Cartas do Passado

5 Capítulo 05 - Carta número 04


Notas iniciais
Olha mais um capítulo aqui! Atrasou, mas só um pouco. Minha cabeça ta na lua essa semana, mas eu vou me organizar. hehe. Espero que gostem. Está cada vez mais difícil escolher entre Tom e Edward né? Ótimo!! Capítulo especial para a aniversariante de amanhã hahaha. Comentem e recomendem.

If I was dying on my knees

Se eu estivesse morrendo de joelhos

You would be the one to rescue me

Você seria aquele que me salvaria

And if you were drowned at sea

E se você estivesse afogado no mar

I'd give you my lungs so you could breathe

Eu lhe daria meus pulmões para que você pudesse respirar...

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Chicago, 09 de maio de 2016

Hey, irmãozinho! Como vão as coisas? Sei que as cartas não são freqüentes, mas quase não tem me sobrado tempo.

Engraçado como você simplesmente não... Percebe as coisas. Como não percebi que estava sozinho até encontrar Bella. Como não percebi que sinto sua falta até nos separarmos. E cara, eu sinto.

Talvez toda a correria das rotinas ou as brigas bobas não tenham deixado isso claro, mas eu amo você irmãozinho. Eu sinto sua falta. Acho que só queria que você soubesse. Mas não se preocupe, eu não estou mais sozinho.

Como eu queria que você pudesse conhece-la. Ela é tão... Eu não tenho ideia de como descreve-la. Soando como os poemas que você adorava, ela é a luz do meu mundo.

Eu não tenho ideia de como vai parecer, mas eu desejo mais do que tudo passar mais tempo com ela. Nada me faria mais feliz do que dormir ao lado dela todas as noites e acordar ao lado dela todas as manhãs.

Também pensamos em adotar um cachorro. Gostaria de saber mais sobre as coisas aí. Sei que você é o único que sente minha falta, então não vou perguntar dos outros. Mas ainda sim, gostaria que você contasse. Houve um tempo em que eu dormia, implorando para poder voltar no tempo e consertar as coisas. O que eu estou prestes a escrever pode ser a coisa mais egoísta em que já pensei, mas mesmo assim, as escreverei. Eu gostaria de consertar os erros do passado, mas não tenho certeza de que faria se tivesse a chance. Não se eu soubesse que esse caminho não me levaria a Bella.

Porque por mais que eu queira consertar o passado, desejo de todo meu coração um futuro com essa mulher.

Acho que já falei de mais por hoje, irmãozinho. Gostaria que você viesse no seu aniversário. Sonhar não custa nada, não é?

Do seu irmão mais velho;

Clarke.

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Eles entraram juntos pela porta, quando uma mulher os recebeu no abrigo, os levando até onde os cães ficavam.

— Então vocês querem um cãozinho? Tem preferência de algum? – A mulher perguntou, quando ambos negaram.

— Eu acho que não. – Bella afirmou, olhando para Tom, que mantinha seus braços ao redor dela.

— Os desse lado, são os machos e os daquele lado são as fêmeas. – A ruiva explicou.

— São todos adultos? – Bella perguntou,enquanto Tom caminhava, olhando as gaiolas.

— Não temos mais filhotes porque as pessoas sempre querem os mais novos.

— E esse? – Tom perguntou, parando perto de uma gaiola. Havia um cachorro preto pequeno, que lambia sua mão.

— Esse é o pequeno Bucky. – A mulher declarou, quando o pequeno cãozinho lambeu a mão do Tom. — É o único filhote que temos disponível para adoção.

— Eu totalmente entendi a referencia. Hey, carinha... – Tom murmurou, ainda brincando.

— Por que ninguém o adotou? – Bella perguntou, olhando para o namorado, que brincava com o cão pela grade.

— O pequeno Bucky nasceu sem a pata esquerda. Uma deficiência genética. A maioria das pessoas não os quer. Então...

— Podemos ficar com ele, Bella? Por favor! – Pediu, parecendo uma criança na manhã do natal.

— Isso é ótimo. Ele é muito dócil. – A mulher declarou sorrindo, apanhando a chave da gaiola. Assim que ela a abriu, Tom pegou o pequeno Bucky nos braços e se virou para Bella.

— Ele é uma graçinha, Bella. – Disse, pegando a pata direita dele, a balançando como se acenasse para Bella. – Diz oi para a mamãe. – Sussurrou.

— Acha que ele vai crescer muito? Nós moramos em um apartamento então...- Bella explicou.

— Não, ele já tem um mês e não mudou muito desde então. Não acho que vá crescer.

— Bella? – Tom a chamou, enquanto mantinha o filhote nos braços. Seus pelos eram pretos e nos braços de Tom, o pequeno Bucky parecia ainda mais indefeso, mas tranqüilo. O cãozinho era pequeno e mirrado, mas inda sim adorável.

— Acho que encontramos nosso cãozinho. – Declarou se aproximando de Tom, e acariciando o novo membro da família.

— Bem, acho que o pequeno Bucky encontrou uma família. Venham comigo, para assinar a papelada

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Bella abriu a porta enquanto Tom passava, carregando uma caixa.

— Acho que alguém exagerou nas compras, amorzinho. – Bella sussurrou para Bucky, passando pela sala.

— Ei, eu ouvi isso. – Respondeu, colocando a caixa no sofá. – E ele precisava de algumas coisas.

— Mas precisava comprar dois de cada coisa? Nem quero ver como será quando tivermos filhos. – Murmurou, fazendo Tom parar.

— Além disso, nós vamos dividir a guarda. Não quero que ele se acostume com um brinquedo aqui e quando chegar no meu apartamento, não tenha. Ele vai gostar mais daqui, é injusto.

Tom pegou a bolinha, quando Bella colocou o cãozinho no chão. O pequeno olhou para os lados, cheirando o ambiente, olhando para todos os lados, tombando a cabeça. Lentamente, ele começou a andar, explorando ambiente, quando tropeçou em um tapete, tombando.

Rapidamente, Tom foi até ele, o colocando de pé novamente.

— Prontinho garoto. Você vai se acostumar. – Declarou, acariciando sua cabeça.

— Ele é uma graça. – Bella acrescentou, encostando-se à porta, enquanto observava os dois brincando. – Como não quiseram adotar ele? Olha só para ele. – Apontou, se colocando de joelhos, pegando a bolinha.

— Olha pelo lado bom. Agora ele é nosso e vai ter uma vida boa e feliz. Com a gente. – Declarou, dando um petisco, fazendo o pequeno Bucky lamber sua mão.

— É, ele vai sim. – Bella respondeu, tocando os cabelos de Tom, o beijando, quando Bucky latiu, pulando na perna de Tom, chamando a atenção.

— Acho que alguém está com ciúmes. – Tom murmurou, pegando Bucky no colo. – Vamos, garoto. Vamos conhecer seu novo lar. – Declarou, o carregando pela casa.

Eles brincaram com o filhote até tarde da noite. Como era a primeira noite, não quiseram deixa-lo sozinho. Tom foi tomar um banho, enquanto Bella pedia comida. Assim que ele saiu, foi quando Bella foi tomar seu banho.

— Ei, não de comida para ele! – Pediu, o chamando, colocando sua ração de filhotes na vasilha.

— Mas ele estava olhando. – Explicou, como se fosse uma criança apanhada pela mãe.

— Tom! — Exclamou, revirando os olhos. – Vá lavar as mãos. E nada de comida para ele por debaixo da mesa. – Acrescentou, o fazendo resmungar.

— Está bem!

Assim que terminaram de comer, Tom recolheu os pratos, enquanto Bella brincava com Bucky. Depois, se deitaram no sofá, assistindo um filme, enquanto o filhotinho brincava com sua bolinha. Assim que o filme acabou, Bella se levantou,

— Vamos para cama? – Perguntou, apanhando os cobertores.

— Claro. – Respondeu, pegando Bucky no colo.

— Sabe que ele vai dormir na caminha dele, não sabe? – Bella questionou, fazendo Tom parar, se virando.

— Mas, ele é um bebê. – Explicou, com os olhos brilhando, e um sorriso travesso nos lábios.

— Um bebê com uma caminha. – Retrucou, fazendo com que ele fizesse um bico.

— Mas...

— Tom! – O censurou.

— Só essa noite? Por favor? – Pediu, fazendo Bella ceder.

— Está bem! Mas só essa noite. – Se rendeu, caminhando para o quarto com Tom e o mais novo membro da família.

~*~*~*~*~*~*~*~*

Tom acordou, se levantando e caminhando pelo quarto.

— Bella? Você viu minha... – Parou no meio da frase, ao ver o pequeno Bucky com sua calça na boca.

— Não podemos mais deixar coisas espalhadas. – Bella respondeu, tirando a roupa do pequeno. – Menino mau. – Acrescentou, mexendo com o cãozinho. – Aqui, sua calça.

— Obrigado. – Agradeceu, se vestindo.

— Você estava com essa calça ontem? – Bella perguntou, observando.

— Estava. – Respondeu, fazendo ela arquear a sobrancelha. – É, eu sei ela está um pouco... larga. Mas eu vou ajustar. – Acrescentou, arrumando o cinto de pano na cintura, vestindo a camisa.

— Você emagreceu? – Bella questionou, acariciando o pequeno Bucky.

— Não. Talvez. – Murmurou, apanhando os livros e sua mochila. – Você viu...

— Chaves. – Ergueu a mão. – Tudo bem? – Indagou. – Você parece nervoso.

— Eu andei pensando. – Começou, se sentando na cama, cobrindo o rosto. – Pensando em voltar a medicina.

— Mesmo? Tom isso é... Isso é ótimo. – Respondeu se aproximando.

— Eu só... – Disse, olhando para o teto. – Eu gostava tanto do que eu fazia. Dos olhares de quando eu dizia que estavam curados e da agitação. Dos plantões e até do cansaço e da falta de sono. Eu só...

— Amava a profissão. Você amava o que fazia, Tom. – Declarou, tocando sua nuca, encostando sua testa na dele. – Você perdeu uma paciente, querido. E eu sinto muito. Mas isso faz parte da profissão que você escolheu. E você pode deixar isso te puxar para baixo, ou pode se lembrar das vidas que salvou e que ainda vai salvar, e seguir em frente.

— Ela era tão... – Cobriu os olhos. – Eu tive um sonho noite passada. Eu vi meu pai.

— Ah, Tom... Quer falar sobre isso?

— Não. Mas obrigado. – Declarou, pegando a mão de Bella e beijando sua palma. – Eu só quero esquecer. Seguir m frente, com você. – Acrescentou, segurando a mão dela. – E o pequeno Bucky.

— E o que vai fazer agora? – Bella questionou.

— Eu tenho um amigo, que mora aqui na cidade. Ele é médico e disse que se um dia eu mudasse de ideia. Acho que vou começar por aí.

Tom se levantou, terminando de se arrumar, brincando um pouco mais com Buchy, que ainda aprendia a correr com suas patinhas.

— E você? Planos para hoje? – Perguntou, brincando com uma das mechas do cabelo de Bella.

— Pensei em terminar um dos meus quadros. Vai haver uma nova exposição na galeria e minha chefe disse que se eu terminar a tempo, posso expor um dos meus quadros.

— É sério? — Indagou. – Bella, isso é... Isso é ótimo. – A puxou, a rodando. – Eu tenho mesmo que ir, mas vamos comemorar a noite, está bem? – Perguntou, a beijando, se despedindo.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Bella se sentou na frente do computador, esperando a tela se conectar, até que uma imagem apareceu.

— Feliz aniversário, Marlin! – Vibrou, erguendo o pequeno bolo que trazia nas mãos. – É uma pena que você não possa comer, porque eu acho que esse bolo está maravilho.

— Ei, Dory! Esse parece um bom bolo, realmente. Qual o sabor?

— Cookies de chocolate. – Respondeu sorrindo.

— Droga, garota. Você é boa. Sabe que esse é meu favorito.

— Eu conheço o meu melhor amigo. E então? Como se sente completando seus vinte e quatro anos? – Indagou.

— Até agora, muito bem. Eu tenho meu próprio apartamento e estou no final da residência.

— E...?

— E eu queria que você estivesse aqui. – Respondeu, cobrindo os olhos. – Eu tenho que contar uma coisa. – Começou, passando a mão nos cabelos.

— O que é?

— Eu tinha um plano. – Declarou, mostrando uma passagem. – Eu comprei uma passagem para ir até aí. Eu havia arrumado uma folga e comprei a passagem. Eu só... Eu queria tanto te conhecer. Conhecer pessoalmente, porque eu conheço você, Dory.

— Então, quer dizer... Você vem? – Indagou, sem acreditar.

— Não. Não, eu não vou, Bella. Surgiu um imprevisto no hospital e eu tive que ficar. Cheguei em casa tem alguns minutos e ainda estou com as mesmas roupas.

— Mas você ainda pode...

— Minha passagem era para ontem a noite. – A interrompeu. – Eu não posso mais ir. Não agora. Sinto muito. – Acrescentou, tocando a tela.

— Tudo bem. Um dia...

— Um dia... – Declarou sorrindo. – Nada de cara triste, Dory. Conte as novidades. O que anda fazendo? Como anda o cara do esbarrão?

— Já disse que ele tem nome. Não o chame assim. Você falou com ele, ele vai bem. Estamos... Estamos ótimos.

— Alguem está apaixonada. – Cantarolou, parando ao ouvir um latido. – O que foi isso?

— Essa é a outra novidade. – Respondeu colocando o bolo na mesa e se abaixando. – Edward, esse é o Buchy. – Ergueu o pequeno cãozinho, que latim em resposta.

— Ele... Ele tem...

— Uma pata a menos? – Perguntou.

— Héterocromia! – Edward respondeu, a pegando de surpresa.

— O que?

— Heterocromia. Um olho de cada cor. Isso é incrível. – Repetiu ainda fascinado.

— Inacreditável. – Murmurou, sorrindo. — Agora vamos a mais uma parte da surpresa. – Bella declarou colocando o pequeno Bucky no chão.

— Mais? E antes que eu me esqueça, eu totalmente entendi e adorei a referencia do nome. – Acrescentou.

— Foi o que Tom disse. Eu vou pegar seu presente, espere um pouco. – Respondeu se levantando. – Feliz aniversário! – Acrescentou, revelando o quadro.

— Isso é... Sou eu? Bella, ele é... Incrível.- Respondeu tocando a tela do computador. – As cores e os traços... Eu queria estar aí. – Acrescentou.

— Eu posso mandar pelo correio se você...

— Não. Eu quero receber pessoalmente. – A interrompeu. – Promete que um dia vai me entregar? – Perguntou.

— Claro. Eu vou guardar até você vir buscar, Marlin. – Respondeu sorrindo, parando quando ele bocejou. – Você deve estar exausto. Vá para cama e eu falo com você mais tarde.

— É, eu realmente adoraria minha cama. – Edward murmurou, esfregando os olhos. – Mas assim que eu acordar, e comer, porque eu adoraria um hambúrguer e... – Pensou. – Eu adoraria um hambúrguer agora e talvez um banho e ...

— Marlin? – O chamo, rindo da distração.

— Desculpe. Acho que a cama é uma prioridade, mas assim que eu acordar e resolver as outras pendências, que tal uma sessão de procurando Nemo? – Perguntou. – Podemos assistir antes que eu saia.

— Noite animada pela frente? – Perguntou sorrindo. – Posso perguntar com quem?

— Curiosa? – Indagou, com um sorriso torto. – Sabe, Dory. Só porque não tenho uma namorada, não significa que vou passar a noite sozinho. – Completou com um sorriso malicioso.

— Você não tem jeito. – Bella murmurou, sorrindo.

— E você me ama. – Respondeu convencido.

— Assim como você. – Retrucou.

— É eu amo. – Indagou sorrindo. — Vejo você mais tarde, Dory.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*

~Tom chegou no apartamento, mas não ouviu nada.

— Bella? – Chamou, andando pelo apartamento . – Bucky? – Chamou, mas ninguém respondeu, até que ele encontrou um bilhete.

Levei o Bucky até o veterinário. Voltamos em breve.

— Bella

— Parece que estou sozinho. – Murmurou, se levantando e deixando o bilhete na mesa, quando sentiu uma tontura. Talvez tivesse levantado rápido demais. Ele apoiou a mão na cabeça, respirando fundo.

Tom voltou a se sentar, olhando para a foto que estava ao lado, na estante. Nela, Tom e Bella sorriam, carregando o pequeno Buchy.

— O que há de errado? – Resmungou, olhando para a foto. – Tudo bem, vamos lá. – Acrescentou, se levantando e pegando seu celular.

— Alô? – A voz soou do outro lado.

— Emmett? É o Tom. Se lembra da proposta que me fez? – Perguntou.

— Grande Tommy. Sabia que ligaria alguma hora. – Respondeu. – Tipos de médicos como você não desistem assim.

— Pois é. Parece que você me conhece bem, amigo. Aquela vaga ainda está aberta?

— Sabe que sim. – Respondeu. – O que te fez mudar de ideia?

— Minha namorada. Nós conversamos e eu andei pensando. Está na hora de retomar minha vida. Uma carreira e uma família. Eu quero essas coisas, Emm.

— E você vai conseguir. Então você vai ligar para...

— Não. – O interrompeu. – Meu pai decidiu que não faço parte da vida dele no minuto em que me expulsou.

— Mas seu irmão...

— Emmett, quando eu disse que vou retomar minha vida, não quis dizer essa parte dela. Somente minha carreira.

— Entendi. – Respondeu, baixando o tom da voz. – Que tal segunda? Acha que pode vir até aqui para conversarmos com o diretor do hospital? Carlisle está ansioso para te conhecer.

— Parece bom. – Retrucou. – Vejo você segunda, Emm. – Acrescentou desligando o celular.

Agora é hora de recomeçar. Começando pela sua carreira. Logo Bella chegaria e ele mal podia esperar para contar sobre a entrevista. Talvez em um jantar. Tom sorriu com a ideia, enquanto caminhava até a cozinha.

A carne estava no forno, enquanto Tom cortava os legumes, quando a faca escapou de sua mão, abrindo um corte.

— Droga. – Ralhou, segurando a própria mão, quando sentiu seu estomago se contorcer. A dor parecia se formar no centro de seu estomago, se espalhando, enquanto sentia que algo tentava sair.

Tom correu até o banheiro, despejando tudo que havia em seu estomago.

Ele estava jogado no chão, enquanto continuava vomitando. Talvez fosse a comida. Talvez algum dos ingredientes estivesse estragado e Tom sempre provava enquanto cozinhava.

Ele continuou vomitando, se perguntando quanto alguem poderia colocar para fora antes de desmaiar.

Bella entrou no apartamento, carregando Buchy, parando ao ouvir barulhos.

— Tom? — o chamou, caminhando até o banheiro, de onde o barulho vinha.

— Não entra aqui. — uma voz fraca soou, deixando Bella preocupada. Tom se mantinha sentado, abraçado a privada.

— Tom! — correu até ele, preocupada, enquanto Buchy latia. – Espera aqui, querido. – Pediu, trancando Buchy no quarto de hóspedes e correndo de volta ao banheiro. De volta para Tom.

Ele estava pálido e havia gostas de suor em sua testa. — O que você tem?- Perguntou, passando uma toalha fria sobre sua testa.

— Eu não sei. — mentiu. — Talvez seja uma virose. Mas ele sabia que não era. Sabia que não era uma virose de jeito nenhum. Vinha tendo uma sensação estranha nos últimos dias e sabia que havia algo errado. Só não sabia o que era.

— Sua mão. – Olhou assustada, para o sangue que vazava do corte.

— Eu estava cozinhando. A faca escorregou, eu estou bem. – Murmurou. – A carne! – Gritou, quando ouviu o detector de fumaça.

— Eu vou desligar, espera aqui. – Pediu, correndo.

Quando chegou na cozinha, havia fumaça. Bella desligou o forno, abrindo a porta para que a fumaça saísse. Depois de desligar o alarme, Bella correu de volta ao banheiro.

— Vem. Um banho vai ajudar. – Pediu, o ajudando a se levantar, o carregando até o chuveiro, enquanto o ajudava a se livrar das roupas.

Depois do banho, Bella o ajudou a se deitar, o cobrindo.

— Vai se sentir melhor. – Declarou, acariciando seus cabelos. – Vou preparar algo para você.

— Não precisa. Eu ia fazer um jantar. – Respondeu fracamente. – Era uma surpresa. Queria comemorar.

— Está tudo bem. – Disse, beijando sua testa. – O que você queria comemorar? – Perguntou, se virando quando Bucky latiu.

— Alguem quer atenção. – Tom respondeu, quando Bella se levantou o buscando.

— E então? O que queria comemorar?

— Eu tenho uma entrevista na segunda. Neurologia. – Respondeu.

— Talvez deva remarcar. – Bella disse, tocando seus cabelos. Secando sua testa com uma toalha. – Até se sentir melhor.

— Eu estou bem. Deve ser algo que comi, amor. Eu estou bem. – Acrescentou.

— Tem certeza de que não quer ver um médico?

— Não. Eu estou bem. – A tranqüilizou fechando os olhos.

Bella o deixou dormindo, enquanto Buucky se aninhava a ele. Ele estava bem agora, então se levantou caminhando até a cozinha. Arrumando tudo. Depois de tudo arrumado, Bella voltou ao quarto, onde Tom dormia tranquilamente.

Suas roupas estavam sujas e soadas, então decidiu tomar um banho, depois voltou se deitando ao lado dele.

Bella brincava com os cabelos dele, enquanto o observava dormir tranquilamente. Quando ouviu seu celular vibrar. Ela atendeu rapidamente, antes que Tom acordasse.

— Espera um minuto. – Pediu, se levantando e saindo do quarto. – Oi.

— Bella? Tudo bem? – Edward perguntou, preocupado. – Eu mandei mensagem, mas..

— Sim, estou bem. Desculpe não responder. Houve um problema. Tom não passou muito bem, então.. – Explicou, suspirando.

— Ele está bem agora? – Perguntou preocupado.

— Sim. Eu só... Foi tudo rápido. Ele machucou a mão, mas está bem. Eu sei que iamos assistir o filme, mas...

— Vá ficar com ele, Bella. – Respondeu, a interrompendo. – E mande um oi por mim. – Acrescentou.

— Obrigada. Você é o melhor. – Agradeceu se despedindo e voltando para o quarto.

Bella entrou no quarto, onde Tom ainda dormia tranqüilo. Então voltou para a cozinha, para preparar algo para eles comerem.

Depois de comer, Tom parecia melhor e se sentia melhor também.

— Melhor? – Perguntou se aninhando a ele. – Talvez devesse passar a noite aqui.

— Parece uma boa ideia. – Tom respondeu, brincando com o pequeno Buchy que dormia no meio deles. – Acho que só preciso de uma boa noite de sono. – Acrescentou fechando os olhos. Talvez uma boa noite de sono realmente ajudasse.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Alguns dias se passaram. Tom se sentia muito melhor e havia ido na entrevista e agora precisava esperar pela resposta. A virose parecia ter ido embora. Mas aquela sensação gritante de que havia algo errado continuava ali, presente.

Bucky crescia cada vez mais e era cada vez mais difícil ficar levando ele de um lado para o outro. Toda semana, desde que haviam adotado Buchy, eles revezavam a guarda do agora não tão pequeno cãozinho.

— Você viu a bolinha dele? – Bella perguntou, olhando na mochila que Tom carregava.

— Está aí, não está? – Indagou, brincando com Bucky no chão, enquanto ele o mordia de brincadeira.

— Não está.

— Eu devo ter esquecido no meu apartamento, desculpe. Assim não, Bucky. – Ralhou, quando o cão tentou puxar sua calça e Tom se sentou no sofá, fugindo.

— Aqui, garoto. – Bella o chamou, colocando ração na tigela, chamando sua atenção na mesma hora. – Ele está enorme.

— Acho que a mulher do abrigo mentiu. Acha que ele vai morder muita coisa sem aquela bola? – Perguntou, quando Bella se sentou em seu colo.

— Com toda certeza. Sabe o que eu estava pensando? – Questionou e ele negou. – Que parecemos pais divorciados. Onde a criança tem duas casas e sempre esquece seus brinquedos.

— Não entendi. – Murmurou, brincando com os cabelos dela, quando ela se sentou em seu colo.

— Isso do Bucky ficar indo do meu apartamento para o seu. Acho que o deixa estressado. Por isso ele nunca sabe o que deve ou não morder e onde deve ou não fazer xixi. – Explicou.

— Pode ser verdade, mas...Somos os pais dele. – Tom respondeu, tentando entender onde ela queria chegar.

— Exatamente, querido. É por isso que temos que pensar no melhor para ele. – Declarou seriamente, cruzando os braços. – E acho que o melhor para ele, é ficar em um lugar só.

— Então está dizendo que quer que ele more aqui? Permanentemente? – Questionou, franzindo a testa, fazendo Bella prender o riso.

— Estou. – Respondeu. – Acho que ele seria mais feliz, você não acha? – Indagou.

— Sim, mas...

— Além do mais, eu tenho uma cama de casal enorme e acho que ela cabe nós três tranquilamente, você não acha? – Questionou, finalmente se permitindo sorrir da confusão estampada no rosto de Tom.

— Espera... O que? Eu pensei...

— Eu não quero que o Bucky more comigo, Tom. – Revelou, beijando seus lábios rapidamente e se afastando, encarando seus olhos, ainda confusos. – Eu quero que você more comigo e que o Bucky more com a gente. E aí? O que me diz? – Indagou, quando o pequeno mais novo membro da família latiu. – E acho que ele também quer uma resposta.

— Eu digo que... – Começou, com um suspiro contente. – Isso é... – Sorriu ainda mais, a beijando, enquanto Bucky latiu novamente. – Me ajuda com as malas? – Indagou, a fazendo sorrir também.

Notas finais
Então? Um grande passo, esse de morarem juntos. Bucky completou a família que TOm sempre quis. Mas nada dura para sempre, né hehehe Continuem acompanhando, comentando e recomendações são bem vindas. ;)