Cartas do Passado
6 Capítulo 06 - Carta número 05
Notas iniciais
Home — Gabrielle Aplin
It’s not just where you lay your head
Não é apenas onde você deita sua cabeça
It’s not just where you make your bed
Não é apenas onde você arruma sua cama
As long as we’re together, does it matter where we go?
Contanto que estejamos juntos, importa pra onde vamos?
Home, home
Lar...
Chicago, 03 de novembro de 2015.
Hey, irmãozinho. Eu sei que falo dela mais do que você gostaria de ler ou saber, mas simplesmente não posso evitar.
Também gostaria que você conhecesse o B. Eu contei a você que estávamos pensando em adotar um cãozinho e nós fizemos. Ele é um labrador que cresceu muito mais do que imaginávamos ser possível.
Embora eu adore o B, eu sei que a mulher do abrigo mentiu e tenho quase certeza de que ele vai crescer muito mais do que agora. E acredite, ele já é bem grande para um apartamento. Nosso apartamento. É isso aí, irmãozinho. Vamos morar juntos.
Bella me perguntou recentemente sobre meus planos para o futuro e eu tomei uma decisão. Retomar a neurologia. Eu amava aquele mundo e acho que talvez seja a hora. Mas ao mesmo tempo, algumas coisas parecem estranhas. Meio fora de órbita.
Eu pareceria louco se dissesse que tenho tido sensações estranhas? Se lembra de quando éramos crianças e eu sempre podia dizer quando iria chover? E sinto que seja algo assim, mas está diferente. Mais pessoal. Mais profundo. Talvez eu esteja enlouquecendo um pouco, porque essas sensações fizeram com que eu marcasse um médico. Eu não pego uma maldito resfriado em mais de cinco anos e aqui estou, marcando um médico por causa de uma sensação. Só me resta esperar.
Em todo caso, daqui alguns dias será meu aniversário de namoro com a Bella e ela me perguntou o que eu queria de presente. Minha resposta para ela? Uma noite tranqüila com ela. Minha resposta para mim? Reconstruir antigos laços que permiti que outras pessoas destruíssem.
Alguns dizem que onde moramos é nossa casa, mas eu discordo. Me sinto muito mais em casa quando estou com a Bella em seu apartamento, nosso agora; do que quando estava sozinho no meu.
De qualquer maneira, essa de certa forma foi uma escolha minha. Mas ainda me dói pensar no passado. Espero que o que dizem seja verdade e que o tempo termine de curar essa ferida. Mesmo que para isso eu tenha que parar de abri-la constantemente.
Do seu irmão mais velho;
Clarke.
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— Acho que essa foi a ultima. – Declarou, colocando a caixa no chão, quando Bella se atirou no sofá. – Será que conseguimos arrumar tudo até a noite? – Questionou, fazendo Bella o olhar.
— O que tem a noite? – Perguntou, arrumando um porta retrato. Quando ele não respondeu, ela se virou, o encarando.
— Sabe que dia é hoje, certo? – Indagou.
— Quinta? – Respondeu, pensando. — Droga! Noite de jogos. – Bateu na testa se lembrando. – Que horas eles chegam?
— As sete. – Respondeu apontando para a caixa. – Pode abrir aquela, por favor? Acho que os retratos estão nela.
— Claro. – Respondeu se ajoelhando e abrindo a caixa, quando viu um embrulho.
– Feliz aniversário. – Ele declarou, sorrindo, feliz com a reação dela. – Eu pensei em fazer um jantar, mas como é noite de jogos e...
— Eu adoro noite de jogos. – Ela completou, ainda olhando o envelope.
— Então o jantar fica para amanhã. Mas não consegui esperar para o presente.
— Pensei que tivesse esquecido. – Bella murmurou segurando o pequeno envelope.
— Como se isso fosse acontecer. – Respondeu caminhando até ela. – Abre. – Pediu, quando ela rasgou o envelope.
— Tom, isso é... – Bella disse, observando o papel.
— Quando nos conhecemos, eu perguntei onde você gostaria de ir e você disse...
— Paris. – Completou, ainda sem acreditar. – Tom, isso...
— Partimos no final de semana que vem. – Explicou se aproximando, tocando sua cintura.
— Isso é.... Eu nem sei o que dizer! – Gritou, tocando seus ombros.
— Dizer que gostou é um começo. – Exclamou, preocupado.
— Se gostei? Isso é incrível! É um sonho e poder viajar com você? É mais do que podia imaginar. – Completou o beijando. – Sabe, meu presente parece bobo agora.
— Tenho certeza de que vou adorar. – Declarou sorrindo, mostrando suas covinhas tão adoráveis.
— Está bem! — Bella se levantou correndo até o quarto e voltando com uma caixa pequena. – Aqui, Feliz aniversário.
Tomas pegou o embrulho, o abrindo lentamente, mas quando terminou de abrir, seus olhos estavam confusos.
— Um guardanapo? – Perguntou, olhando para o tecido nas mãos, ainda sem entender. Bella sorriu apontando.
— Olha a parte de dentro, seu bobo. – Pediu, e Tom obedeceu, arregalando os olhos ao perceber o que era aquilo e lendo em voz alta.
— Para Thomas, que a força esteja com você, Harrison Ford.— Declarou, mantendo a mão na boca.
— Ele foi até a galeria no meio do mês passado. Comprou um dos quadros e como fui eu que vendi, consegui o autógrafo também. Eu quase não consegui esconder isso de você. – Explicou. – Eu sei que não é tão bom quanto uma viagem, mas...
— Você tem ideia do que isso é para mim? Eu tenho o autógrafo do Han Solo!- Gritou, batendo os pés no chão, feito um menino.
— Então você gostou? – Perguntou, ainda sorrindo da reação do namorado.
— Se eu gostei? Isso... Esse é o melhor presente que eu já ganhei na minha vida inteira, Bella! Eu não sou capaz em expressar em palavras o que eu sinto agora. Eu vou amanhã mesmo procurar alguem que possa emoldurar isso! – Respondeu abraçando o guardanapo.
— Fico feliz que tenha gostado. – Respondeu, sorrindo da alegria dele.
— Gostei muito, muito mesmo. – Respondeu, ainda olhando para o tecido nas mãos.
— Eu sei que você adoraria ficar admirando seu presente, mas... – Declarou, apontando para as caixas.
— Eu sei. – Murmurou, o guardando na caixa, deixando longe do pequeno Bucky, o mordedor. – Noite de jogos. – Respondeu, carregando uma caixa.
Ao colocar a caixa no chão, sentiu seus braços se cansarem. A caixa nem parecia tão pesada, olhou para ela, ainda se recuperando. Não tinha tempo para descansar. Tinha que arrumar sua nova casa. A casa deles, agora.
~*~*~*~*~*~**
— Eu atendo. – Tom gritou, enquanto Bella saia do banho.
— Eaí, cara. – Emmett o cumprimentou, dando um High Five.-
— Espero que esteja pronto para perder. – Tom declarou sorrindo, o deixando passar.
— Como se isso fosse acontecer.
— Rose. – Assentiu, lhe dando um beijo na bochecha, enquanto os dois entravam.
— Ele passou a semana falando que dessa vez ganharia, Tom. Será que não pode deixar com que ele ganhe dessa vez? – Pediu, fazendo Thomas sorrir.
— Assim não teria a menor graça. – Emmett resmungou. – Porque seria trapaça!
— E a Bella? – Perguntou ignorando a birra do namorado.
— Saindo do banho. – Respondeu, quando ouviu a campainha outra vez. – Deve ser a pizza. Tem cerveja na geladeira e suco também, Rose.
— Sabe, Tom. É isso que eu aprecio em você, a maioria dos caras não lembra dessas coisas. – Comentou. Rosálie nunca bebia nada que tivesse álcool. Sua mãe era alcoólatra e no fundo, ela Tinha medo que essa o desejo e o vício estivessem impregnados em seu DNA.
— Quando quiser. – Piscou para ela, sorrindo.
— Cara, eu estou bem aqui! Não pisque desse jeito. Eu gosto de ser um cara comprometido e a Bella chutaria sua bunda.
— Por que eu chutaria uma bunda tão bonita? – Bella perguntou, aparecendo na sala, enquanto Tom abria a porta.
— Será que podemos parar de falar da minha bunda? – Perguntou abrindo a porta, e parando ao olhar o sorriso do entregador. Ele havia escutado? – Obrigado.
— Por que está vermelho? – Bella perguntou sorrindo, se sentando na almofada no chão.
— Porque o entregador ouviu sobre a conversa.
— Sobre sua...
— Vamos começar o joga para que eu possa ganhar de você de novo, Emmett? – Pediu, fazendo Bella sorrir da vergonha dele. Ela se aproximou, sussurrando em seu ouvido.
— É uma bunda bonita. Realmente. – Sussurrou, beijando sua bochecha e voltando para seu lugar, onde começaram o jogo.
No meio jogo, Tom se levantou rapidamente, caminhando pelo corredor.
— Aonde você vai? É a sua vez. Eu estou quase ganhando. – Emmett exclamou.
— Não está não. Eu preciso ir ao banheiro. Não que eu queira fazer propaganda, é claro. – Murmurou, correndo até o banheiro.
Depois de usar o banheiro, sua mão esbarrou na pulseira que Bella havia deixado em cima da pia, a derrubando. Tom tentou pega-la, antes que caísse, mas foi inútil e só causou a Tom outro acesso de tosse. Mas dessa vez mais longo. Ele tossiu e tossiu, usando uma das mãos para cobrir a boca, mas congelando ao olhar entre seus dedos. Parecia sangue. Vermelho e quente. Talvez tivesse se sujado de molho com a pizza, mas se lembraria se a mão estivesse sua, não lembraria.
Tom olhou para seu reflexo no espelho, encarando seu rosto. Parecia mais magro do que antes e se sentia mais cansado do que o normal. E agora, o sangue. Talvez seja o molho. É apenas molho, Thomas. Nada de mais. Só bom e velho molho. Nada com o que se preocupar. Sussurrou e repetiu diversas vezes para si mesmo. Então lavou a mão, e voltou para a sala.
Bella o olhava, como se visse algo errado, mas não havia nada de errado.
— Tudo bem? – Perguntou, quando ele se sentou ao seu lado.
— Claro. Minha vez? – Perguntou, decidido a continuar a noite.
— Eu ouvi você tossir. Tossir muito. – Completou, arqueando a sobrancelha.
— Eu engasguei. Foi só isso. Sabe que acontece as vezes. – Sua vez, Rose. – Declarou, tentando a todo custo mudar de assunto.
— Engasgou com o que? – Perguntou, curiosa.
— Com a saliva, eu acho. Tudo bem agora. – Respondeu, fazendo seus olhos implorarem para que ela esquecesse aquilo e continuassem a noite tranquilamente.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Os jogos haviam acabado, mas antes de irem embora, Rose queria brincar um pouco com o pequeno Bucky. Rose adorava animais, mas Emmett era alérgico a pelo de cachorros, então não podiam ter um. O pequeno peludo teve que ficar no quarto enquanto todos jogavam.
Estavam apenas Emmett e Tom na sala, apenas conversando e brincando, quando Emmett franziu o cenho, olhando para Tom.
— Isso na sua camisa... – Começou, mas Tom o cortou antes que continuasse.
— É molho. Eu sou uma bagunça quando como. – Declarou, engolindo seco. Era um péssimo mentiroso e sabia disso.
— Sei... Eu podia jurar que era sangue. – Emmett estreitou os olhos. – Tem certeza de que está bem? Você engasgou feio. Eu estava quase indo até lá para te ajudar. – Comentou, fazendo Tom revirar os olhos.
— Eu estou bem. Tenho engasgado facilmente nos últimos tempos. Muita saliva, eu acho.
— Tom, tem certeza de que está bem? De verdade? – Perguntou e Tom passou a mão no cabelo, olhando para o amigo e sussurrando.
— Olha, Emm... Eu quero falar sobre isso, mas não aqui e não agora.
— O que...? Por que não? Estamos entre amigos, cara. Nada que você diga...
— Eu não quero falar com o meu melhor amigo. Eu quero falar com o doutor McCarty. O médico, onde existe um sigilo. Então, chega ta bem?
— Chega coisa nenhuma. Tom, se está com problemas...
— Eu não sei. – Resmungou cobrindo o rosto. – Eu só me sinto estranho. Tenho tido algumas... sensações estranhas.
— Sensações? – Perguntou, descrente.
— Eu não sei explicar. Não realmente. – Respondeu, passando as mãos nos cabelos. – É como... Como quando eu era criança. Eu tinha sensações e sempre sabia quando iria chover.
— Como previsões do futuro? – Questionou, confuso.
— Não. Mas sensações. Eu não sei explicar, Emmett. Eu queria poder explicar, mas não sei.
— Bella sabe? – Perguntou. – Dessas sensações?
— Não. E você não vai dizer nada. – Pediu, apontando para ele, baixando o tom de voz. – São coisas da minha cabeça. Ela já está preocupada com os quadros dela. Não precisa de mais coisas na cabeça.
Emmett olhou para o amigo, que parecia abatido, mas não fazia ideia por onde começar.
— Está bem. No meu consultório, na segunda. Vamos pedir alguns exames e ver o que descobrimos. E eu prometo que não vou dizer nada para Bella, ainda. – Explicou. – Mas se descobrirmos alguma coisa, qualquer coisa...
— Eu sei. – Murmurou, quando as meninas voltaram para terminar a noite de jogos.
~*~*~*~*~*~*~*~*
Tom acordou, se virando para o lado, encontrando uma Bella adormecida, abraçada ao pequeno Buck.
— Você está encarando. – Ela murmurou se virando, se aconchegando ao seu peito.
— Admirando. – Tom sussurrou, brincando com os cabelos dela. – Você é tão linda... – Acrescentou, beijando sua testa e descendo para os olhos, ainda fechados, descendo para o pescoço.
Bella sorriu, com as caricias, rolando seu corpo para cima de Tom, fazendo Bucky pular da cama.
— Acho que ele não gosto disso. – Tom murmurou, fazendo Bella sorrir e voltar a beija-lo.
— Mas eu gosto. Porque é muito bom.
— Isso é bom, porque eu adoro beijar você. Muito. – Completou, mantendo suas mãos na cintura dela. – Já conseguimos arrumar quase tudo. O que acha de ficarmos deitados aqui o dia todo? Assistir um filme e talvez uma pizza?
— Parece perfeito. – Bella respondeu, forçando seu corpo contra o de Tom.
~*~*~*~*~*~*~*~*
Eles estavam deitados, assistindo televisão, quando uma reportagem chamou a atenção de Bella.
— Olha isso! – Apontou. – É um panda.
— Um panda muito fofo. – Tom apontou, sorrindo para ela.
— Um panda que vende seus quadros. – Resmungou frustrada.
— Nada de novo na galeria? – Questionou, vendo a irritação dela.
— Não. O Newton é um idiota. Não reconheceria uma boa obra de arte nem se jogassem na cabeça dele.
— Eu gosto dos seus quadros. – Tom disse, apontando para a TV. – Gosto mais do que dos quadros do panda.
— Pelo menos o panda é capaz de vender os quadros que pinta. Tudo que eu tenho são um monte de telas e tintas. – Cobriu o rosto com o travesseiro, murmurando. – Eu queria ser uma panda.
— Você seria uma panda muito fofa.
— Você é parcial, não conta.
— Não sou, não. – Rebateu, fazendo Bella olhar para ele.
— Você é meu namorado, Tom. Além disso, olhe pra mim, eu estou com inveja de um panda! O que tem de errado comigo? – Perguntou, ainda com o travesseiro cobrindo o rosto. Calmamente, Tom tirou o travesseiro, afastando as mechas de cabelo que cobriam os olhos de Bella.
— Não há nada de errado com você. Você é linda, inteligente, divertida e absolutamente talentosa. Os seus quadros são incríveis e todos os pandas teriam inveja do seu trabalho. Você só não achou a pessoa certa no ramo. Isso leva tempo, mas você vai vender suas telas. E vai fazer tanto sucesso, — sussurrou em seu ouvido – que eu fico feliz em ter um retrato meu, da época que você ainda não era uma pintora famosa.
— Você é muito bobo. – Bella respondeu, sorrindo, brincando com os cabelos dele.
— Um bobo extremamente apaixonado por você, Pan. – Declarou, a deixando confusa.
— Pan? – Indagou, arqueando a sobrancelha.
— É, você disse que queria ser um panda. Seria estranho te chamar de panda o tempo todo, então, Pan parece mais adequado. Além disso, eu queria muito encontrar um apelido para você. – Completou, sorrindo.
— Não, você não está falando sério. – Respondeu rindo.
— Claro que estou, Pan. – Beijou a ponta de seu nariz, a erguendo. — Agora, vem. A pizza vai chegar em alguns minutos, mas eu acho que da tempo de um banho. E acho que iríamos muito mais rápido, se fossem os dois juntos, não acha? – Perguntou, sorrindo.
— Claro. Além da economia de água, não é? – Rebateu, mordendo o lábio, escondendo o riso.
— Garota espera, você Pan. – Respondeu, saindo em direção ao banheiro, com Bella em suas costas.
~*~*~*~*~*~*~*~*
— Eai, cara. – Emmett declarou, quando Tom se sentou a sua frente.
— Médico, Emm. Eu preciso do meu médico. – Pediu, encostando a porta.
— Desculpa. Isso é estranho. Você é meu melhor amigo, Tom. Além disso, não contar para Bella. Aquilo na sua camisa era sangue, não era? – Perguntou.
— Era. – Murmurou. – Tem acontecido isso ultimamente. Um pouco de sangue, as vezes no nariz, as vezes na tosse.
— E o que mais tem sentido?
— Eu não sei. Cansaço. Me sinto um pouco casado ultimamente.
— Tem tido dificuldades de respirar? Seus engasgos, Bella disse que não foi a primeira vez.
— É, tem acontecido bastante. Eu não sei.
— Alguma dor? – Perguntou.
— No peito, quando eu tusso muito. Mas acho que isso é normal, não é?
— Tom, nenhuma dor é normal. Eu vou pedir um hemograma completo, para poder analisar sua contagem de Alfa-fetoproteina e tudo mais. – Parou, olhando para o amigo. – E também uma ultrassonografia. Por precaução, é claro.
— E depois?
— Vamos com calma, Tom. Primeiro precisamos ver os resultados. Não tem por que sofrer antes do tempo, está bem?
— Está bem. Mas...Você tem uma opinião médica? – Tom perguntou depois de descrever os sintomas.
— Pelo que você diz, grosseiramente, eu diria que é um começo de pneumonia. Fácil de tratar, mas não recomendo que viaje.
— Essa viagem é tudo para Bella. – Explicou, fazendo Emmett negar.
— Não, você é tudo para Bella. Tenho certeza de que ela vai entender.
— Mas eu poderia viajar, certo? Mesmo tomando os remédios, ainda poderia viajar.
— Sim, mas...
— Então não temos mais o que discutir, Emmett.
— Thomas, seja sensato. – Pediu, esfregando os olhos. – Eu disse que grosseiramente poderia ser isso. Não disse que é de fato. Eu vou pedir os exames de sangue para saber mais.
— E quanto ao sangue na tosse? – Perguntou.
— Se eu estiver certo, o que não estou dizendo que é o caso, eu diria que foi causado pelo rompimento de algum vaso, devido ao esforço da tosse, uma vez que você tem se engasgado com facilidade. – Explicou.
— Sabe, Emm. Para um médico, você tem muito pouca fé em si mesmo.

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