Cartas de um amor desconhecido

26 Capítulo 26 A grande descoberta


Notas iniciais
Oi pessoal, estou há tempos sem postar por causa da escola!! Peço-lhes perdão!! Estou pensando em postar uma nova história, na verdade são textos diversos que eu faço, me falem o que acham da ideia e se gostariam de ler!!

Ok, eu já não sabia mais o que estava acontecendo, parecia que de forma indireta, todos estavam me deixando de lado, como se tivessem algo a mais para fazer, como se as coisas tivessem mudado da água pro vinho, a Ana com aquela mensagem tinha me deixado preocupada, afinal, o que estava acontecendo? O Panda estava estranho também, há alguns meses éramos tão próximos, tão amigos, hoje nem nos falamos direito, na verdade eu não sei o que houve entre nós, como nos afastamos desse jeito? O que entrou no meio da nossa amizade? Ai tem o Math que a gente nem se fala mais, ele sumiu do nada e, por fim, o Jack, que me pede em namoro, mas, do nada, some sem deixar explicações.

Decidi ir atrás dele, precisava saber o que estava acontecendo e, logo depois, eu iria passar na casa da Ana para saber o que estava acontecendo, provável que tenha a ver com o relacionamento dela com o Daniel, há um tempo atrás eles tinham decidido deixar rolar pra ver no que dava, mas depois daquele ataque dele comigo por causa do Jack falando que ele não prestava, não sabia mais o que pensar nem o que fazer. Por falar no Jack, preciso achar algum lugar para procurá-lo, eu sei que nesse horário não tem ninguém na casa dele.

Acho que o Math pode me ajudar,ele fala com todo mundo e as vezes sai com o grupinho do Jack, vou ligar pra ele e ver no que dá:

—Alô?

—Math!?

—Sophia é você? Quanto tempo haha

—Pois é a gente nunca mais se falou...

—É verdade, deveríamos marcar com a galera de sairmos todos juntos, o que acha?

—Ótima ideia, só marcar!!!

—Ok então eu marco e te aviso!! Eai? Ligou por algum motivo específico?

—Liguei sim Math, o Jack sumiu e como você saía com ele de cez em quando, queria saber se você sabe de algum lugar que ele sempre vai, pra eu poder procurá-lo..

—Ah, você ligou por causa do Jack.. Então faz tempo que eu não converso com ele nem com ninguém do grupinho dele, mas eu sei que as vezes, quando ele precisa pensar, ele vai na praçinha que fica atrás daquela sorveteria que nós fomos naquele dia.

—Ah, então eu vou procurar ele lá!! Muito obrigada Math, quando marcar me avisa que eu quero muito sair com você de novo!

—Hahaha precisando de qualquer coisa, pode me ligar, eu sei que a gente se afastou um pouco por causa da escola, mas eu sempre estarei aqui.

—Muito obrigada!! Beijos

—Beijos, tchau!!

Bom agora é só ir até lá, subi as escadas, coloquei uma blusa e peguei uma sombrinha porque parecia que ia chover, subi a rua, virei a esquina e assim que cheguei na sorveteria, atravessei o farol e cheguei na praça, assim que cheguei vi que ela estava vazia, na verdade, só havia duas pessoas lá, um deles era Jack, eu sabia que era ele porque ele estava usando a mesma blusa vermelha que usara no dia em que me pediu em namoro, mas a outra pessoa eu não identifiquei quem era, ao invés de ir em direção a eles,me escondi atrás de uma árvore e decidi esperar e ver o que faziam ali, parecia que eu conhecia aquela pessoa, mas não lembrava da onde. Se passaram 15 minutos e eles ainda estavam conversando, eu não entendia o porquê de tanto suspense, se ele queria conversar com alguém era só ter me falado, eu até iria junto se ele quisesse, mas de repente, eu entendi o que eles estavam fazendo ali e o porquê de ele não ter me falado nada, questão de segundos depois eles se entreolharam, ele passou a mão pela cintura dela, foi desse jeito que eu percebi que era uma garota, ela soltou os cabelos e eles se olharam de frente, foi ai que eu a reconheci, era a Ana, a minha melhor amiga, desde a infância, ele colocou a sua mão direita no rosto dela e a beijou, um beijo ardente e demorado, como se tivesse acontecido por várias vezes durante horas, umbeijo caloroso de amor, era nítido o sentimento que existia um sentimento ali, assim que me dei conta, as lágrimas já estavam rolando há tempos pelo meu rosto e, para melhorar, começou a chover, uma chuva fina de verão, foi naquele instante que eu senti o meu coração se partir em milhões de pedacinhos pequenos, não tive dúvidas, precisava falar com alguém, liguei pro Math e quando ele atendeu eu já estava chorando igual uma criança, tentei explicar, mas ele não entendeu muito bem, só disse que estava indo para a praça e que era para eu esperá-lo lá.

Jack e Ana ainda estavam no banco da praça, eles abriram um grande guarda-chuva e ficaram de baixo dele se abraçando e conversando, quando Math chegou ele me viu e foi naminha direção, ele me abraçou de uma forma que eu jamais poderia descrever, a gente estava conversando e ele me abraçava tão calorosamente que nem percebemos quando eles foram embora, eu estava em estado de choque e não sabia o que fazer, por fim, cerca de uma hora depois de tanto chorar nos braços do Math, ele me levou para casa, se despediu, me deu um beijo na testa e disse:

—Sou seu amigo, estou do seu lado, pode confiar em mim, estarei sempre aqui, beijos, tchau..

Fui direto para o meu quarto, não desejava falar com ninguém, não queria saber de nada naquele momento, fui descansar, tirei a blusa de frio e ao colocá-la na cadeira da minha escrivaninha, um papel caiu do bolso, nele dizia: "Oh, minha pequena flor, eu gostaria de poder acalentar a dor desse seu coração partido, ele não te merece, me perdoe por não ter coragem, mas sinto que ainda não é a hora, saiba que eu te amo, desde sempre e para sempre..

-O Menino Apaixonado"

Depois dessa carta, eu realmente não sabia o que fazer...