Cartas do Passado

3 Capítulo 03 – Carta número 02


Notas iniciais
Olha mais um capítulo enorme e quentinho!! Bota quente nisso. Mantenham a mente aberta, ok? Tom é um amorzinho, é verdade. Mas a fic ainda é Beward! Até porque, vocês leram o prólogo, né? . Comentem e recomendem!!

Perfect – Ed Sheeran

I found a love for me

Eu encontrei um amor para mim

Darling, just dive right in and follow my lead

Querida, entre de cabeça e me siga

Well, I found a girl, beautiful and sweet

Bem, eu encontrei uma garota, linda e doce

Oh, I never knew you were the someone waiting for me

Oh, eu nunca soube que era você quem estava esperando por mim...

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Chicago, 12 de maio de 2015.

Sei que faz algum tempo desde a última carta, mas acho que tudo bem.

Eu devo ter praticado essa carta umas dez vezes, mas tenho uma novidade e não sabia como dizer. Eu encontrei uma pessoa.

Se lembra da garota que eu falei? Bella? É ela. E eu posso parecer precipitado e até mesmo desesperado, mas simplesmente não me importo. Só quero estar com ela. O tempo todo.

Ela cursa artes visuais e é uma pintora incrível. Como ainda não conseguiu vender seus quadros, trabalha meio expediente em uma galeria , e adivinha só? Vai fazer sua primeira exposição essa semana.

Bella disse que da azar mostrar o quadro antes da hora, então ainda não vi. Mas ela disse que é o retrato de um amigo. Talvez, só talvez, eu tenho ficado um pouco desapontado, porque eu queria que ela me pintasse.

Eu queria isso, mas não por ser narcisista ou algo assim. Eu gostaria que ela me pintasse, porque eu amo ver como ela se posiciona quando está trabalhando. Como franzi a testa, mostrando uma pequena – e adorável – ruguinha bem acima da sobrancelha esquerda. Adoro como ela leva o pincel aos lábios, quando está tentando se concentrar. E eu definitivamente amo o jeito como ela segura os cabelos usando as mãos, enquanto analisa seu quadro. É isso, irmãozinho. Eu a amo. Definitivamente e irrevogavelmente, a amo. E ser retratado por ela, me permitiria ficar observando todo e cada detalhe dela, que eu nunca, jamais me cansarei de observar.

Eu espero realmente que um dia, nos encontremos outra vez, irmãozinho. E que nesse dia, eu possa apresenta-la a você.

Do seu irmão mais velho;

Clarke

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Tom estava sentado na poltrona, com as pernas inquietas e as mãos suando. Porque estava tão quente naquela época?, pensou, analisando suas mãos, e se perguntando se seria melhor trocar de camisa outra vez.

— Você não tem com o que se preocupar. – Bella o tranqüilizou, notando seu nervosismo.

— Preocupado? Porque eu estaria? Porque sua mãe e seu pai, que tem licença para porta – e usar – uma arma estão vindo para cá? – Questionou sorrindo, balançando ainda mais as pernas.

Bella sorriu se ajoelhando a sua frente e tocando seu rosto.

— Você gosta de mim? – Ela perguntou suavemente e ele nem ao menos hesitou.

— É claro que sim. – Declarou seriamente.

— Então não tem com o que se preocupar. A única coisa que faria meu pai atirar em você seria você partir meu coração.

— Eu nunca faria isso. – Declarou franzindo o cenho. — E eu ajudaria seu pai com prazer, a destruir quem fizesse.

— Viu? Ele vai adorar você. – Respondeu o beijando e se sentando em seu colo.- Meu herói.

— Eu não gosto de brigas, mas destruiria com prazer qualquer um que partisse seu coração ou tentasse te machucar. – Sussurrou aprofundando o beijo, quando a campainha tocou.

— Então definitivamente não tem com o que se preocupar. – Ela respondeu se levantando e caminhando até a porta, mas antes, parando para retomar a concentração.

Os beijos de Tom faziam isso com ela. Fazia com que ela... Flutuasse, ou quase isso.

Tom se levantou e ficou ali, passando o peso de um pé ao outro, enquanto Bella cumprimentava os pais.

— Como você está, garota? – Charlie perguntou a abraçando e ela retribuiu fortemente. — E a faculdade? Precisa de algo?

— Bem, pai. A faculdade vai bem e eu até consegui vender um retrato.

— Isso é bom. – Respondeu olhando ao redor, seu olhar focalizando em Tom. – Então ele é o garoto que eu tenho que assustar? – Perguntou, passando a mão pelo bigode.

— Pai! Mãe, você prometeu. – Choramingou e uma mulher entrou, dando um tapa na nuca do homem na sala.

— Charlie, comporte-se. – Declarou, abraçando Bella e caminhando em direção a Tom logo em seguida.

— Está bem! – Resmungou, esfregando a nuca, onde havia recebido o tapa e estendendo a mão para Tom logo em seguida. – Então rapaz, quais são suas intenções com a minha garotinha? – Questionou, ignorando os resmungos de Bella ao seu lado.

— As melhores, senhor.

— Chefe Swan está bom, garoto.

— Pai! – Resmungou. – Eu não sou mais uma garotinha. Isso é realmente... – Dizia, mas se calou quando ele ergueu a mão.

— E que intenções são essas? Você a ama? – Questionou, ainda apertando sua mão.

— Bem, nós...- Dizia, mas foi interrompido por uma Bella irritada.

— Já chega disso. – Respondeu apontando para Charlie. – Você prometeu se comportar. Thomas não é um de seus suspeitos e ele não terá essa conversa com você antes de te-la comigo. Agora já chega. – Ralhou agarrando a mão de Tom e o puxando para a cozinha.

— Bella, está tudo... – Ele disse, mas ela ergueu a mão, tocando seus cabelos.

— Não tem que dizer algo porque meu pai está pressionando. Vamos no nosso ritmo está bem? Eu também não estou pronta pra dizer ainda, então vamos devagar, está bem? – Perguntou e ele assentiu a beijando.

~*~*~*~*~*~*~*~*~

— Eu acho que não como bem assim desde ação de graças. Ótimo jantar, Bells. – Charlie declarou, ajustando os botões da calça.

— Obrigada, pai. Mas eu não fiz nada. Foi Tom que cozinhou. – Explicou com um sorriso satisfeito no rosto. Sabia que se contasse que ele havia feito, Charlie colocaria defeitos.

— Bem, nesse caso, acho que gosto um pouco mais de você, garoto. – Murmurou, abrindo outra cerveja.

— Obrigado, chefe Swan. – Respondeu, com um sorriso nervoso.

— Ele está certo, querido. Está tudo delicioso. Bella tem sorte de encontrar um rapaz tão prendado. – Declarou, se levantando, ajudando Bella a apanhar os pratos e levar para a cozinha.

— Pode deixar, senhora Swan... – Começou, mas ela ergueu a mão.

— Apenas, Renée, querido. Eu não gosto de formalidades como o teimoso do meu marido ali.

— Renée! – Charlie ralhou e ela deu ombros.

— O que? Você sabe que adorou o assado e que está louco para jogar aquele vídeo game desde que chegou, mas prefere bancar o pai protetor e tentar assustar um garoto que sabemos que gosta de verdade da nossa menina. – Explicou calmamente, fazendo Tom e Bella abrirem a boca, observando.

— Tanto faz. – Bufou, cruzando os braços, enquanto as meninas retiravam a louça.

— Gostaria de jogar uma partida? Eu tenho alguns jogos se quiser... – Começou, e pensou ter visto um vislumbre de sorriso nos lábios do chefe.

— Você tem algum de luta? Porque eu já vou avisando que vou te dar uma surra. – Comemorou se levantando.

— Pai! – Ouviu Bella gritando da cozinha, e apenas revirou os olhos, respondendo.

— No jogo, garota! No jogo. – Gritou, caminhando até a sala. – Elas pensam que eu sou o que? – Murmurou, se sentando na poltrona. – Você vem ou não, garoto? – O chamou, pegando Tom olhando para Bella, com um sorriso bobo e o fazendo correr.

— Claro, chefe. – Respondeu, ligando o jogo, quando ouviu Charlie suspirar ao beber sua cerveja e segurar o controle.

— Apenas Charlie, garoto. Apenas Charlie. – Declarou, voltando sua atenção ao jogo.

~*~*~*~*~*~*

— Meu pai virou seu fã. – Declarou, se jogando no sofá, ao lado de Tom. – Acho que ele nunca comeu tanto quando eu cozinho.

— Alguém com ciúmes? – Questionou, puxando-a para seu colo.

— Com ciúmes? Acabei de me livrar das próximas refeições. – Gargalhou. – Depois do seu assado, eu passaria vergonha se cozinhasse alguma coisa para eles.

— Muito engraçado. – Respondeu, cutucando suas costelas, fazendo com que ela sorrisse, tentando se afastar.

— E então? O que faremos no seu aniversário? – Bella perguntou, apoiando os pés, confortavelmente sobre as pernas de Tom, enquanto ele os massageava de leve.

— Pizza e maratona Star Wars? – Perguntou, sorrindo, torcendo para que ela deixasse aquilo de lado.

— Tom! É seu aniversário. Temos que comemorar. – Ralhou.

— Eu estarei com você. Essa é minha comemoração. – Explicou, calmamente.

— Mas...- Começou, mas ele a interrompeu.

— Eu não costumo comemorar, está bem. De verdade, Bella. Qualquer coisa que fizermos, será bom. Estando com você, topo até comida japonesa.

— Você odeia comida japonesa. – Respondeu, negando.

— É, mas você adora, e eu adoro você. – Declarou, roubando um beijo.

— Está bem, podemos fazer uma maratona de Star Wars. Mas eu vou fazer um jantar especial e um bolo de aniversário. – Ralhou, cruzando o braço contra o peito.

Tom sorriu, pegando uma de suas mãos e a puxando.

— Pensei que depois do meu assado, você não iria cozinhar mais. – Provocou, fazendo com que ela revirasse os olhos.

— Alguem está ficando convencido. – Bella cantarolou, jogando uma almofada nele. Rapidamente ele a segurou, devolvendo o ataque, mas sem realmente se empenhar em vencer. Em alguns minutos, uma guerra de travesseiros havia começado, e o apartamento era preenchido por gritos e risadas.

Com um dos golpes, Bella se desequilibrou, tropeçando na mesa de centro e caindo, com um gemido de dor.

— Bella! – Ele gritou, correndo até ela. Sua expressão transmitia dor, enquanto ela tentava segurar o próprio tornozelo.

— Isso dói. – Gemeu, mordendo o lábio, abafando os novos gemidos que tentavam sair.

— Deixa eu ver. – Pediu, tocando gentilmente. Assim que Tom a tocou, ela choramingou, apertando os olhos. – Não parece quebrado, mas acho que está luxado. – Declarou, afastando a mão dela. – Eu preciso imobilizar, Bella.

— Vai doer? – Questionou.

— Só um pouco. Eu prometo que logo vai passar. – Garantiu, se levantando e correndo até uma maleta de primeiros socorros que havia no armário do banheiro.

Tom voltou, terminando de imobilizar o local e passando seu braço pela dobra do joelho dela.

Ele se apoiou na própria perna, e com um impulso, levantou Bella nos braços.

— Vai ficar tudo bem. – A tranqüilizou. – Você precisa de um hospital, vamos lá.

— Eu pensei que você fosse médico. – Retrucou, ainda choramingando de dor.

— É, mas você vai querer uma anestesia, amor. Vai se sentir melhor. – Garantiu, a carregando porta a fora.

~*~*~*~*~*

— Eu me sinto meio idiota. – Bella declarou, quando Tom a colocou na cama. Seu tornozelo estava no lugar outra vez e enfaixado. – Não acredito que quase quebrei o pé.

— Quase é a palavra chave. Fico feliz que esteja bem. – Respondeu, beijando sua testa e erguendo levemente o pé, o apoiando nos travesseiros.

— Como é que eu vou fazer seu jantar de aniversário? – Questionou emburrada, quando ele se sentou ao lado da cama.

— Isso quer dizer que vamos voltar ao plano da pizza? – Perguntou, fazendo com que ela revirasse os olhos. – Bem, está tarde e você precisa descansar. – Declarou, depois de terminar de acomoda-la.

— Aonde você vai? – Bella perguntou, erguendo a sobrancelha.

— Para a sala, se você não se importar. – Acrescentou rapidamente. — Pensei em dormir no sofá. Você não pode andar por aí e se precisar de alguma coisa... – Apontou para a sala. – Estarei bem ali.

— Ou você pode simplificar as coisas e ficar bem aqui. – Respondeu, apontando para o quarto.

— Quer dizer, dormir aqui no chão? – Perguntou, cruzando os braços, fazendo com que ela bufasse.

— Se você faz realmente questão. Mas eu estava pensando em algo um pouco mais confortável. Como a cama, por exemplo.

— Mesmo? – Questionou sem acreditar. – Tudo bem se eu dormir na sala, Bella. Realmente não me importo se você não...

— Tom! – Ralhou, fazendo com que ele se calasse.

— O que? Olha, não é que eu não queira dormir aqui, amor. Eu só não quero... Sabe, forçar uma situação. Quando sugeri que eu dormisse aqui, eu...

— Tom, pelo amor de Deus! É você, meu namorado. Eu conheço você. Você ainda está operando em modo médico e namorado preocupado. Provavelmente nem notou que eu não estou usando uma calça! – Gargalhou, ao notar a expressão envergonhada do namorado. – Tenho certeza de que é seguro.

Ao perceber que ela falava sério sobre não estar usando uma calça, um tom rosado tomou conta de suas bochechas.

— Está tudo bem. – O tranqüilizou sorrindo. Ao menos a dor havia diminuído.

— Está bem. Eu acho que vou tomar um banho, está bem?

— Claro. Cheiro de hospital, não é? – Perguntou e ele assentiu.

A porta estava entre aberta, quando ele tirou a camisa. Ele era um cara relativamente magro, mas seus ombros eram largos e todo seu corpo era bem definido. Um milagre, uma vez que era completamente sedentário.

Bella o observava, quando ele a flagrou pelo espelho. Rapidamente negou com a cabeça, fechando a porta, acabando com a diversão.

— Talvez seja melhor eu fechar a porta. – Declarou, olhando.

— Eu discordo. Eu estou adorando a vista. – O provocou, fazendo com que ele revirasse os olhos.

— Sabe, você é uma provocadora. Se você corasse mais vezes, talvez fosse divertido.

— Eu discordo. É bastante divertido te ver corando. – Apontou. – Você é bonito, inteligente divertido e ainda sim humilde a ponto de corar quando recebe um elogio que não seja direcionado ao seu cérebro. – O provocou, fazendo com que um sorriso brotasse.

— Você é impossível. Eu volto em alguns minutos. – Declarou, fechando a porta do banheiro.

Alguns minutos depois que Tom fechou a porta, o telefone começou a tocar. Bella se lembrou que havia o deixado na cozinha e tentou se apoiar no pé bom, e mancou até a cozinha.

— Ei, você. – Atendeu o telefone, enquanto olhava para o pé.

— Aonde se meteu, garota? Tentei falar com você o dia todo, Dory.

— O que aconteceu com a boa e velha educação, Martin? Eu estava no hospital. E estou bem, obrigada. – Retrucou.

Hospital? Você está bem? O que aconteceu, Isabella? – Disparou as perguntas, preocupado.

— Eu estou bem, Martin. Foi uma coisa idiota e não quero falar nisso. Eu e meu gesso vamos nos virar bem. – Explicou. – Talvez eu devesse pinta-lo. O que acha?

Você é flexível o bastante? — Questionou, já mais tranqüilo. Ela parecia bem.

— Pode apostar sua bunda. – Respondeu, se virando ao ouvir um barulho.

— Você é uma garota teimosa, sabia? – Tom declarou, se encostando contra o batente da porta. – O que eu disse sobre descansar?

— Espere um pouco, Martin. – Declarou, se voltando para o namorado. – O telefone estava tocando.

— Claro. Diga oi para ele por mim. – Respondeu, cruzando o braço.

— Tom disse oi. – Ela murmurou no telefone.

— Aposto que ele mandou que você repousasse, mas você não ouviu. É um cara inteligente, mas é da senhorita teimosia que estamos falando. Diga que eu lhe disse oi também.

— Engraçadinho. Ele disse oi e me mandou descansar. Disse que você é inteligente e eu teimosa. Vou desligar agora, Martin. Falo com você mais tarde.

— Vá descansar, Dory. – Se despediu, desligando.

— Nem uma palavra. – Apontou para Tom, ao desligar o telefone. Ele apenas sorriu, erguendo as mãos em rendição.

— Como ele está? – Perguntou, se aproximando do balcão e pegando o leite da geladeira antes que Bella pudesse se mover. Ele serviu um copo e entregou para ela, que sorriu.

— Você é um anjo, sabia? – Perguntou, bebendo seu leite. – Ele está bem. Logo vai terminar a residência e poder fazer a especialização que tanto quer. – Acrescentou.

— Pediatria. – Tom completou, fazendo Bella assentir.

— Isso. Ele adora crianças e logo irá cuidar delas. – Explicou, voltando ao leite.

— Parece bom. Sabe, para quem gosta. Aposto que se dará bem. – Respondeu, guardando o leite. – Está tarde, mocinha. Hora de descansar. – Acrescentou, a pegando nos braços.

— Eu não sou uma inválida, sabia? – Questionou, divertidamente.

— Eu sei. Mas gosto de te carregar. – Respondeu, caminhando até o quarto.

— Você está quente e molhado. – Declarou, tocando seu peito.

— Eu acabei de sair do banho. – Respondeu sorrindo, a colocando na cama.

— É um cheiro bom.

— Bom saber. — Declarou sorrindo. — Acha que vai ficar bem aqui amanhã? – Perguntou preocupado. – Sabe, eu não preciso ir. Posso remarcar e...

— Não, você vai.

— Mas...

— Tom, você conseguiu uma bolsa de estudos em uma universidade renomada. Eu não vou ficar no caminho da sua pós. Eu ficarei bem.

— Vão ser só algumas horas. Eu passo aqui no almoço para ver como você está.- Declarou, a tranqüilizando.

— Além disso, eu posso assistir um filme e ligar para o Martin. – Explicou, brincando com os cabelos dele. – Parece que faz dias que não conversamos.

— E quando eu vou conhece-lo? – Perguntou.

— Quer dizer, pessoalmente? – Questionou, confusa.

— Bem, seria bom. Conhecer o cara com quem minha namorada conversa e adora. – Respondeu.

— Ciúmes, senhor Clarke? – Questionou, sorrindo. – Ele não mora aqui, mas tem pensado em fazer uma visita. Talvez seja uma boa hora. Posso ver com ele. – Acrescentou bocejando. – Sabe, estive pensando em um coisa sobre qual não conversamos.

— Nossas preferências por DC ou Marvel? Porque essa seria uma longa conversa.

— Não. – Respondeu sorrindo. – Embora essa seja uma boa conversa. Agora que meus pais vieram aqui, me dei conta de que não sei nada sobre os seus.

— Eu acho que prefiro a conversa sobre DC e Marvel. – Murmurou, cobrindo o rosto com o travesseiro.

— Qual é? Eles não podem ser assim tão ruins. – Declarou, mas parou ao imaginar outra possibilidade. – Acha que eles não gostariam de mim? – Perguntou insegura, fazendo Tom se livrar do travesseiro na mesma hora.

— Acho que adorariam você. Qualquer um em sã consciência adoraria. Acho que até adotariam você, amor. Não, acho que adotariam o Martin. Ele sim, parece o modelo de filho perfeito que o lunático do meu pai imaginou. – Explicou.

— Tão ruins assim? – Perguntou e ele assentiu. – Meus pais gostaram de você. Mas você parecia... Distante depois do jantar. Foi algo que meu pai disse? – Indagou e Tom negou rapidamente.

— Não. Charlie foi ótimo. Bem, o melhor que um sogro pode ser, mas foi ótimo. É só que... Talvez eu tenha ficado com um pouco de inveja. – Murmurou, se virando, olhando para ela. – Seus pais são legais e se preocupam com você e os meus...

— Os seus... ? – O encorajou a continuar.

— Minha mãe tem uma obediência cega ao meu pai, que eu nunca vou entender. Basta que ele diga pule e ela apenas pergunta a altura. – Explicou suspirando. – E o meu pai... É só mais um médico que queria que os filhos fossem médicos também e seguissem seus passos.

— Filhos? No plural? –Indagou e ele assentiu.

— Sim. Tony nunca quis ser médico, então imagine a reação do nosso pai quando o seu filho mais velho também abandonou a medicina. – Declarou, em tom debochado.

— E o seu irmão? É muito mais novo? Você o visita? – Perguntou, brincando com os cabelos dele, enquanto o rosto de Tom continuava franzido.

— Ele tem é um ano mais velho do que você, então isso faz dele dois anos mais novo do que eu. E a ultima vez que o vi, foi quando fui convidado a me retirar de casa, três anos atrás.

— Seu pai te expulsou de casa? – Praticamente gritou.

— Seu pé! Deite ou a história acaba. – Pediu e ela obedeceu, resmungando. – Sim, ele o fez, mas se serve de consolo, eu teria saído de qualquer maneira. Nunca gostei de como as coisas eram feitas e decididas ali.

— Seu irmão não ficou ao seu lado? Sua mãe? – Questionou, sem acreditar. – Como....?

— Como eu disse, gosto dos seus pais. – Respondeu, dando de ombros.

— Mas isso... Isso é tão... – Murmurou, procurando palavras para expressar a raiva que sentia.

— Bella. – Tom a chamou, segurando sua mão, entrelaçando seus dedos. – Está tudo bem. Não me importo de viver sozinho.

— Essa é a questão aqui, Thomas. Você não está sozinho. Não mais. – Explicou, fechando sua mão contra a dele. Sentindo seu toque, seu calor.

— Não. Não estou mais. – Respondeu se deitando ao seu lado, fazendo com que ela se aconchegasse a ele. – Agora durma um pouco, Bella. Amanhã será um novo dia.

Obra de Bella Swan

Notas finais
Quem ficou com pena do Tom e raiva dos pais dele levanta a mão!!! Porque eu fiquei. Tom nem imagina o quão perfeito filho Martin seria.... Teorias do caminho que a fic vai tomar? Contiuem acompanhando, comentando e recomendando.