Cartas do Passado
10 Capítulo 10 - Carta número 09
Notas iniciais
Take on me — A-Há
You're all the things I've got to remember
Você é tudo que tenho que lembrar
You're shying away
Você está se afastando
I'll be gone
Partirei
In a day or two
Em um ou dois dias...
Chicago, 02 de janeiro de 2017
Sou eu de novo, irmãozinho. Não ao vivo e definitivamente não a cores. Já que só temos nos comunicado por cartas ou quase isso. Eu só quero que as coisas voltem ao normal. Ou ao que é tão normal quanto possível.
Eu continuo doente, mas não se preocupe. Vou dar um jeito.
Não que eu esteja lhe escrevendo pelo fato de você ser um médico. Você vai ser pediatra e eu definitivamente não sou mais uma criança. O caso é que eu não tenho ideia de como contar para Bella e Deus, isso vai partir seu pobre coração. Eu nem ao menos tive coragem de contar a você direito. Tudo que eu fiz foi dar rodeios. Tudo o que eu sempre faço é dar rodeios.
Se lembra da história do ex-namorado dela? Eu jurei matar qualquer um que partisse seu pobre coração e agora, nesse momento, eu estou muito tentado a fazer isso. Porque ele sou eu, Anthony.. Eu jurei protege-la de tudo e todos que pudessem machuca-la, mas nunca no mundo pensei que estaria do lado errado da linha. Eu sei que o que estou prestes a fazer vai machuca-la como o inferno, mas também sei que adiar vai tornar tudo cem vezes pior.
Eu já disse uma vez, mas preciso que siga as instruções com muita atenção, irmão. Existe uma chave do nosso apartamento que fica perto do extintor de incêndio. É pequena, redonda e está escondida, mas sei que vai encontra-la. Eu preferiria que você não arrombasse a porta. Não precisamos assustar Bella mais do que ela já ficará assustada. No entanto, se não encontrar a chave,faça o que tem que fazer.
Só espero que quando ler minha próxima carta, você possa me perdoar e me ajudar a terminar tudo sem mais danos. A próxima será a ultima carta, Anthony. Depois disso, não serei mais eu. Nem mesmo se eu quisesse, e acredite, eu queria.
Do seu irmão mais velho;
Clarke.
— Planos para hoje? – Ela perguntou, se apoiando contra os ombros de Tom.
— Ainda pensando. Planejou algo? – Questionou, torcendo por uma resposta positiva.
— Na verdade, pensei em ficar aqui, com você. Eu tenho uma exposição importante amanhã, então tenho que ir cedo para a galeria. – Respondeu se virando e montando em seu colo. – Por isso pensei em passar a noite toda aqui, sabe, apenas passando um tempo.
Ela dizia as palavras, enquanto as mãos dele tocavam sua cintura. Bella apoiou as mãos contra os ombros de Tom, beijando seu pescoço.
— Como isso soa para você? – Questionou.
— Como o céu. – Respondeu a levantando, ainda que vacilante, a carregando em direção ao quarto.
As mãos tocavam por toda parte, tentando se livrar das peças de roupa.
— Eu ainda sei tirar minhas roupas. – Ela o censurou, com um ar divertido, fazendo-o parar e olha-la por cima dos cílios.
— Eu sei disso. Mas acontece que eu faço isso muito melhor. – Respondeu, voltando a arrancar as peças, enquanto a beijava.
Bella ria, mas seu sorriso morreu no instante em que os lábios dele tocaram sua barriga, agora nua.
— Tom...- Gemeu, levando as mãos até os cabelos cacheados dele.
Ele a tocava como se ela fosse desaparecer sobre seus braços.
Completamente despidos e conectados, Tom enterrou seu rosto contra o pescoço de Bella. As mãos dela arranhando suas costas, enquanto ele sussurrava palavras desconexas. Era quase como se ele estivesse se despedindo.
Aquele pensamente lhe causou um arrepio.
Tom levou sua mão até a dela, entrelaçando seus dedos.
Por um segundo, ele afastou o rosto, olhando para ela. Os olhos de Bella estavam fechados, ela mordia o lábio e estava ofegante.
Aquela imagem partiu seu coração, mas ainda sim ele sorriu. Poderia passar horas olhando para ela. Nunca se cansaria dela. Mas naquele momento, olhar para ela doía. Ele sempre fora delicado e gentil, mas precisava de mais.
Usando suas mãos, ele ergueu as dela sobre sua cabeça, pressionando com força, balançando a cama e derrubando um porta retratos. Tom fechou os olhos, respirando fundo e soltando as mãos dela.
— Tudo bem. – Bella o tranqüilizou, tocando seu rosto, fazendo com que ele abrisse os olhos.
Ele voltou a beija-la, tentando se acalmar dessa vez.
— Eu amo você, Bella. Amo... tanto você. – Sussurrou, gemendo, desabando sobre ela. Ele tentou se afastar, mas ela o agarrou. As mãos dele acariciando seu rosto.
— Fica assim. Apenas... um pouco, por favor. – Suplicou. Não queria aquela sensação de abandono. Algo estava diferente daquela vez. Mais intenso. Ou talvez ela estivesse mais sensível.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*
— Vejo você a noite? – Bella perguntou, enquanto passava o cachecol pelo pescoço e terminava de calçar as botas.
— Com certeza. O que acha de uma maratona de Harry Potter?
— Parece ótima. Um dos clientes importantes vai na galeria hoje e talvez, se eu tiver sorte, ele leve um dos meus.
— Você não precisa de sorte. É uma artista. – Retrucou, sorrindo preguiçosamente, se espreguiçando na cama.
— E você não é nada imparcial. Deus, como eu queria pintar você assim. – Murmurou, mordendo o lábio.
— Como? Com a cara amassada de sono? – Indagou e ela bufou.
— Não, com esse lençol enrolado na sua cintura. Eu estou quase cogitando mudar de ideia e ficar aqui.
— Então estou fazendo um bom trabalho. – Respondeu sorrindo.
— Provocador. – Respondeu atirando o travesseiro nele. – Eu tenho que ir. Trago pizza e vejo você a noite, senhor Halpikins. – Respondeu saindo do quarto.
— Tudo bem. Amo você, Pan! – Ele gritou.
— Eu sei. – Gritou de volta, colocando apenas a cabeça para dentro do quarto. – Também amo você.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Tom olhou para o apartamento vazio. Nele haviam fotos e peças de roupa espalhadas. No canto do sofá, Bucky dormia tranquilamente. Ele se aproximou do cão, tocando suas orelhas, depois se afastando, apanhando os papeis e lendo outra vez.
Não havia mais nada que pudesse ser feito. Ele já havia tentado de tudo. Estava cansado dos tratamentos alternativos, estava cansado de fingir estar bem e estava cansado da falsa esperança.
Ele olhou para o apartamento, onde jurava que seria feliz por toda sua vida, ao lado daquela quer era sua vida, se aproximou da mesa de centro e começou a escrever, o que seria a carta mais difícil de sua vida.
Tom olhou para o relógio, calculando quanto tempo teria, depois de enviar a carta. Ele sabia que levaria alguns dias, então ele teria que esperar. Teria que agüentar um pouco mais.
— Só um pouco mais... – Sussurrou, olhando para seu reflexo no espelho. Ele parecia mais magro e pálido também. Seus cabelos estavam a bagunça de sempre e ele vestia sua camisa favorita. Aquela que Bella havia manchado de tinta.
E olhando para o reflexo do homem que ele havia sido algum dia, tudo que sentia era raiva e dor. Não a dor física. Mas sim uma dor muito mais profunda e poderosa. Ela a queimava de dentro para fora, lhe tirava o ar. Era como ele se sentia apenas ao imaginar como Bella ficaria. Ele ficava sem ar.
Sua doce Bella. Ah, como queria lhe contar tudo. Sobre a doença e suas esperanças. Mas do que adiantaria? Isso só a faria sofrer e definhar, como ele próprio, para depois seguir sozinha.
Tom ainda se lembrava de como a conhecera. De como se sentiu completamente encantado. Da tamanha necessidade de ligar para ela no momento em que colocou os pés em seu antigo apartamento.
Fazia tanto tempo... E ao mesmo tempo, parecia ter sido ontem mesmo. Ele se lembrava de todo e cada detalhe sobre ela. Se lembrava de como ela sorria sem parar na guerra de tinta, mas também se lembrava como havia desabado em seus braços quando Charlie, pai dela havia morrido.
Ainda se lembrava do nó na garganta, que havia se formado enquanto ela soluçava contra seu pescoço. Se lembrava de desejar que ela nunca tivesse que passar por algo assim outra vez. E lá estava ele, olhando para o reflexo do homem que causaria as mesmas lágrimas e soluços, mas dessa vez, ele temia que não houvesse ninguém para consolá-la como ele havia feito no passado. E aquilo fez com que ele se odiasse um pouco mais. ~
A campainha tocou, chamando sua atenção.
— O que faz aqui? – Perguntou, vendo o amigo parado na porta.
— Que bom te ver, Emmett. Como vai meu melhor amigo? Estou bem, Tom. Estou feliz em te ver também.
— Engraçado. – Retrucou, mas parou ao ver os papeis em sua mão. – Não.
— Você ainda não me ouviu. Não sabe o que é. – Respondeu, passando por Tom, que apertou o nariz entre o polegar e o indicador, suspirando.
— É outro dos tratamentos milagrosos que são completamente inúteis? – Questionou, se atirando no sofá.
— Se você tivesse escolhido a qui...
— Já chega, Emmett! – Ralhou se levantando. – Já chega disso. Você é médico também. Sabe como isso vai acabar.- Gritou, apontando para o próprio peito. – Não há nada que possamos fazer. Eu soube o que aconteceria no dia em que fui diagnosticado. Eu já aceitei isso. Você deveria fazer o mesmo.
— Então por que fazer os tratamentos? Por que ir ao médico? Por que se dar o trabalho, Thomas? Se você já tinha tanta certeza de que não sobreviveria a isso, por que se esforçar tanto?
— Porque eu queria mais tempo com ela! Porque eu estou com raiva, porque levei anos para achar um lar, uma família, amigos e agora tudo foi arrancado de mim. Porque tudo foi roubado de mim e eu queria usar o tratamento para roubar um pouco de volta, mas já chega.
— Isso não tem que acabar assim, Tom. Não tem que acabar agora. – Explicou se aproximando, mas ele deu um passo para trás, erguendo a mão.
— Emmett, você não tem ideia do inferno que é olhar para Bella, e saber que eu vou destruir a vida dela. Você não estava com ela quando ela soube do Charlie. Eu estava. Eu vi o que fez com ela.
— Então por que não conta para ela, inferno!
— E transformar o amor dela em piedade? Sofrimento? Não precisamos disso.
— Não, o que você precisa é superar o que aconteceu no passado e deixar ser ajudado. Precisa contar a ela. Não entende que se ela descobrir sozinha, vai ser muito pior?
— Não importa. Não serei eu a contar e nem você. Eu não posso e não vou fazer isso com ela. Além disso, ela não vai descobrir. – Explicou, voltando a se sentar.
— Acha que ela é burra? Que não vai perceber as mudanças se você parar o tratamento? Acha que...
— Já chega. – Murmurou o interrompendo. – Vai embora.
— O que? – Perguntou, confuso.
— Ela vai voltar logo. Vai embora, Emmett. Você fez o que podia. Eu não sou mais seu paciente.
— Thom...
— Vá embora! – Gritou, atirando o porta retrato contra a parede. Emmett bufou, se virando.
— Eu vou, mas isso não acabou ainda. Vamos encontrar um jeito, Thom. Isso ainda não acabou. – Respondeu batendo a porta, enquanto Tom sentia lágrimas quentes molharem seu rosto.
~*~*~*~*~*~*~*~*
Dias haviam se passado e pelas suas contas, sua ultima carta já havia sido recebida. Ele havia feito e refeito as contas. Várias e várias vezes. Era inteligente e sabia o que fazer e o que deveria fazer agora. Antes de o expulsar de casa, seu pai havia lhe ensinado muito sobre o mundo da medicina. Quais remédios tomar e quais não misturar. Quais resultados eles poderiam dar e quais nunca seriam explicados.
Na primeira gaveta, onde ele guardava sua carteira e outras coisas importantes, ele havia colocado um exame falso, dizendo que ele sofria de problemas do coração. Seria mais fácil para Bella, pensar que ele havia sofrido um infarto, rápido e indolor. Que não havia sofrido.
A realidade por outro lado, era bem diferente.
Algumas horas depois, Tom se mantivera ocupa lendo artigos e mais artigos sobre familiares de pacientes que cometeram suicídio e como aquilo havia os afetado. Ele estava quase terminando quando ouviu a porta, se apressando em juntar tudo.
— Ei. – Bella declarou se aproximando e o beijando.
— Como foi na galeria? – Perguntou animado, terminando de juntar os papeis.
— Uma bagunça. Meu chefe pareceu chocado quando eu contei que um dos clientes estava interessado em comprar meus quadros. Você tinha que ver a cara dele.
— Seu chefe é um idiota. – Resmungou, juntando os papeis.
— O que são esses papeis? – Perguntou, olhando sobre o ombro de Tom, beijando seu pescoço.
— É só trabalho. Eu já acabei, na verdade. Você tem toda minha atenção. – Respondeu a puxando para seus braços.
— Isso é bom, porque eu tenho uma pergunta hipotética. – Respondeu, brincando com os cabelos dele.
— Ótimo. Adoro suas perguntas hipotéticas. Diga. – Pediu, e ela o olhou, mordendo os lábios, nervosa.
— É sobre o que falamos na viagem, no parque. O que você diria se eu dissesse que vamos ter um filho? – Perguntou, e o sentiu ficar tenso na mesma hora. – Tom?
— Está dizendo hipoteticamente, certo?
— Sim, claro. – Respondeu, erguendo a sobrancelha.
— Que bom. Olhe, Bella. Não me leve a mal, eu amo você e nunca te abandonaria ou algo assim...
— Ou algo assim? – Indagou.
— É só que... Já conversamos sobre isso e o momento para um filho não poderia ser pior do que esse. Além do mais, nós tomamos todos os cuidados, certo? – Indagou.
— Certo... – Murmurou, mantendo uma expressão vazia.
— Eu disse a você o que penso disso. Não sei se quero ser pai e não sei se vou mudar de ideia algum dia, mas....
— Não, tudo bem. Esqueça que eu perguntei. Foi só uma ideia que me passou pela cabeça. Eu acabei de me lembrar que tenho que resolver uma coisa... – Respondeu se levantando.
— Bella... – Murmurou indo atrás dela.
— Não, tudo bem. – Respondeu, antes de bater a porta.
Uma hora se passou enquanto ele esperava que Bella voltasse. Cansado de esperar, Tom pegou o telefone, ligando para ela.
— Por favor, atende; — Pediu. — Ei, sou eu. Acho que você está dirigindo então não vai atender. Eu só queria...Eu sei que as coisas estão complicadas ultimamente e eu sinto muito por isso, Pan. Eu só queria que você soubesse o quanto eu amo você, Bella. Que você foi a melhor coisa que me aconteceu e que se você dissesse, vamos ter um filho, eu mudaria todos os meus planos para ficar com vocês. Porque eu amo você e essa criança seria metade você, então, como não amar? – Declarou, fechando os olhos.
Tom caminhou pelo apartamento, ainda com o celular na orelha.
— Eu sei que não sou a pessoa mais comunicativa do mundo, mas eu amo você, Bella. Mais do que consigo explicar e a ideia de que a magoei, acaba comigo. Então, só... volta para casa, está bem? Você é minha lagosta e eu te amo. – Terminou, desligando, esfregando o rosto.
Ele não queria que as coisas terminassem desse jeito, mas que outra escolha ele tinha? Se a carta tivesse sido recebida, seu tempo estava acabando. Não podia mais esperar.
Ele sabia o que estava prestes a fazer e o quanto doeria, mas ainda sim, seus olhos se mantinham fixos nos comprimidos. Havia os espalhado pela cama, se livrando do frasco para que Bella não o encontrasse.
Haviam alguns. Poucos para que fossem diagnosticados e muitos a ponto de alcançar o resultado desejado. Ele tomou o primeiro, que diminuiria um pouco sua dor e pegou a foto de Bella, a olhando. Queria que aquela fosse sua ultima visão. Sabia que estava agindo feito um covarde, mas quem poderia culpa-lo?
O remédio começara a fazer efeito, então ele se deitou, colocando a foto dela contra o peito.
— Eu sinto muito, Bella. Sinto mesmo. – Disse, com a voz embargada. – Nunca quis te deixar sozinha. – Acrescentou e quando se sentiu fraco e mole, tomou os outros comprimidos de uma vez. Estava feito. Agora só precisava esperar.
E foi uma longa espera. Ele sentia suas mãos frias, tremulas, mas ainda sim, molhadas. Uma camada de suor escorria por suas costas, molhando sua camisa. Seus olhos se apertaram, tentando controlar os embrulhos do estomago, tentando manter tudo que havia ali, dentro dele.
Tom se contorceu sobre o colchão, sentindo os espasmos, suas respiração ficando cada vez mais pesada e ofegante e ele sentia frio. Como sentia frio. Não se lembrava de ter sentido tanto frio em toda sua vida.
— Só mais um pouco... – Sussurrou, se agarrando ainda mais a foto, quando ouviu um latido. Não seja a Bella, ele implorou. Que ela não tenha voltado mais cedo. Ela não precisa ver isso. Só mais um pouco e estará terminado, ele suplicava.
Bucky continuava latindo e arranhando a porta, tentando entrar no quarto. Era quase como se o cão soubesse que havia algo errado. Ele continuou a latir, quando Tom ouviu um toque de seu celular. O aparelho estava no chão, jogado e ali continuaria até que tudo estivesse acabado.
Ele ouviu o celular, que não parava. Talvez fosse um sinal. Talvez ele tivesse a chance de ouvir a voz dela uma ultima vez. Só tinha que se manter calado, não importando o quanto aquilo estivesse doendo, e inferno, doía.
Tom sentia como se seus órgãos estivessem tentando sair, se revirando dentro dele. Sentia sua boca seca e sua garganta queimando. Seu corpo doía e sua visão começara a ficar turva. Talvez tivesse exagerado na dosagem dos compridos afinal. Mas aquilo não importava mais. Tudo que importava era chegar até o telefone. Era ouvi-la uma ultima vez.
Caído ao chão, ele se arrastou até onde o aparelho estava caído. Bucky latindo cada vez mais alto. Sua cabeça latejava e seus pulmões ardiam quando ele finalmente alcançou o celular. Mas antes que pudesse atender, a força de seus braços partiu, fazendo com que eles desabassem e sua visão se escurecesse. Então havia acabado antes mesmo que ele pudesse ver que não era Bella que ligava e sim, seu irmão.
Enquanto isso, alguem abria a porta em um rompante, sem nem ao menos imaginar o que estava prestes a encontrar.

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