Cartas de um Carteiro

7 CAPÍTULO 6 - Dia de Faxina


Quarta-Feira, 06:45 AM

— Lexy. — A voz calma do loiro acorda o garoto. — Lembra o que combinamos hoje?

— Dia de faxina? — O moreno se senta na cama, recebendo uma bandeja com chá e algumas torradas de café da manhã, sua voz era cansada e não parecia querer se animar.

No dia anterior, Anderson havia acordado bem cedo, teria que ir rápido até sua casa, pegar mais algumas peças de roupa e logo depois correr para o trabalho, onde ficou até cerca de quatro da tarde. E assim que retornara para a casa de Alex, se deparou com todas as portas e janelas trancadas, o garoto estava realmente com medo de ficar sozinho ali, mas não tinha outra opção a não ser essa.

Após entrar na casa, tomar uma ducha e comer a refeição preparada por Alex, o homem decide propor algo. Diz que, como os pais do jovem provavelmente chegariam em dois dias, eles precisavam deixar a casa limpa para a chegada deles, assim facilitaria ainda mais a montagem da árvore e a colocação dos enfeites pela casa. O menor concordou, pelo menos naquele momento.

— Não podemos deixar isso pra mais tarde? — Questionou já de pé, alongando o corpo ainda cansado. — Meus pais nem iriam ligar se a casa não fosse limpa. — Tenta argumentar, porém o homem apenas sorria da preguiça dele.

— Vamos lá. — Ele passa a mão pelo cabelo do garoto, o bagunçando ainda mais. — Quando começarmos você vai ver que será divertido. — Ele recolhe a bandeja já sem alimento algum e ruma em direção a cozinha, local por onde decidira iniciar a limpeza.

— Por onde começo? — Após terminar sua higiene matinal, o dono da casa aparece na cozinha, percebendo Anderson, que estava sem camisa, mostrando todo seu corpo malhado, short curto, em tom branco, que marcava sua cueca vermelha, e cabelo preso em um rabo de cavalo, Alex ficou corado, não conseguiu nem olhar nos olhos do homem quando o mesmo o encarou.

— Pode tirar o pó do sofá e da estante da sala? — Diz antes de notar a cor rubra no rosto do menor. — Aconteceu alguma coisa? — Ele se aproxima rapidamente do garoto, sem lhe dar chances de fugir. — Será que é febre? — O maior põe a mão direito no rosto do rapaz, que fica ainda mais vermelho. — Você está quente, quer ir ao médico?

— N – Não precisa. — Dando as costas para o outro, Alex corre pra sala de sua casa, mas não sem antes pegar um espanador próximo onde fica a lavanderia.

Enquanto passava o espanador pelos móveis da sala, a imagem de Anderson não saía da mente do moreno. Ele ainda continuava com um tom rosado em seu rosto, porém tentava se controlar ao máximo para que o homem não o notasse quando estivesse por perto. Não foi muito difícil terminar o serviço naquela parte da casa.

— Já terminou? — Um arrepio percorre o corpo de Alex. O maior estava atrás dele, não poderia virar com o rosto vermelho como estava. Ele apenas acenou positivamente com a cabeça. — Pode me dar uma ajuda nos quartos então? Não quero ser intrometido e sair fuçando em tudo sozinho.

— Vou só guardar o espanador e já vou lá. — Antes que o garoto pudesse fazer qualquer movimento, Anderson segura sua mão e retira o espanador dela, dizendo apenas um “Deixa que eu faço isso.” e se apressa a levar o objeto de limpeza até seu devido lugar. E aproveitando a deixa do homem, o moreno corre em direção ao carto de seus pais, na tentativa de não deixar que o outro veja seu rosto avermelhado.

“Porque?” Já no quarto de seus pais, Alex começa a se questionar sobre o porquê de estar tão envergonhado por ver o loiro daquele jeito. “Nem mesmo com o John eu fico envergonhado. E olha que já peguei ele de cueca no meu quarto.” O garoto estava perdido em seus pensamentos, tanto, que nem dera conta do homem atrás de si, apenas observando cada movimento seu, com um sorriso no rosto.

O maior vai se aproximando dele, vagarosamente, queria tentar algo. — Perdido em pensamentos, Lexy? — O garoto se assusta, levantando seu corpo, que antes estava inclinado pra frente, rapidamente e com um giro se vê frente a frente ao loiro, que fita seus olhos, e pouco a pouco leva suas mãos até a cintura do garoto. — Você parece mais tímido hoje. — Um arrepio percorre o corpo do menor assim que sente as mãos do homem tocando seu corpo. Seu rosto fica ainda mais vermelho.

— O – O que vai fazer? — Num último resquício de voz ele pergunta, mesmo já sabendo a possível resposta.

— Algo que eu quero fazer há muito tempo.

O rosto de Anderson começa a ficar cada vez mais próximo do de Alex, o garoto não sabia exatamente como agir, ele queria aquilo, porém não tinha certeza se conseguiria fazer tal coisa.

— Anderson eu... — Tarde demais, seus lábios já estavam juntos, e sem o comando do jovem, sua boca já se movia no mesmo ritmo e intensidade da do homem, que logo pediu passagem com a língua, o que é concebido de bom grado.

Eles ficam assim por alguns instantes até seus pulmões implorarem por ar, o loiro encarando o menor com um sorriso no rosto e Alex atordoado, porém ainda sim querendo mais. O de cabelos negros passa seus braços por trás do pescoço do maior e o puxa pra cama de seus pais.

Anderson sem pensar duas vezes começa a beijar o garoto, partindo de sua boca, seguindo para o pescoço e por fim decide tirar a camiseta do moleque, indo direto até seus peitos, onde beija e dá algumas mordidas de leve, fazendo o mais novo soltar alguns gemidos de prazer.

— Você tem certeza que quer isso? — O mais velho teve que perguntar, as mãos de Alex estavam em seu short. Ele acena positivamente, seu rosto estava bastante vermelho. — Ok. — Deixou que o garoto retirasse seu short, revelando a cueca box vermelha. Anderson então aproxima sua boca da orelha do outro e cochicha. — Agora é minha vez.

O mais velho começa a puxar o short de seda do garoto pra baixo, ele estava de cueca simples e branca, porém não por muito tempo, já que o carteiro também a retira, deixando-a de lado na cama. Inclina um pouco seu corpo até sua boca conseguir tocar o membro do jovem.

Os movimentos de ir e vir com a cabeça se iniciam, seus lábios já haviam envolvido o membro de Alex, que a cada subir e desce se contorcia de mais e mais prazer. As mãos do maior passeavam pelo corpo do moreno, ele estava à procura do rosto dele e, assim que o acho, deixou de lado o membro ereto do garoto para dar, mais uma vez, atenção pra sua boca. Eles ficam assim por alguns minutos até o garoto levar suas mãos até a cueca do mais velho, fazendo menção de tirá-la.

Finalmente os dois estavam sem roupa, Alex por baixo do corpo do maior, suas pernas envoltas na cintura dele com seu membro ainda ereto. Anderson também tinha seu membro ereto, estava tocando o garoto, ainda pensativo se faria ou não aquilo com ele.

— Lexy...? — O mais novo acenou positivamente com a cabeça, ele queria tanto quanto o maior. — Prometo que vou devagar.

Dito tais palavras o homem pega no bolso de seu short um preservativo, já estava guardando-o pra caso acontecesse algo, o abriu e vestiu-o, lubrificou um pouco o garoto com saliva e posicionou seu membro. Começou a forçar, de início vagarosamente e, assim que a cabeça de seu membro teve acesso ao interior do garoto, ele para, tanto por estar dando um tempo pro garoto se acostumar, como também por ter visto a expressão de dor no rosto dele.

Pensou em retirar seu membro do menor, porém fora impedido. — Não! — Alex diz. — Eu aguento isso. — Afirmou tentando dar um sorriso, porém, com o leve movimento que fez com o corpo, uma forte pontada o fez soltar um grito, esse que fora abafado por um beijo de Anderson.

º º º

Mesmo dia, 12:45 AM

Já haviam se passado algumas horas desde que o “casal” havia dormido após terminarem o que haviam começado com uma brincadeira. A faxina na casa, que fora interrompida, talvez não tivesse chances de ser concretizada hoje, já que o mais velho teria que ir trabalhar em alguns minutos e, ainda por cima, não havia acordado.

— Anderson. — A voz do menor estava fraca devido ao sono, porém conseguiu chegar até o loiro. — Você não trabalha hoje? — Questionou.

— Hum? — Ainda atordoado o maior tenta entender o que Alex havia dito. — Trabalhar? — Como se uma forte corrente de energia passasse pelo seu corpo, o homem salta da cama. — Que horas são? — Procura o celular no bolso de seu short que a essa altura estava no chão. — Estou muito atrasado! — Exclama recolhendo tudo do chão. — Vamos, precisamos de um banho. — Puxou o garoto pelo pulso, o fazendo soltar um gemido de dor. — O que houve?

— Ainda estou com um pouco de dor. — Disse envergonhado. — Pode ir na frente, você precisa ir trabalhar.

— Me desculpe por isso. — O loiro se inclina sobre o outro depositando um beijo em sua boca. — Posso ficar em casa com você hoje, se quiser.

— Não se preocupe, pode ir. Só preciso descansar mais um pouco e logo estarei bom de novo.

— Tudo bem então — Disse, se apressando para o banho.

º º º

Mesmo dia, 03:24 PM

Alex havia dormido até as duas da tarde, se levantou mesmo com seu corpo ainda dolorido pelo que havia feito mais cedo com o carteiro e rumou para o chuveiro, mas não sem antes acabar com os vestígios do que acontecera ali. Tomou um bom banho quente para relaxar o corpo, vestiu uma roupa confortável, seu short e camiseta do pijama, e foi para a sala, assistir alguma coisa.

Estava vendo um desenho qualquer na TV, seu celular sobre a mesa de centro transparente e um copo de refrigerante em mãos quando a campanha tocou. Se levantou com certa dificuldade, ainda pelas doires, e foi ver de que se tratava.

Olhou pelo “olho mágico” e não avistou ninguém, decidiu então abrir a porta e pra sua surpresa não havia ninguém ali, talvez uma brincadeira de alguma criança dos vizinhos, voltou pra dentro trancando a porta.

— O que é isso? — Se abaixou para pegar um pequeno envelope que estava no chão, provavelmente fora passado por debaixo da porta antes dele chegar até a mesma. “Aquele velho ainda vai insistir nisso?” pensou, já se direcionando até o lixo da cozinha para jogar o papel, o que não o fez, já que sua curiosidade fora maior e Anderson havia ameaçado o homem, então, ele não teria tanta coragem para continuar enviando cartas para ele. — Não pode ser! — Deixando o envelope com seu conteúdo cair no chão, o de cabelos negros recua dois paços até se apoiar na bancada da cozinha, levando sua mão até os cabelos, num sinal de desespero.

Ele continuou encarando o conteúdo do envelope no chão... Uma foto dele e de Anderson, na cama, em pleno ato sexual.