Cartas Que Nunca Foram Entregues
12 Viktor para Hermione
Notas iniciais
Cartas que Nunca foram Entregues
Por Pikenna/Rebeca
Viktor Krum para Hermione Granger
Eu esperei uma carta sua, Hermione. Mas ela nunca veio. Eu esperei ansiosamente todos os dias, cada segundo observado pelos grãos de areia que caiam dentro da ampulheta. No entanto, a espera foi em vão. E aquela esperança que eu carregava comigo foi sendo destroçada dia após dia nessa espera eterna até não restar mais nada. Eu deveria saber que embora tenhamos nos divertido naquele baile, seu coração pertencia a outro e jamais viria a ser meu algum dia. Sou bom em competir no quadribol, sou um bruxo de excelência, porém, sou péssimo em disputar corações. Eu escolhi você, dentre tantas que me almejavam, mas eu nunca fui escolhido de volta. Você esperava que outro lhe pedisse a mão para uma dança no baile de inverno e como a sua espera também foi em vão, você aceitou meu convite de bom grado e com um sorriso tímido nos lábios. Naquele momento eu pensei que talvez eu tivesse uma chance, mal sabia eu que estaria apenas enganando a mim mesmo, caído na ilusão daquele sorriso singelo.
Não sei quanto a você, mas eu aproveitei cada segundo daquele baile, sugando o máximo possível da sua presença, tanto que seu perfume impregnou em mim e eu nunca mais fui capaz de esquecê-lo. Eu deveria deixa-la partir e não escrever a você essa carta desesperada por notícias suas. No entanto, não consigo ser altruísta a esse ponto, eu sou egoísta, eu preciso de uma carta sua, de uma resposta, de respirar novamente seu perfume embriagante. Não sei perder, Hermione. Eu sempre ganho. E te perder tem sido meu algoz. A vontade que tenho é de quebrar tudo na minha frente e de te abraçar tão forte quando a vê-la novamente para que não seja capaz de fugir de mim. Eu sei, assustador, intenso demais, pode-se dizer até que eu tenho um lado selvagem. Me perdoe. Eu mostrei a você meu melhor, o Viktor romântico, calado, sério, determinado, carinhoso, atencioso. Mas todos nós, seres humanos, temos nossos demônios escondidos dentro de nós. Estou mostrando a você a face de um deles.
Por favor, não fuja mais de mim. Retorne a minha carta, nem que seja para me dispensar. Eu preciso saber como foi aquela noite para você e como você está. O mundo bruxo está caótico, eu sei. E sei que estou sendo egoísta por também exigir atenção da sua parte quando tudo parece desmoronar ai para você e seus amigos com esse possível retorno do Lorde das Trevas. Mas esse sou eu, não posso fugir dos meus demônios, você pode? Caso a resposta seja positiva, por favor, me ensine, como você me ensinava nos momentos que tínhamos um com o outro naquela biblioteca, onde, na maior parte do tempo, eu a observava estudar. Não me incomodava o silêncio que nos envolvia, porque te observar era meu passatempo favorito. Observar cada traço do seu rosto, cada gesto, o modo como respirava. Tudo em você era lindo. Aliás, você é maravilhosa.
Estou me estendendo nessa carta. Não sou um homem de muitas palavras. Então, acho que encerrarei por aqui. Apenas me mande, por Merlin, uma carta! Estou em desespero. Não receber notícias suas têm sido angustiante e frustrante. Não tenho mais esperanças de tê-la rodopiando novamente em meus braços, acho que você deixou bem claro que não me deseja da forma como eu a quero. Mas, acho, ao menos, que podemos ser amigos. Espero por notícias suas, Hermione. Não destrua ainda mais meu coração que sofre calado. Você não é tão cruel assim, sei que é gentil e amável, então, não me deixe mais nessa espera torturante. Eu aguardarei por sua resposta, só mais dessa vez.
Por favor, me responda.
Viktor Krum
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