Casados? Não, Espera
3 Seus pensamentos
Notas iniciais
Apesar de seu choque inicial com o contato físico sem aviso prévio, Joan reagiu à situação extraordinariamente bem, permitindo-se relaxar a cabeça no ombro de Sherlock. A jovem atrás da recepção assentiu ao ouvir o nome deles, digitando em seu computador brevemente, antes de se virar para Sherlock e Joan.
– Bem-vindos. – cumprimentou a recepcionista entregando a eles o par de chaves magnéticas. – A suíte Nupcial é no décimo andar, e foi preparada para a sua chegada. Se houver algum problema, por favor ligue para a recepção, e nós vamos tentar resolver imediatamente. – disse a recepcionista.
– Obrigado. – Sherlock agradeceu.
– Thomaz e Ryan ajudaram com a bagagem. – a jovem indicou dois rapazes próximo ao elevador.
Sherlock agradeceu a mulher mais uma vez, antes de conduzir suavemente Joan em direção aos elevadores, com a mão ainda colocada levemente nas costas dela. A curta viagem deles foram em silêncio, salvo por Sherlock que fazia algumas perguntas aos mensageiros sobre as instalações do hotel. Ele fingia interesse nas respostas, balançando a cabeça e parecendo genuinamente interessado, quando o elevador indicou o andar, os dois homens saíram primeiro, levando as malas para o quarto 153, a suíte de lua de mel.
O quarto foi decorado de uma forma semelhante ao hall de entrada, mas o mobiliário e a disposição deu ao quarto um ambiente acolhedor e íntimo. À esquerda era uma área de estar, com um sofá e duas poltronas dispostas em torno de uma mesa bastante considerável. O sofá era branco e a mesa era de madeira marrom com um centro de vidro, e a peça manto na parede oposta foi decorado com velas e enfeites de prata.
No extremo esquerdo ficava a entrada para uma segunda sala de estar, que era igual a primeira, mas com uma grande tela de televisão, era um quarto grande e um tanto extravagante, decorado com cores e estilos correspondentes, com lençóis macios, de cor creme, para o futuro e uma coleção de almofadas do vintage, a cama ficava majestosamente no centro do quarto.
– Obrigado senhores. – Sherlock falou emburrando os dois rapazes porta a fora. – Perdoe-me Watson, eu não queria fazer que você sentir-se desconfortável. Eu estava simplesmente tentando manter a ilusão de que... – ele engasgou-se com as palavras.
– Não precisa se desculpar. – Joan voltou-se para Sherlock. – É parte da nossa tarefa. – assegurou ela com convicção em uma tentativa de tranquilizá-lo. – E não me senti desconfortável, posso lidar com você colocando as mãos na minha costas.
– Ótimo. – Sherlock voltou, acenando com a cabeça uma vez, antes de caminhando rapidamente através do quarto e em direção à área de estar.
Joan observou enquanto ele colocava a mala com cuidado sobre da mesa, ela estreitou os olhos em confusão, antes de caminhar lentamente na direção dele. Ela não ousou perguntar sobre o conteúdo da pequena mala novamente, pois anteriormente Sherlock tinha esquivado de todas as perguntas. Sherlock abriu o zip rapidamente, tirando um item familiar, os olhos de Joan arregalaram ao ver o conteúdo da pequena mala.
– Você trouxe o Clyde? – questionou ela, e Holmes assentiu com a cabeça. – Será que o hotel permite animais?
– Eles parecem ter nenhum escrúpulo, pois permitem que um parasita que vendem jovens indefesa como mercadorias, se hospedem na suas instalações, então posso imaginar que haveria um grande problema com uma tartaruga. – Sherlock declarou simplesmente, olhando fixamente para Clyde.
– E por curiosidade porque trouxe o Clyde? – Joan questionou.
– Não encontrei ninguém que pudesse ficar com ele. – ele respondeu. – Srta. Hudson está viajando, e Alfredo tem medo dele. – comentou. – Vou ativa os sistemas de segurança.
Joan o viu desaparecer na sala, ela concentrou sua atenção na porta por alguns minutos, antes de retornar ao Clyde, que estava sobre a mesa, ela o colocou sobre o seu colo, então Clyde se encolheu dentro de seu casco.
Joan estava ali, em um quarto de hotel, com Sherlock, ela tentava se ajusta a nova situação, compreendia que o disfarce era necessário, e não tinha dúvidas de que eles seriam capazes de trabalhar em conjunto, independentemente das circunstâncias.
Mas, apesar disso, ela ainda se sentia desconfortável. Não por causa da tarefa que tinha em mãos, mas pela intimidade assustadora que eles teriam que adquirir. Ela tinha certeza que estava sendo mais difícil para Sherlock, ele era um homem que não gostava de casamento, tecnicamente, acabou de ser forçado a esta em uma “união” com sua parceira.
– Watson, está tudo bem? – Sherlock perguntou, fazendo-a se assustar.
– Sim, porque? — ela o fitou confusa.
– Você estava com uma expressão tristonha. – respondeu ele.
– Nós não sabíamos, não é. – Joan suspirou profundamente. – Quando fomos ver Gregson. Nós não sabíamos que, em poucas horas após a reunião, estaríamos aqui. – o quarto estava escuro e frio, voz dela ressoou nas paredes, fazendo suas palavras aparentemente ecoa na escuridão.
– Foi uma emboscada. – admitiu ele. – Capitão sabia que não recusaríamos o caso.
– Não está sendo fácil, não é? – disse ela suavemente.
– O que exatamente? – indagou ele ligeiramente confuso.
– Isso. – respondeu ela.
A expressão de Sherlock era uma mistura de confusão e incerteza, ele respirou profundamente enquanto a olhava fixamente, esperando pacientemente que ela explicasse.
– Eu sei como você se sente sobre o casamento. Você expôs seus pensamentos sobre ele, bem como a impossibilidade de que qualquer um de nós poder participar de um, muito claro. – Joan engoliu um pouco, antes de respirar rapidamente e preparando-se para seu próximo argumento. – Eu sei que fingir estar casado deve ser difícil o suficiente para você, e ainda mais comigo.
– Você está certa sobre meus pensamentos a respeito do casamento e o estado marital arcaica e ultrapassado. – disse ele. — Mas deixe-me garantir que você, está completamente errado sobre você. De todas as dificuldades associadas a este caso, incluindo o papel do marido apaixonado, a única coisa que eu não acho difícil é a perspectiva de estar unido a você. – disse ele tentando parecer o mais sincero possível. — Embora, talvez reunido seria um termo melhor.
Joan sorriu aliviada ao ouvir a declaração do parceiro, ela já não sentia-se desconfortável. Naquele momento não havia mais ninguém com quem ela deseja-se fazer o trabalho disfarçada.
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