Cartas do Passado
15 Capítulo 15 - Carta número 04
Notas iniciais
Let Me Go
Oh, there isn’t one thing left you could say
Oh, não resta nada que você possa dizer
I’m sorry it’s too late
Sinto muito, é tarde demais
I’m breaking free from these memories
Estou me libertando dessas memórias
Gotta let it go, just let it go
Preciso esquecer, somente esquecer
I’ve said goodbye, set it all on fire
Eu disse adeus, incendiei tudo
Gotta let it go, just let it go
Preciso esquecer, somente esquecer
Oh, oh
Oh, oh
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Nova York, 12 de agosto de 2015
Eu acho que entendo bem o que quer dizer. Começos de relacionamentos são... no mínimo complicados.
Eu entendo que se sinta confuso e inseguro, mas tenho certeza de que essa garota, a sua garota vai perceber o quão incrível você é, irmão. E eu acho que ela deve ser bem especial, para que você não se importe com as manchas.
Me lembro que quando éramos jovens, eu peguei uma camisa sua emprestada. Também me lembro dos seus gritos. Apesar de tudo, eram bons tempos.
Acho que tempo é importante, mas quando conhecemos a pessoa certa, não importa se se conhecem há uma semana, um mês ou até mesmo uma hora. Algumas pessoas simplesmente se encaixam, sabe? E julgando o número de vezes que você disse o nome dela, eu acho que você encontrou essa pessoa.
Não a deixe escapar, irmãozão.
Do seu irmãozinho:
Anthony.
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Edward tocou a campainha, enquanto olhava outra vez, dentro do saco que carregava. Os favoritos de Bella.
Emmett havia ligado para ele e dito o que havia acontecido. Não havia um bebê e isso devia ser devastador para ela. Não passava das sete, então ela deveria estar no apartamento, então voltou a tocar a campainha.
Depois de algum tempo sem resposta, pegou o celular, mandando mensagem, mas não foi respondido. Então decidiu tentar outra coisa.
— Emmett? Eu sei que você saiu do plantão e deve estar cansado, mas falou com a Bella hoje? – Perguntou, voltando a tocar a campainha.
— Não, eu cheguei em casa tem pouco tempo. Falei com ela ontem a noite. Aconteceu alguma coisa? – Indagou, sonolento.
— Não, eu... Acho que não. – Respondeu, pegando a chave no bolso. Ainda estava com ela, já que não havia se lembrado de devolver. – Falo com você depois. – Acrescentou desligando e abrindo a porta.
— Bella? – Chamou, mas o apartamento estava escuro. Mas assim que acendeu as luzes, viu que havia algo errado. – Bella? – Gritou caminhando até o quarto ainda sem resposta. – Que droga. – Resmungou ao ver a bagunça que o quarto havia se tornado. Portas abertas e gavetas reviradas, mas tudo vazio. O mais rápido que pôde, Edward pegou o telefone, ligando para Emmett outra vez.
— Edward, eu juro por Deus... – Resmungou, sonolento.
— Temos um problema. – Declarou olhando em volta.
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— Tem que haver algo aqui. – Rosalie declarou, procurando pelo apartamento.
— Acha que eu não olhei em cada parte? – Indagou, passando as mãos pelo cabelo. – Inferno! Ela não atende.
— Continue tentado. Eu vou até a galeria e alguns lugares onde ela costuma ir. Ela não pode ter simplesmente desaparecido. A Bella tem de estar em algum lugar. – Emmett resmungou, pegando as chaves e saindo do apartamento.
Edward pegou o telefone, voltando a ligar. De novo e de novo, até que alguem finalmente atendeu, mas não havia uma voz do outro lado da linha.
— Bella? – Chamou esperando, mas só ouvia uma respiração suave do outro lado. – Bella, está me ouvindo? – Declarou, olhando para as cartas espalhadas na cama.
Ele se aproximou, as pegando na mão.
— Bella, escuta. – Pediu. – Eu sei o que deve estar sentindo e sei que leu as cartas, mas vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem, só... Me diz onde você está. – Implorou. – Bella, por favor, nós... – Continuou quando a ligação foi interrompida.
Rapidamente ele pegou o celular, ligando outra vez, mas dessa vez não foi atendido.
Então se sentou na cama, olhando para as cartas espalhadas. Ela finalmente havia lido cada uma delas. E agora ela sabia de tudo, ou quase tudo.
— Onde você está, Bella? – Sussurrou, passando a mão pelo cabelo.
~*~*~*~*~*~*
Duas semanas haviam se passado. Eles haviam ido até a delegacia prestar queixa de desaparecimento. Edward estava em seu apartamento quando o telefone tocou, um número desconhecido.
— Bella? – Chamou se agarrando ao ultimo fio de esperança.
— Não. É a Rosalie. Olha, eu sei que nós tivemos nossas diferenças e que...
— Você me acha um cretino? – Indagou, frustrado. A cada minuto que passava ao telefone com ela, era um minto a menos de chance de receber noticias de Bella. – Algum motivo especial para me ligar ou...
— Ela me ligou. – Respondeu de uma vez, fazendo com que ele se calasse.
— Ela ligou para você? Quando? De onde? O que ela...- Disparou uma pergunta atrás da outra, sem dar tempo de Rose responder.
— Se você me deixar falar eu respondo. – Respondeu impaciente. – A única razão pela qual estou ligando, é que apesar de tudo, se preocupa com ela, então deveria saber.
— Ela me disse onde está e que está bem. Disse que precisa de um tempo sozinha e que isso fará bem a ela.
— Tudo bem. Ela disse onde ela está, e onde é? – Questionou, pegando uma mochila e começando a jogar roupas nela.
— Ela me proibiu de contar. – Declarou.
— O que?- Edward esbravejou. – Você sabe onde ela está e está me dizendo que não vai me dizer.
— Eu não escolhi isso, Bella escolheu. Ela tem direito de saber o que quer. – Retrucou.
— Eu sei que você é esperta então isso não é tão difícil de entender. Ela está de luto, solitária e triste. Acha que ficar sozinha Deus sabe onde é o melhor para ela? Está errada!
— Você a conhece tem alguns meses, o que sabe sobre ela de verdade? – Questionou. – Até onde eu sei, você é o cara que ela conversava pelo computador, mas também o irmão sacana do namorado morto dela. – Respondeu com crueldade. – Emmett me diz que eu passo dos limites, mas acho que é hora de esclarecer algumas verdades.
— Por favor, faça isso. Tenho certeza que se esperar mais um pouco, vai acabar sufocando com tanto veneno. Bella me disse o que você pensa sobre mim, mas deixa eu te dizer uma coisa. Você pensa que me conhece, mas não conhece.
— Não? Não mesmo? Eu acho que...- Dizia, mas ele a interrompeu.
— Não sei se notou, mas eu não me importo com o que você acha! Não faz diferença para mim se você acha que eu sou um psicopata do parque ou o coelho da Páscoa. Bella é minha amiga e eu sei que ficar sozinha não é o melhor agora. Então, se não quer me contar onde ela está? Ótimo! Eu descubro sozinho. – Gritou desligando o telefone e saindo do apartamento, completamente sem rumo.
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