Notas iniciais
Gnt a coisa esta se prolongando kkkkkkAgradecemos a todas pelo carinho e incentivo nos comentários!Vamos ver o que esse casal lindo ainda nos reserva... ;)

Por Laura

O nosso passeio ocorreu muito agradável o dia passou e a tarde chegou tão rápido que quase não os vi passar, a Melissa estava radiante, só não estava mais feliz que o pai, ele parecia uma criança em dia de aniversario, quanto a mim era difícil descrever, estava amando tudo àquilo era muita felicidade junta, eu só esperava que isso não resultasse em algo ruim, não sei se foi pelos momentos de turbulência ou os acontecimentos do passado mas estranhava toda essa paz, paz era essa a palavra para descrever a sensação que eu senti quando entramos naquela casa, junto com essa sensação tão boa veio também lembranças não muito boas de mementos que eu passei ali mesmo naquela sala.

– Edgar já esta ficando tarde acho que é melhor eu ir pra casa.

– Ah a senhorita não vai ficar pra jantar com agente?

– Fica Laura, janta com agente.

– Não sei Edgar, não quero dar trabalho, a empregada deve ter feito tudo pensando que só vocês dois jantariam... eu só iria atrapalhar.

– Deixe de bobagem, eu vou ver se ela pode acrescentar mais um prato a mesa, se ela não puder nos jantamos na Colonial.

Ele nem espera pela minha resposta e sai em direção a cozinha, me deixando apenas com a Melissa que me sorri de um jeito bobo, eu aproveito a oportunidade e lhe questiono sobre algo que não saiu da minha cabeça o dia todo.

– Melissa meu amor, sobre aquilo que você falou com a sua vó mais cedo, o que é que o seu pai tem pra me perguntar?

– Ah eu não sei se posso falar...

– Hum é um segredo?

– Não sei se é segredo o papai não me disse nada!

– Mas é uma coisa boa ou uma coisa ruim?

– É uma coisa boa e acho que já sei qual é a sua resposta.

Eu franzo o cenho com essas palavras, então o que ele iria me dizer teria que ter uma resposta minha... eu estou me corroendo de curiosidade mas ao mesmo tempo não queria colocar a Melissa em uma posição de entregar o pai.

– A senhorita esta feliz não é?

– Estou sim Melissa.

– Meu pai também, hoje vocês estavam sorrindo igual na foto.

– Que foto Melissa?

– A foto do seu casamento com o meu pai.

– Do meu casamento? Seu pai lhe contou que nós nos casamos?

– Contou sim, mas falou que depois vocês brigaram... agora vocês fizeram as pazes não foi?

– Mais ou menos Melissa.

– Então você vai voltar a morar nessa casa?

– Não sei Melissa isso é um pouco mais complicado.

– Mas você ama ele não ama?

– Amo meu amor mas...

– Ele também te ama senhorita Vieira ele me falou...

Não sei porque neste momento eu ergo meus olhos e eles encontram o do Edgar um pouco mais distante da gente, mas pela expressão dele eu sei que ouviu o final da nossa conversa se não ela toda.

– A Lurdes já colocou a mesa vamos?

Eu balanço a cabeça afirmativamente e caminho junto com a Melissa para a sala de jantar, graças a Deus ela ficou empolgada por eu ter aceitado o convite para o jantar e se esqueceu do que estávamos conversando a pouco, eu não podia dizer o mesmo do Edgar que não conseguia tirar os olhos de mim, eu me perguntava se ele estaria muito zangado pela minha resposta a Melissa de voltar a morar nessa casa... e sabia que não poderia fugir a essa pergunta, mas por mais que a minha vontade fosse dizer que sim, que eu queria mais do que todas as coisas voltar a dormir e acordar todos os dias ao lado dele, os fantasmas no passado anda me atormentavam e tinha medo de uma atitude precipitada, movida pela emoção.

– Aceita me acompanhar no porto?

– Não sei Edgar a Melissa já esta caindo de sono, acho que necessita da atenção do pai.

– Então me espera, eu coloco a Melissa pra dormir e volto para tomarmos um porto.

– Edgar já esta tarde eu preciso ir embora.

– Eu levo você! Fica por favor.

Eu aceito então ele sobe com a Melissa prometendo não demorar, eu fico ali na sala algum tempo, mas acabo me dirigindo para o escritório do Edgar, aquele cômodo da casa tinha um valor especial para mim e eu me deixo perder em pensamentos, me aproximo de uma das estantes e levo a minha mão aos livros ali dispostos e dou um sorriso ao chegar em determinado titulo, foi o livro que o Edgar me emprestou logo no inicio do nosso casamento, quando lhe disse o paradeiro que os meus haviam tomado ele me disse que poderia pegar qualquer um dos livros que estavam ali, que não precisava pedir emprestado, que eles eram meus também.

– Com saudades?

– Ai que susto Edgar não vi você chegar.

– Como vi que não estava na sala logo imaginei onde você estaria.

– Desculpa a minha intromissão.

– Laura essa casa é sua mesmo você ainda não querendo voltar, ela sempre foi sua e sempre vai ser.

– Edgar não é que eu não queira voltar eu...

– Tudo bem Laura, não cometerei o mesmo erro, desta vez serei paciente.

As palavras dele me confortam e eu corro até ele e lhe dou um abraço que retribuído por ele, ainda mantendo o abraço eu me afasto um pouco para ver o seu rosto, ainda maravilhada com a sua atitude.

– Obrigada por me compreender Edgar.

– Laura esses últimos meses tem sido terríveis pra mim, eu não quero vive-los novamente.

– Nem eu Edgar, por mim eu ficava pra sempre assim, em seus braços!

– Olha que eu irei cobrar...

– Não me olhe assim Edgar, você prometeu que me levaria para casa.

– Não faz assim Laura, eu ainda não estou pronto para me separar de você!

– Nós passamos o dia inteiro juntos Edgar.

– Não foi o suficiente... fica, dorme comigo essa noite.

– Como dizer não a você Edgar?

– É simples, é só não dizer...

Ele me da um beijo apaixonado e depois me ergue em seu colo e me carrega para fora do escritório.

– Você pretende me carregar pela casa toda?

– Não por enquanto há um lugar em especial que sente muitas saudades de você.

– E eu posso saber qual é esse tal lugar senhor advogado?

– O nosso quarto você não sabe como ele vem sentindo a sua falta.

...

Depois do desjejum estávamos nos preparando para sair, eu voltaria para casa enquanto o Edgar iria até o fórum para resolver alguns assuntos pendentes ele tinha ido até o escritório para verificar algumas notações e eu fiquei aguardando na sala enquanto a Lurdes subiu com a Melissa para ajuda-la com a troca do vestido já que o outro havia sujado no café da manhã. Elas mal somem do meu campo de visão quando ouço batidas a porta, caminho despreocupadamente para atender mas meu sorriso se esvai quando vejo quem está por trás de gesto.

– Você? O que esta fazendo aqui?

– Eu é que pergunto Catarina, o que você faz aqui? Achei que já tinha entendido que não é bem vinda nesta casa.

– Isso era quando você ainda residia aqui, o que não é mais o caso, ouso dizer que a história mudou minutos depois que você deixou essa casa para ir morar no interior.

Sinto meu sangue subir com o cinismo dessa mulher, sabia que ela estava se referindo ao período que eu estive longe só para me provocar, assim como reconhecia a falsidade em suas palavras, eu abro a boca para lhe dizer umas verdades, mas o som da voz do Edgar vindo atrás de mim me impede.

– Mudou como Cataria? Quer fazer a gentileza de nos explicar...

– Ai que susto Edgar não vi você se aproximar.

– Sim eu percebi, mas continue com o que estava dizendo, o que foi exatamente que mudou depois que a Laura deixou essa casa?

– Ora Edgar porque me tomas? Eu só disse isso porque não gostei do modo com ela falou comigo, ela não pode me destratar assim na sua casa.

– Cataria essa casa é da Laura e ela trata quem ela quiser da maneira que quiser... e se eu não fui claro da ultima vez que falei contigo não quero correr o risco de cometer o mesmo erro desta vez, eu não quero a sua presença aqui nesta casa.

– Eu vim exclusivamente pela minha filha ou você se esqueceu de que ela tem mãe?

– Não, infelizmente deste fato eu não tenho como esquecer... ninguém aqui vai lhe impedir de vê-la mas isso ira acontecer em dia e horário marcado antecipadamente, para não afetar nem a sua agenda, que imagino estar bem movimentada e nem a dela que ira voltar a estudar e evitando assim esses encontros desagradáveis.

– Isso quer dizer que não a verei hoje?

– Exatamente, agora queira nos dar licença, pois estávamos de saída.

Ela se afasta soltando fogo pelas ventas e o Edgar fecha a porta e se vira para mim com a expressão preocupada.

– Edgar eu...

– Desculpa meu amor, eu não falei aquilo pra te pressionar, eu digo e repito, você terá todo o tempo do mundo para se decidir, eu prometo que serei paciente.

– Eu entendo e agradeço meu amor, e fico contente por você ter colocado aquela mulher no lugar dela.

Acho que diante da tomada de posição do Edgar diante da Catarina sinto um impulso forte de tomar uma decisão e com esse propósito dirijo um pedido a Edgar.

– Edgar o que tem para resolver no fórum é de extrema urgência?

– Não, nada de muito urgente por quê?

– Você pode me acompanhar até a casa de Isabel? Preciso resolver algo lá.

– Claro Laura assim aproveito para desfrutar de mais alguns momentos com você!

– humm deste jeito logo se enjoa

– Acho impossível que isso aconteça algum dia...

Chegamos até a casa de Isabel e a encontro na sala lendo, peço licença e levo Edgar até meu quarto, lá eu mostro a fantasia que usei no carnaval, ele franze o cenho surpreso e depois fica me olhando algum tempo e para por fim falar

–Era você? eu não estou acreditando, mas o que você queria falar com o Ciço?

– Edgar eu fui entrevistá-lo

– Por quê? Não pode ser você...

– Sim, eu sou Paulo Lima

– Mas por que o pseudônimo masculino?

– Você acha que o Guerra iria publicar a matéria se soubesse que era uma mulher

– Eu não estou acreditando Laura você sempre me surpreendendo... estou orgulhoso de você por ser uma ótima jornalista

Ele se aproxima de mim vagarosamente e me beija. Ao final do beijo eu pergunto:

– Edgar você espera na sala enquanto eu converso com Isabel?

– Claro meu amor.

Após conversar com Isabel e nos recompor da comoção eu peço sua ajuda e nós duas voltamos para a sala o Edgar nos olha surpreso e com o cenho franzido questiona:

– O que é isso... Laura essas malas?

– São minhas Edgar e estão pesadas... você me ajuda a levar para nossa casa?