Casados? Não, Espera
1 O plano
Gregson caminhava de um lado para o outro, estava extremamente nervoso. Dentro de 36hras Michael Taylor chegaria a New York, ele era suspeito de tráfico de mulheres. Depois de quase seis anos de investigação, Gregson tinha oportunidade de prendê-lo, mas isso só aconteceria se Sherlock e Joan aceitassem fazer parte do plano.
– Capitão tente manter a calma. – falou Bell. – Tenho certeza que eles não recusaram.
– Já não tenho tanta certeza. – Gregson comentou. – Não acredito que eles aceitaram a condição da investigação.
Bell forçou um sorriso otimista, ele sabia que Gregson estava certo, Joan e Sherlock dificilmente aceitariam as condições, seria um tarefa complicada tentar convence-los a participar.
– Desculpe o atraso, mas com essa chuva o transito está impossível. – informou Joan entrando na sala acompanhada por Sherlock.
– Parece que algo muito grave aconteceu. – disse Sherlock. – Pelas expressões devo deduzir que estamos aqui por causa de Michael Taylor.
Gregson respirou profundamente antes de assentir, ele fez um pequeno gesto indicando para que os consultores sentar-se, e entregou a cada uma pasta.
– Acreditamos que o Sr. Michael Taylor é líder de uma organização de tráfico internacional de mulheres. – informou Gregson. – mas nunca pudemos provar.
Gregson explicou rapidamente o que sabia sobre Michael Taylor, ele era um empresário Turco que fez fortuna muito rápido, e alguns anos seu nome tinha aparecido em uma investigação de assassinado de uma jovem que teria sido vítima de tráfico humano. E durante o decorrer das investigações Gregson estava convencido que Taylor era o líder da organização de tráfico humano no Estados Unidos.
– Sr. Taylor estará em solo americano dentro de três dias, segundo a Interpol ele ficara duas semanas em nosso pais. Ele ficara hospedado Lucia Hotel. – disse Bell. – E a sua espera estão a mexicana Carmem Rodriguez e o australiano Edward Benson, ambos são alvos de investigações sobre tráfico de drogas em seus países.
– Você acha que é um reunião? – questionou Joan, enquanto folheava os arquivos. – Porque um homem sempre fica fora do radar, encontraria duas pessoas cuja a presença atrai muita atenção.
– Essa é questão. – respondeu Gregson. – Precisamos descobrir o motivo dessa reunião.
– Então você deseja que a gente fique no hotel durante a estadia dele? – Joan perguntou.
Gregson olhou para ela por um momento, balançando a cabeça lentamente em resposta, antes de se inclinar com as mãos levemente sobre a borda da mesa.
– A ideia é que vocês trabalhem disfarçados. – comentou Bell. – Assim vocês não levantariam suspeitas.
– E como exatamente seria esse disfarce? – Sherlock olhou para ele com um olhar analítico.
Bell fitou Sherlock por alguns segundos, tentou encontrar as palavras certas, mas infelizmente elas não existiam.
– Nós queremos que vocês se passem por um casal em lua de mel. – Bell Respondeu.
Os olhos de Joan se arregalaram levemente, enquanto Sherlock fitava incrédulo o detetive a sua frente. Joan estava considerando a ideia, pensando através de uma perspectiva profissional. Isso justificaria suas presenças no hotel, e além que não causaria suspeita entre os recém-chegados. De um ponto de vista investigativo, fazia sentido. Ela lançou um olhar furtivo em direção Sherlock, tinha certeza de que ele estava enfrentando o mesmo dilema.
Sherlock estava sentado de costas retas em sua cadeira, com as mãos cruzadas firmemente em seu colo, enquanto olhava para o capitão Gregson do outro lado da mesa com uma expressão ilegível em branco. Apesar de sua capacidade de compreende-lo, Joan viu-se completamente incapaz de avaliar como ele estava se sentindo sobre a sugestão. A expressão dele não disse nada, mas havia algo em seus olhos que falavam volumes. Se ela pudesse compreender o que eles estavam tentando transmitir.
– Vocês desejam que representemos um casal? – questionou Sherlock.
– Recém-casado, na verdade. – Bell respondeu, deixando cair um panfleto do hotel.
Sherlock olhou o panfleto por um momento, examinando-o brevemente, antes de voltar sua atenção para Bell.
– Lucia é bem conhecida por suas suítes de lua de mel e pacotes relacionados com o casamento. Eles oferecem visitas guiadas pela cidade, eventos de degustação de vinhos, festas e restaurante jantares íntimos. – Gregson explicou.
– Vocês estão brincando. – Sherlock afirmou, incrédulo, olhando fixamente para Bell, antes de voltar seu olhar em direção a Gregson, que estava olhando para ele com uma expressão impassível. – Meu Deus, vocês não estão! – exclamou ele.
– Vocês se passando por um casal, serão imperceptíveis. – Gregson falou. – Isso justificaria a presença de vocês em certas áreas, e Taylor nunca suspeitaria de nada.
– As suítes de lua de mel são grandes o suficiente para vocês para configurem uma base de investigação, e fazer as suas coisas. – Bell começou a explicar, fazendo com que os consultores o fitarem.
Um breve silêncio se abateu sobre a sala. Sherlock estava considerando o raciocínios dos colegas, o disfarce parecia a melhor solução.
– Watson, o que você pensa? – Sherlock perguntou.
– A história parece plausível, e ela nos colocaria fora do radar. – respondeu ela. – E o que você acha?
– Está me pedindo em casamento, Watson? – Sherlock perguntou calmamente. Depois de alguns instantes de silêncio, antes de adotar um tom mais sério, ele completou. – Não seria uma tarefa fácil, precisaríamos debater e analisar.
– Vocês dois viveram juntos por quase dois anos, vocês sabem coisas um sobre o outro que ninguém mais sabe, e seus trabalhos como parceiros são sempre superior. – Gregson disse, inclinando-se sobre a mesa enquanto falava.
– E vocês certamente argumentam como “HUM". – Bell acrescentou suavemente, na tentativa frustrada de aliviar o clima.
Nem Sherlock e nem Joan reconheceu o comentário, mas continuavam a assistir um ao outro com expressões ilegíveis, era como perguntasse sobre afirmativa feita pelo Capitão. Antes que pudessem argumentar algo, Gregson jogou uma pasta sobre a mesa, dela caiu varias fotografias de jovens.
– Quem são elas? – Joan perguntou.
– Essa são algumas das meninas cujos desaparecimentos foram ligados ao Taylor e sua organização. – Gregson respondeu. — Estas imagens são de Interpol, FBI, MI6 e outras agências de inteligência. – continuou ele.
Sherlock e Joan atenção foi completamente concentrados nos rostos das mulheres do arquivo.
– E esses são apenas os desaparecimentos do ano passado. – informou Bell.
Joan congelou por um momento, e seus dedos pousaram sobre o arquivo. Ela não podia rejeitar aquele caso, não importava por quais circunstâncias aquelas jovens mereciam justiça.
Sherlock se virou para Joan, que estava o observando com uma expressão preocupada e cautelosa. Ele a fitou por um momento, ela lhe deu uma aceno confiante, dando a ele a resposta que procurava, ele virou-se instantaneamente para o capitão Gregson.
– Tudo bem Capitão, Watson e eu aceitamos participar da investigação sobre as circunstância impostas. – Sherlock falou calmamente.
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