Cartas do Passado

9 Capítulo 09 - Carta número 08


Notas iniciais
Aqui estamos! Quase na última carta. Se alguem quiser saber a definição de azar, é só mostrar o Tom. Coitado. Mas como eu disse, a fic é Beward então, com muita dor, vamos dar sequencia. Quero agradecer a todos os leitores. Vocês tem recebido muito bem essa experiência louca que resolvi criar. Espero que continuem e que gostem do rumo da história.

All I Need — Within Temptation

I'm dying to catch my breath

Estou morrendo para recuperar meu fôlego

Oh why don't I ever learn?

Oh, porque eu nunca aprendo?

I've lost all my trust though I've surely tried to turn it around

Eu perdi toda a minha confiança embora tenha tentado dar a volta por cima...

Chicago, 11 de maio de 2016

Aposto que sabe que dia é amanhã. Nunca pensei que meu aniversário de vinte e oito anos seria desse jeito. Eu tenho o emprego dos sonhos, uma namorada linda que me ama e até um cachorro. Mas a lei de Murphy decidiu que seria uma boa coisa sair para brincar.

Se lembra que eu disse que estava um pouco doente? Talvez eu tenha subestimado o pouco. E francamente, me sinto uma criança outra vez. Eu amo a Bella, mas simplesmente não tenho ideia de como lhe contar. Eu nem consigo contar para você por uma carta!

Eu voltei a cogitar a ideia de pedi-la em casamento, sabe? Mas como posso fazer isso? Como posso prende-la a mim dessa forma sabendo o que eu sei?

Se lembra de quando éramos crianças, e seu peixe dourado morreu? E eu te disse que ele iria para um lugar melhor. Aquilo parecia o certo de se dizer, mas agora... Não posso mais dizer isso.

O pai da Bella morreu. Já tem alguns meses, mas eu sei que isso ainda a machuca. E eu simplesmente não sei o que dizer. Ela tem pesadelos que parecem deixa lá tão assustada, que algumas noites, ela parece ter medo de dormir.

Eu queria que as coisas fossem simples, e que eu pudesse dizer a ela o que eu disse a você. Que o pai dela está em um lugar melhor, mas eu não posso. E parte meu coração vê-la desse jeito.

Eu gostaria de ouvir sua voz. De nós dois, apesar de ser o mais novo, você era o que tinha bons conselhos. Eu encontrei meu lugar no mundo. O emprego dos sonhos. O amor da minha vida.

Pode parecer egoísmo da minha parte, mas não é justo que isso seja tirado de mim agora. Não dessa maneira.

Eu quero ter escolhas e saber que elas estão sendo tiradas de mim, me assusta. Como se eu fosse apenas alguém no banco do carona e não do motorista. Sem poder decidir quando e para onde estou indo.

Então se está lendo essa maldita carta, eu preciso de você, Anthony. Preciso do meu irmãozinho como nunca. Como sempre irei precisar.

Do seu irmão mais velho;

Clarke.

Emmett entrou no pequeno pub onde Thomas estava sentado, puxando uma cadeira e se jogando no lugar a sua frente.

— Fico feliz que tenha vindo. – Tom declarou, brincando com a borda de seu copo.

— Mesmo? Porque pensei que não me quisesse aqui. Não têm dado muita atenção as minhas mensagens. – Replicou, balançando o celular.

— Isso porque você simplesmente não aceita minhas escolhas. Mas você ainda é meu amigo. – Respondeu erguendo a mão, quando a garçonete trouxe seu pedido.

— Você tem câncer e se recusa a fazer quimioterapia. O que esperava que eu fizesse?

— Porquê não fala mais alto? – Indagou, apontando para as pessoas do outro lado. — Acho que as pessoas do outro lado do bar não te ouviram.

— Que inferno, Thomas. Porque não aceita de uma vez e...

— Aceitar? E o que? Me entregar a um tratamento que não sabemos se dará certo?

— É, porquê os que você tentou nos últimos meses tem funcionado tão bem, não é mesmo?

— Olha, Emmett, eu sei que você não aceita, mas pode ao menos ficar ao meu lado? Me apoiar?

— Olha, só porque eu não concordo com a sua loucura, não significa que eu lhe dei as costas. Você é meu melhor amigo e nós vamos dar um jeito. É por isso que estou aqui. — entregou um envelope, que Tom prontamente abriu.

— O que é isso? – Indagou.

— Um novo tratamento experimental. Com uma droga chamada lexoprinadina. Eles abriram um programa de experimentos e eu inscrevi você. Não há garantia nenhuma de que vá funcionar, mas...

— Obrigado, Emmett. Esse é o melhor presente de aniversário que você poderia me dar. – Respondeu com um sorriso fraco.

— Você ainda precisa se encontrar com o médico responsável. Ele vai poder explicar melhor os detalhes.

— Ótimo, onde é o consultório.

— Esse é o problema. Fica em Nova York. – Respondeu.

— Eu não posso simplesmente viajar para Nova York sozinho, Emmett. O que eu diria para Bella? – Indagou, puxando levemente os cabelos.

— É por isso que você não vai sozinho. Nós dois vamos, porque haverá um congresso importante. Rosalie já sabe e você vai dizer a Bella hoje. Nós partimos no final da semana. – Declarou, resolvendo tudo. Ao menos por enquanto.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Tom abriu os olhos, suspirando e olhando para o lado.

— Bella? – A chamou, quando a viu sentada perto da varanda. – Pan? – A chamou novamente, mas dessa vez ela se virou. – Você está bem?

Ela murmurou algo e voltou a olhar pela janela. Tom se levantou caminhando até ela, a cobrindo com a manta. Seu corpo estremeceu pelo frio.

— Por que está acordada? São três da manhã.

— Sonho ruim. – Respondeu, deixando que ele acariciasse seus ombros.

— Vem. – Pediu a ajudando a levantar e se deitar.

— Não quero dormir.

— Tem medo de o pesadelo voltar? – Tom perguntou, acariciando seus cabelos, enquanto ela se aninhava a ele.

— É só... Toda vez que eu fecho os olhos, a cena se repete de novo. – Suspirou. – Vai melhorar.

— Descansa um pouco. – Sussurrou em seu ouvido. – Eu vou cuidar de você enquanto dorme. Espantar os pesadelos. – Acrescentou e ela assentiu fechando os olhos.

~*~*~*~*~*~*~*

— Bom dia. – Tom acordou com uma voz ao seu ouvido, com alguem beijando seu pescoço.

— Esse é um bom jeito de começar o dia. Dormiu bem? – Indagou e ela assentiu.

— Nenhum pesadelo. Você realmente os espantou. – Respondeu o beijando outra vez.

— Isso é bom. Eu tenho que arrumar minha mala – Declarou. – Você vai ficar bem?

— Vou. Não quer mesmo que eu vá com você? É seu aniversário. – Perguntou e ele negou.

— Isso seria incrível, mas você não iria se divertir e não passaríamos muito tempo juntos. Além disso, você tem um quadro para terminar, Pan. – Respondeu tocando seu nariz, fazendo ela rir do apelido bobo.

— Eu realmente tenho que terminar. Talvez eu possa ficar com a Rosie. Emmett vai com você nesse congresso, não vai? – Questionou.

— Sim, ele vai. E isso me deixaria muito mais tranqüilo.

— Eu vou ligar para ela. – Explicou, sorrindo maliciosamente. – Agora, que tal aproveitarmos um pouquinho antes dessa viagem? – Perguntou o beijando e montando em seu colo.

— Isso me deixa muito feliz. – Declarou, tocando a cintura de Bella com leveza.

— Sabe, nós podemos comemorar seu aniversário quando você voltar da viagem.

— Eu já disse que não é nece...- Dizia, mas ela o calou com uma das mãos.

— Nada disso. Dessa vez meu pé não tem um gesso o envolvendo e nós vamos comemorar. Quando você voltar, eu estarei te esperando com seu bolo favorito e uma quantidade absurdamente pequena de tecido, entendeu, Thomas Clarke?

— Sim, senhora. – Respondeu disfarçando um sorriso. – Colocando desse jeito, fica muito difícil dizer não.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*

— Te vejo em quatro dias. – Tom declarou a beijando, pegando sua mala. – Amo você.

— Também amo você. – Ela correspondeu, enlaçando seu pescoço com os braços e o beijando.

— Já chega, pombinhos. Vamos perder o avião. – Emm brincou, tocando o ombro de Tom, que se afastou de Bella a contragosto.

Bella e Rosalie entraram no taxi, quando Bella olhava pela janela.

— Tudo bem? – Rosie perguntou, tocando a perna de Bella que se sobre saltou.

— O que? – Questionou.

— Terra chamando Bella! Você está bem? – Perguntou outra vez.

— Noite ruim. Os pesadelos tinham diminuído, mas...

— Continuam lá, não é? – Indagou. – Sabe o que precisa? Noite das garotas.

— Sobre isso, será que cabe um garoto? – Perguntou olhando para ela, que arqueou a sobrancelha.

— Que garoto?

— Bucky, é claro. Eu não posso deixar meu bebê. – Respondeu com um biquinho, fazendo a amiga sorrir.

— Esse garoto é bem vindo. – Declarou voltando a sorrir.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Bella ligou o notbook enquanto estava deitada no sofá, esperando a chamada se conectar.

— Dory! – Sorriu ao vê-la a sua frente. – Como você está? – Perguntou.

— Bem, Martin. Um dia de cada vez. – Sorriu, quando Edward olhou ao redor.

— Onde você está? – Perguntou tentando espirar ao redor.

— Na sala? – Perguntou olhando para o teto. – O que está fazendo?

— Eu tenho uma surpresa. – Edward declarou, incapaz de se controlar. – Tenho que te contar uma coisa.

— Tenho que ouvir o que tem para me contar. – Ela respondeu sorrindo.

— Estou em Chicago. Será que...

— O que? – Ela gritou, pulando do sofá. – Você está aqui? Aonde?

— Em um Hotel. Wind Hotel. – Respondeu. – Posso ir te ver? Talvez conhecer o Tom? – Perguntou, arqueando a sobrancelha.

— Não, mas você pode conhecer a Rosalie. – Respondeu sorrindo. – Tom precisou fazer uma viajem a trabalho. Vou falar com a Rosie e te passo mensagem. Mal posso esperar para te ver.

— Eu também, Dory. E enquanto isso...

— Continue a nadar. – Ela completou sorrindo e desligando.

~*~*~*~*~*~*

Rosalie terminava de fritar as panquecas, quando ouviu Bella balançando as pernas nervosamente.

— O que você aprontou, garota? – Perguntou se virando para a amiga.

— Eu sei que é sua casa, mas será que eu posso receber um amigo? – Perguntou.

— Amigo? Que amigo? – Indagou curiosa.

— Se lembra do Edward?

— O cara de procurando Nemo ? – Questionou sorrindo.

— Por favor não o chame assim. – Pediu sorrindo, mordendo sua panqueca.

— É a verdade. Ele parece um cara legal e inofensivo, então, claro. Mas por precaução, posso chamar o Beau. Sabe, uma presença masculina para o caso desse Edward ser um maníaco do parque.

— Engraçado, foi o que Edward disse quando eu conheci Tom. E você sabe que Beau é gay, não sabe? E que nós duas somos mais fortes do que ele, certo?

— Eu sei, mas Edward não sabe. E que história é essa? Tom é o cara mais tranqüilo que eu já conheci. Semana passada vocês estavam aqui e tinha uma aranha no banheiro. Pedi para ele mata-la e ele a pegou e soltou no jardim. Disse que era contra violência. – Comentou rindo.

— Acho que James discorda disso. – Gargalhou se lembrando de Tom o derrubando.

— Acho que se aquela aranha tivesse tentado atacar você, talvez a coisa fosse diferente. Edward é bem vindo, mas ficaria mais tranqüila se Beau estivesse aqui.

— Tudo bem. – Comentou sorrindo. Mal podia esperar para encontra-lo.

~*~*~*~*~*~*~*

— Bom te ver, amigo. – Emmett cumprimentou o homem a sua frente, enquanto Tom os observava

— Já faz um tempo, Eleazar. Bom te ver. Esse é um amigo, doutor Thomas. – Apontou, e o médico estendeu a mão.

— O rapaz de quem me falou, suponho.

— Tom. – Estendeu a mão, se apresentando. – Emmett disse que é o melhor da ... área em questão.

— Eu dou o meu melhor. Embora Emmett goste de elogios grandiosos. Por que não se sentam? Assim eu posso avaliar os exames e chegaremos a uma conclusão. Você tem feito algum...

— Nada convencional, se é o que vai perguntar, Doutor. – Tom revelou, fazendo Eleazar arquear a sobrancelha.

— Embora seja um excelente neurocirurgião, Tom não é muito adepto aos tratamentos tradicionais. – Emmett respondeu, torcendo o rosto, enquanto Tom se mantinha impassível.

— Eu não quero ser cutucado e drenado até a morte, obrigado.

— O que acontecerá em breve, se não começar um tratamento decente logo! – Emmett esbravejou, impaciente.

— Rapazes! – Eleazar interferiu, ganhando de ambos um olhar de desculpas.

— Desculpe. – Falaram juntos.

— Bem, então vamos ver. Quimioterapia está fora de questão.

— Sim. – Tom respondeu calmamente.

— Existem outras opções, não é, Eleazar? – Emmett questionou, enquanto Eleazar avaliava os exames.

— Nenhum comprovado, mas...

— Efeitos colaterais? – Tom indagou.

— Nenhum tão invasivo ou agressivo, mas sim, podem haver efeitos colaterais. Mas como eu disse, nada comprovado.

— Esse é o que você me mostrou, Emmett? – Questionou.

— Se chama Lexoprinadina. É uma aplicação por semana, de maneira endovenosa. – Eleazar respondeu.

— Eu gostaria de experimentar. – Tom declarou, fazendo Emmett suspirar.

— Thomas, eu sei que já tomou sua decisão, mas é apenas um estudo. Nada foi comprovado. Não é como a qui...

— Emmett. – O censurou. – Eu já tomei minha decisão. Pode me apoiar?

— Está bem. – Concordou. – Eu só esperava que você tivesse mudado de ideia.

— Eu vou dar entrada na papelada e confirmar sua inscrição no programa. Vou tentar agilizar o máximo possível dado ao estágio em que o câncer se encontra.

— Ótimo. – Tom assentiu.

— Claro que se você for aceito, o melhor é que o tratamento seja feito no hospital onde você mora e com um acompanhante. Você tem alguem que possa lhe acompanhar?- Eleazar perguntou, quando Tom se manteve calado.

Não podia pedir que Bela o acompanhasse, uma vez que não havia contado a ela sobre nada daquilo.

— Eu vou fazer o acompanhamento pessoalmente, Eleazar. – Emmett respondeu e Tom lhe lançou um olhar agradecido.

— Então vamos começar a providenciar tudo.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

A campainha tocou, pouco depois a porta se abriu.

— Ah, eu acho que errei a casa. Estou procurando a Bella.

— Você é o cara do procurando Nemo? — O homem a sua frente perguntou, fazendo Edward arquear a sobrancelha e assentir. — Então está no lugar certo.

Beau cruzou os braços contra o peito, fazendo sua melhor pode de ameaçador, quando gritou por Bella.

— Seu cara chegou.

Ele se afastou, dando espaço para que Edward passasse.

— Isso na sua mão é um pretzel? — indagou.

— Beua! — Bella ralhou olhando para o homem, ainda parado na porta. — Edward! Você está aqui! — Gritou, animada. Abraçando o amigo.

— Eu disse que viria, Dory. — Respondeu sorrindo e estendendo o saco. — São para você.

— Meus favoritos. Você se lembrou.

— É claro que sim. Então, esse é o cara do esbarrão? — Perguntou estendendo a mão. — Sou Edward. Amigo da Bella.

— Não, Tom precisou fazer uma viagem. Volta em alguns dias. Vem, entre. Venha conhecer a Rosie. — Declarou o puxando pela mão.

Poucas horas depois, todos estavam na sala, conversando enquanto jogavam um jogo de tabuleiro. Edward se esquivando para o lado, todas as vezes que Beau se aproximava demais, enquanto as meninas riam.

Eles pediram uma pizza e comeram enquanto se lembravam de histórias divertidas.

Rosalie puxou Bella para a cozinha, sussurrando.

— Ele é um cara legal. — Comentou e Bella assentiu.

— Sim, ele é. — Respondeu sorrindo, enquanto olhava Beau tentar se aproximar do amigo.

Uma hora mais tarde, Edward decidiu que já estava tarde.

— Eu preciso ir, mas gostaria de te ver amanhã, Dory. Meu vôo só sai no final da tarde, o que nos dá tempo de dar ao menos uma volta naquele ônibus grande e vermelho.

— Eu tinha me esquecido! Você é louco por aqueles ônibus! — Comentou sorrindo. — Com certeza vamos dar uma volta.

— Passo aqui para te pegar as oito. — Declarou se despedindo dos outros.

— Como se você não soubesse que não sou uma pessoa matinal.

— Aposto que minha companhia vai animar sua bunda sedentária. — Respondeu sorrindo.

— Sabe, Martin. Agora estamos perto o bastante para que eu chute a sua bunda

— Ainda seria uma pena, Dory. Te vejo amanhã. — Declarou partindo.

~*~*~*~*~*~*~*~*

A noite passou, e como prometido, pela manhã, Edward estava na porta.

— Ainda é cedo. – Ela resmungou fechando a porta em suas costas.

— Você está horrível. – Respondeu brincando.

— E você é um idiota, Martin. – Indagou bufando, mas sorrindo quando ele estendeu um copo grande de café.

— Para você.

— Agora sim, você está sendo o cara legal que eu me lembro. – Sorriu caminhando ao lado de Edward.

Eles estavam caminhando pelo parque, prontos para embarcar no ônibus.

— Beua adorou te conhecer. – Declarou o empurrando levemente.

— Ele parece um cara legal, mas acho que não faz meu tipo. – Respondeu, fazendo uma cara séria, quando Bella gargalhou.

— Isso vai partir o coração dele. — respondeu provocando. — Você faz o tipo dele.

— Muito engraçado, Dory. Eu pensei que ele fosse o seu namorado. Pareceu que ele estava me avaliando.

— Ah, Isso é porque ele estava. Rosalie quis ter certeza de que você não era um maníaco ou algo assim.

— Foi o que eu disse sobre o cara do esbarrão.

— Eu disse a ela. E ele tem nome. É uma pena. Vocês ficariam uma gracinha juntos. — declarou sorrindo, descendo do ônibus.

— Sabe, você deveria largar a carreira de pintora e virar comediante. — respondeu fazendo cócegas nela, que tentou se esquivar, quando ele a jogou nos ombros. — Não é engraçado agora é? Sério que ele pensou que eu fosse um maníaco do parque? Eu não sei matar nem um bicho, quem dirá uma garota.

— Disse o cara com a garota no ombro.

— Muito engraçado. – Declarou cutucando suas costelas a fazendo gritar.

— Pare com isso, Martin. — Pediu gargalhando.

— Eu pareço com o maníaco do parque agora?

— Edward, me coloca no chão antes que... – Pediu, quando eles ouviram uma voz atrás deles.

— Você ouviu a moça, filho. — Uma voz soou atrás deles, fazendo Edward se virar, dando de cara com um policial. — Coloque a moça... No... chão. – Pediu pausadamente, enquanto Edward obedecia.

Edward calmamente obedeceu, soltando Bella. Que tentava a todo custo segurar o riso.

— Está tudo bem aqui? – O policial perguntou, quando Edward se manifestou.

— Nós só estávamos... – Ele tentou se explicar, mas o guarda o interrompeu.

— Eu perguntei para a moça, garoto. Está tudo bem aqui, moça?

— Sim, policial. Estávamos só brincando. – Respondeu calmamente.

— Tudo bem. — respondeu assentindo e seguindo seu caminho. No segundo em que o policial se afastou Bella explodiu em uma gargalhada.

— Não é engraçado. – Edward declarou, cruzando o braço, bufando.

— Ah, é sim. Os policiais levam ameaças no parque muito a sério por aqui. Você não pode sair por aí carregando garotas.

— Não vai se esquecer disso, não é Dory? – Perguntou revirando os olhos.

— De jeito nenhum, Martin. DE jeito nenhum.

Eles pararam de andar, olhando para o relógio.

— Bem, nós temos mais algumas horas. Quer conhecer a galeria?

— Claro. – Respondeu animado, enquanto ela o puxava pela mão.

Ao chegar na galeria, Edward parecia deslumbrado com os quadros.

— E aqui está. – Respondeu apontando para o quadro.

— Isso é... – Murmurou se aproximando. – Bella, isso é incrível. São todos seus? – Perguntou apontando para os quadros espalhados.

— Sim. E esse, é você.

— Incrível. – Declarou sorrindo.

— Que bom que gostou. – Respondeu. – Acha que da tempo de vermos um filme?

— Procurando Nemo? – Indagou e ele assentiu sorrindo caminhando com ele.

~*~*~*~*~*~*~*~

Algumas horas se passaram, quando Edward finalmente se levantou do sofá.

— Melhor filme de todos. – Ele declarou olhando para o relógio.

— Você tem mesmo que ir? – Perguntou.

— Eu realmente tenho. Não sei quando vou conseguir outra folga, mas eu vou tentar vir te ver logo, está bem, Dory?

— Isso seria muito legal. Assim pode finalmente conhecer o Tom.

— Você quase não falou sobre ele. – Respondeu apanhando seu casaco.

— Ele é tão... Tão incrível. Eu nem sei por onde começar. Ele é inteligente, divertido e tão perfeito.

— Ele te faz feliz. – Ele constatou.

— Sim, ele faz. Muito. Você me liga quando chegar?

— Sim, eu ligo. – Respondeu se despedindo dele, enquanto ele partia.

~*~*~*~**~*~*~*

— Você voltou! – Bella gritou, quando Tom apareceu na porta. Ela correu em sua direção, pulando em seus braços.

— Alguem está feliz em me ver.

— Sim, pode apostar nisso. – Ela respondeu o beijando.

— Ei, arrumem um quarto. – Emmett, respondeu beijando Rosie.

— Pode apostar nisso também. – Bella declarou, pegando a mão de Tom e o arrastando porta a fora.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Eles estavam deitados na cama, Bella apoiada contra o peito e Tom, acariciando seu ombro.

— Como foi a viagem? – Perguntou.

— Entediante. – Respondeu se virando e a beijando. – Seu amigo veio?

— Sim. Rose o conheceu. Ele é exatamente quem eu pensei que fosse. – Declarou, rolando para cima de Tom, voltando a beija-lo. – Mas agora eu estou muito mais interessada no homem que está aqui, comigo.

— Esse homem fica muito feliz em ouvir isso. – Retrucou, agarrando sua cintura, a erguendo, entrelaçando seus dedos e a beijando, enquanto ela se movia sobre ele.

— Eu amo tanto você, Bella. – Sussurrou, gemendo seu nome, a fazendo sorrir, agarrando seus cabelos. – Tanto...

— Eu também, querido. Amo muito. – Ela respondeu sussurrando em seu ouvido, enquanto ambos os corpos chegavam a borda e caiam exaustos, ainda entrelaçados.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Tom acordou, sobre saltado, fazendo Bella suspirar, ao ser acordada. O suor escorria por suas costas, fazendo com que ele sentisse um arrepio.

— Você ta bem? – Bella perguntou, se aconchegando a ele, abrindo os olhos, enquanto a respiração de Tom se acalmava.

— Estou, foi só um pesadelo.Volta a dormir. – Ele pediu, se agarrando a ela.

— Claro. Eu não estou tão acordada, depois de te ouvir gritar enquanto dormia. – Murmurou. – Quer falar sobre isso? – Perguntou, tocando seus cabelos, quando Tom encostou sua testa contra a dela.

— Não. Sabe o que eu quero fazer? Ficar com você, assim. – Respondeu, rolando para cima dela. – Para sempre.

— Não mude de assunto, Thomas Halpikins.

— Halpikins? Eu estou com problemas? – Indagou, beijando seu pescoço.

— Já é a terceira noite seguida.

— Eu sei de outra coisa que aconteceu por três noites seguidas. – Sussurrou, infiltrando sua mão pela blusa dela, mas ela segurou seu rosto, encarando seus olhos. — Sério, eu estou bem. – Respondeu a olhando docemente, beijando sua mão.

— Que foi? – Bella perguntou tocando seu rosto.

— Eu só... Eu só te amo muito.

— Eu também, querido. Amo muito. – Respondeu, quando ele deitou a cabeça contra a barriga de Bella e se deixou ser abraçado. Só conseguia pensar no resultado dos exames e do tratamento que logo começaria. Sabia que o certo seria contar tudo, mas o que aconteceria depois?

Enquanto ela acariciava seus cabelos, sua respiração ficou mais tranqüila e logo ele adormeceu.

A luz do sol invadiu o quarto, fazendo Tom tocar o lugar vazio ao seu lado, encontrando um bilhete.

Ele pegou o papel, lendo a caligrafia bagunçada de Bella.

Tive que resolver um problema na galeria. Volto logo. Descanse um pouco e lembre-se: Amo você.

Com amor, Bella.

Leu o bilhete, o levando contra o peito, fechando os olhos, pensando no que deveria fazer. Não poderia partir o coração de Bella daquele jeito. Não faria aquilo.

Ele se sentou, abrindo a gaveta do criado mudo, pegando uma caixinha de veludo, onde havia um pequeno anel de noivado.

— É, eu acho que houve uma mudança de planos. – Murmurou fechando a caixinha com o anel se levantando e o guardando onde sabia que Bella não o encontraria.

Notas finais
Tom se recusa a seguir a quimioterapia, mas ele vai continuar com outros tratamentos. A lexoprinadina é um tratamento ficcional, mas quem sabe um dia realmente criem algo parecido. Edward e Bella finalmente se encontraram e esse é o primeiro de muitos encontros. Continuem acompanhando e comentando. Recomendações como sempre, são bem vindas.