aqui. –James se levantou.

-Não tem necessidade, você é bem vindo aqui James.

-Não é nada!

-Alice essa é a minha casa e James é bem vindo aqui!

-Venho amanhã para ver como você está, ai a gente conversa melhor. –ele se levantou parecendo chateado e saiu pela porta sem dizer mais nada.

Esperei até que a porta se fechasse atrás dele e me virei para Alice.

-O que foi isso? –a encarei furioso. –Ele é meu melhor amigo, nunca faria uma coisa dessas comigo!

-Seu problema é confiar demais nas pessoas. –Alice voltou a se sentar.

-Ele não tem motivos para fazer algo assim, não viaja Alice. –ela não disse nada apenas me encarou arqueando uma sobrancelha.

-Não tem mesmo? –ouvi sua voz dizer enquanto subia as escadas, querendo ficar sozinho.

Narrado por Bella

Dois meses se passaram depois daquele fatídico dia. E a vida continuava. A vida teve que continuar.

Em algum momento eu voltei a agir como antes, como se não me importasse. As aulas haviam voltado e como esse era o ultimo ano para mim e meus amigos, aquele ano tinha um gosto diferente, uma excitação diferente. Não que eu estivesse empolgada, longe disso, afinal acho que nunca mais me sentiria animada com algo, talvez eu tenha perdido essa capacidade no fim das contas. Mas era meu ultimo ano, eu só teria que ter paciência para passar por ele e no próximo ano eu estaria longe de tudo isso aqui, de preferencia do outro lado do país ou até fora dele, fazendo alguma faculdade que eu escolhesse.

A diferença desse ano para o ano anterior era tão gritante. Ainda lembro quando eu havia voltado da lua de mel, todos já sabiam que eu havia me casado a essa altura e o peso da aliança em minha mão esquerda era enorme e ela parecia chamar muito mais atenção do que o necessário. No começo eu ouvia as fofocas, todos achavam que eu havia engravidado, por isso havia me casado aos dezessete anos, mas logo não passavam de murmúrios pelo corredor e todos já haviam se acostumado com a ideia, quando viram que não havia nenhuma briga crescendo em mim.

Agora todos especulavam os motivos do término de meu casamento e o motivo de eu ainda estar usando minha aliança de casamento, pois eu havia me recusado a tirá-la.

Eu vivia um dia de cada vez. Acordava, comia e ia para escola, depois voltava para a casa de meus pais, comia e estudava e então me enfiava em meu quarto para sofrer em silencio. Era a minha rotina dos últimos meses.

Nesse exato o momento eu estava deitada em baixo do meu cobertor, cumprindo uma parte de minha rotina. Sofrendo em silencio. Pensando em mil coisas ao mesmo tempo. E eu não podia deixar de lembrar-me daquele ultimo dia. Do ultimo dia em que o vi e de como ele estava feliz antes da bomba, literalmente, explodir.

O que teria acontecido se eu não tivesse recebido foto alguma? Provavelmente faríamos amor e depois ficaríamos o resto do dia na cama conversando e pediríamos pizza ou algo assim parar comermos.

Eu sentia tanta falta dele! Em tudo de acordar ao lado dele, sentindo seus carinhos, de dormir ao lado dele, até mesmo das manias irritantes que ele tinha como conferir se a casa toda estava fechada antes de se deitar para dormir, deixar a roupa espalhada pelo chão. Eu sentia falta de senti-lo em mim, de seu corpo contra o meu de sua respiração pesada enquanto fazíamos amor, dele falando que me amava sempre que possível.

Meus fones de ouvido praticamente faziam parte de minha anatomia agora, eu não conseguia mais me conectar com o mundo de fora e encontrei nas músicas melancólicas, uma saída, um refúgio, um lugar para onde eu poderia ir sem que ninguém me olhasse com pena, ou até mesmo desdém. Eu estava enfurnada debaixo da minha coberta, de olhos fechados, mas perfeitamente acordada, era tão difícil dormir sem a ajuda de um calmante agora. Então bruscamente meus fones foram arrancados de mim.

-Que merda é essa? -joguei as cobertas para o lado, furiosa com a intromissão.

-Olha como fala comigo. -Alice jogou minha coberta foi parar no chão e ela foi até as cortinas arreganhando-as e trazendo luz do sol para meu quarto, e como um morcego me escondi da luz forte que agredia meus olhos.

-Que merda você pensa que você esta fazendo Alice? Eu quero ficar sozinha porra!

-Eu já disse pra prestar atenção como fala comigo. -ela disse séria, parada a minha frente com as mãos na cintura. -E respondendo a sua pergunta, eu vim fazer uma intervenção em você.

-Intervenção pra que? -perguntei confusa, passando a mão em meu rosto e tirando os cabelos dali, vi o aro de ouro em minha mão esquerda, e meu coração doeu ao visualizá-lo, eu não poderia tirá-lo, eu não conseguiria, apesar de meus pais dizerem que já havia passado da hora, tirá-lo dali seria como arrancar meu coração de mim mesma, até porque ele se recusava a assinar o divórcio e eu não fazia questão de assinar também, sempre deixando para outra hora, e meus pais estavam entrando na justiça pelo meu divórcio e o fato de eu ainda ser menor de idade não ajudava em nada em minha decisão.

-Eu quero minha amiga de volta. -Alice disse em um sussurro e sua expressão se suavizou.

-Alice eu ainda estou aqui só que... -não consegui completar a frase.

-Não você não está só seu corpo está ai e no mínimo uns cinco quilos mais magro, você esta se alimentando direito? -ela se aproximou, colocando meu cabelo para trás e ajeitando-o em uma trança. -Sua aparência esta horrível, por favor, Bella me deixa te ajudar.

-Alice, eu não sou como um carro que pode ser concertado. -a dor em meu peito me atingia em ondas profundas, eu não gostava de pensar nesse assunto. -E eu estou quebrada tá, acho que nunca vou ter conserto. -respirei fundo. -Dói tanto Alice. -me joguei em seu colo abraçando-a pela cintura, em uma crise de choro que a deixou assustada.

-Calma. -ela me embalou em seus braços, me deitando junto com ela na cama enquanto eu me agarrava a ela como se minha vida depende-se disso.

Levei um bom tempo para me recuperar da crise e eu ainda soluçava, o buraco em meu peio abrindo-se mais ainda, como se isso fosse possível.

-Você tem visto ele? -e apesar de eu não dizer o nome, ela sabia perfeitamente bem de quem eu falava, e eu precisava saber que ele estava bem, eu precisava disso para pelo menos manter meu juízo.

-Sim. -ela se sentou, sua expressão desesperada. -O que eu vou fazer com vocês dois? -ela puxou o lençol da minha cama, que há muito tempo não era trocado.

-Deixar como está.

-Não Bella, eu não posso deixar como está. -o desespero dela veio à tona mais uma vez. -Você não viu como ele está dez vezes pior do que você, no mínimo, por ainda estar naquela casa onde tudo lembra você!

-Então tire ele de lá, não tenho culpa pelo que ele fez.

Ela me deu um olhar atravessado. E puxando meus travesseiros viu a foto, que eu havia tirado com ele, nossa primeira foto, se revelou toda amassada. Uma determinação que eu nunca vi antes em Alice se fez presente.

-Eu vou provar que ele não fez nada, nem que seja a ultima coisa que eu faça na vida! -pegou seu celular do bolso. -Emmett. -ela disse. -Não quero saber que você está fazendo, estamos em uma missão.

E ao dizer isso bateu com força à porta de meu quarto me deixando ali completamente confusa e sem entender um pingo de sua atitude. Já que eu estava acordada dei um jeito em meus quarto, trocando e roupa de cama e indo tomar um banho em seguida.

-Bella você tem visita. –minha mãe entrou em meu quarto justamente quando eu saia do banho.

-Quem é?

-É o James. –olhei chocada para minha mãe.

-O que ele faz aqui?

-Ele disse que gostaria de conversar com você sobre o...

-Não fala, por favor não fala o nome dele. –a interrompi.

O nome dele era proibido e mesmo sem eu dizer nada sobre isso eu pensei que meus pais havia concordado em não dizer sobre ele também, existia um acordo mutuo entre nós e minha mãe quase o quebrou.

-Você vai descer? –ela perguntou.

-Já vou.

Era só o que me faltava. James aqui para tentar defender a honra de seu amigo. Eu já não gostava dele antes, agora menos ainda, porque foi James que levou ele até aquele bar naquele dia, não fosse por ele nada disso teria acontecido e eu estaria feliz ao lado dele agora, e talvez vivendo a época mais feliz de minha vida.

Desci as escadas sem vontade, afinal meu plano era voltar para debaixo das minhas cobertas e ficar lá até que fosse necessário levantar.

-James. –o chamei, ele estava sentado no sofá de costas para mim.

-Bella. –ele se levantou vindo até mim e me abraçando, fiquei parada sem reação esperando que ele passe pelo showzinho.

-O que quer? –me desvencilhei dele e fui me sentar no sofá.

-Conversar com você sobre o Edward. –a menção do nome fez com que meu coração disparasse.

-Não tenho nada para falar sobre ele.

-Bella eu conheço meu amigo, ele não fez o que fez por mal, ele não teve culpa. –ele se sentou ao meu lado e colocou uma mão em meu joelho, dei um safanão em sua mão e me afastei.

-Tem razão Edward não teve culpa. –o encarei. –Você é o culpado de tudo isso acontecer.

-Eu? –ele me encarava alarmado, seus olhos arregalados.

-Sim você, afinal se você não o tivesse levado até aquele bar, nada disso teria acontecido!

-Sim eu o levei até lá, mas não mandei ninguém te trair!

-Vá embora, por favor. –fui até a porta de entrada e a abri esperando que ele saísse da minha casa, não suportando sua presença perto de mim.

-Você está sendo injusta comigo.

-Tchau. –fechei a porta no segundo em que ele colocou os pés para fora.

Quem ele pensa que é para vir aqui querendo defender seu amigo se ele tem muito mais culpa no cartório do que Edward?

Sim, agora que ouvi o nome dele novamente eu sabia que seria impossível parar de dizê-lo.

Notas finais
É isso ai pessoal, o tormento do casal não vai durar tanto, o proximo é o ultimo capitulo que eles passam separados okay *-------------*
quero comentarios e recomendações hein... poxa!

Bjus e até segunda que vem
Leh