Casados? Não, Espera
2 Os Harrison
Notas iniciais
– Isso vai ser interessante. – comentou Bell.
– De um ponto de vista profissional. – falou Gregson enquanto recolhia as imagens das mulheres desaparecidas – Acredito que não esteja vendo desse ponto. – indagou.
Bell voltou-se para o Capitão e o analisou por alguns segundos, ele abriu sorriso.
– Estamos falando de Sherlock e Joan. – Bell bateu os dedos sobre a mesa. – mesmo eles vivendo juntos em uma espécie de pseudo casamento. Eles nunca tiveram intimidade, nem ao menos chegaram a troca um simples abraço. – completou.
Gregson parou por um momento, arrastando os arquivos e os colocando em ordenadamente em cima da mesa. Ele tirou o óculos e o colocou em cima dos arquivos, antes de suspirar levemente e sentando-se na cadeira.
– Isso vai interessante. – Gregson afirmou.
[...]
Joan estava deitada fitando o teto, ela tentava aceitar a realidade da tarefa que tinha acabado de aceitar de bom grado. Ela já tinha trabalhado disfarçada com Sherlock algumas vezes, mas sempre apenas por um período muito curto.
Era sempre como potencias cliente em busca de uma prostituta, ou como perito em Segurança. E isso não contava as vezes em que Sherlock a apresentava como profissional valet ou guarda-costas.
– Watson. – Sherlock entrou abruptamente no quarto. – Acabaram de chegar os arquivos do caso, como também nossa nova identidade. – ele jogou o pacote amarelo em cima da cama.
Joan pegou o pacote, e começou a folhear os documentos relativos à sua identidade, ela seria uma advogada que se especializou em direitos humanos, enquanto Sherlock seria um professor de literatura inglesa. Ela sorriu com isso, não imaginava nada mais apropriado para ele, mas ela ficou incerta sobre os nomes, que certamente não se encaixam. Seus pseudônimos eram Clara Harrison e Henry Harrisson. Ela sorriu levemente, enquanto tentava associar o novo nome com Sherlock.
– Detetive Bell e o Capitão também estarão disfarçados. – Informou Sherlock. – Capitão trabalhara no bar, enquanto Bell será mensageiro do hotel. – acrescentou.
– Ótimo, assim todas as áreas do hotel será coberta. – Joan afirmou.
– Alfredo está no primeiro andar. – disse Sherlock. – Ele está a nossa espera. – Joan apenas assentiu e o seguiu.
Alfredo estava sentado próximo a lareira com alguns equipamentos, fazendo Joan deduzir que seria algum sistema de segurança.
– Joan, ou devo dizer Sra. Holmes. – Alfredo riu, recebendo um olhar reprovador vindo dos amigos. – Eu trouxe alguns alarmes, e câmeras. – ele começou a explicar sobre a aparelhagem.
Joan o ouvia atentamente, enquanto Sherlock relia alguns fatos sobre o caso. Tudo o que as agências de inteligência tinham sido capazes descobrir, que o indivíduo era do tinha acesso a fundos consideráveis. E Michael Taylor se encaixava por completo na descrição, mas era quase impossível liga-lo a qualquer atividade, e isso tornava o caso excitante para Sherlock. No entanto as circunstâncias da investigação o incomodava, ele sempre foi contra o casamento, e agora estava sendo obrigado a viver sobre tais conceitos, ou pelo menos fingir.
– Tomei a liberdade de trazer novos celulares para vocês. – Alfredo falou indicando os Iphones em cima da mesa.
Sherlock pegou o celular sobre a mesa, ele deixou um sorriso involuntário escapar ao ver o papel de parede, era uma foto dele e de Joan, eles haviam tirado a poucos dias para envia-la para Kitty.
– Os números são novos, e os celulares tem um sistema de rastreamento, pois nunca sabemos quando algo sairá errado. – comentou Alfredo
– Você pensou em tudo. – falou Joan. – Como conseguiu tudo tão rápido? – Joan perguntou.
– Trabalho para uma empresa de segurança. – respondeu ele. – Tenho esses equipamentos a minha disposição. E quando Sherlock me ligou mais cedo explicando a situação trouxe tudo que achei necessário. – completou ele. – Estou me sentindo o próprio Charlie das panteras, trazendo acessórios para agentes secretos.
– Então somos os anjos do Alfredo. – Joan ironizou.
– Alfredo acho sua participação já foi encerrada. – informou Sherlock. – Watson e eu ainda precisamos ler os arquivos do caso. – Alfredo apenas assentiu e se despediu deles.
Sherlock instantaneamente virou na direção de Joan, indicando algumas pastas sobre o caso. Eles passaram as próximos horas estudando e discutindo sobre suas ações. Eles tinham que está preparados, pois talvez aquela fosse a última chance de prender Taylor, e salvar centenas de potencias vítimas de um destino tão cruel.
Depois de estudarem os arquivos e se familiarizarem com o caso, Joan voltou para seu quarto, ela acendeu a luz e abriu seu guarda-roupa, retirou sua mala preta elegante, e jogou em cima da cama, então começou a escolher algumas roupas, ordenadamente dobrando-as e colocando dentro da mala. Ela arrumou tudo rapidamente, movendo-se entre os quartos do sobrado enquanto arrumava suas roupas, sapatos, laptop e outros dispositivos necessários.
– Watson. – Sherlock gritou. – Estamos atrasados.
Quando Joan chegou ao topo da escada viu Sherlock encostado na parede próximo a porta, antes que ela pudesse solicitar a ajudar dele, ele tinha subido os degraus da escada em uma velocidade incrível, que ela não percebera até sentir a mala ser puxada gentilmente de sua mão.
– Obrigado. – Joan murmurou enquanto o observava do degrau mais alto.
Sherlock carregou as malas de porta a fora, diante do sobrado estava parado um Blentley preto, Joan deduziu que Alfredo havia emprestado o carro.
– Você está pronta? – Sherlock perguntou abrindo a porta do carro.
– Sim. – respondeu ela. – Obrigada Henry. – falou casualmente.
Joan sorriu levemente quando Sherlock fechou a porta firmemente atrás dela, antes de caminhar de volta ao redor do carro e ocupando o assento do outro lado. Quando ela se virou para ele, ela notou uma pequena mala de couro marrom que estava no banco entre eles. Os zips no topo estavam separados por cerca de oito centímetros. Ela não reconheceu a mala, Joan estreitou os olhos enquanto tentando imaginar por que ela estava ali, enquanto todas as outras estavam no porta-malas, mas seus pensamentos dela foram interrompidos pelo som do carro ligando.
– O que tem nessa mala? – Joan perguntou.
– Se suas habilidades dedutivas estão fracas nesta fase inicial, as minhas esperanças para o resto da nossa investigação estão a diminuir radicalmente a cada momento. – disse ele.
Joan suspirou profundamente controlando a raiva, voltou analisar a mala.
– Se as outras malas estão na parte detrás, porque essa está aqui? – ela questionou.
– A nossa primeira discussão conjugal realmente vai ser sobre o posicionamento da minha bagagem no carro a caminho de nossa suíte de lua de mel? – Sherlock perguntou, pronunciando as duas últimas palavras com ceticismo notável, colocando a mão no bolso. – Se assim for, ele não reflete favoravelmente sobre o futuro da nossa união, não é? Que confirma minhas afirmações anteriores sobre a instituição do casamento, e nossa incapacidade de participar nele. – Sherlock retirou a mão do bolso, e estendeu na direção de Joan, entregando-a um anel de noivado e uma aliança de casamento. – É melhor coloca-los antes de chegamos ao hotel.
– Ok. – ela concordou.
Joan recostou-se na cadeira e olhou para a frente por alguns momentos, enquanto ela considerava a natureza surreal da sua viagem atual. Em poucos minutos ela deixaria de ser Joan Watson, para ser Clara Harrison, uma mulher que estava em lua de mel.
O carro parou diante do grande hotel, antes que ela ou Sherlock pudessem falar algo, suas portas foram abertas, e dois funcionários do hotel vestidos com ternos verde-escuro sob medida estava junto as portas, uma perto Joan estendendo a mão para ela.
Sherlock e Joan saíram do carro e se encontram na calçada, enquanto os dois funcionários do hotel foram para a parte de trás do veículo e retiram suas bagagens do porta-malas.
Eles entram no hotel acompanhado pelos dois mensageiros, Joan olhou superficialmente todo o saguão quanto ia direto para o balcão da recepcionista. O hotel era lindo, interior era de pedra branca, que se destacaram juntamente com o chão de mármore. Havia uma escada no canto superior direito, um conjunto de elevadores, e vários quatros de pontos turísticos penduradas nas paredes.
Joan passou analisar dúzia de outros hóspedes e funcionários quanto ela caminhava na direção da recepção, oferecendo a jovem para trás dela uma sorriso educado quando chegou ela. Antes que Joan pudesse se pronunciar, ela sentiu os braços de Sherlock envolverem sua cintura, ele a puxou suavemente para próximo dele.
– Boa noite. – Sherlock cumprimentou a jovem atrás do balcão. – Somos os Harrison.
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